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sexta-feira, junho 05, 2015

«Não lançaremos a privatização
a poucos meses das eleições legislativas»
[Pires de Lima, a 19 de Julho de 2014]


• Pedro Sousa Carvalho, Quem está a ganhar com esta privatização da TAP?:
    “Não lançaremos a privatização a poucos meses das eleições legislativas.” Palavra de Pires de Lima. Uma promessa feita ao jornal Expresso no dia 19 de Julho de 2014, a propósito da venda da TAP. Estamos a poucos meses das eleições, até já se conhecem os programas eleitorais, e o Governo está a privatizar a TAP. Usando uma expressão do próprio ministro da Economia, o Governo já deu “corda aos sapatos” e nada parece travar a intenção de vender a TAP, custe o custar. Mesmo que não custe nada. Mesmo que a companhia de bandeira nacional seja vendida por um vintém.

    A pressão e a dramatização que colocou na venda da TAP é tal que o Governo deixou pouca ou nenhuma margem de recuo para abortar a operação, mesmo que as propostas de Germán Efromovich e de David Neeleman sejam más e lesivas para o interesse do Estado. Mesmo que a credibilidade de alguns dos candidatos deixe muito a desejar. Há uma pressão enorme para vender a empresa antes da viragem do ciclo político. São escritórios de advogados, são consultores, são facilitadores de negócios, todos de mão estendida à espera dos honorários, das comissões, das avenças e dos success fee. O failure fee, se o negócio for ruinoso para o Estado, ficará para os contribuintes. Até há comentadores que opinam semanalmente sobre o negócio na TAP, e os escritórios onde trabalham estão ligados aos candidatos à compra.

    (…)

    Germán Efromovich há dois anos ganhou a privatização da TAP. Assumiu o compromisso de pagar 35 milhões de euros ao Estado, injectar 300 milhões na empresa e assumir dívida de mais de mil milhões de euros. Quando chegou a altura de passar o cheque ao Estado, disse que não tinha garantias bancárias. Um mau cartão-de-visita para quem pelos vistos não tinha um grande cartão de crédito. David Neeleman, que já tentou por três vezes colocar a sua empresa em bolsa e falhou, tem passaporte americano e brasileiro e, segundo as leis europeias, não pode comprar mais de 50% do capital da TAP. Como tal, Humberto Pedrosa, presidente da Barraqueiro, é quem aparece como líder do seu consórcio com 50,1% do capital. Esta tentativa pateta e tosca de contornar as regras europeias vai passar? Um destes dois senhores será o futuro dono da TAP. (…)»

segunda-feira, maio 25, 2015

Varela, um vice-governador sui generis


Num país que fosse normal, esta notícia da TSF abriria os noticiários das televisões e teria destaque nos jornais. No entanto, em Portugal, apenas Pedro Adão e Silva se mostrou estupefacto com a situação e, hoje, Sérgio Figueiredo escreve sobre a questão em causa. Como se não fosse bastante, parece que a pessoa em causa — que seria o preferido de Maria Luís Albuquerque para ocupar o cargo de governador do Banco de Portugal — se colocou numa posição em que tem dias em que é supervisor dos bancos e outros em que é accionista desses mesmos bancos.


Num segundo ponto do artigo que publica no Diário de Notícias, Sérgio Figueiredo faz alusão ao facto de Germán Efromovich, antes de o caderno de encargos da venda da TAP ter sido aprovado a 20 de Janeiro deste ano, já ter dois aviões a apodrecer em aeródromos de Espanha à espera de serem pintados com as cores da TAP, com os elevados custos que isso acarreta. Admite o colunista que poderemos estar perante um estranho caso de gato escondido com o rabo de fora:
    «Ou Germán é vidente ou recebe informação privilegiada do seu amigo que saiu deste governo sem saber ler nem escrever. Ou, então, há dois tóxicos prontos a sair do chão de um aeroporto de terceira categoria em Espanha para serem pintados com as cores de uma companhia que não precisa de mais problemas, porque já não suporta os que tem.»

sábado, maio 16, 2015

Por que Passos Coelho mente com os dentes todos
sobre a situação da TAP?



Não se trata de uma questão de opinião. Os relatórios e contas da TAP desmentem o alegado primeiro-ministro. Tendo-se licenciado aos 40 anos, não aprendeu a olhar para um balanço ou para uma demonstração de resultados? Razões ideológicas cegam-no? Haverá outros motivos que escapam ao comum dos mortais?

terça-feira, março 10, 2015

Saiba por que razão o Governo quer vender a TAP


• António-Pedro Vasconcelos, Saiba por que razão o Governo quer vender a TAP:
    «(…) Até agora, o ministro da Economia e o seu secretário de Estado tergiversaram em desculpas improvisadas, sem qualquer base de sustentação. (…)»