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quarta-feira, abril 24, 2013

"Mais participação, mais PS"

Aprofundar a democracia

• Pedro Nuno Santos, Aprofundar a democracia:
    ‘(…) é no entanto obrigatório continuarmos a aprofundar as possibilidades de participação dos cidadãos em todos os níveis de poder: local, regional, nacional e europeu. Aprofundar a democracia deve ser sempre um objectivo em si. Os partidos são e serão sempre elementos essenciais de qualquer democracia avançada mas os cidadãos têm de os sentir como seus. Infelizmente, não é isso que acontece. O esforço de abertura dos partidos à sociedade, de envolvimento dos cidadãos na construção das suas propostas políticas e de credibilização das mesmas é um dever de democracia. Enquanto militante e dirigente do Partido Socialista bater-me-ei sempre por estes objectivos. Foi com este propósito que um conjunto muito vasto de militantes do PS, em que me insiro, se juntou para apresentar várias propostas nessa direcção.’

sábado, fevereiro 09, 2013

A revolta dos Paradas

• Pedro Adão e Silva, A REVOLTA DOS PARADAS [hoje no Expresso]:
    ‘A ideia de que há uma lógica de reprodução de poder nos aparelhos dos partidos independente do sentimento dos cidadãos não é nova, nem necessariamente negativa. Pode mesmo ser vista como uma lei de ferro do funcionamento dos partidos: estes, para subsistirem, precisam de garantir níveis de coesão interna que requerem algum tipo de fechamento. A questão é, contudo, de grau.

    No passado, umas vezes melhor outras pior, os partidos portugueses foram encontrando formas de se sintonizarem com a sociedade e com os grupos sociais que representavam. Hoje, alguma coisa está a mudar. A sensação com que se fica é que o militante de base, em lugar de estar sintonizado com a sociedade, passou a estar em sintonia com o presidente da concelhia à qual pertence, criando-se uma bolha que separa sindicatos de voto e caciques locais do conjunto dos portugueses.

    O fenómeno é particularmente visível quando pensamos no poder autárquico e encontra no processo que levou à escolha do candidato do PS à Câmara de Matosinhos um exemplo de manual. Com um presidente em exercício eleito, os socialistas optaram por não patrocinar a sua recandidatura, apoiando a candidatura de António Parada. Ora o que é que qualifica Parada para ser candidato? A resposta é simples: é um grande mobilizador de militantes, traz consigo um verdadeiro sindicato de votos e foi, certamente, um dos grandes angariadores dos tais novos filiados que entraram para os partidos nos últimos tempos.

    É claro que sempre houve Paradas. A diferença é que, hoje, têm uma ambição que não tinham — passaram a alimentar o sonho de serem ministros —, e, mais importante, é em seu redor que gravita o essencial do poder nos partidos. No passado, os militantes eram muito influenciados pela sociedade e contagiavam as estruturas intermédias dos partidos. Agora, os militantes são controlados pelos Paradas que, por sua vez, garantem a reprodução do poder interno, com uma lógica que opera, cada vez mais, de costas voltadas para a sociedade. Esta revolta dos Paradas gera um paradoxo: a manutenção do poder no aparelho depende da criação de 'bolhas políticas', alimentadas por hordas de novos militantes, que são tanto mais eficazes quanto mais imunes ao que o país pensa.’