Entretanto, o Grupo Lena volta a estar na ribalta. Mas, a crer nos números, é manifestamente exagerada esta atenção que suscita. Com efeito, a construtora publicou um conjunto de dados que não permite concluir ter sido bafejada pela sorte de ter José Sócrates como primeiro-ministro. Veja-se:
- • A primeira participação em PPP do Grupo Lena foi em 1998, com a AEA, um investimento superior a 415 milhões de euros numa participação inicial de 12,5%;
• A segunda PPP foi a BRISAL, constituída em 2004, um investimento de 600 milhões de euros numa participação de 5%;
• A única participação em PPP no período de 2005 a 2011 foi de 6,8% na AEBT, a 7ª participação mais baixa em 8 empresas accionistas;
• No TGV (ELOS) o Grupo Lena tem uma participação residual de 13% em nove empresas participantes;
• Das 332 escolas inicialmente previstas para as três fases do programa Parque Escolar, apenas foram lançados 205 concursos públicos em duas fases, tendo o Grupo Lena vencido sete (em que apresentou o preço mais baixo). E na primeira fase não ganhou nenhum concurso.
Acrescenta o Expresso que a quota de mercado de obras públicas nos governos de Sócrates foi de 1,2%, contra 1,8% nos governos anteriores. E que, na carteira de 4,1 mil milhões de euros de obras, Portugal pesa 1%.