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quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Leituras

• Alexandre Abreu, Há dívidas e dívidas:
    «(…) É que enquanto os juros pagos todos os anos para remunerar a dívida pública japonesa são transferidos para as mãos do próprio sector privado japonês, alimentando a procura agregada, no caso grego - e português - correspondem a uma sangria de recursos para o exterior, uma repetida punção procíclica substancial em contexto recessivo. Ora, é da incompatibilidade entre essa transferência permanente de recursos para o exterior e a recuperação de níveis de crescimento e/ou inflação que permitam reduzir o nível de endividamento que resulta a inevitável insustentabilidade da dívida pública grega e portuguesa. Não interessam apenas o stock da dívida ou o peso dos juros: interessa também a quem são pagos esses juros e o que é que isso implica para a economia. (…)»
• Paul Krugman, Weimar on the Aegean:
    «(…) Despite this catastrophe, Greece is making payments to its creditors, running a primary surplus — an excess of revenue over spending other than interest — of around 1.5 percent of G.D.P. And the new Greek government is willing to keep running that surplus. What it is not willing to do is meet creditor demands that it triple the surplus, and keep running huge surpluses for many years to come. (…)»

segunda-feira, janeiro 12, 2015

Deflação

Boneco rapinado aqui

• João Galamba, Deflação:
    «Na zona euro, se excluirmos a posição Alemã - que, por razões de trauma histórico, vive num mundo monetário e financeiro que é só seu -, parece haver um amplo consenso em torno de dois temas: 1) a deflação é um problema grave; e 2) só o Banco Central Europeu a pode combater. Se o primeiro consenso é positivo, porque a deflação é, de facto, um gravíssimo problema para a zona euro, tenho muitas reservas quanto ao segundo.

    Num contexto de estagnação económica, endividamento elevado e taxas de juro diretoras próximas do zero, a deflação agrava o problema da dívida. Mas é uma ilusão pensar que só o BCE pode inverter a situação, porque, ao contrário do que pensava Milton Friedman, a inflação não é sempre e necessariamente um fenómeno monetário. É o caso atual.

    Delegar no BCE a responsabilidade de combater a deflação, mantendo a atual estratégia de austeridade e reformas estruturais, é a garantia de que nada de muito relevante irá acontecer, porque essa estratégia é hoje a maior responsável pelo clima deflacionário que afeta a zona euro. O BCE pode comprar dívida pública, pode comprar dívida privada, pode pensar nas políticas não convencionais que quiser, mas, se nada for feito para aumentar a procura agregada e inverter a atual ideia de que a competitividade pressupõe compressão salarial, o ambiente deflacionário irá, infelizmente, manter-se.

    Quem atribui ao BCE a responsabilidade de combater a deflação devia olhar para o exemplo do Japão, que anda há mais de duas décadas a fazer o mesmo, sem grandes resultados. O máximo que os japoneses conseguiram fazer foi desvalorizar o iene. O BCE tem instrumentos para desvalorizar o euro, gerando, por essa via, inflação. Mas essa inflação será sempre feita por via do aumento do preço dos bens importados, o que diminui o poder de compra dos salários. Mesmo admitindo que a desvalorização do euro pode favorecer as exportações (o que não é inteiramente líquido) não é seguramente dessa inflação que a zona euro precisa.

    O que a zona euro precisa, e rapidamente, é de crescimento nominal dos salários e de procura agregada, ou seja, o que a zona euro precisa é de abandonar o estúpido pacto de Euro Plus (competitividade assente na compressão salarial) e todas as reformas estruturais que lhe estão associadas (desregulamentação do mercado de trabalho para embaratecer o fator Trabalho) e de inverter a atual estratégia orçamental, invertendo, sobretudo, a redução das prestações sociais, a redução do emprego e salários públicos e do investimento público.

    Se nada disso for feito, o problema da deflação nunca será resolvido.

    E estaremos a alimentar e fazer crescer todos os outros problemas.»

quinta-feira, agosto 28, 2014

Draghi prestes a esgotar meios legais para resolver crise do euro

• Wolfgang Münchau, Draghi prestes a esgotar meios legais para resolver crise do euro:
    «(…) desconfio que o BCE não vai fazer nada disto. Pelo contrário, vai continuar a apontar o dedo aos governos da zona euro por não implementarem as reformas estruturais e, muito provavelmente, a zona euro vai tornar-se numa espécie de Japão. Mas com uma diferença: enquanto os países cujas políticas falham não têm alternativa, os Estados- membros de uma união monetária podem procurar outras soluções.

    Ao falhar a meta de inflação, o BCE está a dar aos Estados-membros um bom motivo para saírem da zona euro, uma vez que podem ter um banco central melhor. Recomendação: é fundamental que o BCE evite isso a todo o custo.»

segunda-feira, dezembro 23, 2013

“Já é suficientemente mau que a União Europeia siga esta estratégia”

• Martin Wolf, Estará o Japão no caminho certo?:
    ‘O plano ‘Abenomics' inclui a habitual lista de "remédios estruturais", mas estes são irrelevantes para os problemas reais estruturais: se os lucros empresariais não se reflectirem no rendimento das famílias, o défice orçamental estrutural não será eliminado - salvo se o gigantesco défice da BTC passar a super excedente. Já é suficientemente mau que a União Europeia siga esta estratégia, mas seria um erro o Japão fazer o mesmo.’

terça-feira, agosto 06, 2013

Hiroshima

6 de Agosto de 1945

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Resultados da governação de direita em Portugal e na Europa (4)

(Ou como a direita europeia conseguiu transformar uma grave crise numa catástrofe social e económica.)