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Provavelmente a ultimar o guião da “reforma” do Estado, Paulo Portas, concentradíssimo — na “ampla sala octogonal (por pouco não é a ‘sala oval’)” —, nem dá pela presença do fotógrafo do Expresso |
Dois anos de “diplomacia económica”
made by Paulo Portas já permitem avaliar resultados. Com a poeira assente, vê-se que, depois de todo aquele escarcéu, o líder do CDS-PP não conseguiu ir além de dar sequência ao projecto do computador Magalhães (como
este vídeo tão bem documenta). Tudo o mais foi
spin para português ver (e uns passeios à conta).
De facto, que poderia ele mais vender se o Governo abandonou outras apostas de Sócrates na
produção de bens com alto valor de incorporação tecnológica e não estimulou o investimento em nenhum sector? O Álvaro viu — embora tarde de mais — a desgraça em que se traduzia este abandono das apostas de Sócrates por parte do Governo e procurou retomá-las através da badalada reindustrialização.
Propõe-se agora Paulo Portas ser o promotor dos negócios (dos) estrangeiros. Exímio camaleão que é, já se reinventou como executivo de topo: “A minha função é coordenar todos, articular estratégias, motivar para objectivos e delegar em cada qual o que sabe fazer melhor”. Para além de mais uns passeios à conta (“planear missões de diplomacia económica e empresarial”), quais as ideias que Paulo Portas irá desenvolver? Não se sabe. Uma página inteira do
Expresso não deu para tanto.