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terça-feira, junho 23, 2015

Contado, ninguém acredita

No Diário Económico

    «Passos, Portas e companhia diziam-nos que as privatizações eram uma forma de entrar rios de investimento estrangeiro em Portugal.

    Ora bem, não só isso não tem acontecido, como, no caso da Fidelidade, vendida pela Caixa aos chineses da Fosun, até aconteceu o oposto. Depois da Fosun se endividar em cerca de mil milhões de euros para comprar a seguradora, eis que a própria seguradora, a Fidelidade, uns tempos depois da Fosun ca meter mil milhões de euros, compra mais do que mil milhões de euros em dívida... da Fosun. Sim, é a empresa comprada que acaba a financiar o comprador.»

segunda-feira, março 16, 2015

Entre um investimento de 40 ou de 200 milhões de euros,
o Governo opta por qual?


O Jornal de Negócios informa de que o alegado primeiro-ministro vai hoje a Sines por causa de um investimento privado de 40 milhões de euros. Mas a notícia devia ser que a PSA, cuja empresa-mãe é de Singapura, propôs ao Governo que o Estado português investisse 70 milhões de euros, estando então a PSA disponível para avançar com outros 130 milhões — para o prolongamento do cais, de forma a poder receber três navios em simultâneo.

Portanto, em vez de o país ter realizado um investimento estratégico de 200 milhões de euros, será feito um investimento cinco vezes mais pequeno. Esta posição mostra a cegueira do Governo: por causa do preconceito em relação ao investimento público, o país perde a oportunidade de um grande investimento estratégico.

quarta-feira, junho 18, 2014

A culpa é de Sócrates


Embraer quer fabricar em Évora nova geração de aviões comerciais: está explicada a pouca vergonha que Seguro tem em mente quando fala em acabar com a mistura da política e dos negócios.

segunda-feira, abril 07, 2014

Quando a realidade destrói o spin


Pires de Lima, que substituiu o malogrado Álvaro, quis apresentar o novo centro de competências da Siemens na área das tecnologias da informação como uma novidade absoluta em Portugal, só possível por causa da «agenda reformista» do Governo. Mas a notícia do Jornal de Negócios começa assim: «A Siemens entregou a Portugal catorze centros de competências nos últimos dez anos

Portanto, o ministro da Economia «apadrinhou», com pompa e circunstância, o 14.º centro da Siemens em Portugal.

quarta-feira, abril 02, 2014

Pós-troika: rotundo falhanço se não apostar na produtividade,
na melhoria da justiça e no estancamento da emigração jovem


• Manuel Pinho, Por que razão a economia não cresce?:
    «(…) Como estamos? Estamos muito mal. De acordo com as estimativas de Paul De Grauwe, Portugal tem o stock de capital por trabalhador mais baixo, de longe, entre os países da zona euro. O stock de capital é inferior à Grécia, cerca de metade da Espanha e menos de um terço do que na Alemanha e na Holanda. Como seria possível o trabalhador português produzir o mesmo que o alemão ou holandês com apenas um terço do stock de capital? A causa desta situação desoladora é, globalmente, as empresas e o Estado terem investido tão pouco, e nalguns casos tão mal.


    Para onde vamos? Vamos de mal a pior. O stockde capital é o resultado de anos e anos de investimento, que devia estar a aumentar, mas tem vindo a cair a pique. Em 2013, a FBCF foi, a preços constantes, a menor dos últimos 25 anos, 60% do registado em 2008 e pouco mais de metade de quando Portugal aderiu ao euro. Uma catástrofe!

    A queda a pique do investimento contraria a ideia de que ele depende fundamentalmente do nível das taxas de juros, porque elas baixaram fortemente desde a adesão ao euro e, além disso, o crédito bancário às empresas foi muito abundante.


    Por outro lado, invocar por tudo e por nada os custos de contexto como explicação para a queda do investimento é mais um mito, uma vez que o ambiente de negócio (custos de contexto) melhorou muito, em parte devido ao Simplex e à agilização da negociação dos projetos apoiados por fundos comunitários, de tal maneira que Portugal está atualmente à frente da Suíça e da Dinamarca no ranking Doing Business do Banco Mundial.

    Apesar de não ser simples de explicar, a queda do investimento não é uma inevitabilidade e vale a pena olhar para o período em que duplicou o número de hotéis de cinco estrelas e foi possível mobilizar projetos de investimento como a refinaria da Galp em Sines, a fábrica de papel da Portucel em Setúbal, o projeto da Embraer em Évora, a fábrica de mobiliário da Ikea em Paços de Ferreira, a de turbinas eólicas da Enercom em Viana do Castelo, etc. Não há qualquer razão para que este ritmo de investimento, que em larga medida explica o recente aumento das exportações e das receitas do turismo, tenha sido interrompido, é necessário que se mantenha uma forte dinâmica do investimento ano após ano.


    Também há duas questões relativamente ao nível de qualificação da força de trabalho, como estamos e para onde vamos?

    Onde estamos? Muito mal. A nova geração de portugueses tem um nível de educação relativamente próximo da média do que se verifica nos países mais desenvolvidos, o que explica a sua relativa facilidade em emigrar, porém as gerações mais velhas têm qualificações muito baixas. Apenas 35% dos portugueses com mais de 25 anos terminaram o 2.º ciclo de escolaridade, o que compara com 86% na Alemanha, 84% na Finlândia e 72% em França. Na realidade, de acordo com os dados da OCDE, em Portugal o nível médio de qualificações dos adultos será bastante inferior ao de países que são mais pobres, por exemplo Chile, México e Argentina.

    Para onde vamos? De mal a pior por duas razões principais. Primeiro, foram interrompidas as políticas de qualificação dos adultos com um baixo nível de escolaridade, por exemplo o programa Novas Oportunidades. Porquê? Segundo, os jovens foram aconselhados a emigrar. (...)»

segunda-feira, novembro 25, 2013

Patriotas? Eis um

Le Monde/Éco&Entrep​rise, edição de amanhã

O português Carlos Tavares, sendo vice-presidente da Nissan/Renault, fez um acordo com o Governo de Sócrates para a instalação de uma fábrica em Portugal. Vale a pena ouvir declarações suas feitas na altura (aqui e aqui).

Entretanto, a pandilha da São Caetano alçou-se ao poder e Carlos Tavares aguardou meses e meses que o Álvaro lhe concedesse uma audiência. Cansado de esperar, foi à sua vida e, com ele, o investimento da Nissan. Hoje, foi anunciado que será, a partir de Janeiro, o presidente do grupo Peugeot/Citröen. No dia em que se falou tanto de patriotas, têm aqui um.

terça-feira, outubro 15, 2013

Que gente é esta que nos impinges, Paulo Portas?


Há um ano, Paulo Portas tirou da cartola a medida que iria dar um monumental choque à economia portuguesa: o programa de "Autorização de Residência para Actividade de Investimento", ou seja, os vistos dourados para estrangeiros. Um ano depois, é possível fazer um balanço da grande medida instituída por Paulo Portas:


Dos 251 estrangeiros que compraram propriedades em Portugal para obter o visto dourado, apenas um é apresentado como tendo criado postos de trabalho. Trata-se de um indiano que adquiriu participações em hotéis algarvios, estando ainda por apurar se esse investimento se traduziu num acréscimo de empregos.

Eis o impacto na economia portuguesa da grande medida tirada da cartola por esse economista instantâneo chamado Paulo Portas.

sábado, agosto 24, 2013

O CEO das Laranjeiras

Provavelmente a ultimar o guião da “reforma” do Estado, Paulo Portas, concentradíssimo — na “ampla sala
octogonal (por pouco não é a ‘sala oval’)” —, nem dá pela presença do fotógrafo do Expresso

Dois anos de “diplomacia económica” made by Paulo Portas já permitem avaliar resultados. Com a poeira assente, vê-se que, depois de todo aquele escarcéu, o líder do CDS-PP não conseguiu ir além de dar sequência ao projecto do computador Magalhães (como este vídeo tão bem documenta). Tudo o mais foi spin para português ver (e uns passeios à conta).

De facto, que poderia ele mais vender se o Governo abandonou outras apostas de Sócrates na produção de bens com alto valor de incorporação tecnológica e não estimulou o investimento em nenhum sector? O Álvaro viu — embora tarde de mais — a desgraça em que se traduzia este abandono das apostas de Sócrates por parte do Governo e procurou retomá-las através da badalada reindustrialização.

Propõe-se agora Paulo Portas ser o promotor dos negócios (dos) estrangeiros. Exímio camaleão que é, já se reinventou como executivo de topo: “A minha função é coordenar todos, articular estratégias, motivar para objectivos e delegar em cada qual o que sabe fazer melhor”. Para além de mais uns passeios à conta (“planear missões de diplomacia económica e empresarial”), quais as ideias que Paulo Portas irá desenvolver? Não se sabe. Uma página inteira do Expresso não deu para tanto.

sábado, julho 13, 2013

A longo prazo, todos estaremos mortos


O pretexto para a revisão do Código do IRC foi o de o país ter melhores condições para poder atrair investimento estrangeiro, melhorando a competitividade fiscal. Lê-se hoje no Expresso que a redução da taxa de IRC será gradual. Em vez de apressar, isto não irá atrasar a decisão de investir em Portugal?

PS — É com enorme ansiedade que se aguardam as novidades relativamente à tributação das SGPS.

quinta-feira, junho 06, 2013

Da verdadeira situação na Horta Seca e da natureza do seu anão [6]

E agora? Agora fala-se também no esquecimento a que o anão da Horta Seca dedicou à Embraer, o terceiro construtor mundial de aviões e uma das maiores empresas do Brasil, que se atreveu, por obra do anterior governo, a trazer para Portugal duas fábricas, um investimento de 180 milhões de euros e 600 novos postos de trabalho, e que atribuiu às OGMA a construção de parte significativa do seu novo avião militar, com estimativa exportações superiores a 300 milhões de euros.

Ao que consta, o governo não decide ou faz andar, os pagamentos não são feitos e o governo demite-se de assegurar os compromissos internacionais assumidos anteriormente pelo Estado português perante o Brasil. Claro fica, portanto: do Brasil procuram-se apenas compradores para a TAP e os CTT, e brevemente veremos suceder com aos projectos da Embraer o que anteriormente vimos acontecer aos projectos Nissan - o fim. É que não é à toa que o ministro que se recusou a comparecer na inauguração das fábricas da Embraer em Évora, encontrou a disponibilidade necessária para comparecer na inauguração de um supermercado na Colômbia.

[a continuar]

_________
* Uma série de textos escritos pelo leitor Filomeno Carranca.

segunda-feira, maio 27, 2013

Lembraram-se agora do investimento?


“Portugal pertence ao grupo de países da Zona Euro onde o investimento mais caiu desde a crise financeira. Dos 17, Portugal é o sexto com a maior queda e regista uma contracção três vezes maior que na média da Zona Euro. Os dados do Eurostat apontam para um peso do investimento no PIB de 14,5%. O quarto mais baixo da Zona Euro, apenas atrás de Grécia, Chipre e Irlanda. Olhando em concreto para o investimento público, o cenário é ainda mais negativo: entre 2010 e 2012 o investimento público português caiu 53%. Em toda a União Europeia apenas esta quebra é superada pela contracção espanhola (56%).”

quarta-feira, março 13, 2013

O fardo das gerações vindouras

Em relação aos dados do INE através dos quais se observa a estrondosa quebra do PIB em 2012, não tem sido suficientemente sublinhado o que significa a diminuição da formação bruta de capital fixo (em particular, os bens de equipamentos). Pode Passos Coelho dizer, como hoje aconteceu no debate parlamentar a propósito do próximo conselho europeu, que o saldo da balança comercial melhorou, mas isso não pode escamotear a circunstância de se estar a reduzir a capacidade produtiva do país. Ao importar menos equipamentos, está-se a inviabilizar o crescimento, está-se a condenar as gerações futuras.

terça-feira, março 12, 2013

Para promover o investimento estrangeiro…

… a AICEP usa Cavaco e Barroso para promover Portugal (vídeo). O humor involuntário é lixado.