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terça-feira, fevereiro 03, 2015

Uma lição grega: os partidos também morrem

• Tiago Barbosa Ribeiro, Uma lição grega: os partidos também morrem:
    «(…) A cedência ao realismo impossibilista dos partidos da Direita levou muitos socialistas a uma mera gestão das circunstâncias no quadro das regras impostas por terceiros, estranhas aos seus valores. Aí foram incapazes de perceber a armadilha em que se colocaram perante os liberais, reproduzindo uma angustiante falta de respostas. Quantos socialistas não olham para a função governativa nos limites estritos das balizas do tratado orçamental e de regras europeias que, como todas as regras e tratados, devem ser alterados quando deixam de servir os povos?

    Ora, o PASOK deixou de cumprir a sua função histórica ao assimilar o eco do falso extremismo perante medidas que há poucos anos seriam consideradas sociais-democratas: maior regulação pública, reversão de privatizações de setores estratégicos, aumento do salário mínimo, mais progressividade fiscal, impostos pesados sobre grandes fortunas, forte taxação de heranças, reestruturação de dívida usurária que abafa o desenvolvimento.

    Pensando como a Direita, os socialistas do PASOK acabaram a governar como a Direita, formatando-se aos maneirismos dos eurocratas. Preferiram abdicar de transformar as relações entre capital e trabalho (em favor deste), anulando o seu papel nas sociedades modernas. Com isso deixaram de ser úteis como instrumento de mudança social para muitos socialistas gregos, que votaram no Syriza com uma genuína expectativa de mudança.

    Os socialistas do PASOK não são caso único e cabe a outros confirmar a mesma sentença ou escrever outro desfecho.

    Sim, os partidos também morrem.»

domingo, novembro 24, 2013

Contrafacção na social democracia

Hoje no Público
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quarta-feira, setembro 04, 2013

“O PS política e ideologicamente à deriva”

• Alfredo Barroso, O PS política e ideologicamente à deriva:
    ‘Parafraseando (a contragosto do próprio) o que recentemente escreveu (no i) um membro da actual direcção do PS, é verdade que o PS português e outros partidos da IS "deixaram-se devorar por dinâmicas reaccionárias e conservadoras". Abdicaram, por exemplo, dos sete pilares da social-democracia: liberdade, igualdade, justiça social, desenvolvimento, solidariedade, universalidade e soberania popular. Revelando uma total ignorância histórica, o mesmo dirigente do PS sustenta que a esquerda é defensora do liberalismo e do individualismo, sem sequer distinguir o liberalismo filosófico e político do liberalismo económico e financeiro (e do neoliberalismo, que nem sequer é liberal). Diz também que "a esquerda nasceu contra o Estado", mas "inventou a burocracia" (produto do Estado) "para defender o indivíduo". Além disso, imaginem, "inventou o simplex". Este delírio descabelado e hilariante é oriundo da cabecinha de um dos mais importantes dirigentes do PS…’