Em defesa da língua portuguesa: o trabalho notável do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, de que foi cofundador João Carreira Bom.
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quarta-feira, novembro 18, 2015
quinta-feira, julho 16, 2015
«TAP Portugal, Imagem de um povo»
- «"TAP Portugal, Imagem de um povo". É este o tema da exposição que abriu ontem no MUDE, Museu da Moda e do Design e que vale bem a pena visitar.
Num dos primeiros registos publicitários, logo à entrada da exposição, podemos ver a mãe pássaro a dar os “primeiros ensinamentos” ao filho pássaro: “é um avião da TAP, passa sempre à mesma hora”. A imagem da TAP é mesmo essa: uma imagem de confiança. E a confiança é algo que leva muito tempo a conquistar.
Mas quando falamos da TAP falamos de muito mais do que uma simples companhia aérea. E isso é algo que também fica muito claro na exposição e que também importa não perder de vista.
A TAP tem sido um verdadeiro ativo estratégico nacional, desempenhando um papel centra na relação do nosso país com o mundo.
A TAP fez de Ministério da Cultura antes de haver Ministério da Cultura. É que além da responsabilidade social enquanto empresa, a TAP distingue-se também pela valorização de diferentes gerações de artistas, publicitários e designers portugueses. De Querubim Lapa, Maria Keil e Orlando da Costa até à dupla Manuel Alves e José Manuel Gonçalves, são muitos os nomes recordados por uma exposição a não perder.»
- Fernando Medina, no Facebook
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sexta-feira, maio 22, 2015
«Mamute socrático»: pronto há três anos, inaugurado agora
(e Marcelo a deslocar-se de coche para as prédicas dominicais)
(e Marcelo a deslocar-se de coche para as prédicas dominicais)
• Gabriela Canavilhas, Novo Museu dos Coches:
- «(…) Como é sabido, este museu tem sido considerado publicamente pelo secretário de estado da cultura, como “um erro”. “Não é prioritário, foi um erro”, disse ele no Parlamento. Logo os deputados da maioria, na Comissão de Educação e Cultura, profundamente conhecedores da matéria, o apelidaram de “mamute, elefante branco socrático”! Mal sabiam eles, que quem concebeu a ideia do novo Museu dos Coches, naquele sítio, no início dos anos 90, foi precisamente o atual Presidente da República, Cavaco Silva, com Pedro Santana Lopes na Secretaria de Estado da Cultura. Anunciaram oficialmente que haveria ali um novo museu, voltaram a anunciar nos governos de Durão Barroso/Santana Lopes, mas foi nos governos de Sócrates que finalmente se concretizou o projeto. O ex- ministro Manuel Pinho conseguiu o financiamento na negociação das contrapartidas do Casino de Lisboa e encomendou o projeto. Sem desvios de custos nem atrasos, a obra fez-se.
E o que fez este governo?
Por ser uma obra associada ao governo socialista, desvalorizou-a e adiou os projetos finais, até ao limite da irresponsabilidade. Vai inaugurá-la agora, com festa e pompa, mas sem o projeto museológico e sem a passagem superior sobre a Avenida da India, que são parte integrante do conceito global (porque ainda decorrem os concursos para as obras).
Por outras palavras, o Museu vai inaugurar exatamente como a obra estava em 2012, quando o edifício ficou pronto. No entretanto, por razões ideológicas e eleitoralistas, perderam-se 3 anos de dinamização económica daquela área, de divulgação cultural e de exploração turística de um equipamento de 35 Milhões de euros. Como se estivéssemos em condições de desperdiçar recursos…
Também foi veiculada a ideia de que o novo Museu iria aumentar significativamente a despesa pública em comparação com o atual museu no Picadeiro Real. Afinal, esta semana o SEC desdisse-se: os encargos com o novo museu serão praticamente os mesmos que os do atual Real Picadeiro em 2014 graças às receitas das diversas valências que lhe estão associadas. Tal como o PS sempre tinha afirmado, de resto.
Finalmente, falta referir que a Fundação Casa de Bragança, presidida por Marcelo Rebelo de Sousa, tem sido a guardiã de 80 veículos do Estado, em Vila Viçosa, por falta de espaço no antigo museu em Belém. A narrativa museológica do novo Museu dos Coches previa que regressassem 40 carros da coleção do Estado. Apenas regressaram 26. Como se aceita esta subordinação do Governo a uma Fundação privada? (…)»
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terça-feira, maio 12, 2015
Hoje em Lisboa
| «As palavras do punk: Uma viagem fora dos trilhos pelo Portugal contemporâneo» |
O punk chegou a Portugal relativamente cedo. Entre os últimos anos da década de 1970 e os primeiros da década de 80, formou-se uma primeira cena nacional do punk. Que ela perdura até à actualidade,mostram-no as três centenas de bandas em actividade que se lhe referem, directa ou indirectamente.Este livro aborda a cena a partir dos discursos que gera sobre o país e o papel nele do punk. Fá-lo a partir de entrevistas realizadas a 214 protagonistas e da análise de conteúdo dos nomes das bandas, das letras de canções, das capas de discos, dos fanzines ou dos videoclips. Propõe assim uma interpretação sociológica do desenvolvimento do punk em Portugal que se combina e enriquece com as reflexões dos músicos, promotores,fãs e outros agentes da cena. O livro procura responder a algumas perguntas centrais: quem são os protagonistas portugueses do punk? Como constituíram uma cena distinta? Como se estrutura esta cena, quais são as pessoas, os grupos, as canções emblemáticas? Que dizem os punks sobre si próprios e sobre a sociedade? Que mensagens procuram transmitir? Como definem a sua identidade colectiva? O que os divide e opõe? O punk faz sentido hoje?
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segunda-feira, maio 11, 2015
Amanhã
Caderno de Tóquio, o livro mais recente de Porfírio Silva, uma espécie de roteiro de viagem da sua passagem de cinco meses pelo Japão em 2013, vai ser apresentado na Galeria Fernando Pessoa do Centro Nacional de Cultura, Rua do Picadeiro, nº 10, em Lisboa.
Será amanhã, 12 de Maio, terça-feira, pelas 18:30. A apresentação estará a cargo do Embaixador Freitas Ferraz (Embaixador de Portugal em Tóquio no período coberto pelo livro) e do Dr. Guilherme d’Oliveira Martins (presidente do CNC).
Será amanhã, 12 de Maio, terça-feira, pelas 18:30. A apresentação estará a cargo do Embaixador Freitas Ferraz (Embaixador de Portugal em Tóquio no período coberto pelo livro) e do Dr. Guilherme d’Oliveira Martins (presidente do CNC).
terça-feira, maio 05, 2015
segunda-feira, maio 04, 2015
domingo, abril 26, 2015
«Tributo às gerações futuras»
«Devemos ter consciência do que custou a liberdade», disse ontem o presidente da Câmara de Lisboa na inauguração do Museu do Aljube - Resistência e Liberdade. Na intervenção que fez, Fernando Medina afirmou que o museu é «uma homenagem às vítimas do fascismo» e é também «uma homenagem à resistência e à liberdade», através da «transformação de um espaço de escuridão e dor num espaço de luz e vida».
O novo museu, que ocupa as antigas instalações da tenebrosa cadeia onde se encarceraram sucessivas gerações de presos políticos, dispõe de quatro pisos para expor o seu espólio documental. Com arquitectura de Manuel Graça Dias e desenho museológico de Henrique Cayatte:
- • O primeiro piso evoca aspectos da história de Portugal entre 1890 e 1976, nomeadamente, as lutas sociais e políticas do final da Monarquia e da Primeira República, a ascensão do fascismo e o carácter ideológico e repressivo do Estado Novo e o combate da resistência clandestina;
• O segundo piso documenta a organização da resistência e os métodos da repressão, podendo ver-se os "curros", exíguas celas onde eram mantidos os presos;
• O terceiro piso expõe a dimensão colonialista do regime fascista e a brutalidade da sua acção nas ex-colónias;
• No último piso, um auditório e uma cafetaria complementam a oferta do museu, que disporá ainda de um serviço educativo para visitas didácticas.
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quinta-feira, março 26, 2015
Cor de pérola
• Rui Pereira, Cor de pérola:
- «(...) Afinal, a única forma de honrar um poeta é ler os seus poemas. No tempo conturbado em que vivemos, seria bom conceder à poesia e à arte, em geral, o espaço que merecem – ou melhor, que todos nós merecemos.
E quando, por sorte, estão em causa seres humanos que associam à capacidade de criação uma integridade inabalável, conseguiremos dar "bons exemplos" fora daquele contexto duvidoso da cultura política, económica ou desportiva de "sucesso".»
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Rui Pereira
terça-feira, março 24, 2015
sexta-feira, janeiro 30, 2015
Carlos do Carmo, o elefante na sala
Presumo que Kátia Guerreiro terá mais condecorações do que muitos generais dos países onde vigoram regimes autocráticos. Já o maior fadista vivo é ostensivamente ignorado, para mais no ano em que foi galardoado com um Grammy. É de facto «um azar dos Távoras» a mais alta magistratura do Estado estar entregue a quem está.
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quinta-feira, janeiro 15, 2015
A revista que fazia falta
Máquina de Escrever é uma revista online que nasceu hoje. É sobre música, livros, cinema e outras coisas de que João Lopes, João Morgado Fernandes e Nuno Galopim, entre outros, gostam. Ou dito de outro modo: uma revista sobre tudo e mais alguma coisa à distância de um clique.
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quinta-feira, novembro 20, 2014
Bem-vindo, Carlos do Carmo,
ao clube das personalidades sem nódoa no curriculum
ao clube das personalidades sem nódoa no curriculum
Carlos do Carmo venceu um Grammy. É uma honra para o país. O Presidente da República, que não perde uma oportunidade de felicitar ou condecorar qualquer bicho careta, recusou-se a felicitar Carlos do Carmo. Talvez porque receba pensões de reforma em vez do vencimento a que tem direito, Cavaco Silva baralha-se amiúde e reage como se estivesse a apanhar sol na Quinta da Coelha e não como um inquilino com deveres do palácio de Belém.
Em todo o caso, como disse Ricardo Araújo Pereira, Carlos do Carmo «teve duas alegrias: recebeu um prémio internacional pela sua carreira e não recebeu os parabéns do Presidente da República. Isto, para mim, é a definição de prestígio. Desconfiamos que alguma coisa está mal na nossa vida quando Cavaco Silva nos distingue.»
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quarta-feira, novembro 12, 2014
Fernando Mascarenhas (1945-2014)
Morreu Fernando Mascarenhas, conhecido como Marquês da Fronteira ou «marquês vermelho». Teve essa posição simpática de ter sido antifascista antes do 25 de Abril, opção de que muitos outros não se podem orgulhar, mesmo ocupando hoje em dia as mais altas funções no Estado.
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Obituário
sábado, outubro 25, 2014
quarta-feira, outubro 01, 2014
terça-feira, setembro 30, 2014
Numa livraria perto de si
Aconteceu com a apresentação da última obra de Eduardo Pitta, cuja apresentação decorreu na passada sexta-feira: Pompas Fúnebres. Poderá encontrá-lo numa livraria perto de si.
quinta-feira, setembro 11, 2014
De regresso à São Caetano?
O olhar perdido de Manuela Ferreira Leite leva a supor que não está como peixe na água. Onde estará a ex-candidata a São Bento? Será que regressou à São Caetano e já não conhece a fauna que frequenta a sede do PSD? Não há nenhum mistério na fotografia que o DN publica. Trata-se tão-só da ante-estreia de Os Maias, o muito aplaudido filme de João Botelho, à qual a militante laranja foi dar uma espreitadela.
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Ferreira Leite
domingo, agosto 17, 2014
A cultura regressa ao Porto
- «Creio que devemos ser otimistas, no que toca à possibilidade do retorno à cidade do Porto de uma política amiga da cultura. Pôr-se-á fim a 12 anos sombrios a tal respeito, mais um de transição.Não digo que o mandato de Rui Rio se tivesse caraterizado pela ausência de uma política cultural. Há sempre uma política cultural, nem que seja por omissão. E, enquanto autarca, Rui Rio tanto primou por omissão como por ação. Por omissão, quando deixou cair a estrutura e a política de apoio à criação e aos criadores, que Manuela Melo, a melhor vereadora da Cultura que o Porto alguma vez teve, laboriosamente tinha construído, ao longo de outros 12 anos (de 1989 a 2001). E por ação, quando entregou o Rivoli a um empresário, fez depender o apoio público de votos de submissão das entidades apoiadas e exibiu uma corrida de avionetas e outra de automóveis como as grandes opções de animação urbana. (…)»
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Rui Rio
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