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sexta-feira, dezembro 14, 2012

Da série "Frases que impõem respeito" [743]



Tive notícia, justamente pela comunicação social, dessa manifestação de interesse e não tenho nada a acrescentar sobre ela.
      Passos Coelho, afirmando que desconhecia o interesse da Newshold, holding de capitais angolanos sediada no paraíso fiscal do Panamá, em adquirir a RTP (incumbida do serviço público de rádio e televisão)

domingo, dezembro 02, 2012

"Muitos e muitos milhões que circularam entre o BPN e a sua clientela favorita"

Numa conferência no Instituto de Ciências Sociais, João Semedo afirmou que “tenho fortes razões para admitir que alguns daqueles muitos e muitos milhões que circularam entre o BPN e a sua clientela favorita, alguns desses milhões alimentaram candidatos e alimentaram partidos", tendo depois acrescentado que se referia ao PSD.

Considerando que o BPN foi criado em 1993, após fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito, seria certamente interessante saber quais os consulados que beneficiaram “daqueles muitos e muitos milhões que circularam entre o BPN e a sua clientela favorita”. A relação dos presidentes do PSD que exerceram funções enquanto a trupe do BPN andava à solta é esta:
    • Aníbal Cavaco Silva (1985-1995);
    • Fernando Nogueira (1995-1996);
    • Marcelo Rebelo de Sousa (1996-1999);
    • José Manuel Durão Barroso (1999-2004);
    • Pedro Santana Lopes (2004-2005);
    • Luís Marques Mendes (2005-2007);
    • Luís Filipe Menezes (2007-2008).
Eles andem aí.

terça-feira, novembro 27, 2012

Batalha naval: dois tiros nos porta-aviões

DN

Miguel Horta e Costa, que ontem foi interrogado no julgamento da burla das contrapartidas pela aquisição dos dois submarinos, fez xeque-mate ao Governo Barroso/Portas e ao Governo Passos/Portas.

Com efeito, Horta e Costa admitiu que houve “contrapartidas fictícias justificadas e cobertas por facturas”, o que põe em causa o Governo que aceitou aquele pacote de contrapartidas: o de Barroso/Portas.

Mas Horta e Costa foi mais longe, ao confirmar que a “nova” contrapartida aceite para saldar o que estava em falta é “reconstruir um hotel velho no Algarve…”

Em relação ao Governo Passos/Coelho, Horta e Costa confirmou que a “nova” contrapartida aceite para saldar o que estava em falta é “reconstruir um hotel velho no Algarve…” Ora, como se lê na edição de hoje do Público, “os 490 milhões de euros em falta nas contrapartidas dos submarinos ficarão liquidados se os alemães da Ferrostaal investirem 150 milhões na recuperação de um velho hotel no Algarve para unidade de luxo”, sendo que “este montante resulta do acordo assinado em Outubro passado entre o Ministério da Economia e a empresa responsável pelas contrapartidas, o qual substituiu um conjunto de 19 projectos industriais por um único projecto turístico-imobiliário em que o sector da construção será o principal beneficiário.”

Acontece que Desidério Silva, presidente do Turismo do Algarve e até há um mês autarca de Albufeira, põe em causa esta “contrapartida” caída do céu em vésperas do julgamento. Diz ao Público o seguinte:
    • Que acompanhou, “nos últimos dois anos, todo o processo e desenvolvido iniciativas de apoio ao projecto”, o qual prevê que possa chegar apenas aos 50 a 60 milhões de investimento;
    • Que “só agora ouvi falar nas contrapartidas dos submarinos, nunca houve qualquer conversa sobre o assunto”.

Por outras palavras, com dois tiros apenas, Miguel Horta e Costa, ex-administrador do Grupo BES, sentou no banco dos réus o Governo Barroso/Portas e o Governo Passos/Portas que promovem investimentos infra-estruturantes como o que aqui se vê. Aguardemos.

domingo, setembro 16, 2012

Há momentos assim

Ontem, no Expresso

No momento em que Paulo Portas emerge, a figura-chave do processo dos submarinos submerge (em definitivo), sem que o Ministério Público português tenha arranjado tempo para o ouvir.

sexta-feira, agosto 10, 2012

“É uma vergonha, é imoral”

Quem se mete com eles leva fica a arder. Está no ADN.