Mostrar mensagens com a etiqueta Agências de rating. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Agências de rating. Mostrar todas as mensagens

domingo, março 29, 2015

Se até as agências de rating estão à espera das eleições,
por que continua Cavaco a engonhar?

Quando se preparava para chumbar o PEC 4, o PSD, através do Moedinhas, empolgava assim os portugueses: «Com as reformas que o PSD vai implementar, eu digo-lhe que ainda vão subir o 'rating', não sei se nos próximos 6 meses, se nos próximos 12 meses - ainda não se sabe quando haverá um novo Governo.»

Logo a seguir, Passos Coelho, entreabrindo a porta à política de «ir além da troika», justificou assim o chumbo do PEC 4: «Votámos contra o pacote de austeridade, não porque foi longe de mais, mas porque não vai suficientemente longe para obter resultados na dívida pública». E rematou: «O que aconteceu é que os mercados não acreditam que o Governo tem credibilidade e legitimidade suficientes para cumprir as suas metas».

Quatro anos depois de um novo governo ter tomado posse, o rating da República continua classificado como «lixo».

De visita ao Japão, Passos Coelho, como se ainda estivesse em Março de 2011, repetiu a tese de que as agências de rating aguardam pelo resultado das eleições para melhorar a notação da República. Para além da falta de pudor, o alegado primeiro-ministro põe involuntariamente em evidência dois aspectos:
    • As agências de rating colocam sérias reservas ao caminho seguido por este governo, o qual conduz a que elas tenham uma perspectiva muito pessimista em relação ao potencial de crescimento da economia portuguesa;
    • Ao referir que os mercados estão expectantes em relação ao resultado das próximas eleições, o alegado primeiro-ministro deixa Cavaco Silva pendurado no arame sem rede, pondo em destaque que não há nenhuma razão válida — de natureza financeira, económica ou política — para não convocar de imediato eleições legislativas, pelo que os cálculos de Belém têm em conta as conveniências da São Caetano, mas não os interesses do país.

sexta-feira, março 20, 2015

Balde de água fria


«A notação financeira de Portugal vai continuar dois níveis abaixo de "lixo" na classificação da Standard & Poor’s». O Governo, que se anda a pavonear à custa da descida das taxas de juro, leva com um balde de água fria: decorre da avaliação da agência de rating que a melhoria das taxas de juro resulta da conjuntura externo e não de uma evolução positiva da situação económica e financeira de Portugal.

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Que descaramento!

A decisão do BCE de adoptar o Quantitative Easing constitui uma viragem na política europeia, que deixa Passos Coelho mais isolado ao lado de Merkel e Schäuble. Desde ontem que a direita tenta disfarçar o mal-estar que a decisão do BCE provocou no seu seio. É o caso de Luís Montenegro, que procura à viva força intrometer-se entre os apoiantes da decisão do BCE.

João Galamba, no Facebook, desmonta os argumentos de Montenegro e, ironia das ironias, mostra que a possibilidade de Portugal poder beneficiar do Quantitative Easing se deve a um facto que remonta ao tempo em que o país era governado por um tal José Sócrates:
    «Alguém avise Luís Montenegro que a razão pela qual Portugal pode beneficiar das medidas ontem anunciadas pelo BCE não é a conclusão do programa de ajustamento, não são as reformas estruturais, não é o seu empenho austeritário, nem a sua submissão face aos alemães. A razão pela qual Portugal pode beneficiar do Quantitative Easing é a manutenção de um rating acima de lixo por parte da agência de rating canadiana DBRS. Pequeno pormenor (delicioso): este rating precede o programa de ajustamento e é anterior ao governo PSD-CDS.»

segunda-feira, julho 28, 2014

Da série “Grandes títulos”


A dívida pública atingiu o valor record de 133% do PIB. Perante este descalabro, a Moody’s emite uma nota na qual refere que uma nova revisão em alta do rating de Portugal só surgirá quando houver «maior visibilidade sobre a política orçamental do próximo governo» e «quando estiver estabelecida claramente uma tendência de queda no rácio da dívida pública». Era preciso ser a Moody’s a declarar que o Governo de Passos & Portas levou o país a bater com estrondo contra a parede e que há que removê-lo o mais depressa possível?

quarta-feira, maio 07, 2014

A Fitch explica

Jornal de Negócios

«A agência de notação financeira realça que o documento de estratégia orçamental (DEO) para 2015/2018 “continua a disciplina orçamental, o que é um factor-chave para a nossa avaliação do ‘rating’.” E a agência exemplifica: o impacto da decisão de reverter o corte de 20% dos salários do sector público é amplamente anulado por outras medidas. Ou seja, a Fitch considera que esta decisão “tem um impacto neutral nas dinâmicas de dívida e não vê [a decisão] como um enfraquecimento do compromisso de redução do défice.”»

Falar sem subterfúgios é outra coisa.

sábado, julho 28, 2012

“Desvarios hedonistas das populações do arco solar dadas à ‘siesta’ não-transaccionável”

• Medeiros Ferreira, Verão quente:
    ‘A Europa prepara-se para um Verão quente. A banhos há mais de dois anos, os seus responsáveis não entenderam os verdadeiros perigos que a zona euro corria depois do desencadear da crise financeira internacional em 2008. Sobretudo a ‘Alemanha Fortaleza’ estimou mal os seus recursos para se manter em segurança monetária sem se fazer rodear por um alargado perímetro económico de crescimento que englobasse os países da zona euro. Pelo contrário, preferiu construir a tese segundo a qual a crise das dívidas soberanas seria meramente periférica e devida aos desvarios hedonistas das populações do arco solar dadas à ‘siesta’ não-transaccionável. Com a cumplicidade tonta de Sarkozy, empurrou a Grécia para uma situação em que as medidas necessárias para Atenas se manter no euro são equivalentes às que terá de tomar caso venha a optar por sair da inóspita zona monetária sediada em Frankfurt, onde se abrigou na viragem do século.’