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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Uma aula diferente

Alunos da US com crianças

 
As duas últimas aulas de Teatro da nossa US foram diferentes. Após algumas semanas de aprendizagem de como dizer poesia infantil, e sempre pela orientação do nosso Professor Jorge Neves, deslocamo-nos a escolinhas do nosso Concelho para tentar proporcionar a algumas criancinhas momentos diferentes. Com algum nervosismo, sabendo que a nossa experiência era nula e o público poderia ser exigente, dividimo-nos em grupos e, à hora combinada, lá estávamos nós de folhas em punho dispostos a ouvir críticas espontâneas, próprias das crianças dos 3 aos 5 anos. Foi inesperado ver que estavam já à nossa espera, todos muito sossegadinhos e alinhados, ansiosos por saber qual seria a surpresa que lhes iríamos oferecer.
No final, fomos retribuídos com alguns miminhos, desde beijinhos, flores e pequenas lembranças feitas pelas crianças.
Para nós, a experiência foi bastante gratificante e viemos de lá com duas certezas: a primeira, é que por mais esforço que façamos, ninguém lê tão bem poesia como o nosso Professor e a segunda é que a experiência foi tão positiva, que queremos repetir tanto naquelas como noutras escolinhas.

Os Alunos de Teatro
 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

CASCI: Duas gerações souberam comunicar



Alunos da US no CASCI

A US está de parabéns e os alunos de Teatro também!

Tarde de sexta feira.
Tempo chuvoso, triste.
No Centro infantil do Casci vivia-se uma tarde igual a tantas outras.
As crianças de 4/5 anos, sentadas nos tapetes esponjosos do chão, aguardavam…
Tinham-lhes dito que haveria uma surpresa, e assim aconteceu!
Uns senhores iguais aos seus avós entraram nas salas, começaram por se apresentar e, depois de breve troca de palavras, viveram-se histórias.
Sucedeu-se a mímica, a entoação teatral, os narradores foram substituídos por personagens imaginárias, e os meninos deixaram-se conduzir pelo mundo irreal da fantasia.
Os olhos muito abertos não perdiam um pormenor.
Finalmente, chamadas à realidade, as crianças riram, bateram palmas e agradeceram a surpresa.
Beijinhos, felicidade! O tempo triste da chuva lá de fora não impediu que os passarinhos voassem!
Duas gerações que, apesar das suas diferenças, não deixaram de comunicar.
 
MH

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Um cenário diferente



A aula de teatro da passada sexta-feira teve um cenário diferente! Por proposta da aluna Dores, todo o espectáculo se desenrolaria num outro espaço, a sua casa.
A temática infantil e a narrativa dramatizada preenchiam o cartaz.
Artistas, convidados e público em geral ocuparam os seus lugares, aguardando as três pancadinhas de Molière que anunciariam a abertura de cena.
Houve quem chegasse mais cedo para colaborar na preparação dos adereços, o fatiar das frutas; quem seleccionasse as tisanas destinadas ao aclarar da voz, de origem alentejana e duriense; e até quem chegasse atrasado, e tivesse direito a ovação especial e até ao melhor lugar, como acontece em qualquer plateia comprometida politicamente.
Como é de bom tom, o Mestre, responsável pela selecção dos textos e respectivo ensaio, foi o último a chegar.
Mas como dizia, o cenário hoje foi diferente! Emoldurado pela sala de jantar da aluna Dores, abrilhantado pelas cores da sua simpatia e marido, o elemento mais decorativo, que constituía o adorno principal e que servira de pretexto a tal espectáculo, era um luminoso tacho atestado de “rancho à transmontana” que reluzia com a incidência das luzes colocadas estrategicamente nos olhares gulosos e esfaimados dos artistas e demais espectadores.
Não demorou muito que o referido tacho fosse assaltado, apalpado, esventrado e finalmente ovacionado. O assalto aos tachos processa-se sempre da mesma forma desinteressada! A importância deste fora demais! Preenchera completamente as expectativas de quem tinha apostado nele como “ o melhor”. Mas houve quem confessasse que estivesse bom ou nem por isso, para ela tinha sido óptimo, uma vez que era o único! Quem se atrever que interprete!!!
Mas o espectáculo continuou.
O segundo acto foi preenchido então por histórias de vida, declamadas na primeira pessoa, com sotaque alentejano e não só, muitas delas de autores anónimos que provocaram risos, sorrisos e até uma ou outra lagrimita de comoção.
Finalmente, o Mestre encantou com o encanto dos “Bichos” de Miguel Torga.
Não sei se houve mais, pois tive que me ausentar.
Como crítico devidamente credenciado, gostaria de classificar de muito agradável mais este salutar espectáculo. Estão todos de parabéns, sobretudo a encenadora Dores e respectivo marido pelo bom momento que proporcionaram.

MH

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Convívio de aniversários: 27 de Janeiro, às 15 horas



(Clicar na imagem para ampliar)