Eles são a “geração rasca”, a “geração dos 500”,
a “geração parva”, a “geração à rasca”,
eles são …os nossos filhos!
Sim, eles são os nossos filhos, aqueles que gostávamos que fossem melhor e mais felizes que nós, como os nossos pais desejaram em relação aos seus filhos que somos nós.
Uns dizem que eles tiveram de mais e por isso mesmo não se contentam com aquilo a que chegaram. Outros dizem que estudaram demais porque para “subir na vida” é só preciso um pouco de sorte e trabalho; outros dizem que a cabeça deles está cheia de “aspirações” e ficam à espera que tudo lhes cai de graça nas suas mãos. Outros dizem que “os bons” conseguem lá chegar e que “os medíocres” nunca serão ninguém.
Outros ainda exigem que eles sejam os primeiros. Ser segundo ou terceiro é mau porque o que importa é ser o primeiro. É assim nos concursos, nos desfiles, nos empregos, na vida.
Podem todos ter razão, ou podem não ter nenhuma. Não sei! Só sei que eles são os meus filhos e que quero para eles o melhor do mundo. E para mim o melhor do mundo não é uma boa casa, um bom carro, um bom emprego, umas férias se possível lá fora… o melhor para mim é que eles sejam felizes!