sábado, 30 de abril de 2011

Rotina


Por mais que se faça, por mais que se tente evitar, a rotina instala-se pressurosamente. Sair dela é um ato que envolve certa perspicácia mas que vale a pena.
Observar o que nos rodeia a partir de outra perspetiva, ajuda-nos a alargar horizontes, a ver o mundo de outra maneira e a depararmo-nos com pormenores que até podem ser muito interessantes.
Hoje quis apreciar e gravar no tempo as árvores de baixo para cima.








Estes não se deixaram fotografar de baixo para cima!




sexta-feira, 29 de abril de 2011







Ambiente de trabalho mais requintado.
Um grupo de colegas (desta vez apenas “ladies”) decidiram que também poderíamos celebrar – de uma certa forma - o casamento real.
Algumas levaram bules e chávenas de chá Royal Doulton, outras levaram vários tipos de chá, pequenas sanduíches, compotas, manteiga e, evidentemente, os famosos scones.
Não obstante o ambiente já ter um toque inglês, algumas senhoras ainda tiveram o bom gosto de se vestirem “a rigor” adornadas com chapéus e “fascinators” que tanto destaque tiveram hoje no casamento de William e Kate!








Alegria no trabalho! : )

quinta-feira, 28 de abril de 2011



Gostaria de ser convidada a passar uns dias aqui.




Sem ter que observar protocolos. Também dispenso as tiaras.
Poder deambular pelos imensos corredores e belos salões, sem guia.
Tomar chá acompanhado das deliciosas finger sandwiches e dos saborosíssimos scones barrados com a famosa compota inglesa, tendo a rainha e outros membros da realeza por companhia.





Não sou megalómana. Apenas gosto de conviver.




E agora vou fazer scones... ou melhor, vou tentar fazê-los!  : )

quarta-feira, 27 de abril de 2011




Lago Ontário – Pôr do Sol


Foto tirada da varanda de um 23° andar... apesar de não gostar de alturas! : )




Mais um post reduzido a uma foto. Muito trabalho e falta de inspiração!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sábado, 23 de abril de 2011




Ao longo da vida deparamo-nos com muitas placas de

sinalização que orientam as nossas caminhadas...

 

Estas são apenas algumas...








Boas caminhadas!

quarta-feira, 20 de abril de 2011



Um interregno entre posts para desejar a todos vós
um excelente fim de semana prolongado!

Feliz Páscoa


São todos Godiva porque são os que mais gosto! : )

terça-feira, 19 de abril de 2011



“No vale do Humber, um pouco de Inglaterra
longe de Inglaterra.”




Depois de atravessarmos a ponte Old Mill (1916) sobre o rio Humber que vos mostrei no post anterior  – numa antiga zona de pesca e caça descoberta por Étienne Brülé em 1615 - , deparamo-nos com esta linda pousada, estilo Tudor, onde em 1793 tinha sido construída a primeira serraria.
















O Old Mill Inn & Spa – considerado um edifício emblemático de Toronto – é um excelente ponto de encontro para amigas que gostam de passar algumas horas no spa seguindo-se o “Afternoon Tea” onde é apresentada uma grande variedade de chás – como não poderia deixar de ser! – salgadinhos e bolinhos sortidos (incluindo os apetitosos scones) tudo em miniatura... menos a conta!
Confesso que prefiro os “Sunday Brunches” ou os “Gourmet Lunch Buffets” porque os preços são fixos e podemos servirmo-nos quantas vezes quisermos sem, por isso, transgredirmos qualquer norma social. Apesar do ambiente ser requintado, as pessoas são desinibidas, práticas e não se deixam limitar por regras que nem sempre fazem sentido.







Na primavera/verão quando as cores dos jardins e das árvores atingem o seu expoente máximo, tirar fotos torna-se numa actividade ainda mais aliciante perante tanta beleza – “man-made”, é certo, mas indiscutivelmente uma obra de arte.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pescadores de rio


Um pescador sem linha nem anzol à espera de uma truta distraída...


Lá ao fundo encontram-se os profissionais...






O mesmo local no esplendor da primavera (imagem da net)






Até este momento ... nada tinha sido pescado!

domingo, 17 de abril de 2011

Dilema

Qual não foi a minha surpresa quando vejo o preço da gasolina ontem de manhã!  

Como se justifica este aumento exorbitante de um dia para o outro? Não é como se o Canadá tivesse que importar todo o petróleo que consome! Há grandes reservas neste país.
Fiquei tão revoltada que pensei – ainda estou na fase do pensar apenas - em deixar de contribuir para os lucros destes impérios.
Qual a alternativa? Utilizar outro meio de transporte. Qual? Talvez a bicicleta. Para isso tenho que estar em excelente forma física. Talvez deva juntar-me a este grupo...

ou a este...




Fazer marchas aceleradas com mais frequência, subir e descer estas escadas várias vezes ao fim da tarde...

E quando me sentir apta a fazer umas dezenas de quilómetros por dia, então...
Mas... e como "transportarei" a mala e todos as outras coisas que se encontram sempre no carro para qualquer eventualidade?  
Necessitarei de uma bicicleta com um grande cesto, como esta...

(imagem da net)


E se chover a cântaros como ontem ou se chover “gatos e cães” – em tradução literal?
Grande dilema... Creio que ainda estou um pouco longe de poder dizer: Se bem o pensei, melhor o fiz...
 

sábado, 16 de abril de 2011


Ontem à noite, tive o privilégio de ser uma entre quatrocentas e cinquenta pessoas – logo na terceira fila! - que assistiram ao lançamento do último livro de Donna Leon, “Drawing Conclusions”, e a honra de ter um curto diálogo com a autora enquanto me autografava o livro e me concedia mais uns segundos para lhe tirar uma foto.
Apesar de me terem dito que é muito conhecida na Europa, confesso nunca ter ouvido falar dela até há uns quatro ou cinco meses quando, por mero acaso, vi um dos seus áudio livros na biblioteca. Depois desse primeiro livro seguiram-se mais oito, o último em formato tradicional. 
Se como autora já me tinha cativado, como pessoa ainda mais. Gostei da forma despretenciosa como falou, o seu sentido de humor ao qual ninguém esteve imune e os seus profundos conhecimentos e experiência de vida. É americana mas há mais de 30 anos que vive em Veneza onde se passam todos os seus romances policiais com o já famoso Commissario Guido Brunetti.

Ao referir-se a questões políticas e à crise económica na Europa – com um certo humor de permeio – disse que seria a Itália que acabaria por “quebrar o banco” e que aquele país encontrava-se apenas a um passo atrás de Portugal.
Alguém, de entre as minhas amigas e amigos blogosféricos, leu um livro desta autora?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Apenas fotos





Hoje necessito deste tempo para vos visitar.


Prédios de apartamentos luxuosos em frente do Martin Goodman Trail, onde se encontra a ponte sobre o Rio Humber que vos mostrei ontem.  









quarta-feira, 13 de abril de 2011

O meu talento artístico

Durante um dos passeios pelo Martin Goodman Trail onde podemos atravessar a ponte em arco sobre o rio Humber (Humber Bay Arch Bridge) que considero um dos trilhos mais lindos da cidade...


vi um senhor a fazer estas interessantes construções de pedra. Parei e observei como tantos outros passeantes.









Senti, naquela altura, uma vontade inebriante de fazer a minha própria construção.


Estão a ver esta “escultura” em destaque em cima de um tronco?  É a minha! Esta obra foi muito aplaudida por alguns observadores! : )

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Batatas com Personalidade

Depois de um sábado morno de manhã e frio à tarde mas cheio de sol, o domingo amanhece chuvoso, cinzento, como tem sido habitual nestes últimos meses, com algumas exceções. Não apetecia sair de casa. Mas eis que por volta das 15h, as nuvens desaparecem, varridas pelo vento, e o sol manifesta-se no seu esplendor primaveril para levantar a moral a esta gente que já sente os efeitos do transtorno afetivo sazonal.
Decido ir ao supermercado a pé. Necessito de sacos de salada, daquela já pré-lavada pronta para consumir .  Gosto quando me facilitam as tarefas relacionadas com a preparação das refeições. Gosto quando me facilitam qualquer tarefa.
Visto  o casaco de inverno, “branco de inverno”, companheiro das caminhadas a baixas temperaturas, ponho um lenço ao pescoço (aqui chamamos “scarf” quer se refiram aos de inverno quer aos mais leves que uso em todas as estações), calço as sapatilhas e lá vou eu. A meio do caminho começo a sentir um pouco de calor. Afrouxo o lenço. Vejo pessoas com casacos compridos, outras com mangas curtas e jeans, outras com casacos curtos e leves, e uma senhora com uma saia que no inverno pouco se vê. Penso: “Something is wrong with this picture” – às vezes penso em inglês!  Continuo a sentir calor. Desabotoo o casaco. Quando chego ao supermercado tenho que tirar o casaco e o cachecol porque o calor é insuportável. Reparo que “o decorador” devia ter lá estado no dia anterior. O visual é diferente. A temática pascoal é mais que evidente. Quando entramos temos uma sensação de bem estar, de harmonia...que nos leva a pensar que é exatamente o lugar onde mais queremos passar algumas horas.
Vou direitinha à prateleira das saladas pré-lavadas. Tiro dois sacos. Dou meia volta e deparo-me com molhos de espargos com um aspecto fresquíssimo, em saldo. Tiro dois molhos. Nesta altura já tenho dois sacos na mão mais dois molhos de espargos. Necessito de um cesto. Não há necessidade de ter tudo aquilo na mão mesmo que vá direitinha à caixa. Passo pela fruta e reparo que os abacates estão a 99 cêntimos cada. Meia dúzia é suficiente. Mesmo ao lado encontram-se nêsperas a 5.99/kg. Um pouco caras, mas que saudades! Ponho umas quantas num saco só para provar não se vá dar o caso de não serem doces o que normalmente até nem são. Recordo-me do blog da luísa (com “l” minúsculo) onde ela fala das nêsperas do seu quintal e fiquei com saudades. Não sei bem porquê penso em batatas doces. Há muito tempo que não as compro. Já que estou aqui... Apenas meia dúzia pois estou sem carro. Olho para o meu lado direito e vejo uns saquinhos cuja marca me chamou a atenção: “Baby Boomer” , "batatas com personalidade".  Batatas com personalidade?! Mas que batatas são estas? Que interessante. “Agradavelmente pequenas”, pré-lavadas e que não necessitam de ser descascadas. Hmmm! Cozidas e depois salteadas devem ser muito saborosas. Ponho um saco no cesto que já está pesado. Decido que é mais que altura de me dirigir à caixa. Pago e saio. A distância até casa é curta mas sinto já o peso dos sacos. Do calor nem se fala!
Quando chego a casa, e por curiosidade, olho para o termómetro! Não admira ter sentido tanto calor! A temperatura estava a 20° e eu com um casaco de inverno vestido!



Aqui estão as “batatas com personalidade”!
(clicar para ler melhor! : )

domingo, 10 de abril de 2011

Pysanky e Fabergé


Os pysanky – ovos pintados por altura da Páscoa – continuam a ter um papel muito importante na cultura ucraniana e em todas as comunidades oriundas dos países do leste da Europa espalhadas pelo mundo. É nesta altura que se começam a pintar os ovos, que são decorados com lindas cores, padrões e símbolos da natureza.
Muitas lendas e superstições estão associadas aos pysanky. Para o povo hutsul da região dos Cárpatos, o destino do mundo depende do pysanka (singular de psysanky). Enquanto a arte de pintar ovos de Páscoa continuar, o mundo continuará a existir.
Oferecer ovos pintados aos familiares e amigos é um símbolo de respeito, de amor. Não conheço nenhum lar ucraniano ou polaco que não tenha estas obras de arte em lugar de destaque nas suas salas.
A Páscoa também me faz recordar os fabulosos ovos Fabergé que os czares encomendavam a Peter Carl Fabergé.
Coloco um pysanka à minha frente e depois recorro à minha imaginação para “colocar” um ovo Fabergé ao lado.
Dois mundos diametralmente opostos.