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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

lasciva
e assustada
eu,
lebre caligramática
escrevo quando
nada mais me resta
palavras,
pra que tanta pressa?

Zoe de Camaris

terça-feira, 12 de outubro de 2010

não há palavra que cante
imagem que explique
lágrima que traduza

viola que chore
filósofo que entenda

não há flor que aflore
droga que expanda

perfume que seduza
beijo que amorne

não há sono que repare
água que permeie
sôpro que perdure

meu sonho
seu medo

meu desejo
seu destino

meu amor
seu silêncio.

Zoe de Camaris

sexta-feira, 30 de julho de 2010

o amor é uma aposta estranha
o vencedor pelo vencido
cada um com o seu drama
contudo, não é nada
e o mundo inteiro reclama
quantos cavalos errados
para o único que ganha.

Zoe de Camaris