Katia Chausheva
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
sábado, 3 de dezembro de 2011
Perdoe-me:
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Depois das palavras de ontem, o silêncio de hoje;
Nunca me senti tão perdido, tão vazio, tão inutilizado. Adeus, planos heroicos de reforma. Eu apenas me adapto, covardemente, aos meus males. Mas até quando?
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
terça-feira, 6 de setembro de 2011
A impossibilidade de organizar de pronto a minha vida leva-me ao desespero de ontem;
Não, a vida assim não é possível. Há muito compreendi isto, e querer continuar esta ilusão de fuga, é nadar em vão num charco de águas lamacentas. O remédio é a paciência, mas de todas as qualidades que me faltam, esta é sem dúvida a de mais alto coeficiente. Tenho de aprender primeiro a saber o que é a paciência e depois empregá-la com resultados positivos - este é o único meio de levar a cabo o plano que tracei e do qual dependem as únicas coisas que para mim contam nesta vida.
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
sábado, 20 de agosto de 2011
em 17 de maio 1949
Para mim, a existência escorre como se eu contemplasse seu espetáculo através de vidraças baixadas.
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
terça-feira, 9 de agosto de 2011
anotações de Junho - 1949
Tudo o que sentimentos é verdade? Grandes correntes nos atravessam, de ideias contraditórias e sentimentos bizarros - mas que é duradouro, existente e exprime com autenticidade a realidade viva do nosso ser? Ou talvez não sejamos o que é permanente senão por um esforço lúcido da vontade; nossa certeza é, ao contrário do que imaginamos, apenas o que é indeterminado e sem raízes fixas no tempo.
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
Agosto (Diário de Penedo)
Adoro o campo, e ele me causa certa angústia: o vazio, sua existência e enorme e singular, independente da presença humana. Uma energia arbitrária e azul sacode a terra e ergue as árvores vitoriosas no fundo do horizonte. Ah, como a humanidade me interessa, suas intrigas e suas vozes... Quando, meu Deus, quando poderei suportar de coração leve um alheamento como este?
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
terça-feira, 2 de agosto de 2011
em 15 de setembro de 1949 - diário I
Sim, é tempo. Se tenho de existir, é pelo esforço da minha atenção. Lúcido e calmo, devo olhar o que se desprende de mim como fragmentos abandonados de uma figura que se esculpe. Agora vejo os meus contornos. Os meus vazios, é o que reconquistei até agora. De ausências é que me formo. Revejo-me no espelho imenso da minha desolação - mas é assim de pedra que me quero.
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
em 11 de setembro de 1949 - diário I
em 26 de agosto de 1949 - diário I
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
sábado, 7 de maio de 2011
[...] Quem não conhece a tristeza não pode saber o que era esse esvaziamento do ser, essa ausência de si mesmo, esse quieto que não significa a paz, mas o sossego de regiões condenadas, e que apesar de tudo ainda não conhecem a morte.
Lúcio Cardoso, in: Crônica da Casa Assassinada. Ed. Civilização Brasileira
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Setowski Bez
Também as cores me levam instantaneamente a mundos imprevistos. Mas são mundos da infância, que vi um dia magicamente e que perdi há muito. Certos tons de rosa, de verdes ou azuis fazem ressurgir em meu pensamento cenas inteiras que há muito já haviam submergido no oceano da memória.
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
Lúcio Cardoso, in: Diário Completo. Ed. José Olympio
sábado, 5 de março de 2011
Que me aconteceu, que aconteceu ao nosso amor?
Amanda Cass

Então não há nada certo, geramos apenas o esquecimento e a distância? As palavras, meu Deus, não significam coisa alguma, não têm poder para selar nenhum juramento? Quem somos nós que assim passamos como espuma, e nada deixamos do que construímos, senão um punhado de cinza e de sombra?
Debato-me, o coração me vem aos lábios: que é válido, que é invulnerável à fúria do tempo, qual o sentimento que não se esgota e não se ultraja?
Lúcio Cardoso, in: Crônica da Casa Assassinada. Ed. Ediouro
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
"A cada milágrimas sai um milagre . . . "
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Lúcio Cardoso, in: A Luz no Subsolo. Ed. Expressão e Cultura
sábado, 22 de janeiro de 2011
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Clarice Lispector, in: Clarice, de Benjamin Moser / Fragmento da carta para Lúcio Cardoso. Ed. Cosac Naify
Itinerário:
Clarice Lispector,
Lúcio Cardoso
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