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domingo, 13 de maio de 2012

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
O abandono não é um ato de vontade mas uma consequência do esquecimento, meu amor.

Inês Pedrosa, in: Nas Tuas Mãos. Ed. Alfaguara

domingo, 22 de abril de 2012

O Desterro
[...] O amor não tem portas que possamos abrir e fechar, nem passagens secretas para um sótão onde possamos fazer férias dele. Toma conta de tudo em nós, envolve-nos como um lençol de tédio, sedoso, infindo. Ninguém fala deste tédio sublime, tão contrário à ação e à eficácia, imóvel inimigo do progresso do mundo. Só no trono do sonho, iluminado e funesto, o amor interessa. Prolongada, a vida torna-se demasiado curta e o amor ganha o ritmo da chuva que bate leve, levemente.

Inês Pedrosa, in: Nas Tuas Mãos. Ed. Alfaguara

segunda-feira, 19 de março de 2012

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
[...] Não se consegue amar completamente senão na memória, Sebastião. As histórias que sonhamos para as pessoas amadas flutuam na neblina dos dias muito quentes, como mentiras leves tocadas pelo peso da verdade.

Inês Pedrosa, in: A Eternidade e o Desejo. Ed. Alfaguara

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

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[...] Qualquer dia olho para ti e já não sei quem fomos - encontros, desencontros, iras, ressentimentos, tudo se transforma numa massa fosca, pesada, que abandono pouco a pouco.

Inês Pedrosa, Fazes-me Falta. Ed. Planeta