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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Só não conseguia livrar-se do medo das mulheres...

Faces
Ele as desejava, mas elas o amendrontavam. Entre o medo e o desejo era preciso encontrar um meio-termo; era o que ele chamava "a amizade erótica". Afirmava a suas amantes: só uma relação isenta de sentimentalismo, em que nenhum dos parceiros se arrogue direitos sobre a vida e a liberdade do outro, pode trazer felicidade para ambos.

Milan Kundera, in: A Insustentável Leveza do Ser. Ed. Círculo do Livro

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

as memórias poéticas

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
[...] Parece que existe no cérebro uma zona específica, que poderíamos chamar memória poética, que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, o que dá beleza à nossa vida [...]

*

[...] Já disse que as metáforas são perigosas. O amor começa por uma metáfora. Ou melhor: o amor começa no momento em que uma mulher se inscreve com uma palavra em nossa memória poética.

Milan Kundera, in: A Insustentável Leveza do Ser. Ed. Círculo do Livro

sábado, 26 de novembro de 2011

... edifício.

Faces
[...] Mas o frágil edifício do amor deles seria inevitavelmente destruído, já que esse edifício se assentava sobre uma única pilastra - a de sua fidelidade -, e os amores são como os impérios: desaparecendo a ideia sobre a qual foram construídos, morrem junto com ela.

Milan Kundera, in: A Insustentável Leveza do Ser. Ed. Círculo do Livro

sábado, 19 de novembro de 2011

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Nonnetta
[...] O amor pode nascer de uma simples metáfora.

Milan Kundera, in: A Insustentável Leveza do Ser. Ed. Círculo do Livro