Estou lá onde me invento e me faço: De giz é meu traço. De aço, o papel. Esboço uma face a régua e compasso: É falsa. Desfaço o que fiz. Retraço o retrato. Evoco o abstrato Faço da sombra minha raiz. Farta de mim, afasto-me e constato: na arte ou na vida, em carne, osso, lápis ou giz onde estou não é sempre e o que sou é por um triz.
Daquele que amo quero o nome, a fome e a memória. Quero o agora. O dentro e o fora, o passado e o futuro. Quero tudo: o que falta e o que sobra o óbvio e o absurdo.