Mostrando postagens com marcador Marcelo Backes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcelo Backes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Tristeza não tem fim. Felicidade sim..."


[...] Bem cedo vi que sou daqueles que sofrem muito mais com o sofrimento do que se alegram com as alegrias, e tentei criar mecanismos de controle. Sou um triste, no fundo.

Marcelo Backes, in: Três Traidores e Uns Outros. Ed. Record

terça-feira, 26 de julho de 2011

... o tempo é o mesmo, presente.


Só o cerne da experiência, aquilo que doeu de verdade, foi, é e continuará sendo igual, sempre igual. O que verdadeiramente importa, no fundo, é apenas o momento que um outro chamou de epifania, certa vez, e que a gente revive na lembrança como se estivesse acontecendo agora, pouco importando a idade que se tinha no passado dos fatos.

Marcelo Backes, in: Três Traidores e Uns Outros. Ed. Record

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lilya Corneli
[...] Incrível como a gente não muda, por mais que mude de lugar. O aqui dentro não muda nem um pouco só porque o lá fora muda.
Coisas de casca e semente, de substância e superfície.

Lá longe ou aqui perto, tudo continua igual, sempre igual, no fundo. E quando nos deslocamos ao passado na lembrança pra trazer suas horas decisivas ao presente é que isso fica ainda mais claro, mais claro do que nunca, e tudo parece estar acontecendo aqui e agora, mais uma vez.

Marcelo Backes, in: Três Traidores e Uns Outros. Ed. Record

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Blue Valentine
O tempo não passa, o relógio ancestral diz que já são onze e meia com seu toque peculiar. As comichões pararam. Tenho medo de me mexer e fazer que elas voltem. Fixo o teto e sinto meus olhos se esbugalharem, vejo tudo duplo, e me afundo no cansaço sem sono do desespero. O que vai ser de mim?
Não tenho mais nada a perder depois de ter perdido o que era tudo pra mim.

Como vou poder seguir adiante, se não consigo mais andar sozinho?

Marcelo Backes, in: Três Traidores e Uns Outros. Ed. Record

sábado, 23 de abril de 2011

E foi duro. Doeu. Doidamente.

Blue Valentine
[...] Eu chorei também, disse que tudo talvez fosse passageiro, que continuaríamos amigos, ajudando um ao outro, que ainda nos veríamos muitas vezes, que ainda daríamos muitas risadas juntos [...], enquanto lágrimas saltavam molhando meus óculos, fazendo garças voarem no pântano turvo que se formou diante de meus olhos.

Saí arrebentado.
Cheguei ao hotel arrebentado.
Passei o dia arrebentado.

Marcelo Backes, in: Três Traidores e Uns Outros. Ed. Record

domingo, 20 de março de 2011

Por mais que eu quisesse, quero dizer,


Eu queria muito, mas eu também queria não querer, não queria querer, e não querendo querer ou querendo não querer, não queria, embora quisesse, e portanto já não soubesse mais o que queria.

Marcelo Backes, in: Três Traidores e Uns Outros. Ed. Record

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


[...] e ademais não fiquei por aqui, apenas voltei depois das pendengas pelo mundo afora, misturando amores e livros no caldeirão da vida.

Marcelo Backes, in: Três Traidores e Uns Outros. Ed. Record

Não existe melhor nem pior...

Nessa vida tudo é sempre mais ou menos, e o mundo só tem jeito se conseguirmos rir da cara dele. Como não, se a chantagem dos outros ousa matar o que é mais genuíno dentro da gente? Se até quando mais amamos somos traídos? Se inclusive nos momentos de maior tormento, em que choramos de verdade, o mundo não titubeia em passar seu trator por cima de nós?
Com o tempo a gente aprende e endurece até por dentro, depois de constatar que uma casca dura, somente, não basta, depois de ver como dói amolecer aqui e ali.
Questão de sobrevivência.
[...]

Marcelo Backes, in: Três Traidores e Uns Outros. Ed. Record