Boa leitura, a todos!
domingo, 30 de novembro de 2014
O Sofrimento dos Filósofos, livro de Júnior Fernandes
Boa leitura, a todos!
quinta-feira, 22 de março de 2012
Lições Junto Ao Tanque de Betesda
Wilma Rejane
Quem ama serve
Mais lições em Betesda
Fonte: Bíblia de Estudo Plenitude, revista e atualizada, SBB Evangelho de João , Capitulo 5, pg. 1076.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Acredite, você venceu!
Em Romanos 8.33-37, Paulo não escreveu que somos vencedores... Disse que somos mais... Repito: somos mais do que vencedores! Isso quer dizer o quê? Nós temos a vitória nas mãos antes de sair para guerrear. Nada pode nos condenar, porque é Deus quem nos justifica. Cristo ressuscitou e está à direita do Pai intercedendo por nós. Diante dos perigos que nos ronda, da angústia que tenta nos assaltar, e até perante alguns que se comportam como predadores e queiram nos arrastar aos matadouros feito ovelhas, em todas essas terríveis tribulações somos mais do que vencedores.
A dúvida talvez vagueie a mente do cristão atribulado, mas jamais deverá ser aceita. Quando existe a rejeição da incerteza, colocando-a em confronto com a Palavra de Deus, a fé se sobrepõe à interrogação.
E em simultaneidade, durante a briga da fé com a dúvida, que também é a luta da carne contra o Espírito, o monte de problemas é removido, segundo a ordem expressada pronunciando o nome que tem toda autoridade, que é o nome de Jesus.
A luta da dúvida, querendo entrar em nosso coração, é uma batalha que já vencemos quando Jesus Cristo ressuscitou. Basta não desanimar para que sintamos o gosto da vitória, que não precisamos nos esforçar para conquistar, porque o Filho de Deus já fez tudo em nosso lugar.
Este é o meu testemunho aqui: já recebi muitas bênçãos enquanto rejeitava a dúvida. Ela não estava ausente quando me vi e fui reconhecido mais que vitorioso. Então, diante da dúvida, não pense que fracassou. Não desanime, não cruze os braços, examine as Escrituras e pratique a Palavra de Deus no tocante ao problema que estiver passando. Fazendo isso, a vitória que já está presente em sua vida o envolverá você plenamente e todos em sua volta observarão e testemunharão: Olhe ali aquela pessoa, ela é alguém muito mais do que feliz, ela é muito mais do que vencedora!
sábado, 21 de janeiro de 2012
"Meu pinto é grande"
É o que costumava dizer para meus amigos. Talvez, para compensar minha falta de aptidão no assunto. Muito embora eu busque a santidade na minha vida, possuo um passado feio e tenebroso.
Sempre fui muito “adiantado” para a minha idade, tanto que no jardim de infância meu apelido era “doutor-peladão”, desde pequeno mostrando meu pinto pra todo mundo. Recordo um dia que um casal de pastores e sua família estavam jantando em minha casa e eu saí correndo com o pinto de fora até chegar ao banheiro. Queria agilizar o processo, ao tirar as calças já antes.
Mesmo com a correção e ensinamento dos meus pais (ambos evangélicos) eu ainda continuei nesse caminho. Um dia, quando eu tinha 10 ou 11 anos fui com uma amiga de 7 ou 8 anos para um lugar bem isolado e me esfreguei nela, praticando fricção. Lembro que no 1º local fechado que eu entrei chorei e me arrependi de ter feito aquilo, prometendo que nunca mais faria algo parecido com isso, até ler a Bíblia eu li.
Não que eu não fosse crente, porque fui batizado com o Espírito Santo aos 7 anos de idade. Contudo minha vida era cheia de pecados nessa área. Foi mais ou menos nessa época (com 11 anos) que me envolvi com a pornografia. Não a fundo — graças a Deus —, mesmo assim tentava assistir a Playboy TV com seus chiados e arranhões (porque minha TV a cabo não pegava esse canal). Também acessei o site do Playboy uma vez numa Lan House, e outras vezes acessavam alguns sites eróticos, via uma foto aqui e ali.
Com 14 e parte dos 15 anos que foi terrível! Eu me vesti com uma máscara imensa. Ao mesmo tempo em que morria de vontade de ficar com as minas da escola e via vídeos com entonação erótica no youtube. Já tinha meus discípulos e por não ter beijado na boca ou me masturbado os condenava (no fundo eu queria ser igual a eles). Sempre os enchendo de perguntas e cobranças. E com isso quase todos se desviaram. Porque eu era legalista ao extremo.
Não que eu seja perfeito e não vá pecar mais. Fui liberto do vício, não de mim mesmo. Ainda que não seja uma foto erótica, pode ser um decote no orkut, ainda que não seja fricção pode ser um tesão. E Deus ainda insiste em trabalhar na minha vida...
Que privilégio é nunca ter me masturbado, beijado na boca ou visto um vídeo pornô de verdade. Mas se isso aconteceu foi pela graça de Deus, e a qualquer dia eu posso cair também. Escrevo isso porque se Deus operou em minha vida Ele pode operar na sua também. “Porque onde abundou o pecado superabundou a graça.”³ E o Pai quer que sejamos santos, assim como Ele é.
Notas:
¹_ Salmos 100.5/1Cr 16.34/Esdras 3.11/Salmos 106.1
²_ Romanos 2.1 (NVI)
³_ Romanos 5.20 (ARA)
sábado, 3 de setembro de 2011
Dimensões: os tamanhos do pecado e do amor divino
Nos momentos de tribulações e indecisões, é importante continuar a confiar no amor que Deus tem por nós. Repito: no amor... No amor que Deus tem por nós. Sim, muitos creem na existência dEle mas não creem na misericórdia divina.
É importante ter bem claro na mente o seguinte: Deus está sempre disposto a ser misericordioso com aqueles que se arrependem de seus pecados e sempre quer fazer o bem, perdoar, nos dirigir para bem longe das areias quentes do deserto de sofrimentos.
O maior erro do mundo é menor que o amor de Deus!
E.A.G.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O antissemitismo é problema nosso
Essa questão interessa diretamente a todos nós; somos todos responsáveis pelo judeu porque o antissemitismo conduz diretamente ao nacional-socialismo. E, se não respeitarmos a pessoa do israelita, quem nos respeitará? Se estamos cientes desses perigos, se vivemos na vergonha de nossa cumplicidade involuntária com os antissemitas, a qual nos transformou em carrascos, talvez comecemos a entender que é preciso lutar pelo judeu tanto quanto por nós mesmos.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Ódio e perseguição INJUSTA contra os judeus em 2009
O relatório anual da Agência Judia citou pesquisa que informou que 42% dos europeus ocidentais acreditam que os judeus exploraram no passado para conseguir dinheiro. Quase metade dos europeus ocidentais acreditam que os judeus exploram a perseguição que sofreram em seu passado como um método de extorquir dinheiro, de acordo com o relatório anual da Agência Judia lançado no domingo. Um relatório conjunto sobre anti-semitismo conduzido pela Agência e o Ministério dos Assuntos da Diáspora descobriram que 42% daqueles entrevistados pela Universidade de Bielefeld na Alemanha concordam que “os judeus exploram o passado para extorquir dinheiro”. Os países nos quais a maior porcentagem da população concorda com essa declaração foram Polônia e Espanha.
De acordo com a Agência Judia, houve mais incidentes anti-semita em 2009 que em qualquer ano desde a Segunda Guerra Mundial. Nos primeiros três meses de 2009 imediatamente após a ofensiva de três semanas de Israel na Faixa de Gaza houve tantos incidentes anti-semitas quanto os que ocorreram em todo o ano de 2008. Na França, por exemplo, houve 631 incidentes anti-semitas na primeira metade de 2009, comparados aos 474 em todo ano de 2008. Em todo o mundo, oito pessoas mortas em ataques ano passado. O relatório indica que houve duas mortes ligadas ao anti-semitismo em 2009 nos Estados Unidos um de uma estudante universitária em Connecticut e outro de um guarda não judeu no museu do Holocausto em Washington, D.C. Este aumento do anti-semitismo está vindo de ambos os lados políticos, Direita e Esquerda, de acordo com a Agência Judia. Na coletiva de imprensa na qual o relatório foi lançado, oficiais se referiram a um filme que tem sido rodado recentemente que culpa Israel de roubar órgãos no hospital das FDI no Haiti.
sábado, 10 de outubro de 2009
Crianças Feiticeiras- Parte II
Crianças como Mary são resgatadas e levadas para um local seguro, administrado por uma instituição de caridade local, a Child Rights Rehabilitation Network (Crarn), presidida por Sam Itauma. A instituição de caridade recebeu ameaças, o orfanato foi atacado e ele não pode mais aparecer em público. “Eles agora querem reprimir nossas atividades para que não façamos campanha contra suas ações e vão continuar com suas atividades nefastas em nome de Deus. Tenho que ser muito cuidadoso porque minha vida está sob ameaça.”
Sam Itauma não pretende abandonar a luta. Na semana passada, ele conta, um menino de 9 anos, Nwanakwo, morreu no hospital depois de ter sido “banhado em ácido” por seu pai.Ele quer ter certeza que a nova legislação que proíbe a estigmatização de crianças como feiticeiras seja reforçada e que pastores que foram presos e depois liberados sob fiança, e pais que abusam seus filhos, sejam processados.
Um relatório recente da ONU explica que o abuso de crianças ‘feiticeiras’ é comum em países onde a estrutura social tradicional entrou em colapso, onde mortes súbitas são comuns e onde há pouca perspectiva de uma vida melhor.Cada vez mais, mulheres idosas e crianças são acusadas pelas doenças e mortes em suas famílias na África, mas também na Índia e no Nepal.
Um documentário premiado, com direção do holandês, Joost Van der Valk e do britânico Mags Gavan, enfoca a situação de crianças acusadas de serem feiticeiras na Nigéria. O filme, trouxe mudanças positivas, mas também muita tensão na comunidade.
A atenção gerada pelo documentário, no entanto, não agradou a todos na comunidade, diz Sam Itauma. ”Muitas pessoas acham que nós não apresentamos a Nigéria de uma boa maneira e contribuímos para uma imagem negativa do país, mas não podemos esconder a situação, temos que abordá-la.”Os produtores do filme planejam uma sequência e esperam poder mostrar esforços positivos para proteger os direitos das crianças nigerianas no estado de Akwa Ibom.
Por: Wilma Rejane
Fonte: rnw
channel 4
A Tenda Na Rocha
Fotografias: Robin Rammond
Crianças Feiticeiras -Parte I
Em março de 2007, a revista Veja (edição 1998), publicou um artigo do jornalista Roberto Pompeu de Toledo intitulado: "África, feitiçaria e maioridade penal"onde relatou o caso das crianças de Kinsbasa acusadas de serem bruxas, li o artigo e guardei a revista na intenção de pesquisar mais a fundo o assunto. O caso me interessou primeiramente pela gravidade do estado espiritual dos envolvidos e pela necessidade de libertação, por que não dizer, de toda uma nação. Transcrevo aqui na integra o artigo:
"Entre os muitos fenômenos com origem na penúria africana, um dos mais pungentes é o caso das crianças-feitiçeiras de Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo, Ex-Zaire, são crianças às quais são atribuídos poderes capazes de causar desgraças diversas a suas famílias, conhecidos e vizinhos. Muitas acabam abandonadas pelos pais e viram crianças de rua. O antropólogo belga Filip de Boeck é talvez o acadêmico que mais tem estudado o assunto. Num de seus trabalhos, ele transcreve a entrevista com a mãe de Nuclette, menina de 4 anos, acusada por uma vizinha de à noite se transformar em adulto e perpetrar maldades. A mãe, portadora do vírus da aids, decidiu levar a filha ao pastor Norbert, de uma das denominações pentecostais que se multiplicam na África Subsaarina. A mãe relatou a De Boeck:
"O pregador declarou que Nuclette era uma feiticeira. Então ele perguntou onde estava meu marido. Eu disse que ele tinha deixado nosso bairro e que agora morava em uma outra parte da cidade. Ele disse:"É Nuclette a responsável pelo fracasso de seu casamento. Ela fez que seu marido fugisse. E, quando você dormia à noite, ela veio, com outras crianças-feitiçeiras, e lhe injetou sangue contaminado com uma agulha diabólica". Foi assim que eu peguei aids. Fiquei muito magra. Permaneci na igreja mais ou menos por um mês e o pastor me purificou. Estava quase morrendo quando cheguei lá, mas agora me curei da aids".
No momento da entrevista, também a filha estava internada na igreja, sendo submetida a práticas destinadas a livrá-la de sua natureza feiticeira. outras crianças são expulsas de casa e engrossam os exércitos de meninos e meninas de rua de Kinhasa. A elas as famílias atribuem as doenças, a fome, a falta de emprego, as brigas e outros tormentos. Segundo a crença popular, as crianças-feiticeiras transformam-se à noite e em bandos, às vezes viajando em vassoura s voadoras, saem para espalhar o mal. Muitas crianças acabam acreditando que são, sim, feiticeiras, como é o caso do pequeno Serge, ouvido pelo fotográfo Vicent Beeckmam, outro belga familiarizado com o problema:
"Eu comi oitocentos homens, eu os fiz sofrer acidentes de avião, de carro, cheguei mesmo a ir à Bélgica, graças a uma sereia que me levou até o porto de Antuérpia. As vezes viajo numa vassoura, às vezes na casca de um abacate. À noite, tenho trinta anos e cem filhos. Meu pai perdeu seu emprego de engenheiro por minha causa, depois eu o matei com uma sereia. Também matei minha irmã e meu irmão, enterrando-os vivos. Também matei todos os fetos de minha mãe".
A realidade descrita pelo jornalista Roberto Pompeu, o caso das crianças bruxas não é mito, é uma realidade, embora carente de muitas verdades principalmente a Verdade que Liberta chamada Jesus. Acredito que essas crianças são vitímas, não vilãs. A Palavra diz que não há jugo que resista a unção(Isaías 10:27) oremos à Deus para que envie trabalhadores cheios do Espírito Santo e com convicção do chamado para pregarem o verdadeiro Evangelho a tantos povos escravizados pelo inimigo por falta de conhecimento Bíblico.
Fontes: Revista Veja (março de 2007, edição 1998)
Blog: A Tenda Na Rocha
sábado, 26 de setembro de 2009
REFERENTE A POSIÇÃO DE DEUS SOBRE ALAGAMENTOS E SECAS NO BRASIL E NO MUNDO
Ezequiel 31.26-27 nos revela que Deus criou o mundo e fez com que as chuvas caíssem nas estações certas. Mas, hoje temos presenciado situações diferentes. A estiagem no tempo de chover e as chuvas fortes quando deveria haver o esteio... E muitas gentes praguejando contra o Senhor por conta da dureza climática que os faz sofrer muito.
Reflexão bíblica para isso: O Criador fez tudo perfeito. O ser humano é quem estraga a criação de Deus.
Está na Bíblia: Aos agricultores, existe a orientação de com usar o solo. É necessário dar descanso aos campos de plantação a cada sete anos (Levítico 25.1-7). Quem observa isso? Não conheço ninguém! O resultado são as produções agrícolas fracas, as pestes que assolam o plantio, e talvez até as causas de terremotos.
Além disso, os desmatamentos sem critérios desregulam tudo. Então, vemos os cidadãos do nordeste do Brasil perecerem sem água, e os brasileiros do sul terem muitos alagamentos!
Deus não é culpado disso! De quê se queixa o homem? Queixe-se de seus erros, pecados (Lamentações 3.39).
E.A.G.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
"Em caso positivo, toda a família é levada embora"
O Sr. Dussel contou muita coisa que não sabíamos sobre o mundo lá fora. Ele tinha notícias tristes. Incontáveis amigos e conhecidos foram levados para um destino terrível. Noite após noite, veículos militares verdes e cinza cruzam as ruas. Eles batem em todas as portas, perguntando se ali mora algum judeu. Em caso positivo, toda a família é levada embora. Caso contrário, eles passam para a outra residência. É impossível escapar de suas garras a não ser que você se esconda. Eles costumam andar com listas, só batendo nas portas onde sabem que há uma grande apreensão a ser feita. Frequentemente oferecem recompensa, tantos florins por cabeça. É como as caçadas a escravos nos tempos antigos. Não quero fazer com que isso pareça bobagem; é trágico demais. À noite, quando está escuro, costumo ver longas filas de gente boa e inocente acompanhada por crianças chorando, andando sem parar, controladas por um punhado de homens que as empurram e batem até elas quase caírem. Ninguém é poupado. Os doentes, os velhos, as crianças, os bebês e as mulheres grávidas — todos são forçados a marchar em direção à morte.
Temos muita sorte aqui, longe do tumulto. Não pensaríamos sequer por um minuto em todo esse sofrimento se não estivéssemos tão preocupados com as pessoas queridas, a quem não podemos ajudar. Sinto-me má ao dormir numa cama quente, enquanto em algum lugar meus melhores amigos estão caindo de exaustão ou sendo derrubados.
Fico apavorada quando penso em amigos íntimos que agora estão à mercê dos monstros mais cruéis que já assolaram a terra.
E tudo porque são judeus.
Diário de Anne Frank (Edição Definitiva), pgs.: 79, 80, Editora Record.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Eles são gente como eu
No começo eu era apenas um pesquisador e um cristão que como discípulo de Cristo deve pregar o amor e combater o ódio. Hoje meu papel de pesquisador saiu do âmbito pessoal para o campo dos debates e escritos. Basta escrever “Conflito Árabe-Israelense” no Google que estou na 1ª página. Já a questão religiosa me colocou em choque: sou acusado de alienado, fanático e sanguinário mesmo sem nunca ter utilizado de argumentos bíblicos sobre a posse daquela terra (mesmo porque são poucos os judeus que acreditam que aquela terra pertença a eles por vontade divina). Recentemente numa palestra fiz papel de chato ao criticar um xiita, e o xaato nem foi isso o xaato mesmo foi ser o único em uma platéia de mais de 40 pessoas a criticar afirmações claras de negação do holocausto. Consegue entender meu desespero?
Quero evitar más interpretações do que penso. Dizer que sou a favor de alguma atitude militar para impedir os 8 anos de foguetes contra o sul de Israel não significa necessariamente que defendo a morte de crianças e civis inocentes. Na verdade, quando defendi Israel no começo do conflito minha opinião era bem próxima à de Amoz Oz. O que me fazia ser contra o Hamas era exatamente minha aversão à morte de civis inocentes, mesmo porque nunca li notícias de foguetes Quassams atirados contra alvos militares e o sangue dos judeus não valem menos que o dos árabes. Mesmo durante a guerra enquanto Israel oferecia livre acesso a hospitais e recursos a qualquer civil palestino interessado em abandonar Gaza os “democráticos” terroristas do Hamas utilizavam seus civis e suas crianças de escudos humanos, escondia armas em escolas e ambulâncias além de aproveitar do cessar fogo (entrada de recursos humanitários) como um intervalo de reabastecimento ou uma oportunidade de pegar algum civil do sul de Israel desprevenido.
Nesse momento que meu lado cristão fala mais forte. Por que sofro tanto com algo tão sério e imenso para minhas atitudes? Nunca recebi nenhum comentário ou e-mail de um anti-semita arrependido. Sei que é certo e nobre o que sinto, mas ansiedade e perturbação são anti-bíblicos. Decido voltar ao início dos meus propósitos como blogueiro: amar meu próximo, perdoar meus inimigos. Nunca achei que seria fácil, mas preocupar e me chatear com as ofensas anti-semitas ou de cunho pessoal me soa mais feio e alarmante que o aparente perdão não merecido.
Sou impedido de combater o ódio com o ódio porque fui amado mesmo com preconceitos, falhas, erros e também ódios. Minha fé me impede de odiar um neonazista, um terrorista ou um militante de extrema esquerda anti-sionista, pois herdo o conceito de amor e perdão de ex-perseguidores religiosos (como Paulo), ex-assassinos (como Moisés) e até de adúlteros arrependidos (como Davi). Esse favor imerecido oferece oportunidade de nova vida e alegria até para o mais cruel racista, bandido ou político corrupto. A verdade é que me vejo tão “terrorista” quanto qualquer homem-bomba no sentido de também ser humano e também precisar de arrependimento para herdar o Reino dos céus.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Judéia
Está chovendo foguetes
Podem matar meus filhos
Ou explodir as paredes
Para onde fugir?
Qualquer momento
Qassams podem ferir
Só medo e tormento
Se reagirmos, somos culpados
Poucos estão no nosso lado
Querem matar a todos nós
Não reconhecem a nossa voz
O mundo nos rejeitou
Queimou-nos, nos matou
Só queremos viver em paz
Mas negam até aquele gás
Nunca basta, querem tudo
Faixa de Gaza, Israel, o mundo
Já possuem 650x terras a mais
Que esta de nossos ancestrais
Estamos protegendo o nosso,
Nosso direito de poder existir
E como qualquer povo, lógico
Que queremos juntos resistir
Vítor Ferolla
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Lutero odiava e perseguia os judeus
Entretanto, quando eles não se uniram a Lutero em suas críticas violentas à Igreja Romana, ele afirmou: “Todo sangue da mesma linhagem de Cristo queime no inferno, e eles com certeza merecem isso, de acordo com suas próprias palavras que falaram a Pilatos”.
É importante ressaltar que o ódio alemão aos judeus não é o mesmo que o Nazista, embora o que o Nazismo fez pode muito bem ser a representação do que Lutero tinha recomendado cerca de 400 anos antes. O ódio de Lutero aos judeus se baseava na religião, ou seja, se um judeu que passasse a ser protestante não seria mais um alvo de Lutero, já o ódio Nazista matava todos os judeus possíveis (cristãos ou não).
Embora não seja o único, o texto anti-judeu mais famoso de Lutero se denomina Sobre os Judeus e Suas Mentiras, ou Contra os Judeus e Suas Mentiras. Caso você tenha interesse em comprar, existe uma editora neonazista no Brasil (Editora Revisão de S.E. Castan) que ainda tenta publicar ele (embora seja proibida a circulação de livros dessa editora). Engraçado que o famoso Reformador possua hoje textos sendo publicados em uma editora Neonazista. Eis aqui o famoso panfleto na integra:
O que devem fazer os cristãos contra este povo rejeitado e condenado, os judeus? Já que eles vivem entre nós, não devemos ousar tolerar a sua conduta, agora que sabemos das suas mentiras e suas injúrias e suas blasfêmias. Se o fizermos, tornamo-nos participantes de suas mentiras, sua injúria e sua blasfêmia. Portanto não temos como apagar o inextinguível fogo da ira divina, da qual falam os profetas, e tampouco temos como converter os judeus. Com oração e temor de Deus devemos colocar em prática uma dura misericórdia, para ver se conseguimos salvar pelo menos alguns deles dentre as chamas crescentes. Não ousamos vingar a nós mesmos. Vingança mil vezes pior do que qualquer uma que poderíamos desejar já os toma pela garganta. Quero dar-lhes minha sincera recomendação:
Em primeiro lugar, queimem-se suas sinagogas e suas escolas, e cubra-se com terra o que recusar-se a queimar, de modo que homem algum torne a ver deles uma pedra ou cinza que seja. Isso deve ser feito em honra de nosso Senhor e da Cristandade, de modo que Deus veja que somos cristãos, e não fazemos vista grossa ou deliberadamente toleramos tais mentiras, maldições e blasfêmias públicas tendo como alvo seu Filho e seus cristãos. Pois o que quer que tenhamos tolerado inadvertidamente no passado – e eu mesmo estive ignorante dessas coisas – será perdoado por Deus. Mas se nós, agora que estamos informados, protegermos e acobertarmos essa casa de judeus, deixando-a existir debaixo do nosso nariz, na qual eles mentem, blasfemam, amaldiçoam, vilipendiam e insultam a Cristo e a nós, seria o mesmo que se estivéssemos fazendo tudo isso e muito mais nós mesmos, como bem sabemos.
Em segundo lugar, recomendo que suas casas sejam também arrasadas e destruídas. Pois nelas eles perseguem os mesmos objetivos que em suas sinagogas. Eles devem ao invés disso ser alojados debaixo de um único teto ou pavilhão, como ciganos. Isso fará com que eles aprendam que não são senhores no nosso país, da forma como se vangloriam, mas que vivem em exílio e no cativeiro, da forma como gemem e lamentam incessantemente a nosso respeito diante de Deus.
Terceiro, recomendo que todos os seus livros de oração e obras talmúdicas, nos quais são ensinadas tais idolatrias, mentiras, maldições e blasfêmia, sejam tirados deles.
Quarto, recomendo que seus rabis sejam de agora em diante proibidos de ensinar, sob pena de morte ou da amputação de algum membro. Pois eles perderam da forma mais justa o direito a tal posição ao manterem os judeus cativos com a declaração de Moisés (em Deuteronômio 17.10ss.) na qual ele ordena que obedeçam os seus mestres sob pena de morte, embora Moisés acrescente claramente: “o que eles ensinam segundo a lei do Senhor”. Esses desprezíveis ignoram isso. Eles arbitrariamente empregam a obediência do pobre povo de forma contrária à lei do Senhor, infundindo neles esse veneno, essa maldizer, essa blasfêmia. Do mesmo modo o papa nos manteve cativos com a declaração de Mateus 16, “Tu és Pedro,” etc, induzindo-nos a crer em todas as mentiras e falsidades que provinham de sua mente diabólica. Ele não ensinava em conformidade com a palavra de Deus, e perdeu, portanto seu direito a ensinar.
Quando um judeu se converter, serão dados a ele cem, duzentos ou trezentos florins.
Quinto, recomendo que o salvo-conduto para o livre-trânsito nas estradas seja completamente negado para os judeus. Eles não tem o que fazer no campo, visto que não são proprietários de terras, oficiais do governo, mercadores ou coisa semelhante. Que fiquem em suas casas.
Sexto, recomendo que sejam proibidos de emprestar a juros, e que todo o dinheiro e peças de ouro e prata sejam tomados deles e colocados sob custódia. O motivo de tal medida é que, como foi dito, eles não possuem qualquer outro modo de ganhar a vida que não seja emprestar a juros, e através da usura furtaram e roubaram de nós tudo que possuem. Esse dinheiro deveria ser agora usado para nenhum outro fim que não o seguinte: quando acontecer de um judeu se converter, serão dados a ele cem, duzentos ou trezentos florins, da forma como sugerirem suas circunstâncias pessoais. Com isso ele poderá estabelecer-se em alguma ocupação de modo a sustentar sua pobre mulher e filhos e dar suporte aos velhos e fracos. Pois tais ganhos malignos são amaldiçoados se não colocados em uso com a benção de Deus numa causa digna e justa.
Sétimo, recomendo que se coloque um malho, um machado, uma enxada, uma pá, um ancinho ou um fuso nas mãos dos jovens judeus e judias, e deixe-se que eles ganhem o seu pão com o suor do seu rosto, como foi imposto sobre os filhos de Adão (Gênesis 3:19). Pois não é justo que eles deixem que nós, os gentios malditos, labutemos debaixo do nosso suor enquanto eles, o povo santo, gastam o seu tempo atrás do fogareiro, banqueteando-se e peidando, e acima de tudo isso vangloriando-se blasfemamente do seu senhorio sobre os cristãos através do nosso suor.
Martinho Lutero, Sobre os Judeus e Suas Mentiras, 1543
Em um outro texto Shem Hamphoras(um tratado contra os judeus) Lutero rapidamente reproduz a lenda judaica e a ataca todo o resto do livro. Nesse tratado ele faz a seguinte referência ao panfleto Sobre os Judeus e Suas Mentiras:
“Eis porque não dei àquele panfleto o nome de Contra os Judeus, mas Contra os Judeus e Suas Mentiras, para que os alemães possam conhecer através da evidência histórica o que é um judeu, de modo a poderem alertar nossos cristãos contra eles da mesma forma que os alertamos contra o próprio Diabo, a fim de fortalecermos e honrarmos nossa crença; não para converter os judeus, o que seria quase tão impossível quanto converter o Diabo.” — Martinho Lutero, em ‘Shem Hamphoras’.
A maior parte dos textos foram retirados do blog Bacia das Almas, traduzido do inglês por Paulo Brabo, o mesmo tradutor do famoso livro “Evangelho Maltrapilho” de Brennan Manning.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Até choro, mas sou feliz!
Choro de desespero em clamor por ajuda e sei que serei consolado ao receber a cura. Choro ao ser fortalecido pela alegria que vem de Deus. Sei que um dia o Pai enxugará as lágrimas dos filhos Teus. Choro na esperança de fazer alguma diferença. De proclamar as boas-novas de justiça, do jubileu, da redenção. Choro ao clamar que Deus traga salvação...
Rasgo meu coração em temor e reverencia. Choro por Jerusalém que haja paz e segurança. Choro diante do ódio, do medo, da rejeição. Principalmente quando vejo isso sair do meu coração.
Choro em solidariedade para com os pobres, órfãos, viúvas. Faço jejuns para lembrar dos que tem fome (quero ter sede de justiça). Sofro muito por dentro com tanta dor e sofrimento ao lembrar dos tantos filhos pródigos perdidos em distanciamento.
Muitas vezes estamos na igreja calados e conformados. Precisamos fazer algo e não só ficar chorando em um quarto. Que Deus transforme nosso pranto em alegria. Que nosso coração ao se encher do amor dele gere compaixão, renovação e conversão.
v.carlos
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Horas...
Eram três horas de longa sexta-feira
O sol iluminava a sobranceira
Faixa que aprumada se espraiava
Três cruzes aos raios cintilava
Dores, gritos, pragas, rompantes
Gente que jamais se viu antes
Resolução, ansiedade, saudade e morte
Homens entregues à própria sorte
Dali a cidade parecia mais distante
Menos acolhedora, sinistra, discrepante
Calava-se ao crime, ao jorro de sangue
A evidência tenra e humilhante
Idéias embaralhadas, sinais, profecias
Sentido embotado, coração apertado, tristes vias
Sentimentos conflitantes, regras esguias
Esvaem-se os prisioneiros em câimbras frias
O sangue cora a terra, que se tinge de violência
E regurgita o bem, que mal posto esperaria
É o Cordeiro sem mácula, que ali morreria
Cristo, o Santo que seu corpo daria
Sobre os pés é doloroso, às mãos calamitoso
As costas doem, os ossos trilham, rangem
Estalam os nervos, os olhos ardem
Sonhos morrem, sem destino ditoso
Triste e sofrido fim, mas ao Eterno agradou
Ele sabia de tudo, mas não recuou
Para que eu pudesse ter a salvação eterna
Recebê-lo em mim, sentir sua mão terna
Quem dera poder vê-lo e abraçá-lo nesta cruz
Mas poderosa me resplandece sua luz
Para sentir sua presença que doce reluz
E sem palavras gritar seu nome: Jesus!
Já que não pude estar em Jerusalém
Já que em mim não há nenhum bem
Já que brilhaste em minha mente insana
Já que quiseste salvar-me da morte lhana
Já que não pude levar tua cruz
Permite-me sentir tua glória, Jesus!