Mostrando postagens com marcador serviço. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador serviço. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Envelhecendo em Deus - Stanley Jones

 


Na juventude oferecemos a Deus o nosso entusiasmo; na velhice oferecemos a ponderação, a experiência, a simpatia — qualidades impossíveis de oferecer em outra época. Envelhecer, não somente em graça, mas também em gratidão, é o privilégio do cristão; assim, o cristão não deve suportar a velhice; deve usá-la.

Quando, pela primeira vez, fui à Índia não me aclimatei bem, e caí vários meses com febre. Quase valeu a pena ter febre para ter o privilégio de receber as visitas da bondosíssima senhora hindu chamada "Mãe Carolina". Sua face bronzeada estava sempre radiante e ao levantar-se depois de ter orado ao meu lado, invariavelmente inclinava-se e beija-me a fronte febril. Quando ela saía do quarto eu sentia ter recebido um anjo — conscientemente. Ora, se fosse jovem, teria perguntado, timidamente, da varanda como eu estava e teria ido embora, mas a velhice tem o privilégio de entrar nos santuários íntimos e deixar os seus beijos onde são mais necessários. Sim, a velhice tem o privilégio de penetrar nos santuários das almas de pessoas, inescrutáveis para a juventude. A velhice tem liberdades tanto quanto a juventude. Por isso, toda vez que olho no espelho e vejo o cabelo tornar-se grisalho, somente me alegro. Regozijar-me-ei quando for branco! Pois todo ano da vida tem sido mais belo que o anterior, e por que não o seria até o fim — o fim que é apenas um novo começo?

Trecho do livro Cristo e o Sofrimento Humano.


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Dá-te e imita a Deus


"Toda a nossa vida é assim: desde o momento em que abrimos os nossos olhos pela manhã até quando os fechamos à noite, temos o poder de criar e o poder de destruir, o poder de dar os nossos dons – grandes e pequenos – e o poder de os recusar.
Provavelmente nenhum de nós encontrará alguma vez um homem a morrer na berma da estrada. E a maior parte de nós raramente será chamada a fazer um sacrifício realmente significativo por outra pessoa. Mas todos nós iremos encontrar milhares de pessoas cujas vidas podemos tornar um pouco mais ricas, um pouco mais felizes porque estávamos lá e porque demos o que tínhamos.

A cada momento cada um de nós tem alguma coisa a dar, alguma coisa que é precisa. Dá-la-emos? Temos de dar, simplesmente porque dar os nossos dons é a única maneira possível de encontrar a felicidade. A vida não é um desporto de bancada! Dar os nossos dons – todos eles, todos os dias – é a única maneira de realizar a nossa vida, a única maneira de crescermos à imagem e semelhança de Deus."

P. Dennis Clark