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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

21 Dias buscando a sabedoria no livro de Daniel - Um devocional com a profundidade de estudo bíblico

 

Este devocional foi elaborado para guiar a leitura do livro do profeta Daniel em 21 dias, convidando o leitor a mergulhar em oração e reflexão diária. Cada capítulo apresenta o texto bíblico, observações espirituais e comentários que servem como complemento, sem jamais substituir a ministração do Espírito Santo. 

Embora o livro de Daniel seja marcado por revelações escatológicas e debates sobre autoria, contexto histórico e interpretações, o propósito central deste devocional é conduzir a uma experiência de edificação espiritual e prática cristã. Além das meditações, o material oferece pesquisas históricas e teológicas que enriquecem a compreensão do cenário vivido por Daniel, fortalecendo o estudante da Palavra de Deus em sua fé e conhecimento.

Escrito pela historiadora Érika Gomes, 21 Dias Buscando a Sabedoria no livro de Daniel mescla, de uma forma toda especial, a profundidade do estudo bíblico e escatológico com a leveza do devocional.

O livro está disponível em formato impresso e eletrônico (e-book).

O e-book pode ser adquirido na Amazon (clique aqui) ou na play store do Google (clique aqui).

O livro impresso pode ser adquirido no site da Editora Uiclap, clicando aqui.


Etiquetas: Devocional - Escatologia - Teologia - Profecias 2026 - Profeta Daniel - Devocionário



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

E a profecia sobre Marina Silva não se cumpriu



por George Gonsalves

Pois é, Marina Silva, a evangélica candidata a presidência da República, não foi para o segundo turno das eleições. Tudo bem, faz parte do jogo político. Ocorre, que alguns crentes "profetizaram" a sua vitória nestas eleições. Valnice Milhomens teria sido uma destas pessoas que afirmaram que Deus colocaria Marina no comando na nação brasileira, conforme vídeo que circula na internet.
Em primeiro lugar, destaco que creio na atualidade do dom de profecia. As Escrituras mostram que ela permanece em nossos dias. São corretas, pois, as palavras do teólogo Wayne Grudem: "Não há nenhuma razão para pensar que [a profecia] não continuará na igreja até Cristo voltar. Ela não ameaça as Escrituras nem compete com a Bíblia em autoridade; antes, está sujeita às Escrituras bem como ao julgamento maduro da congregação" (Teologia Sistemática - Ed. Vida Nova, 1999, p. 881). No entanto, corremos o risco de querer que Deus diga o que pensamos e queremos. Talvez, este seja o grande problema das "profecias" de nosso tempo. Muitos crentes se entusiasmaram com a possibilidade de ver mais um cristão na presidência (Café Filho e Ernesto Geisel foram os primeiros) e forçaram uma pseudo-profecia sobre este desejo. Mas, não posso afirmar que houve dolo neste fato.
Aliás, não somente os pentecostais estão sujeitos a erros semelhantes. Membros de igrejas tradicionais também são tentados a interpretar textos bíblicos conforme àquilo que já pensam e vivem. O homem reluta em admitir que precisa mudar, se arrepender. Por isso, é mais fácil "ajustar" a Bíblia à minha vida do que o contrário. Por isso, luteranos, calvinistas,  batistas, pentecostais e os demais grupos evangélicos/protestantes enxergam a sua igreja quando leem as páginas do Novo Testamento. Como disse o escritor francês Paul Bougert: “É preciso viver como se pensa, caso contrário se acabará por pensar como se tem vivido.” 
Precisamos entender, ainda, que o fato de um cristão chegar à presidência da República não significa que o Salmo 33:12 ("Feliz a nação cujo Deus é o Senhor") terá se cumprido. O texto não fala de que a nação será feliz quando houver um soberano temente a Deus, mas quando a nação de um modo geral servir ao Senhor. Por fim, é ingênuo pensar que alguém será um bom líder político por causa de sua fé. Alguém muito piedoso pode não ser um bom professor ou encanador. Mesmo porque a política exige uma comunhão com outros agentes, que não são necessariamente tementes a Deus.