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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Juliana e o vulcão, ou a erupção de nossa tragédia política

 

Sammis Reachers

Nesta semana este país gigante e ferido de patologias genéticas que lhe embotam o raciocínio e o convívio (escolha a sigla que lhe agradar) se viu mobilizado.

Juliana Marins, niteroiense como eu, foi vítima de uma tragédia.

Mas sua tragédia pessoal/familiar revelou outras em seu bojo. Logo o país ainda polarizado se viu num embate: Onde está o presidente Lula, o Lule de tantos, que não providenciou seja o resgate do corpo vivo, seja o translado do cadáver? Pior, enviou jatinho da FAB para resgatar antiga “comparsa de falcatruas” dos tempos do Mensalão...

A monstruosidade de muitos se mostrou não na empatia com a Juliana ou seus restos mortais, mas em usar um fato trágico como artefato político, granada de concussão para tentar atordoar o outro lado.

E a monstruosidade foi prontamente respondida com outra monstruosidade (é a guerra, baby): Lula, o Lule misógino, machista e racista das massas bichas e machas, aprovou o gasto com o translado de corpos de brasileiros.

Há praticamente CINCO MILHÕES DE BRASILEIROS RESIDINDO NO EXTERIOR.

CINCO MILHÕES.

Fora os turistas.

Não, eu não quero, não posso e nem preciso pagar essa conta. Nem o país que eles escolheram deixar para sempre ou por momento.

Mas Juliana era turista. Turista de AVENTURA, que é aquele que escolhe o risco, e extrai do perigo, prazer. Sim, mesmo sabendo dos riscos, mesmo apesar dos riscos. Mesmo apesar da família, seu receoso apoio ou constrangida oposição. Ficou claro o desenho? Turista de AVENTURA. Aventurou, aventurou e morreu. Uma tragédia. Pessoal e familiar. Arthur, filho de Campina Grande e garçon em Barcelona, acaba de morrer em terras espanholas. Embolia pulmonar. Agorinha. Sua morte nos comove? Adelaide, maquiadora de Nova Iguaçu, acaba de morrer em Berna, na Suíça. Caiu de uma escada de três míseros degraus, dentro de casa. Cabeça na quina da pia. Morreu assim como todos os CINCO MILHÕES de brasileiros no exterior irão morrer, antes, durante e após você e eu.

Tudo isso é para expor o ridículo de nossa situação. O país não tem que enviar jatos da FAB, esse elefante branco e voador, com seus orelhões de dumbo ou do diabo, para resgatar criminosos “perseguidos”. E nem cadáveres, seja de trabalhadores pátrios, seja principalmente de aventureiros.

Mas bom senso desertou de nós há uma década ou quase duas, e a situação da inocente Juliana só serve para expor com toques de filme splatter o horror de nossa película. Por sinal, já ouviu nossa trilha sonora? Somos o país de Poze e Oruam, de Gusttavo Lima e de Enrique & Juliano...

Além da guerra, a política é a única ocupação onde um porco pode entregar o máximo de sua porquidão. Uma arena onde ele pode ofertar o seu pior para o cosmos.

Lula, como antes fez Bolsonaro, se mostra fraco ou porco demais: Os ventos do populismo – leia-se, desejo de reeleição, essa monstruosidade que não deveria existir – o faz lançar âncora onde quer que possa conseguir mais votos, de um bolsa-luz (na verdade, luz elétrica de graça para quem consome pouco), CNH gratuita para o pobre que pode comprar carro, mas não pagar por uma carteira (?), ao translado de corpos de aventureiros. Amanhã tem Flamengo, time de meu coração e de um terço da pátria aurirrubra: Eu e você pagamos a conta para que um fique deitado em sua casa ou casebre assistindo a Copa do Mundo de Clubes, luz e bolsas em dia, enquanto eu não posso, pois estou dando expediente no trabalho. E do trabalho, na hora apertada do almoço, assisto à comoção sobre outro aventureiro que curte a vida adoidado, não compartilhando seu prazer (justo, pois é particular), mas compartilhando sua desdita, pois pago os custos finais de sua aventura.

Esse desejo lulista de perpetuar-se no poder, pondo em risco a economia do país, é tão deletério quanto os arroubos golpistas e provincianos do idiota da aldeia Bolsonaro, outro que se revelou populista, mas tarde e sem talento, que talento no que seja sempre lhe faltou na vida.

Contra essa dualidade demoníaca de Lule x Bozo, quem se apresenta? A direita como a tupiniquim carrega em si o vírus totalitário; a esquerda outra que não a lulista é ainda mais perniciosa; os liberalóides passam do ponto: propondo Estado mínimo, querem mesmo é Estado nenhum. Marina se aquietou e aniquilou, conformada, um dos casos mais sinistros de implosão-política-sem-escândalos da história pátria. Ciro Gomes, o eterno injustiçado, não consegue falar a língua de nosso povo e até de nossas "elites", feridos todos de analfabetismo funcional (o "mal do século" brasileiro).

Primeira, segunda e terceira vias assoreadas, interditadas por lama perfumada. Precisamos de uma quarta, quinta, sexta vias. Mas de que bueiro emergiriam?

Estamos todos futricados, como diria meu pai.


*****


Sammis Reachers é escritor e editor. Paga suas contas como professor de Geografia. É licenciado também em História e em Artes Plásticas, e graduado em Biblioteconomia.


domingo, 20 de agosto de 2023

A especulação escatológica e as Inteligências Artificiais

 


Escatologia é um terreno pantanoso, que pode fazer submergir soldados promissores em seu areal movediço. Ela, reles remador, é como a nau em que navega, a Teologia, que transforma predestinados soldados de campo (afinal não há oficiais no Exército do Rei) em generais de dez estrelas que ficam atrás da mesa lendo as mil voltas do parafuso. Sim, temos professores e mestres, há chamado para todos; mas considero [eu, Sammis] algo desprezíveis [não de per si, mas pelo resultado em algumas almas] quaisquer temas que, atraindo seus vaga-lumes com sua luz refletida, derivada, afastem alguém de dedicar-se à proclamação, luz verdadeira, fonte e missão unidirecional de todo cristão. No entanto, vamos lá, vamos de escatologia.

Muda-se o cenário, renovam-se as análises. O cenário atual permite uma gama de especulações e, dentre elas, a principal ou Linear (I)A: as IAs (Inteligências Artificiais) criarão desemprego estrutural (é aquele em que uma máquina/tecnologia substitui trabalho humano) em massa, beneficiando uma hiper elite – pois muitas "elites" serão também colapsadas – e aqui está mesmo a maior novidade do cenário. No caos reinante, uma super IA surgirá, consertando as coisas. Suas propostas, ações e resultados serão nada menos que milagrosas, divinas. Seu criador, benemérito, será ninguém menos que ele, o homem de 2 Tessalonicenses 2:3-4.
Agora deixe eu encontrar algo de útil para fazer. Bora juntos?

Sammis Reachers

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Reflexão: O Brasil missionário e a “cultura do evento”

A pandemia de Covid-19 descontruiu preconceitos, demoliu expectativa$ e, como a perseguição na Jerusalém do primeiro século, apressou o passo duma igreja sonolenta até o quase pecado.

Mas não adiantou de todo: Tiramos um pé do atoleiro, mas seguimos presos no que eu chamo de a “cultura do evento”. Encontros presenciais, capacitações, cursos de fim-de-semana ou que se estendem por três longos anos estão sendo retomados na modalidade presencial, para alegria de meia-dúzia que ainda não entendeu, e para azar de um país de colossais 8.510.000 quilômetros quadrados, 5.558 municípios e em torno de 60 milhões de crentes. SESSENTA MILHÕES DE CRENTES, que certamente não cabem na sua sede missionária, seminário, sítio, estádio ou o que você conseguir.

SESSENTA MILHÕES DE CRENTES.

Grandes igrejas, missões, denominações, agências e colegiados de agências nacionais parecem firmemente presos ao presencial, ao evento. O tempo que seria gasto em proporcionar RECURSOS GRATUITOS E DEMOCRATIZADOS (via web) é gasto em passagens de avião, hospedagens, alimentação, gasolina. Tudo com uma naturalidade, um “tem que ser assim, só pode mesmo ser assim” de causar arrepios em quem sabe dar valor (pois não o tem ou já não o teve um dia) ao DINHEIRO. Principalmente o dinheiro que compete ser alocado na obra de Deus.

Vamos a um teste, vamos ao que nos possa dar discernimento efetivo. Entre em sites de missões e colegiados (associações) de missão ou sites de igrejas genéricas/denominacionais (evangélicas/reformadas) e procure pela aba “Recursos”. Nos EUA, fonte nossa e de todos estes, é comum a cada site haver os recursos para capacitação de quem quiser se capacitar, em sua maioria gratuitos – e-books, podcasts, séries de vídeos auto instrutivos e etc. Mas faça o teste aqui em Pindorama, em nosso Brasil continental. Fez?

Pois bem, deve ter chegado a alguma conclusão. Sem querer desgastar ainda mais seu tempo, lhe proponho que faça agora outro teste. Procure pela aba “Eventos” ou “Agenda”.

Fez? Se fez, não preciso me estender, os festivos fatos são a melhor pedagogia.

Mas, E DAÍ?

Faça a sua parte. Empreenda esforços para trocar (no seu coração e na sua instituição) a “cultura do evento” pela “cultura dos recursos”. Ou a cultura do “venha” pela cultura do “tome aqui”. Não se questiona aqui a necessidade e riqueza maior proporcionada pelo tête-à-tête, o cara-a-cara; sou professor, como o faria? O questionável é a manutenção deste sistema monocórdio, pouco produtivo, elitista (sim, elitista!), num momento em que já adentramos até as canelas do século XXI, talvez o último.

Talvez o último. Será? Ou agimos no atacado sobre uma igreja de 60 milhões de almas dispersas por 5.558 municípios que se estendem por 8.510.000 km², ou pingamos gotas no varejo dos eventos - lá naquela estância hidromineral no Centro-Oeste, no indobrável eixo-de-aço RJ-SP, ou mesmo naquela base ensolarada no Nordeste...

No mais, celebro e reafirmo a importância de tais eventos, e ser um dos seus maiores divulgadores (vide a vida do blog/canais Veredas Missionárias) o comprova. Mas torço para que eles tenham cada vez menos importância, pelo simples e monolítico fato de sermos sessenta milhões de crentes. 

Sammis Reachers

www.veredasmissionarias.blogspot.com

(Este texto pode ser livremente reproduzido, por quaisquer meios, sem necessidade de prévia autorização. Mamon já nos impõe pedidos de autorização demais, concorda?).

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Se, em vez de...


Se, em vez de jornalistas bajuladores de um governo corrupto; "baba-ovos" da grande emissora que faz deles o que bem quer; se, em vez de partidos politiqueiros, montados para dar suporte à corrupção sem-vergonha e generalizada; se, em vez de "sindicatos" que são máquinas de fazer dinheiro para garantir a sujeira geral; se, em vez de politiqueiros desavergonhados, que causam náuseas a quem tem bom senso, defensores ferrenhos da imoralidade, da perversidade, existissem mais profissionais, de qualquer área, sérios, defensores do bem como a excelente jornalista Rachel Scheherazade, este país seria outro aos nossos olhos e aos olhos do mundo. Pena que, por ora, aqui, prevalece a imundície. 
Que o SBT saiba conduzir com liberdade e bom senso essa questão e se ponha em defesa do que é claro, sério e honesto.

Izaldil Tavares

terça-feira, 28 de maio de 2013

A igreja brasileira e a mordomia cristã, se é que ainda sabemos o que é isso


Entro na loja gospel da esquina e comprovo: Recursos para capacitação/discipulado/evangelização produzidos não por empresas, mas por entidades denominacionais brasileiras  (ou seja, ligadas a igrejas/denominações e que EM TESE não deveriam objetivar o lucro) são vendidos com toda pompa e circunstância, pelo preço 'de mercado'. Sem traumas. Enquanto isso, nos EUA há tantos recursos gratuitos (muitos produzidos por pequenos ministérios independentes) que você nem sabe o que escolher ou ler primeiro... 
 O tempo passa e não aprendemos. Editoras denominacionais como a CPAD (editora da maior igreja do Brasil, a Assembléia, da qual faço parte) não oferece nada de graça. Uma grande missão de apoio a lideranças (que prefiro não citar o nome) agora oferece cursos online... cursos pagos, e pagos bem caro. 
O que há conosco? Onde nos perdemos em nossa mordomia (missão/dom/obrigação de servir) cristã? Não consegue-se arcar com os custos de produzir algo e disponibilizar de graça para a igreja? Pois então traduza material gratuito americano, inglês, canadense ou em espanhol, e disponibilize!!! Vamos lá, igreja! Podemos acabar com o analfabetismo e semi-analfabetismo teológico, missiológico, em alguns poucos anos. Se eu pudesse, faria isso sistematicamente. Mas não sou tradutor; meus contatos com diversos tradutores tentando sensibilizá-los redundaram em conversas e desconversas, ou seja, em nada. 
 Visite meus blogs Arsenal do Crente e Veredas Missionárias e você encontrará toneladas de recursos gratuitos, alguns deles em português - mas quase sempre produzidos por estrangeiros. Os caras produzem e traduzem em nossa língua, dão-se ao trabalho de fazer O NOSSO TRABALHO. 
A quem honra, honra; vergonha para quem a merece. 
 Quando converteremos nossos bolsos, nosso trabalho para Cristo?

sábado, 18 de maio de 2013

Gravação mostra membros do AfroReggae supostamente coagindo testemunhas a acusar o pastor Marcos Pereira de estupro



Após uma das supostas vítimas do caso Marcos Pereira gravar um depoimento desmentindo as acusações feitas contra o pastor, um novo vídeo foi publicado pela Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) em seu canal no Youtube.
A mulher, identificada como Andréia Sampaio, gravou um depoimento ao lado de seu esposo, Márcio Nascimento, sua filha (menor de idade e inicialmente apontada como uma das vítimas), e seu filho, David Nascimento, que foi arrolado como testemunha no inquérito aberto pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD).
No vídeo, a família relata ter sido vítima de uma coação por parte de integrantes do AfroReggae, entre eles o pastor Rogério Menezes, e um homem identificado como Gaúcho. Como prova da coação, apresentaram uma gravação feita por Márcio Nascimento (o esposo da suposta vítima).
Segundo Márcio, ele foi procurado pelo pastor Rogério Menezes, que afirmou que sua esposa e sua filha haviam sido estupradas pelo pastor Marcos Pereira. Como desconfiou da história, decidiu gravar a conversa que teria com os integrantes do AfroReggae num encontro marcado.
Após gravar a conversa, permeada de afirmações de que o objetivo era “acabar” com Marcos Pereira, Márcio resolveu levar sua filha a um ginecologista, para fazer um exame clínico a fim de constatar se ela ainda era virgem ou não. Como o exame comprovou a virgindade da jovem, Márcio Nascimento afirma ter tido certeza que tratava-se de uma armação.
Andréia, que é apontada como vítima de estupro e testemunha no inquérito, afirma que se seu marido tivesse dado ouvidos aos integrantes do AfroReggae, a “destruição” teria assolado sua família.
David Nascimento, filho do casal, afirma que recebeu oferta de emprego no AfroReggae, e que no seu primeiro dia de trabalho, foi levado pelos responsáveis pela ONG à DCOD. Entre eles, estavam José Júnior (diretor do AfroReggae e desafeto de Marcos Pereira) e uma mulher identificada como Zeneide, que seria uma das acusadoras do pastor Marcos Pereira.
Durante o depoimento, David disse ter ficado assustado pela forma como os dois falavam do pastor, e que o escrivão da DCOD anotava o que Júnior e Zeneide falavam, como se fossem declarações do próprio David.
O vídeo publicado pela ADUD não apresenta a gravação feita por Márcio Nascimento em sua íntegra, e insere trechos em meio aos depoimentos da família. Confira:
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Banda carioca edita clipe ridicularizando cultos evangélicos. Pastor critica o vídeo e afirma que o Brasil sofre de uma nova onda de perseguição: a “evangélicofobia”


Pr. Maurício Price

Causou-me espanto e repúdio a matéria intitulada “Banda carioca lança clipe com imagens de cultos evangélicos” cuja edição maliciosa, tendenciosa e preconceituosa do vídeo da canção “Pélvis” do Grupo Os Azuis coloca os fiéis dançando ao ritmo do rock e expondo ao ridículo o que deveria ser no mínimo respeitado, quando não se é compreendido. Permita-me dizer que não sou adepto da teologia da prosperidade, nem tão pouco compactuo com qualquer tipo de modismo neopentecostal contemporâneo. Aliás, abomino tudo aquilo que deturpa a simplicidade e pureza do Evangelho de Cristo registrado nas Sagradas Escrituras. Deixo isso aqui bem claro.

        Embora, possa admitir que exista atualmente no cenário evangélico brasileiro uma real e histórica diversidade litúrgica e doutrinária entre as denominações evangélicas em nosso país, sinto-me também no dever de reconhecer que a maioria das igrejas evangélicas sérias desse país, tem preocupação com a coerência entre o discurso pregado e a prática vivenciada na vida dos fiéis. É sabido também que uma minoria não segue essa regra. Mas, como já disse, é uma minoria que não representa a grande totalidade da nação evangélica brasileira. Que isso fique bem claro! 

         Ora, a nação evangélica brasileira é um fenômeno populacional. Isso é inquestionável! Hoje, segundo dados do censo demográfico do IBGE (2010), os evangélicos já somam mais de 42,3 milhões de fiéis ou 22,2% da população brasileira. Logo, essa massa populacional usufrui também dos direitos e deveres de qualquer cidadão nesse país, independentemente de sua filiação religiosa. Parece-me que os autores do vídeo sarcástico que zombam daquilo que não entendem nem compreendem foram profundamente infelizes ao concluírem que o “vídeo é uma comédia”. O vocalista do Grupo Azuis, Greco Blue, afirma o seguinte: “ – Não fomos desrespeitosos em nenhum momento. Fizemos apenas um vídeo engraçado. Ninguém vai ficar ofendido”. Ledo engano. Aliás, são milhões de brasileiros que estão sendo ofendidos e afrontados por causa da sua fé e de sua religiosidade. Embora as cenas repetidamente exibidas não sejam a regra nas liturgias dos cultos evangélicos na maioria das igrejas do país, afirmo que  faltou prudência. Faltou respeito. Um vídeo claramente preconceituoso que incita a intolerância religiosa e zombaria.

          Assim sendo, o conteúdo de tal vídeo é digno da manifestação de repúdio da nação evangélica nesse país, pois demonstra claramente uma “evangélicofobia” declarada e crescente em nosso país cada vez mais notória na mídia de massa. Permita-me lembrar que  a  Constituição de 1988  garante liberdade de fé e religião.  O artigo 5º da Carta Magna diz que "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias."  


          É importante ressaltar que a fé protestante não compactua com manifestações de ódio e violência contra aqueles que não seguem o mesmo credo. Porém, é digno de ser mencionado que o povo evangélico brasileiro não é composto de cidadãos alienados e despreparados que aceitam facilmente manifestações preconceituosas e discriminatórias. Ao contrário disso, a nação evangélica brasileira  acredita também que possuí o seu direito irrevogável e constitucional de defender e expor publicamente a sua fé conforme claramente subscreve  esse signatário.




Mauricio Price – Pastor evangélico da Igreja Assembleia de Deus. Mestre em Teologia. Presidente do Diretório Estadual no Rio de Janeiro e Conselheiro Nacional da Sociedade Bíblica do Brasil. Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Médico pós-graduado. Escritor, conferencista e radialista. www.mauricioprice.com.br   

sábado, 17 de março de 2012

A Civilização Islâmica - Maior líder muçulmano da Arábia Saudita pede a destruição de todas as igrejas cristãs



Perseguição aos cristãos no Oriente Médio pode resultar em conflito global

O sheik Abdul Aziz bin Abdullah, o grão-mufti da Arábia Saudita, maior líder religioso do país onde Maomé nasceu, declarou que é “necessário destruir todas as igrejas da região.”

Tal comentário do líder muçulmano foi uma resposta ao questionamento de uma delegação do Kuwait, onde um membro do parlamento recentemente também pediu que igrejas cristãs fossem “removidas” do país.

O grão-mufti salientou que o Kuwait era parte da Península Arábica, e por isso seria necessário destruir todas as igrejas cristãs de lá.

“Como acontece com muitos muftis antes dele, o sheik baseou sua fala na famosa tradição, ou hadith, que o profeta do Islã teria declarou em seu leito de morte: ‘Não pode haver duas religiões na Península [árabe]’. Isso que sempre foi interpretado que somente o Islã pode ser praticado na região”, explicou Raymond Ibrahim, especialista em questões islâmicas.

A importância dessa declaração não deve ser subestimada, enfatiza Ibrahim: “O sheik Abdul Aziz bin Abdullah não é um líder muçulmano qualquer que odeia as igrejas. Ele é o grão-mufti da nação que levou o Islã para o mundo. Além disso, ele é o presidente do Conselho Supremo dos Ulemás [estudiosos islâmicos] e presidente do Comitê Permanente para a Investigação Científica e Emissão de Fatwas. Quando se trata do que o Islã prega, suas palavras são imensamente importantes “.

No Oriente Médio, os cristãos já estão enfrentando perseguição maior, incluindo a morte, nos últimos meses. Especialmente nos países onde as facções militares islâmicas têm aproveitado o vácuo de poder criado pelas revoluções da chamada “Primavera árabe”, como Egito, Líbia e Tunísia, Jordânia, Marrocos, Síria e Iêmen.

Os cristãos coptas, por exemplo, que vivem no Egito há milênios estão relatando níveis mais elevados de perseguição de muçulmanos. No Norte de África, os muçulmanos prometeram erradicar o cristianismo em alguns países, como a Nigéria. No Iraque, onde os cristãos tinham algumas vantagens durante o governo de forte Saddam Hussein, populações cristãs inteiras fugiram. O Irã também tem prendido crentes e fechado igrejas mais do que de costume.

Ibrahim escreveu ainda em sua coluna: “Considerando a histeria que aflige o Ocidente sempre que um indivíduo ofende o Islã, por exemplo, uma pastor desconhecido qualquer, imagine o que aconteceria se um equivalente cristão do grão-mufti, digamos o papa, declarasse que todas as mesquitas da Itália devem ser destruídas, imaginem o frenesi da mídia ocidental. Imediatamente todos os veículos gritariam insistentemente ”intolerância” e “islamofobia”, exigiriam desculpas formais e apelariam para uma reação dos políticos”.

O estudioso acredita que uma onda de perseguição sem precedentes está prestes a ser iniciada na região, que ainda testemunha Israel e Irã viverem ameaçando constantemente fazerem ataques. O resultado disso pode ser um conflito de proporções globais.

Traduzido e adaptado de Arabian Business e WND
Gospel Prime

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Malafaia e a publicidade do NYT

Primeiramente, quero dizer que observo o Pr. Silas Malafaia como um ser humano falho, falível como qualquer pessoa. Apenas Jesus Cristo é perfeito. Não faço defesa dele nas linhas abaixo, porque entendo que não é preciso.

Não faço ironia. É verdade, o New York Times prestou-se ao papel de fazer marketing gratuito ao ministério do Pastor Silas Malafaia em terras de fala inglesa. (Matéria traduzida: Julio Severo). Agora, com certeza, o número de telespectadores das telinhas dubladas deverá dobrar mais rapidamente, e aqueles que patrocinam seus programas também.

A vida cristã é assim. Quando passaram a perseguir os cristãos da Igreja Primitiva, foi exatamente o momento que eles começaram a multiplicar-se com mais rapidez.

A maior mola propulsora do ministério de Malafaia, no Brasil, chama-se ABGLT. Todas as investidas hostís das cúpulas dos grupos gays provocaram a expansão do ministério de televisão e a divulgação do evangelista para além das igrejas evangélicas. Tony Reis é um dos maiores responsáveis pelo sucesso ministerial de Silas Malafaia no Brasil.

Há uns doze anos atrás, Malafaia era apresentador de programa em algumas praças brasileiras e com apenas meia-hora de duração, apenas aos sábados. Hoje, tem uma hora inteira, de domingo a domingo, e atingiu o território nacional, ultrapassou fronteiras, é visto em mais de cem países. No passado, os patrocinadores eram apenas evangélicos assembleianos. Hoje, são cristãos de diversas denominações evangélicas; cristãos católicos; judeus; mulçumanos; ateus e agnósticos. Não se admire: gays também! Sendo que, os patrocinadores são cidadãos de todas as classes sociais.

Lá no território gringo, existe uma grande diferença do Brasil. Os leitores não são leitores funcionais como é uma parcela brasileira. Eles lerão a matéria do NYT e codificarão corretamente cada nuance de picardia, colocarão de lado o peso da ironia e sintonizarão o Victory in Christ para conhecê-lo melhor. Depois, haverá a fidelização de telespectadores, tão acostumados com programas como o de Joel Osteen, pregador que bate recorde de audiência via televisão e presenças em suas reuniões.

Resta ao Pastor Silas Malafaia agradecer ao New York Times, também manifestar gratidão para a jornalista Eliane Brum, porque ela é uma personagem importante na trajetória da escalada ministerial do evangelista em língua inglesa.

Você duvida desse vertiginoso crescimento internacional? Não é preciso crer para ver. Tão-somente espere.

E.A.G.

Fonte:
Belverede

domingo, 4 de setembro de 2011

Troque sua viagem à "Terra Santa" pela Santificação de toda a Terra


Desde o início da Cristandade que existe a prática de peregrinar à Terra Santa, assim como a outros ‘santuários’ cristãos. Prática esta levada a cabo notadamente por católicos romanos ao longo de séculos e séculos (uma a mais de suas centenas de práticas vazias, cal com que caiam sepulcros). Uma mistura cruel de IDOLATRIA e MERCANTILISMO. No entanto, é com tristeza e espanto que tenho visto multiplicar-se ultimamente este tipo de ‘turismo’ entre os cristãos evangélicos/protestantes brasileiros, das mais variadas vertentes: São caravanas e mais caravanas indo todos os anos para conhecer Israel.

Primeiramente, reproduzo abaixo um post que publiquei no Twitter, e que foi bastante retuitado, me incentivando a escrever este texto:

Não, não, não viaje para a Terra Santa. DEUS prefere que você invista este dinheiro em #Missões . Deixe seu sonho, viva o sonho de seu DEUS!

Irmãos, será preciso algum laivo, necessárias algumas gotas de MATURIDADE, ou qualquer criança das EBI’s de nossas igrejas sabe que isso é uma inútil vaidade, e mais, quase um ultraje ao Deus que alegamos servir, e à memória de milhares e milhares de cristãos missionários que deram tudo de si e dos seus para fazer o Evangelho avançar um centímetro, milímetro que fosse, e chegar à minha e à tua porta?

E então meu irmão? Preciso me prolongar em argumentos, destrinchar motivos e razões? Há algo a acrescentar, da parte de quem quer que seja? Há o que argumentar? Ou é tudo muito claro, muito simples, não o sendo somente para aqueles que obstinadamente não querem ver?

A obra missionária avança, mas avança a passos muito, mas muito mais curtos do que poderia, deveria! Temos material humano e dinheiro, MUITO MATERIAL HUMANO E MUITO DINHEIRO, mas não os empenhamos! Misericórdia, sobre todos nós misericórdia! Até quando dormiremos? Misericórdia! Até quando meu sonho, teu sonho reinará? Até quando o que é só meu, só teu persistirá? Quando será a vez do Outro, do Único? E aí vêm pastores e mais pastores (a cada semana um novo pastor envereda nesta empresa) promovendo caravanas para Israel? O que o Reino de Deus ganha com isso? E por que não descer até o inferno? Mais emoção e aventura, a possibilidade de encontrar pessoas queridas, e muito mais calor do que o deserto do Negueb pode ofertar!

Está então lançada a Campanha: troque sua viagem para Israel (ou para Ilhabela, ou para Miami) por três meses de sustento para um casal missionário transcultural em Rondônia ou Burkina Faso! Troque suas passagens aéreas por uma moto para os missionários do sertão nordestino! Troque suas estadias em hotéis 4 e 5 estrelas por apoio financeiro a escolas de formação de missionários transculturais aqui mesmo no Brasil, por sustento para vocacionados que querem estudar nestas instituições – mas não podem! Troque sua viagem de cruzeiro por meia tonelada de Bíblias – na língua que você escolher! Troque a bolsa Gucci que é o sonho de sua esposa, sua filha – por uma, duas, ou melhor, mensais ofertas para missionários brasileiros que livram a abrigam meninas vendidas pelas próprias famílias para a prostituição na Índia, Tailândia e Nepal! 

Viva os sonhos de Deus! Viva os sonhos de Deus! Enxergue finalmente que esta é a única vida verdadeira! Aceite e exulte por ter sido chamado para não ser, para esvaziar-se – para que Ele seja através de você! Perceba a gritante diferença entre os sonhos dEle e os seus, dê-se conta das vaidades e do vazio delas, do vazio delas – e de seus promotores e incentivadores! Faça a diferença e tenha certo seu Galardão Incomensurável, que lhe será entregue com honras ao mérito ao fim da única viagem verdadeira, a única que importa! Acumule tesouros que os lobos não podem rapinar – acumule no refúgio secreto o quanto puder e não puder, toneladas do único ouro que existe: ALMAS de homens salvos!

Não me agrada apontar ninguém, não sou pregador para bradar por santidade do alto de qualquer tribuna – sou só um cristão vendo que caminhamos para o nada e para sepulcros caiados, sou só um desesperado por misericórdia e por MUDANÇA!

Participe desta campanha, divulgue o texto e as imagens, republique em qualquer mídia ao seu alcance!


Sammis Reachers


:::: ALGUMAS FRASES PARA REFLEXÃO ::::



“Doe sua vida. Doe todo o dinheiro que puder doar, faça todo o trabalho que puder fazer, faça todas as orações que puder fazer. Doe tudo o que puder, porque por toda a eternidade, você olhará para trás e sentirá alegria por tê-lo feito.” - Bill Hybels

"A Igreja não existe para satisfazer as nossas necessidades… Nós existimos como igreja para satisfazer as necessidades dos outros." - Joel Houston

"Ah, se pudéssemos sentir-nos mais preocupados com o estado de inanição em que se encontra hoje a causa de Cristo na terra, com os avanços do inimigo em Sião (a Igreja) e com a devastação que o diabo tem efetuado nele. Mas infelizmente um espírito de indiferença vem imobilizando muitos de nós." - A.W. Pink

"Suponhamos que alguém me oferecesse mil dólares por cada pessoa que eu levasse a Cristo. Será que com isso a minha vontade de ganhar almas para Jesus seria maior do que a que tenho no momento? Se assim o for, quão mesquinha e medíocre tem sido a minha fé em Deus." - D. L. Moody

"A Igreja costumava ser um barco resgatando os que perecem. Agora, ela é um cruzeiro recrutando pessoas promissoras." - Leonard Ravenhil

"O homem verdadeiramente sábio é aquele que sempre crê na Bíblia contra a opinião de qualquer outro homem." R. A. Torrey

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O SUPREMO, DE MAL A PIOR



Percival Puggina

Digo e provo. Cada povo tem o Supremo que merece. Não é por outro motivo que convivemos com tantas decisões chocantes, contra as quais nada, absolutamente nada se pode fazer porque expressam a vontade da mais alta Corte. A Corte... Já escrevi sobre isso. Uma das características de toda corte é seu alheamento em relação à realidade. É um alheamento que começa no luxo dos salões, nas mordomias dispensadas aos cortesãos, nas necessárias garantias que lhes são concedidas com exclusividade em relação à caterva circundante. E que, como não poderia deixar de ser, se reflete na visão de mundo e nos critérios de juízo. A corte contempla a realidade com luneta de marfim e ouro, enquanto balança os pés à borda de uma cratera lunar, lá no mundo onde vive. Marfim e ouro? Sim, marfim e ouro. Afinal, aquela Corte tem 11 membros, um orçamento de R$ 510 milhões (um sexto do orçamento da Câmara dos Deputados com seus 513 membros) e cerca de 2600 funcionários, entre servidores concursados, terceirizados e estagiários (cf. Luiz Maklouf Carvalho, Revista Piauí, ed. 57). 


Por outro lado, dado que cada povo tem o governo que merece, sendo o governo quem escolhe os ministros do Supremo, a frase que se aplica àquele, faz-se vigente, também, para este. Lula cansou de nomear ministros para o STF. A presidente Dilma tem mais quatro anos para fazê-lo. Antes dos dois, FHC era adepto do mesmo relativismo e materialismo. Quod erat demonstrandum: duas décadas de governos com esse perfil deu-nos o STF que temos. Então, entrega a Amazônia para os índios; então, solta o Battisti; então, véu e grinalda para as uniões homossexuais; então, marche-se pela maconha. E preparemo-nos para o que vem por aí, pois desse mato continuarão saindo cobras e lagartos. Está tudo dominado! Não conheço um único pai, uma única mãe que chame seu filho e lhe diga: "Filhão, já que hoje é sexta-feira, toma vinte e vai comprar uma erva". Ou então: "Guri, vai fumar esse baseado no teu quarto que eu não suporto esse cheiro". Não. Todo o esforço vai no sentido de alertar os filhos para os riscos do consumo de uma droga cujos menores danos ocorrem na saúde dos pulmões, na redução da atividade cerebral e da intelecção, na perda de interesse pelos estudos, e na percepção de tempo e espaço. E cujos maiores prejuízos advêm da motivação para o uso de substâncias ainda mais tóxicas e que geram dependência muito maior. Quem não está no mundo da lua sabe que raros são os usuários de outras drogas que não entraram nesse buraco sem fundo pela abertura proporcionada pela cannabis. Consultado sobre a marcha da maconha, que faz STF? Decide que o que estava em julgamento era a liberdade de expressão... E a maconha ganha as ruas. Desnecessário continuarem marchando. Podem os chapados parar de caminhar. Nada consagrará mais o consumo e o brindará com maior tolerância do que essa decisão do STF! A partir dela, ficou muito mais difícil aos pais convencerem os filhos de que aquela substância cuja marcha foi liberada lhes será nociva ou, até mesmo, fatal. Note-se que a posição ocupada pela maconha na longa e mortal galeria das drogas, é absolutamente estratégica e se baseia, exatamente, na difusão da ideia de que ela "faz menos mal do que o tabaco". O tabaco faz mal, sim, e por isso está banido do mundo publicitário, mas ninguém saiu dele para a cocaína ou para a heroína. Os membros do STF têm sido perfeitamente capazes, para atender seus pendores, de espremer princípios constitucionais e extrair deles orientações que contrariam a letra expressa e a vontade explícita dos constituintes. Mas sequer cogitaram de fazer o mesmo em relação à marcha que propagandeia a maconha. Saibam, contudo, os leitores: não faltariam aos membros da Corte preceitos constitucionais relativos à proteção da infância e das famílias para uma decisão que travasse a propaganda da maconha. Bastaria que houvesse em relação ao bem estar social um apreço superior ao que eles demonstram por suas próprias filiações filosóficas. Podem começar a marchar, agora, pelo óxi, pelo crack e pela cocaína. A Corte vai deixar. Ela está nem aí. ______________ 


* Percival Puggina (66) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões. 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Silas Malafaia diz que Record foi comprada pelo Povo de Deus mas está a serviço dos homossexuais



pastor Silas Malafaia usou o Twitter para criticar a Rede Record de televisão que não noticiou em sua programação nacional a manifestação que aconteceu em Brasília no dia 1º de junho, juntando mais de 50 mil cristãos contra o projeto de Lei 122/2006 que torna crime toda opinião contrária ao homossexualismo.
Em seu microblog, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo cobrou a emissora de Edir Macedo, da IURD, o apoio para coibir esse projeto, considerado por ele e outros líderes, inclusive o senador Marcelo Crivella (bispo da IURD) como inconstitucional.
“Parabéns a Rede Globo, Band, SBT, RedeTV, CNT, Rede Boas Novas, TV Canção Nova, TV Câmara e TV Senado pela reportagem que fizeram do evento,” escreveu o pastor.
“Agora e a TV Record? Essa emissora comprada com o dinheiro do povo de Deus está mais a serviço da causa homossexual do que do Reino de Deus,” questionou Malafaia, que organizou a Marcha da Família.
O líder da Advec pediu aos seus seguidores (que somam mais de 130 mil pessoas) que enviem e-mails ao senador Crivella pedindo explicações. “Perguntem ao Senador Crivela (crivella@senador.gov.br) por que a Record (http://migre.me/4HL1u) não deu cobertura.”
Os internautas chegaram a criar uma hashtag no Twitter para questionar a emissora de Macedo sobre sua posição em relação ao PL 122.
“Será q a Record e o @bispomacedo são a favor da PL122 ou são tão egoístas assim? #quevergonhaRECORD,’ tuitou um internauta.
“Para não dar Ibope ao ‘concorrente’ Silas Malafaia, Record não cobre Marcha. #quevergonhaRECORD,” foram as palavras de outro tuiteiro.
Outros chegaram a dizer que a Record só pede ajuda aos cristãos quando está em guerra com a Rede Globo. “Só ficam do lado dos cristãos quando está de briga com a Globo por audiência! #QueVergonhaRecord”.
Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A ciência não é Deus

Trecho do debate entre o filósofo e teólogo Dr. William Lane Craig, e o químico Dr. Peter Atkins. Para assistir todo o debate clique aqui.
A revista Superinteressante, sempre muito crítica da Bíblia e defensora do liberalismo teológico, em sua edição de novembro/2008 não pode negar o fato de que “ser cientista também é uma profissão de fé”. No artigo intitulado “Ciência, uma questão de fé?” a Super mostrou que várias teorias científicas além da Teoria da relatividade geral de Einstein, como a hipótese do multiverso, a teoria das supercordas, a mecânica quântica e a teoria da inflação cósmica não podem ser plenamente comprovadas cientificamente e possuem suposições e especulações.

No século XIX dava-se à ciência o caráter de onipotência, todavia sua prerrogativa de resolver os males do mundo não se confirmou. Assim, de lá pra cá o ceticismo vem implodindo e o misticismo crescendo como uma muleta para os problemas que a ciência não pode resolver. Todavia, as crenças precisam ser pensadas e refletidas diante de evidências e experiências, e, acima de tudo, serem confrontadas em relação à verdade. Tachar de forma preconceituosa a religião como sendo apenas do campo da fé, enquanto a ciência faz parte apenas do campo dos fatos e evidências, não é positivo.

Durante a primeira metade do século XX todas as ciências eram predominantemente naturalistas, mas graças ao trabalho de filósofos como Alvin Plantinga isso não é mais uma realidade no campo da filosofia, como o filósofo ateu Quentin Smith acabou admitindo “hoje, talvez, 1/4 ou 1/3 terço dos professores de filosofia são teístas”. No campo da filosofia a ciência não possui a exaltação que possuía até os anos 50. Dallas Willard, professor de filosofia da universidade da Carolina do Sul, colocou a ciência no seu devido lugar: “A ciência não faz declarações. Os cientistas, sim. E, às vezes, erram”.

O fato da ciência não ser onipotente não nos dá o direito de ignorá-la e desprezá-la. Se você ficar doente você procurará um médico e tratará a enfermidade, os avanços da ciência são altamente positivos e importantes, mas não são suficientes para responder todas as nossas perguntas. E, para estas talvez, possamos passar a pensar na possibilidade de acreditar em Deus.

Trabalho apresentado como exigência para aprovação na disciplina de Jornalismo Opinativo do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia e originalmente postado no Blogo. Logo, opino.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Afinal de contas, Deus está do lado de quem?

eleicoesigreja Afinal de contas, Deus está do lado de quem?
Imagem: Charles Muller

Jarbas Aragão

Essas eleições de 2010 ficarão marcadas pelo excessivo número de emails e blogs que apostaram na boataria, nas acusações, nas promessas de juízo em quem votar nesse ou naquele. Esse povo que diz falar com Deus e em nome dele está me deixando confuso.
No final de julho a CNBB emitiu uma carta assinada por Don Luiz Gonzaga. Os parceiros históricos do PT e que já elegeram vários padres pela legenda no passado, agora pediam que os fiéis não votassem em Dilma, onde afirmou

Recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Algum tempo depois a CNBB tirou a nota do seu site. Recentemente, o pastor batista Paschoal Piragine conseguiu mais de dois milhões de visitas no Youtube falando contra o PT e que sua candidata ataca os princípios cristãos. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo anuncia apoio a Marina e nos últimos dias diz que se enganou e abraça Serra. A Igreja Universal, que exerce grande influência sobre  o PRB está na coligação que apóia Dilma. A Assembleia de Deus Madureira é liderada pelo bispo Manoel Ferreira, que declarou em carta aberta ( AQUI)

Reitero neste momento a nossa posição de apoio total e irreversível à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil, com a certeza de que estamos no rumo certo do sucesso…  dos princípios éticos cristãos, sendo estes inequivocamente a base para a vitória que todos queremos os quais são defendidos reiteradamente por Dilma Rousseff.

Para completar, os “apóstolos” Valnice Milhomens e Renê Terra Nova fazem campanha aberta por Marina Silva e declarações surpreendentes. Renê, por exemplo, afirma neste vídeo  AQUI que

Em 2010 Deus colocará o justo no poderMarina Silva tem uma palavra profética na direção dela em Daniel 4:17 que Deus vai pegar os mais simples e que não são acreditados e colocará no poder. Nesse ato profético para fazer a maior votação da história… Existem demônios que só saem em nome de Jesus e outros que só saem com votos.

Todos eles se consideram profetas. Uma das prerrogativas do profeta é falar em nome de Deus. Então quem Deus está apoiando? Será que essas colocações não trazem apenas mais confusão aos eleitores que procuram viver de acordo com suas crenças?
Poderia listar ainda várias declarações de outros tantos, mas lembro ainda a declaração de Julio Severo, que não é pastor, mas se acredita profeta (AQUI)

Para presidente, não vejo ninguém em quem votar. De uma forma ou de outra, Serra, Marina e Dilma têm compromissos preocupantes com a iniquidade institucionalizada. Pelo menos no meu caso, eu faço assim nas eleições: Digo para Deus que não há em quem votar e voto 7777… Voto em quantos setes for possível. Sete é o número de Deus, é o número da perfeição. Prefiro fazer isso a deliberadamente colocar um ímpio para me representar.

Eu fico confuso. Afinal de contas, Deus está do lado de quem?
Não sou uma sumidade em teologia, mas tendo lido a Bíblia algumas vezes acredito que os senhores não tem essa resposta. Deus já viu governantes muito piores ao longo da história. Deus já viu muito mais iniquidade do que se anuncia estar se sedimentando no Brasil.
Muito tem se falado sobre o que parece ser o tripé amaldiçoado desse pleito: aborto, casamento homossexual e liberação da maconha. Não sou a favor de nenhuma dessas coisas, que fique claro. Mas o que me incomoda e ver milhares de cristãos perplexos vendo e ouvindo padres, bispos, pastores, apóstolos e toda essa turma que se arvora a falar em nome de Deus confundindo ao invés de guiar. Não é isso que os pastores deveriam fazer?

Por que não vemos tanto empenho da parte desses sacerdotes em denunciar e combater outras questões igualmente danosas ao país?

Se o aborto tira vidas inocentes, a corrupção também resulta em vidas ceifadas pela falta de atendimento médico decente, falta de comida na mesa, falta de condições mínimas de saneamento básico, por exemplo.

Se o casamento homossexual fere convicções religiosas, o mau uso do poder, o nepostismo, a venda de favores e etc também o faz. Afinal, o papel principal dos profetas na Bíblia que esses senhores pregam, muitas vezes era denunciar os erros dos reis.

Se o uso de entorpecentes ajuda a destruir vidas e aumentar muitas vezes a criminalidade, não é o mesmo que ocorre com a falta de segurança pública, relaxo no controle das fronteiras, por onde entram armas quase todos os dias, por exemplo?

Enquanto isso, um acha que Deus se enganou quando mandou apoiar uma candidata e agora mudou de idéia, outro quer expulsar demônios com votos e ainda há quem  invoca Deus pressionando o número 7 (?). Tenho a impressão nessas horas de ouvir o eco das palavras de Jesus em Mateus 15:14 “Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco”. Creio ainda que os que se crêem profetas e porta-vozes de Deus deveriam fazer como Amós. Esse sim falava em nome do Senhor! Foi ele quem afirmou “corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene! Am 5:24″

A retidão e a justiça, senhores profetas e pastores, nesse caso vai muito além das questões que os senhores levantam. Por que não vemos ainda tanto esforço, dedicação e pronunciamentos toda vez que “estoura” algum escândalo de corrupção neste país? Por que não se manifestaram publicamente com a mesma veemência em episódios como o “mensalão”, “os senguessugas” e outros que envolviam a tal “bancada” que eles mesmo ajudaram a eleger? Alguém aí poderia me responder?

Façam-me um favor senhores, falem em seus nomes, não usem o nome de Deus em vão. Afinal , que eu lembre este ainda é um dos mandamentos que rege a fé que os senhores defendem!
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Via  http://www.pavablog.com