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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Don Richardson: O inigualável sacrifício de Cristo


O homem não-regenerado é duplamente perseguido! Primeiro, ele sente a eternidade, em direção à qual se move - partícula finita que é - como alguém estranhamente destinado. A seguir, descobre gravada em seu próprio coração uma lei que o condena a não atingir o seu destino eterno!
Não é de admirar que Paulo tenha escrito em outro ponto: “ Ai de mim se não pregar o evangelho” (1 Co 9.16). Nada mais pode dar fim a esta dupla perseguição do homem!
Aqueles dentre nós que estudaram as jornadas do apóstolo ainda mais profundamente no domínio gentio, descobriram que a sua observação cumpriu-se de maneiras que ele mesmo talvez jamais tivesse julgado possíveis. Por exemplo: Uma das exigências da lei mosaica era um estranho rito anual envolvendo dois bodes machos. Ambos os bodes eram primeiro apresentados ao Senhor (Lv 16.7). A seguir, o sumo sacerdote hebreu tirava sortes para escolher um dos bodes como oferta sacrificial. Depois disso, ele matava o bode escolhido e aspergia seu sangue sobre o “ propiciatório” (Lv 16.15).
O que acontecia ao outro bode? 
O sumo sacerdote impunha as mãos sobre a cabeça dele, depois confessava os pecados do povo, colocando-os simbolicamente sobre o segundo bode. Uma pessoa indicada para a tarefa levava então o mesmo para longe do povo e o soltava no deserto. Uma vez que o “ bode emissário” desaparecia de vista, o povo hebreu começava a louvar a Javé pela remoção de seus pecados.
Quando João Batista apontou para Jesus e disse: “ Eis o Cordeiro de Deus, cue tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29), ele identificou Jesus Cristo como o cumprimento perfeito e pessoal do simbolismo hebreu do bode expiatório. Eram necessários dois animais para representar o que Cristo iria realizar sozinho quando morresse pelos nossos pecados. Não satisfeito em simplesmente expiar nossos pecados, Ele também removeria a própria presença dos mesmos!

Trecho do livro O Fator Melquisedeque (Editora Vida Nova).


terça-feira, 15 de abril de 2014

O "Judas" que há em nós

A captura de Cristo, de Caravaggio ou de um dos seus discípulos

por George Gonsalves

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?"
Jeremias 17:9

Em nosso país ainda há o costume de queimar bonecos que representem Judas Iscariotes na época da "semana santa". Neste ato, parece-me que muitas pessoas identificam o ato do apóstolo que traiu Jesus, como o mais vil e condenável que alguém poderia ter cometido. Não nego esta afirmação. A traição de Judas foi de fato um pecado gravíssimo contra Deus.

Contudo, muitos dos pecados que ele cometeu dele também rondam o nosso coração. Não estamos imunes às tentações pelas quais ele passou. Precisamos desesperadamente da graça divina para resistir ao "Judas" que há em nós. Podemos trair a Cristo de várias maneiras maneiras, inclusive, algumas bastantes sutis. 

Por exemplo, traímos a Jesus quando:

Preferimos a aprovação dos homens a de Deus; 
Guardamos para nós dinheiro que deveria ser dado para a obra do Senhor ou para o próximo; 
Nos  acovardamos diante das pressões de um mundo imoral;
Desperdiçamos o escasso tempo que temos com futilidades;
Nos omitimos na defesa de pessoas claramente injustiçadas;
Aceitamos para nós a glória que é devida somente a Deus;
Nos orgulhamos daquilo que fizemos;
 Nos envaidecemos de nossa pretensa beleza, intelectualidade ou santidade;
Murmuramos porque não temos o que queríamos, ao invés de agradecer pelo que temos; 
 Não cuidamos dos fracos e doentes que cruzam o nosso caminho;
Guardamos mágoa em um coração que deveria perdoar; 
Negligenciamos a igreja amada por Deus;
Não meditamos nas Escrituras de modo reverente; 
Não adoramos como convém Aquele que é digno de todo louvor e adoração;
Desejamos mais a dádiva do que o Doador.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O papa, o pecado e a redenção


Esta semana o papa Francisco surpreendeu alguns...mais uma vez. Em um sermão proferido em plena Praça São Pedro, criticou pessoas que aceitam Deus, mas não a igreja, porque ela está cheia de pecados. Continuou afirmando que é verdade que o próprio papa tem muitos pecados, mas mesmo assim a igreja continua a ser instrumento de Deus.
   Tornar-nos reconhecedores de nossa pecaminosidade não é o fim da mensagem cristã, mas um dos alvos. Aos fariseus que o criticavam por estar na presença de publicanos e meretrizes, Cristo afirmou que os sãos não precisam de médico, mas apenas os doentes. Ou seja, aqueles que não reconhecem que são pecadores não podem receber o Salvador.
     Vivemos em um mundo em que predominam ideias que pretendem, por um lado extirpar a noção de pecado dos homens: “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”, cantou uma geração de brasileiros. “Arrependimento?”, disse uma celebridade. “Nenhum, só me arrependo do que não fiz”. Outrossim, se propaga a ideia de vitimização da sociedade. Os homens não são agentes da iniquidade, mas vítimas de condições sociais e psicológicas adversas. É o velho novo provérbio: “O homem é bom, mas a sociedade o corrompe”. Resta saber quem corrompeu a sociedade.    
      A verdade é que não há salvação sem que o homem grite como o apóstolo Paulo: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm. 7:25). Contudo, se o homem parar aí poderá se tornar apenas um cínico, daqueles que dizem: “Sou pecador, mas quem não é”. Precisamos dar um passo adiante e nos lançar nos braços d’Aquele que “tira o pecado do mundo”: Jesus.
     A doutrina da corrupção humana precisa ser ressaltada também dentro da igreja. Muitos cristãos pensam que "foram" pecadores, e não que ainda o são. Por isso, há tantos arrogantes e santarrões no meio evangélico. A receita, contudo, foi dada pelo apóstolo: "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I-Jo 1:8-9).    
     Assim, como disse um pregador, os cristãos são mendigos, mas mendigos que acharam pão.   

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rigor ascético - parte 3 (conclusão)



"Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados... Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêssemos no mundo, tais como não toques, não proves, não manuseies? As quais todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne" - Colossenses 2.17a, 20-23.

Quando chega aquelas sextas-feiras que coincidem com os dias 13, encontramos algumas pessoas dizendo que datas de calendários assim atraem azares. E também testemunhamos gentes apresentando fórmulas mágicas para escapes de maldições oriundas dessa ocasião.

Segundo os dicionaristas, a superstição é uma prática religiosa:

"Superstição sf . 1. Sentimento religioso baseado no temor e na ignorância, e que induz a admitir falsos deveres, recear coisas fantásticas, etc. 2. Crença em presságios tirados de fatos apenas fortuitos. 3. Apego exagerado e/ou infundado a algo".

No meio religioso existe quem se apegue exageradamente ao jejum, como se fosse uma fórmula mágica, fazem do afastamento da alimentação um amuleto, tanto quanto o pé-de-coelho, a folha de arruda atrás da orelha.
Não desprezo a prática do jejum. Ele serve para enfraquecer a carne, quando nestes momentos a nossa mente se conecta com Deus. Ele deve ser feito com raciocínio bem ativo, pois o nosso corpo é templo do Espírito Santo e precisamos cuidar muito bem dele (Romanos 12.1-2).

Há muitos religiosos jejuando com propósitos errados. Erra quem pratica o jejum como uma fórmula supersticiosa, acreditando que através do rigor ascético alcançará as respostas positivas e proporcionará alegria ao Senhor passando sede e fome. Quem está agindo desse jeito precisa rever seu conceito sobre a fé cristã. É Jesus quem nos liberta, não é o sacrifício humano.

Está escrito nas Escrituras Sagradas que agradamos ao Pai quando obedecemos aos mandamentos de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Jejuar é bom, mas viver no jejum dias e dias, meses e meses, indefinidamente, não está certo. Para Deus, sempre é mais importante a razão das coisas que fazemos do que propriamente o que fazemos. E objetivar a salvação por sacrifício pessoal é uma intenção que não satifaz ao coração de Deus

E.A.G.

Veja também: Rigor ascético | Rigor ascético - parte 2

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O rigor ascético - parte 2

De tudo que tenho lido na Bíblia Sagrada, até o momento concluí que cultuar a Deus não tem muito a ver com liturgia eclesiástica ou show gospel em dependências longe dos templos evangélicos. O culto é algo que nasce no interior do coração que ama ao Senhor, é a intenção sincera de louvar.

Aos cristãos colossenses, o apóstolo Paulo alertou que praticar a doutrina do corpo, também chamada de rigor ascético, de nada lhes adiantava. Eles não tinham em mente que ao Senhor o mais importante são os propósitos do coração e não as maneiras de agir.

As práticas religiosas alimentam a carne, se o cristão não caminhar segundo o fruto do Espírito, praticando as nove características que ele possui (Gálatas 5.16-23). Deus não aceita o fruto espiritual pela metade, não quer o coração em parte. É necessário entregar-se todo. De todo coração, de toda a alma, de todo espírito. Deus não recebe culto parcialmente.

Penso que todas as pessoas que amam a Deus se perguntam:

1 - Quais são os propósitos que me impulsionam a frequentar às reuniões na igreja?

2 - Quais são os motivos mais íntimos que me impulsiona a declarar que sou crente em Jesus Cristo?

3 - Por que jejuo?

4 - Por que prego?

5 - Por que canto?

Todas as pessoas envolvidas em ambientes religiosos e desejam se dedicar ao Senhor plenamente deve considerar que os olhos do Senhor nos vê interiormente: "Mesmo neste estado, ainda me procuram... dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? (...) Eis que no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e rixas e para ferires com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto”. - Isaias 58.2a, 3-4.

Pensemos em sempre fazer as coisas certas pelos objetivos corretos, porque na esfera espiritual de nada vale adotar afazeres da liturgia de culto se o que fizermos não estiver em plena dedicação ao Senhor, se a vida não estiver em obediência à vontade de Deus.

Cantar, evangelizar, ou outra ação, se for feita pela força do hábito, ou movido por interesses inconfessáveis, podem até ser aceitáveis e admiráveis aos olhos humanos, mas considerados inúteis aos olhos de Deus e reprovados por Ele.

Não é uma boa situação espiritual esquecer que o melhor para nós é fazer a coisa certa por motivos conscientes e certos.

Por favor, ao ler o conteúdo que escrevi, não recebam a minha iniciativa como desrespeito da minha parte. Não me eximo nesta reflexão. Eu me coloco dentro dessa ponderação, e digo que me esforço para viver praticando o culto racional, a conduta que agrada ao Senhor, pois meu desejo, como deve ser o de todos os leitores, é fazer do em que vive um altar para servir a Deus mais e melhor.

E.A.G.

Leia também a primeira parte dessa reflexão:

O rigor ascético  | O rigor ascético - parte 3

sábado, 24 de setembro de 2011

O rigor ascético

Asceta: indivíduo que se dedica por completo aos exercícios espirituais, mortificando o corpo; anacoreta; eremita; ermitão.

Ascético: Relativo ao ascetismo ou aos ascetas: vida ascética. Cenobita; devoto; místico; contemplativo; platônico; tratado acerca do ascetismo.

Fonte: Dicionário Michaellis 2000

A primeira pedra

Encontramos o termo "rigor ascético" na Bíblia Sagrada, em sua versão Almeida Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil. Está lá na carta do apóstolo Paulo aos cristãos colossenses, capítulo 2 e versículo 23. O termo equivalente na versão Almeida Revista e Corrigida é disciplina do corpo.

Esse trecho bíblico é pouco utilizado nas igrejas. Nos meus quase 29 anos como cristão evangélico não me lembro de alguém ter pregado sobre ele, usando-o como texto central da mensagem. E creio que é fácil entender os motivos. Paulo discorre sobre a natureza da carne, comentando sobre a satisfação carnal através da religiosidade. O apóstolo escreve sobre os excessos de "não-podes" e "não-toques" dizendo que estas ordenanças são desagradáveis ao Senhor por propiciar apenas a falsa aparência de santidade.

Paulo encontrou na cidade de Colosso uma igreja que estava se desviando do Evangelho sem abandonar a religiosidade. Alguns crentes começaram a entrar em hábitos de abstinências alimentares, observância de dias e até adoração aos anjos. Para isso, reivindicaram, misticamente, o apelo das visões. E dentro desse circulo de práticas das regras auto-impostas,  apresentavam-se falsamente como gentes humildes perante todos, ao orgulharem para si mesmos sentiam-se mais limpos e santos do que os outros cristãos que estavam fora das regras que eles praticavam.

Apenas a Palavra de Deus não é vaidade

Ora, tudo abaixo do sol é vaidade. Por que ter vanglória? (Eclesiastes 1.2).

Sabemos, quem nos purifica é só Jesus. As obras humanas não limpam o homem. O único ato ascético eficaz, quem fez foi Jesus ao morrer na cruz em nosso lugar, após viver sobre a terra sem cometer nenhum pecado.

Não existe regra maior do que a Palavra de Deus. Através das Escrituras vemos o que é proibido e o que não é (Salmo 119.105). Quando não existe um “NÃO” bíblico, então, não é sensato inventar proibições, se o assunto é da esfera da fé. O argumento do apóstolo é simples e prático: Cristo nos libertou e não devemos nos deixar prender novamente. Os tabus dos asceticismos religiosos são grilhões que precisam ficar para trás em nossas carreiras espirituais.

A lição na parábola do bom samaritano

É importante observar que os cristãos falham muito ao mandamento do amor ao próximo quando impõem regras denominacionais às pessoas. O Evangelho nos diz que só em Cristo, pela fé, somos salvos. Porém, a religião passa a falsa esperança de que a obediência às cartilhas de regulamentos garante a salvação.

A parábola do bom samaritano é um ótimo exemplo dessa troca de valores. Um homem estava moribundo. Passou por ele o sacerdote, depois o levita. Os dois religiosos agiram com total indiferença quanto ao estado de falta de sorte do viajante. Ambos lembraram-se das regras cerimoniais e não quiseram ficar impuros, pois o viajante estava à beira da morte e segundo a Lei tocar em cadáver causava impureza e impedia que eles participassem das oferendas e demais tarefas no templo (Números 5.2). Surgiu, então, o samaritano e antes de pensar em regras religiosas lembrou-se do mandamento do amor e socorreu o necessitado.

Socorrer é amar na prática

1. Socorro espiritual : Tiago 2.14-24:

Quão triste é ver crentes que hoje em dia ao se depararem com alguém que tropeçou na fé, talvez portanto a falsa sensação de superioridade, se arvoram como guardiões dos valores morais e criticam exigindo perfeccionismo dos caídos, ao invés de estender a mão para levantá-lo. Onde está o amor na vida dos crentes ascéticos?

Bem asseverou o apóstolo Paulo, dizendo que o rigor ascético só satisfaz a carne, não agrada ao Senhor.

2. Socorro humanitário: Isaías 58.1-14:

Certa vez, troquei postagens numa rede social com uma pessoa que se apresentava como cristã. Falávamos sobre a fome no continente africano, e ele revelou a sua opinião. Para ele, o correto seria primeiro pregar a Palavra de Deus e só depois entregar a alimentação.

Ora, onde está o amor aos necessitados? Sem querer ser injusto com ninguém, nem generalizar nada, sei das exceções, digo que esses crentes são os que mais cobram a disciplina do corpo, que mais criam regras e pensam que são os únicos santos e puros na face da Terra.

Conclusão

Certamente que é preciso evangelizar, porém, tendo condições financeiras, é preciso demonstrar o amor que preconizamos. Junto com "a paz do Senhor" deve haver ajuda material também.

Os cristãos ascéticos se esqueceram que “a religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” – Tiago 1.27.

Parafraseando o versículo, amar o próximo é não se negar a ajudar quem estiver precisando, pois essa é a verdadeira atitude que agrada a Deus.

E.A.G.

Continua: O rigor ascético - parte 2 | O rigor ascético - parte 3

sábado, 3 de setembro de 2011

Dimensões: os tamanhos do pecado e do amor divino



Grupo Logos. Nome da canção: 1 João 1.9. Numa bela melodia, confortante e edificante, somos levados a refletir um pouco mais sobre o coração de Deus.

Nos momentos de tribulações e indecisões, é importante continuar a confiar no amor que Deus tem por nós. Repito: no amor... No amor que Deus tem por nós. Sim, muitos creem na existência dEle mas não creem na misericórdia divina.

É importante ter bem claro na mente o seguinte: Deus está sempre disposto a ser misericordioso com aqueles que se arrependem de seus pecados e sempre quer fazer o bem, perdoar, nos dirigir para bem longe das areias quentes do deserto de sofrimentos.

O maior erro do mundo é menor que o amor de Deus!

E.A.G.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Caiu? Levanta pô.


A igreja brasileira tem um grave defeito, ela enterra seus heróis vivos, já dizia um pastor conhecido. Por vezes os caras fizeram grandes coisas pelo Reino, edificaram vidas, consolidaram ministérios, fundaram missões e de repente quando uma fraqueza os assola e eles tropeçam, pronto, a igreja soterra. Existe um ditado que diz: “Deus perdoa, mas a igreja não”.


Já vimos diversos casos de crentes que foram expostos pela própria igreja ao escárnio porque caíram da graça em determinado momento. Deus sabe que somos imaturos, e por isso Ele não nos sepulta, mas estende a mão para que através do Seu imenso amor possamos ser restaurados em nossa família e em nosso ministério.


Sejamos pacientes, que na nossa vida cristã a misericórdia triunfe sobre o juízo. Que ao invés de pisarmos a cabeça do caído, possamos fazer como Deus faz e estender a mão para que ele se levante e saiba que alguém se importa com a restauração dele. Sejamos agentes do reino e não de satanás.

E no mais, tudo na mais santa paz!

Pr. Márcio de Souza

Visite o blog do Pastor: http://marciodesouza.blogspot.com

domingo, 18 de outubro de 2009

Pornografia e o leve desvio de Ted Bundy [ENTREVISTA CHOCANTE]

Se você é uma pessoa que neste ponto de alguma forma considera você mesmo uma exceção para cada regra, alguém que é capaz de dominar seu pecado sexual, essa próxima sessão deve atrair sua atenção. Criado em Seattle e formado na Universidade de Washington, Ted Bundy se tornou um dos mais notórios e medonhos seriais-killers da nação (EUA), por espancar, estuprar, e depois matar pelo menos 30 meninas e mulheres entre a idade de 12 e 26 anos. Pouco tempo antes de ele ser executado, Bundy foi entrevistado pelo líder cristão James Dobson. Chocantemente, Bundy admitiu que ele não possuía nenhum dos antecedentes normais para tal comportamento pecaminoso, como ele foi criado em um lar Cristão amoroso com 5 irmãos e não experimentou nenhum abuso sexual enquanto crescia. Antes, ele confessou com detalhes claros como sendo um garoto jovem, como a maioria dos garotos fazem, via pornografia comum, o que cresceu e se tornou cada vez mais pesado em formas desviantes de pornografia que acabou levando ele a atuar para fora as suas maldosas fantasias. A citação abaixo é uma edição da conversa que aconteceu apenas dezessete horas antes de Ted ser levado à cadeira elétrica. Acredito que será um lembrete soberano aos meus irmãos cristãos que o pecado da luxúria é uma parasita insaciável que não deve ser alimentada, sob pena de ela crescer e levar à morte.

James C. Dobson: São por volta de 2:30 da tarde. Está programado para que você seja executado amanhã cedo às 7:00, se você não receber outra sentença. O que está passando pela sua cabeça? Quais pensamentos você tem tido nesses últimos dias?
Ted: Eu não vou enganar você dizendo que é algo que eu sinto estar no controle ou com que eu possa ter chegado a um acordo. É uma coisa de momento pra momento. Às vezes me sinto muito tranqüilo e outras vezes já não me sinto totalmente tranqüilo. O que está acontecendo na minha cabeça agora é usar os minutos e horas que me restam o quanto proveitoso for possível. Isso ajuda a viver no momento, na essência do que a gente usar como proveitoso. Exatamente agora, eu estou me sentindo calmo, em grande parte, porque estou aqui com você.
JCD: Para registro, você é culpado de matar muitas mulheres e meninas.
Ted: Sim, isso é verdade.
JCD: Como isso aconteceu? Leve-me de volta. Quais são os antecedentes do comportamento que nós vimos? Você foi criado em no que a gente considera um lar saudável. Você não foi abusado fisicamente, sexualmente ou emocionalmente.
Ted: Não. E essa é a parte da tragédia na situação toda. Eu cresci em uma casa maravilhosa com dois pais dedicados e amorosos, como um de 5 irmãos e irmãs. Nós, como crianças, éramos o foco da vida de nossos pais. Nós regularmente íamos à igreja. Meus pais não bebiam ou fumavam ou jogavam com aposta. Não havia abuso físico ou brigas (lutas) dentro de casa. Não estou dizendo isso para “dar uma de coitadinho”¹, mas era uma casa cristã excelente e sólida. Espero que ninguém vá tentar tomar o caminho fácil sobre isso e acusar minha família de contribuir com isso. Eu sei, e estou tentando te contar da forma mais honesta que eu saiba, o que realmente aconteceu. Quando era um garoto de 12 ou 13 anos, eu encontrei, fora de casa, no armazém local e nas farmácias, o softporn (pornografia leve). Garotos pequenos exploravam corredores laterais e ruas vazias dos seus bairros, e no nosso bairro, as pessoas iam despejar o lixo. De vez em quando, nós deparávamos com livros de uma natureza mais pesada – mais gráfica. Isto também incluía revista policiais etc. E eu quero enfatizar isso: o tipo mais nocivo de pornografia – e estou falando com dificuldade real, da experiência pessoal – é aquela que envolve violência e violência sexual. O casamento destas duas forças – eu sei muito bem – gera o comportamento que é terrível demais para descrever.
JCD: Me leve até aquilo. O que estava acontecendo na sua mente naquele momento?
Ted: Antes de irmos adiante o mínimo que seja, é importante para mim que as pessoas acreditem no que estou falando. Não estou culpando a pornografia. Não estou dizendo que ela me levou a sair por aí e fazer certas coisas. Assumo total responsabilidade por todas as coisas que eu fiz. Essa não é a questão aqui. A questão é como estes tipos de literatura contribuíram e ajudaram moldando e modelando os tipos de comportamento violentos.
JCD: Isso alimentou suas fantasias?
Ted: No início, isso alimentou esse tipo de processo mental. Depois, em um determinando momento, vira um instrumento de cristalização, fazendo com que aquilo se tornasse quase que uma entidade separada dentro de mim.
JCD: Você chegou tão longe quanto você poderia ter chegado em sua própria vida de fantasia, com material imprenso, fotos, vídeos, etc, e em seguida, houve a urgência de ter que dar aquele passo para um evento físico.
Ted: Uma vez que você se tornou viciado nisso, e eu olhei para isto com uma espécie de vício, você busca o mais potente, mais explícito, mais tipos de materiais gráficos. Como um vício, você anseia por algo que é mais pesado e lhe dá uma maior sensação de excitação, até que você chega ao ponto aonde a pornografia já foi tão longe – até aquele ponto em que você acha que fazendo vai te proporcionar algo maior do que só lendo ou olhando.
JCD: Quanto tempo você ficou nesse ponto antes de você realmente ter agredido alguém?
Ted: Um par de anos. Eu estava lidando com inibições muito fortes contra o comportamento criminoso e violento. Que tinha sido condicionado e criado dentro de mim do meu bairro, o ambiente, igreja e escolas. Eu sabia que era errado o pensar sobre aquilo, e certamente, o fazer aquilo era errado. Eu estava no limite, e os últimos vestígios de contenção estavam sendo testados constantemente, e atacou através do tipo de vida de fantasia que foi alimentado, fortemente, pela pornografia.
JCD: Você se lembra o que te levou até o limite? Você se lembra da decisão de “ir nessa”? Você lembra quando você decidiu jogar a cautela pro ar?
Ted: É uma coisa muito difícil de descrever – a sensação de chegar naquele ponto aonde que eu sabia que eu não poderia controlar mais. As barreiras que eu tinha aprendido quando criança não eram mais suficientes para me segurarem de procurar alguém e machucar.
JCD: Seria correto chamar isto de um frenesi sexual?
Ted: Esta é uma maneira de descrevê-lo – uma compulsão, um desenvolvimento dessa energia destrutiva. Outro fato que não havia mencionado é o uso do álcool. Em conjunto com minha exposição à pornografia, o álcool reduziu minhas inibições e a pornografia corroeu ainda mais.
JCD: Depois que você cometeu seu primeiro assassinato, qual foi o efeito emocional? O que aconteceu no dia depois disso?
Ted: Mesmo todo estes dias depois é difícil falar sobre isso. Revive-lo falando sobre isso é difícil dizer o mínimo, mas eu quero que você entenda o que aconteceu. Foi como sair de um transe horrível ou algum sonho. Eu só posso compará-lo (e não quero dramatizar demais) com ficar possuído por alguma coisa tão horrível e estranha, e na manhã seguinte acordar e lembrar o que aconteceu e perceber que, aos olhos da lei, e certamente aos olhos de Deus, você é responsável. Para acordar de manhã e perceber que eu tinha feito com minha mente clara, com todas as informações morais e éticas necessárias intactas, absolutamente me horroriza.
JCD: Você não sabia que era capaz disso antes?
Ted: Não existe forma de descrever a vontade brutal de fazer aquilo e uma vez que tenha sido satisfeita, ou gasta, e aquele nível de energia se retraiam, eu voltava a ser eu mesmo. Basicamente, eu era uma pessoa normal. Eu não era um cara de sair em bares, ou um vagabundo. Eu não era um pervertido no sentido que as pessoas olhassem entre si e dissessem: “Eu sei que tem alguma coisa errada com ele”. Eu era uma pessoa normal. Eu tinha bons amigos. Eu levava uma vida normal, exceto por este pequeno, mas muito potente e destrutivo segmento da minha vida que eu guardava em bastante segredo e bem perto de mim. Aqueles de nós que tem sido tão influenciados por violência na mídia, particularmente a violência pornográfica, não são uma espécie de monstros inerentes. Nós somos seus filhos e maridos. Nós crescemos em famílias regulares. A pornografia pode alcançar e agarrar qualquer criança de hoje. Ela agarrou-me para fora da minha casa 20 ou 30 anos atrás. Quão diligentes quanto foram meus pais, e eles foram diligentes em proteger os seus filhos, e com um bom lar cristão como nós tivemos, não existe qualquer proteção contra os tipos de influências que estão soltos em uma sociedade que os tolera...
JCD: Fora destas paredes, há várias centenas de jornalistas que queriam falar com você, e você pediu para que eu viesse, porque você tinha alguma coisa para dizer. Você sente que a pornografia hardcore, e a porta para ela, o softporn, está causando danos incalculáveis para as outras pessoas e fazendo com que outras mulheres sejam abusadas e mortas da forma que você fez.
Ted: Eu não sou um cientista social, e não pretendo acreditar que “um cidadão qualquer”² pensa sobre isto, mas eu vivi na prisão já faz um longo tempo até agora e conheci muitos homens que foram motivados a cometer violência. Sem exceção, cada um deles estavam profundamente consumidos pelo vício. O próprio FBI tem um estudo sobre homicídios em série do qual mostra que o interesse mais comum entre os seriais-killers é a pornografia. É verdade.
JCD: Como teria sido sua vida sem essa influência?
Ted: Eu sei que teria sido de longe melhor, não só para mim, mas para um monte de outras pessoas – vítimas e famílias. Não há dúvida de que ela teria sido uma vida melhor. Estou absolutamente certo de que não teria envolvido esse tipo de violência.
JCD: Se eu fosse capaz de perguntar o tipo de perguntas que são colocadas, uma seria, “Você está pensando sobre todas as vítimas e suas famílias, que estão tão feridas? Anos já passaram, suas vidas não são normais. Elas nunca serão normais. Você tem remorso?”
Ted: Eu sei que as pessoas vão me acusar de estar mentindo pra me defender (sendo egoísta), mas com a ajuda de Deus, eu tenho sido capaz de chegar ao ponto, depois de muito tempo, aonde eu posso sentir a mágoa e a dor pela qual fui responsável. Sim. Absolutamente! Durante estes últimos dias, eu e um número de investigadores temos falado sobre casos não resolvidos – assassinatos dos quais eu estava envolvido. É difícil falar sobre, todos esses anos depois, porque isto reaviva todos os sentimentos terríveis e pensamentos com os quais eu com firmeza e diligencia tenho lidado – acho que com sucesso. Então foi reaberto e eu senti a dor e o horror daquilo. Eu espero que aqueles que eu causei tanto luto, mesmo se eles não acreditarem na minha expressão de angústia, eles vão acreditar no que vou dizer agora: Existem aqueles soltos nas suas cidades e comunidades, como eu, cujos impulsos perigosos estão sendo alimentados, dia sim, dia não, pela violência nos meios de comunicação de formas variadas – particularmente a violência sexual. O que me assusta é quando vejo o que passa na TV a cabo. Parte da violência nos filmes que entram em casa hoje é coisa que não iriam mostrar em “cinemas só para maiores” há 30 anos atrás.
JCD: Você quer dizer os filmes de terror?
Ted: Essa é a forma, mas gráfica de violência na tela, especialmente quando as crianças estão desavisadas ou inconscientes que elas poderiam ser um Ted Bundy, que elas poderiam ter uma predisposição a esse tipo de comportamento.
JCD: Um dos últimos assassinatos que você cometeu foi da menina de 12 anos Kimberly Leach. Acho que o clamor do público é maior porque uma criança inocente foi tirada do parquinho infantil (playground). O que você sentiu depois disso? Eram normais as emoções depois disso?
Ted: Exatamente agora eu realmente não consigo falar sobre isso. É muito doloroso. Eu gostaria de ser capaz de transmitir a você como é essa experiência, mas não seria capaz de falar sobre isso. Eu mal consigo começar a compreender a dor que os pais dessas crianças e jovens mulheres que eu já me sinto detestável. E eu não posso restaurar muito a eles, se alguma coisa. Também não vou fingir, e eu nem mesmo espero que eles me perdoem. Eu não estou pedindo por isto. Este tipo de perdão é de Deus, se eles possuem, eles possuem, e se não, talvez vão encontrá-lo algum dia.
JCD: Você merece a punição que o Estado impôs sobre você?
Ted: Essa é uma pergunta muito boa. Eu não quero morrer, não vou mentir pra você. Eu mereço, certamente, a punição mais extrema que a sociedade tiver. E eu penso que a sociedade merecer ser protegida de mim e de outros como eu. Sem sombra de dúvidas. O que espero vir da nossa discussão é que eu acho que a sociedade merece ser protegida de si mesma. Como conversamos, há forças soltas neste país, especialmente este tipo de pornografia violenta, onde, por um lado, pessoas bem-intencionadas que condenam o comportamento de um Ted Bundy, enquanto eles estão caminhado passam por uma revista aterradora cheia das coisas que enviam crianças jovens no caminho para serem Ted Bundys. Essa é a ironia. Estou falando de ir além da retribuição que as pessoas querem de mim. Não há nenhuma maneira no mundo que me matando vai restaurar essas crianças lindas aos seus pais e corrigir e aliviar a dor. Mas existem muitas outras crianças brincando em ruas ao redor do país hoje que estarão mortas no dia seguinte, e no outro dia, porque outras pessoas jovens estão lendo e vendo os tipos de coisas que estão disponíveis nos meios de comunicação hoje.
JCD: Há um cinismo tremendo sobre você do lado de fora, eu suponho, que por uma boa razão. Eu não tenho certeza se há alguma coisa que você poderia dizer que as pessoas iriam acreditar, ainda que você me tenha dito (e eu já ouvi isso através de nosso amigo em comum, John Tanner) que você aceitou o perdão de Jesus Cristo e é um discípulo, que crê n’Ele. Você tira forças disso enquanto as horas finais se aproximam?
Ted: Eu faço. Eu não posso dizer que estar no Vale da Sombra da Morte é algo com que eu tenha me acostumado, e que sou forte e nada me incomoda. Não tem graça. Gera uma espécie de solidão, ainda tenho que me lembrar que cada um de nós vai passar por isso algum dia, de uma forma ou de outra.
JCD: Está ordenado para o homem (possivelmente citando Hb 9.27).
Ted: Incontáveis milhões que já caminharam sobre a Terra antes de nós passaram por isso, assim que esta é apenas uma experiência que todos nós compartilhamos.

----Ted Bundy foi executado às 7:15AM um dia depois dessa entrevista ter sido gravada.----

No final, o pecado leva à morte. Jesus morreu pelos seus pecados. Você está numa guerra. Seja um homem. Mate seus pecados.


Notas de Tradução:
¹ Expressão Leave it to Beaver, lit.: ‘Deixe isso para o Castor’, muito traduzida como ‘Foi sem querer’, “Beaver” também pode significar “Trapalhão”, primeiramente traduzi como “levar toda a culpa”, mas acho que “dar uma de coitadinho” ficou mais adequada com o contexto.
² John Q.Public é um nome genérico nos Estados Unidos para designar um membro hipotético da sociedade considerado um “homem comum”, no presente texto foi usado o termo John Q. Citizen que se aplica igualmente a uma pessoa pública, especificando este “homem comum” como um cidadão.

Tradução livre do e-book (e livreto) gratuito “Porn-again Christian – a frank discussion on pornography & masturbation” de Mark Driscoll.
Tradução: Vítor Ferolla
Revisão da tradução: Ada Paiva

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O pecado e suas delícias



Para ler a tira, clique na imagem
André Filipe, Aefe! - do blog: http://obs-tetras.blogspot.com

No fim, as nossas decisões sempre levam em consideração a vontade de alguém. Sempre que fazemos algo, vamos para algum lugar, deixamos de falar alguma coisa, é porque queremos satisfazer as vontades de alguém, ou de si mesmo, ou, muitas e muitas vezes, dos nossos desejos pérfidos, também conhecidos como os desejos da carne.

Quando escolhemos fazer um curso universitário, normalmente pensamos em satisfazer as vontades dos nossos pais, ou às vezes quem sabe um desejo de se tornar rico ou famoso. Quando escolhemos nossa esposa ou marido, há o desejo de alguém por trás disso. E mesmo em pequenos detalhes, como quando escolhemos ficar em casa e assistir televisão, ou vamos para o quarto estudar, ou sair com os amigos.

A Palavra de Deus nos diz (1ª Co. 10.31) que devemos fazer tudo para a glória de Deus. Isso, de certa forma, aponta que todas as nossas atitudes e escolhas devem ser planejadas e pensadas de modo que agrade a Deus. Isso também nos orienta que pecado é toda atitude que agrada a qualquer outro e não a Deus. Assim, não é loucura pensar que todo pecado nos agrada, ou agrada a alguém que queremos agradar. Podemos pensar até que o pecado, normalmente, é uma delícia! Traz prazer, alegria, a satisfação do cliente ou o seu dinheiro de volta. Todo pecado pode se parecer muito com uma propaganda de televisão! O inimigo de nossa alma é publicitário dos bons, e não dá ponto sem nó.

Quando Davi pecou com Bateseba, ele quis agradar a si mesmo, à sua carne faminta; quando Sansão e Adão pecaram, eles quiseram agradar suas esposas; quando o povo de Deus pecou no êxodo, temendo tomar a terra prometida, eles estavam pensando no bem-estar da família!

A fé e a confiança em Deus mudam a ordem das coisas no mundo. A Palavra de Deus nos informa que não devemos ser os autores da nossa alegria e da nossa satisfação. Ela diz, “deleita-te (...) no Senhor e ele te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e ele o fará (Sl. 34.4-5)”. As alegrias e satisfações, as delícias da vida não devem vir das nossas mãos, pois elas estão sujas de pecado. Os nossos melhores desejos devem vir das mãos de Deus. Ele atende a todas as nossas necessidades, e nos transborda de bênçãos, quando estamos ocupados demais em agradá-lo, e não nos sobra tempo para chorar e amargar crises existenciais.

Quantas das nossas atitudes não agradam a Deus em primeiro lugar?