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terça-feira, 1 de junho de 2010

Ajude-se a si mesmo ajudando os outros

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Um agricultor que ganhava prêmios todos os anos por causa de seu milho foi entrevistado por um repórter jornalístico que descobriu que o agricultor compartilhava seu milho para sementeira com seus vizinhos. ‘Por que você compartilha seu melhor milho para sementeira com seus vizinhos, se o milho deles compete com o seu todos os anos?’, perguntou o repórter.
‘Ué’, disse o fazendeiro, ‘o senhor não sabia? O vento pega o pólen do milho que está amadurecendo e carrega-o num torvelinho de campo para campo. Se os meus vizinhos produzirem um milho de baixa qualidade, a polinização cruzada reduzirá a qualidade do meu milho,. Se eu quiser produzir um bom milho, eu preciso ajudar meus vizinhos a produzirem um bom milho.’
Este agricultor é bem consciente de como toda a vida está conectada. O milho dele não pode melhorar a não ser que o milho de seus vizinhos também melhore. Isto ocorre em muitas outras situações. As pessoas que quiserem ter paz devem ajudar seus vizinhos a terem paz. As pessoas que quiserem viver bem, devem ajudar os outros a viverem bem, pois o valor de uma vida é medido pelas vidas que ela afeta.

De Sid Kahn, baseado em um extrato de um livro de James Bender
In Revista Passo a Passo #41, de Tearfund

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A incrível história do homem que pensou ter ganho na loteria...



João havia acordado cedo naquela quarta-feira, fazia sol, o dia estava bonito e havia uma atmosfera agradável. Sua casa não ostentava nenhum luxo, tudo era comum, mas era o melhor que um servente de pedreiro podia dar para sua família. O cheiro do café sendo preparado por sua esposa começava a se espalhar pela pequena casa enquanto João se vestia para trabalhar.


Naquela manhã ele se sentia muito bem disposto especialmente. Quase que instintivamente, sem saber porque, João já estava percebendo que aquele dia seria diferente, então com um sorriso típico de canto de boca, deu a primeira golada no café e logo depois pegou a marmita para se despedir. Na porta de casa ele ainda segurou delicadamente com as duas mãos a cabeça de sua esposa, olhou bem fundo nos olhos dela, deu um beijo em sua testa e deixou escapulir sem querer:

— Meu bem, um dia a gente acerta.

Ela fechou os olhos lentamente e fez sinal de positivo com a cabeça, abrindo um tímido sorriso. Pela rua João ia cumprimentando os amigos, no bolso esquerdo, como de costume, estava o último pedaço de pão que ele sempre guardava para dar para o Filé, um cachorro que perambulava ali por aquelas ruas. João parou em frente à banca para ler as notícias das capas dos jornais e entre uma chamada e outra ele se distraía brincando com o Filé que aguardava ansioso o mimo diário.

R$ 50 MILHÕES, João se impressionou com o prêmio que a loteria estava oferecendo, anunciado como notícia de primeira página em um dos jornais, fez uma piadinha com o dono da banca e seguiu seu caminho em direção ao trabalho.

O dia estava realmente começando muito bem, no trabalho o mestre de obras elogiava o João pra todo mundo e dizia que um dia ele seria seu sucessor, Adailton realmente o tratava como um filho e sempre que podia tentava orientá-lo da melhor forma.

Na hora do almoço João levou as contas de luz e gás para pagar na loteria e viu a enorme faixa relembrando o grande prêmio. Estava tudo tão perfeito, aquela sensação estranha de felicidade meio que incomodava o João e ele pensou consigo mesmo:

— Será que é hoje? Custa muito pouco tentar.

João foi escolhendo os números cuidadosamente, a data de aniversário de casamento, o número da casa onde morava e os dois últimos números do seu CPF. João entregou o bilhete para o caixa com um estranho ar de euforia.

Em casa já de noite, Rose, sua esposa, preparava o jantar e João esperava o jornal da televisão começar. Entre uma matéria e outra o homem da televisão anunciou para depois dos comerciais os números da loteria sorteados. João lembrou do bilhete e foi correndo pegá-lo no bolso do uniforme. A expectativa era grande, passou um bloco inteiro de notícias e João já estava nervoso quando o homem da televisão começou a falar sobre o grande prêmio e anunciar os números.

— Quatro.

João levou um baita susto, o primeiro número batia com o que ele havia colocado no bilhete.

— Onze.

O segundo também e ele chamou correndo a Rose. Número após número, todos iam conferindo com os números que estavam ali na mão do João que já não conseguia se conter de tamanha felicidade. João e Rose pulavam de alegria, se abraçavam, olhavam para o bilhete, se beijavam, gritavam. Estavam ali extasiados de felicidade nem sabiam há quanto tempo, quando ela lembrou do feijão no fogo, que agora já estava queimado, mas nem ligou, só foi na cozinha desligar o fogo e voltou correndo para o feliz João.

João nem dormiu, no dia seguinte mostrava para todo mundo o tal “bilhete premiado”, mandou até fazer uma moldura de vidro pra colocar na sala e exibi-lo orgulhosamente.

Volta e meia João ainda conta para seus amigos, todo orgulhoso, como conseguiu acertar todos os números da loteria. O detalhe desta história é que João nunca foi ao banco buscar o dinheiro, ficou tão encantado com o fato de ter acertado os números que até se esqueceu de reivindicar o dinheiro. Anos depois João continua levantando todos os dias para ir trabalhar como servente de pedreiro, o prêmio já expirou o prazo para ser retirado, algumas contas para pagar se acumulam às vezes em cima da geladeira, mas a moldura está lá até hoje, no lugar mais visível da sala com o bilhete exposto.


Moral da história: João é um personagem fictício, mas o que acontece é que por mais insólita que esta história possa parecer ela se repete todos os dias perto da gente e é fácil detectá-la. Pessoas entram e saem dos templos e igrejas, têm alguma experiência com Deus, às vezes se emocionam fortemente durante uma mensagem ou um cântico especial, sentem alívio de suas dores, muitas vezes são curadas e abençoadas, mas quase sempre se contentam apenas com isto.

Passam anos simpatizando com o Evangelho, exibindo orgulhosamente o status de pertencer a algum grupo religioso, mas dificilmente alcançam o “prêmio da soberana vocação”. Eu creio que somos salvos pela graça sim, não é porque merecemos, Deus em seu infinito amor, decidiu nos salvar por livre vontade através de seu filho Jesus Cristo, mas a resposta a esta salvação depende de cada um de nós. É preciso crer e mais do que crer, é preciso deixar o Senhor mudar a direção de nossas vidas.

Quando salvos, somos chamados a uma vida de santidade, de compromisso com Deus e seu Reino. Sentir-se salvo mas permanecer no pecado é o mesmo que acertar todos os números da loteria e não retirar o grande prêmio.

"E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus. (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação)." II Coríntios 6.1-2


O Deus que nos chama à salvação e santidade te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A menina e o mar



Conta uma lenda que, muito antigamente, no tempo quando nem existia televisão ainda. Quando viajar era de trem e para poucos, e a vida era ganha com muita dificuldade. Era um tempo onde as crianças brincavam de jogar bola de gude nas calçadas de barro, empinar pipa e pique-pega. A vida passava tão lentamente que crescer durava uma eternidade. Telefone e farmácia se escrevia com "ph" e para ligar para uma pessoa, em outra cidade, era preciso pedir à telefonista, que se conhecia pelo nome, para completar a chamada.


Havia uma pequena menina que morava no interior, numa cidadezinha cujo nome, até hoje, nem consta nos mapas. Um lugar no meio do nada, longe de tudo, na verdade, chamar de "cidade" poderia ser considerado um exagero. Estava mais para um pedaço de estrada, com um pequeno conglomerado de casas humildes que eram utilizadas como armazéns, bares e uma pequena pousada para quem passava por ali de viagem. Mas tudo bem. Deixa como está! Vamos chamar de cidade assim mesmo.

Esta menina observava os viajantes chegarem à sua casa e falar sobre os lugares por onde passavam, contavam histórias da cidade grande, mas havia algo que sempre a deixou intrigada. Eles falavam de uma coisa chamada "mar". Para uma menina acostumada com a poeira da estrada de chão e a sequidão do sertão, onde água, quando tinha, só na torneira ou na bica. Tentar conceber a imagem de um lugar cheio de água que cobria todo o horizonte, até onde os olhos podiam alcançar, era um misto de curiosidade, incredulidade e temor.

Aos poucos, dentro daquele pequeno universo, a pequena menina foi crescendo. Um dia brincar de boneca já não era tão interessante e a vida naquele bucólico vilarejo ficava chata demais com o passar dos dias. Seu único desejo era poder sair daquele lugar para conhecer o tal do mar. Ela sempre ouviu falar sobre o barulho que ele fazia quando quebrava suas ondas nas rochas, de como conseguia engolir embarcações gigantescas e até mesmo o sol todos os dias. Ela ouvia histórias dos tesouros que o mar escondia e dos peixes que poderiam ser maiores do que a sua própria casa. A menina ficava curiosa, tentando imaginar como as pessoas conseguiam atravessar de um país para outro através das suas águas. Era uma imagem grande demais para sua pequena mente alcançar, mas mesmo assim ela se apaixonava cada vez mais por aquele sentimento. Chegava até sonhar com o que poderia ser o mar ou, pelo menos, com o que ela achava que seria o mar.

Seu aniversário de 15 anos se aproximava e ela pediu ao pai para não fazer festa. Queria uma viagem de presente. Naquela época, uma moça fazer 15 anos, era um acontecimento com porte de desfile de feriado nacional com honras militares. Mas ela estava disposta a abrir mão daquele momento tão esperado por sua família, para realizar o grande sonho de sua vida. Conhecer o mar.

O pai não teve outra escolha, a não ser cumprir o desejo da filha. Afinal eles nunca haviam viajado para tão longe juntos, e era justo realizar o único pedido da pequena filha que estava virando moça.

Viagem preparada, passagens compradas no guichê da estação de trem. Teve até bandinha para se despedir da menina no dia do seu aniversário. Era uma longa jornada até chegar no litoral, mas a menina nem prestava atenção nas paisagens que iam aparecendo na janela do trem.

— Pai, você já viu o mar?

Perguntava a menina, tentado tirar o máximo de informações do pai para construir sua própria imagem do mar. E ele tentava descrever como podia, hora rindo, hora impaciente com a quantidade de perguntas sobre o mar.

A viagem levaria uns dois dias, mas ela não se importava, valia o sacrifício para ter o sonho realizado.

Chegando o grande dia, já estavam se aproximando do litoral. A menina eufórica nem quis passar no hotel, foi primeiro para a praia. A primeira lágrima escorreu dos olhos dela. Era lindo o que via, nada do que ela imaginou era tão grande e estonteante como o que ela estava vendo e presenciando naquele momento.

— Pai, eu posso chegar perto dele?

Perguntou a menina, ao pai, sem conseguir segurar as lágrimas misturadas com o sorriso mais radiante que ele já tinha visto nela. Antes que ele respondesse, ela já corria pela areia da praia tirando os sapatos.

Ela só queria chegar perto o suficiente para descobrir se a água era tão salgada e gelada quanto falavam. Ela já começava a sentir a areia molhada na sola dos pés e de repente, a euforia se misturou com um medo que ela nunca havia sentido antes. Todas as histórias que ela já tinha ouvido sobre o mar, até então, começaram a vir à sua mente ao mesmo tempo. A violência do barulho das ondas quebrando na areia a segurou por um momento até que, calmamente, a sobra de água de uma onda avançou pela areia e cobriu seus pés lentamente. Ela levou um susto, quis fugir, mas aqueles poucos segundos se eternizaram e a paralisaram enquanto a água escorria novamente para o mar fazendo cócegas na sola dos pés da menina.

O medo aos poucos se transformou em confiança e a menina tentou chegar mais perto do mar e o mar também se aproximava dela com ondas cada vez mais fortes. Ela teria que escolher entre não provar o mar ou molhar o único vestido que tinha ganho de aniversário. Até que, sem esperar, de repente, uma grande onda a cobriu e a molhou por completo. Pronto, já não havia mais o que escolher, a surpresa da onda a fez se entregar por definitivo àquela nova experiência.

A menina finalmente encontrou o mar e o mar a encontrou também.


Em nossas vidas também é assim: Nos relacionamos com Deus da mesma forma que esta menina se relacionava com o mar. Vivemos na sequidão e expectativa de encontrar um Deus que, às vezes, só conhecemos de ouvir falar. Ouvimos o testemunho de terceiros sobre suas experiências com a regeneração, cura e perdão experimentados em Deus. Nada do que imaginamos pode chegar perto do que Ele realmente é e significa mas, muitas vezes, quando temos a oportunidade de prová-lo e conhecê-lo de fato, temos medo de molhar nossa aparência. Perdemos, então, a oportunidade de vivenciar este poder de Deus em nossas vidas. Para experimentá-Lo precisamos nos envolver profundamente.

Conhecer Deus por inteiro é a maior experiência que alguém pode desejar e alcançar em toda a sua vida. Nada se compara ao seu poder e glória, nenhum oceano consegue ser maior ou mais profundo que o amor e perdão nEle encontrados para cada um de nós.

Buscá-lo, pode ser uma longa jornada, mas quando nos encontramos com a plenitude de Sua Glória não conseguimos deixar de tocá-lo ou ser tocados por Ele. Quando encontramos Deus, ao mesmo tempo somos achados por Ele. Algumas vezes somos pegos de surpresa por Deus e depois disto não há mais como voltar atrás.

Um dia, até mesmo o mar se rendeu à Palavra Viva de seu Criador. Quem tem poder para criar e dar ordens ao mar, tem poder para trazer abundância de água a qualquer deserto. Mais que o mar, quem o criou deseja transformar a sequidão do pecado e da morte em abundância de água viva de graça e misericórdia. Permita, hoje, que a onda do amor de Deus inunde sua alma e lhe traga vida.

O Deus que pairava sobre as águas te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Viver é obediência


André Filipe, Aefe!

Mt. 25.15 - E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um,

a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

Não é difícil, após uma reflexão honesta e corajosa, chegarmos à conclusão dos deprimidos: melhor é estar morto. Foi mais ou menos isso que Paulo, em Filipenses 1.21, pois morrer para ele era lucro, pois estaria nos braços do Pai, vivendo a eternidade plena e abundante. Mas não era esse o plano de Deus para ele, o plano era outro, havia valor ainda em sua permanência. E Paulo aceitou o desafio, obedeceu, pois viver é obediência. Veja que visão da vida:

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé, para que a vossa glória cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós.” Filipenses 1.21-24.

Alguns outros personagens bíblicos pediram para que Deus lhes tirasse a vida, mas Deus não atendeu, com Moisés, Jó, etc. Quando Cristo, ressurreto, voltou ao Pai, diante da platéia de varões galileus, episódio descrito em Atos 1, estes tinham um pergunta a Cristo: não era aquela a hora de restaurar o Reino? Não era o tempo da eternidade? Do reino absoluto de Deus, da destruição do mal e do sofrimento? Porque, mestre, vais e nós ficamos?

Não, não era este o tempo, o plano era outro, o plano é que obedeçam e fiquem fazendo de suas vidas um canal da Glória de Deus. Deus não tem só um plano de vida para a eternidade, mas ele tem um plano para cada indivíduo sobre a terra, e de modo especial àqueles que Ele escolheu.

Jesus Cristo propõe uma parábola sobre os que terão direito à eternidade, e esta metáfora diz respeito ao modo como encaramos a vida, e o que esta parábola nos conta é que viver é um empreendimento.

Conhecida como a parábola dos talentos, esta história assemelha-se ao que o empreendedor faz ao banco quando pretende abrir um negócio próprio: ele recebe do banco um valor emprestado e o empreendedor aplicará este dinheiro de modo que prospere. É disso que fala a parábola, é a isso que Jesus compara a vida: ele nos capacita de vida, tempo, recursos, habilidades para sermos instrumentos da sua Glória. É este saldo de glória que depositamos aos pés de Jesus na entrada da eternidade como atestado de nossa eleição e ingresso na Pátria Celeste.

Mesmo que seja melhor estar com Deus, no céu, a vida é uma fábrica de glória, cada palpitar do nosso coração atesta que Deus espera de nós obediência para viver e empreender para a sua Glória.

conheça também: www.imagemesemelhanca.com
e eudiscordodoaefe.blogspot.com

sábado, 16 de maio de 2009

Uma analogia do nosso tempo

Créditos da imagem: picasaweb.google.com
Havia um grupo chamado Confraternização dos Pescadores, que ficava numa área cercada de lagoas e rios cheios de peixes famintos. Os membros deste grupo reuniam-se regularmente para discutir a vocação da pescaria, a abundância de peixes e a empolgação de pescar. Eles estavam animados concernente à pescaria!

Alguém sugeriu que escrevessem
uma filosofia acerca da pescaria, então, eles definiram o que ela é e o propósito em pescar. Descobriram que estavam tratando do assunto de forma invertida. Estavam vendo a pescaria do ponto de vista do pescador e não dos peixes. Perguntaram, como é que os peixes vêem o mundo? O que é que os peixes acham dos pescadores? Qual é a isca preferida dos peixes e quando é que ficam com fome? Eles queriam saber a resposta a estas perguntas.

Então, os membros desta Confraternização fizeram pesquisas e freqüentaram conferências sobre pescaria. Alguns viajaram longe para estudar outros tipos de peixes e seus hábitos diferentes. Alguns até obtiveram um doutorado na disciplina de pescaria. Mas nenhum deles foi pescar peixes.

Eles formaram uma comissão
para enviar pescadores. Sendo que havia mais pesqueiros do que pescadores, outra comissão foi formada para determinar os locais prioritários. Uma relação dos locais prioritários foi colocada no quadro de avisos de todos os salões desta Confraternização. Mesmo assim, ninguém foi pescar. Uma pesquisa foi feita para descobrir por quê. A maioria dos membros não respondeu a pesquisa, mas, daqueles que responderam, descobriram que alguns sentiram a necessidade de estudar peixes, outros queriam somente fornecer equipamento de pescaria e alguns queriam viajar para motivar outros pescadores. Com tantas reuniões, conferências e palestras, ninguém tinha tempo para pescar.

João era um novo membro da Confraternização dos Pescadores.
Depois de uma reunião animada, ele foi pescar. Tentou pescar, descobriu como fazer e pegou um peixe excelente. Na próxima reunião, ele falou da sua experiência e foi homenageado pelo que fez. Ele foi agendado para visitar todos os salões da confraternização para contar sua experiência. Devido a todos os convites e a sua eleição à Diretoria da Confraternização, ele não tinha mais tempo para pescar.

Logo, ele sentiu um vazio e desconforto no seu interior.
Ele queria sentir mais uma vez o peixe puxando a vara. Ele cancelou todos seus compromissos, entregou seu cargo na Diretoria e chamou um amigo para ir pescar. Os dois foram pescar e pegaram muitos peixes. Os membros da Confraternização dos Pescadores eram muitos, havia uma abundância de peixes, mas os pescadores eram poucos.

Infelizmente desconheço o(a) autor(a), se alguém souber me avise, não quero "autorar" texto de ninguém.
Qualquer semelhança com nossas igrejas não é mera coincidência. As pessoas se habituaram a descrever as coisas ao invés de experimentá-las. É assim que existem tantos manuais de como ensinar e tão poucos verdadeiros professores, tantos livros sobre casamento e tantas uniões desfeitas, tantos lançamentos sobre a Bíblia e tão pouca prática da Palavra de Deus, tantos tratados sobre a verdadeira adoração e tão poucos adoradores. Hoje as pessoas não fazem por não saber, mas por não querer. Já são poucos os ceifeiros na seara, os adoradores nas igrejas, os salvos nas ruas. Esquecemos as palavras de Tiago: E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos (Tg 1:22).

Daladier Lima, em Reflexões Sobre Quase Tudo