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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Juliana e o vulcão, ou a erupção de nossa tragédia política

 

Sammis Reachers

Nesta semana este país gigante e ferido de patologias genéticas que lhe embotam o raciocínio e o convívio (escolha a sigla que lhe agradar) se viu mobilizado.

Juliana Marins, niteroiense como eu, foi vítima de uma tragédia.

Mas sua tragédia pessoal/familiar revelou outras em seu bojo. Logo o país ainda polarizado se viu num embate: Onde está o presidente Lula, o Lule de tantos, que não providenciou seja o resgate do corpo vivo, seja o translado do cadáver? Pior, enviou jatinho da FAB para resgatar antiga “comparsa de falcatruas” dos tempos do Mensalão...

A monstruosidade de muitos se mostrou não na empatia com a Juliana ou seus restos mortais, mas em usar um fato trágico como artefato político, granada de concussão para tentar atordoar o outro lado.

E a monstruosidade foi prontamente respondida com outra monstruosidade (é a guerra, baby): Lula, o Lule misógino, machista e racista das massas bichas e machas, aprovou o gasto com o translado de corpos de brasileiros.

Há praticamente CINCO MILHÕES DE BRASILEIROS RESIDINDO NO EXTERIOR.

CINCO MILHÕES.

Fora os turistas.

Não, eu não quero, não posso e nem preciso pagar essa conta. Nem o país que eles escolheram deixar para sempre ou por momento.

Mas Juliana era turista. Turista de AVENTURA, que é aquele que escolhe o risco, e extrai do perigo, prazer. Sim, mesmo sabendo dos riscos, mesmo apesar dos riscos. Mesmo apesar da família, seu receoso apoio ou constrangida oposição. Ficou claro o desenho? Turista de AVENTURA. Aventurou, aventurou e morreu. Uma tragédia. Pessoal e familiar. Arthur, filho de Campina Grande e garçon em Barcelona, acaba de morrer em terras espanholas. Embolia pulmonar. Agorinha. Sua morte nos comove? Adelaide, maquiadora de Nova Iguaçu, acaba de morrer em Berna, na Suíça. Caiu de uma escada de três míseros degraus, dentro de casa. Cabeça na quina da pia. Morreu assim como todos os CINCO MILHÕES de brasileiros no exterior irão morrer, antes, durante e após você e eu.

Tudo isso é para expor o ridículo de nossa situação. O país não tem que enviar jatos da FAB, esse elefante branco e voador, com seus orelhões de dumbo ou do diabo, para resgatar criminosos “perseguidos”. E nem cadáveres, seja de trabalhadores pátrios, seja principalmente de aventureiros.

Mas bom senso desertou de nós há uma década ou quase duas, e a situação da inocente Juliana só serve para expor com toques de filme splatter o horror de nossa película. Por sinal, já ouviu nossa trilha sonora? Somos o país de Poze e Oruam, de Gusttavo Lima e de Enrique & Juliano...

Além da guerra, a política é a única ocupação onde um porco pode entregar o máximo de sua porquidão. Uma arena onde ele pode ofertar o seu pior para o cosmos.

Lula, como antes fez Bolsonaro, se mostra fraco ou porco demais: Os ventos do populismo – leia-se, desejo de reeleição, essa monstruosidade que não deveria existir – o faz lançar âncora onde quer que possa conseguir mais votos, de um bolsa-luz (na verdade, luz elétrica de graça para quem consome pouco), CNH gratuita para o pobre que pode comprar carro, mas não pagar por uma carteira (?), ao translado de corpos de aventureiros. Amanhã tem Flamengo, time de meu coração e de um terço da pátria aurirrubra: Eu e você pagamos a conta para que um fique deitado em sua casa ou casebre assistindo a Copa do Mundo de Clubes, luz e bolsas em dia, enquanto eu não posso, pois estou dando expediente no trabalho. E do trabalho, na hora apertada do almoço, assisto à comoção sobre outro aventureiro que curte a vida adoidado, não compartilhando seu prazer (justo, pois é particular), mas compartilhando sua desdita, pois pago os custos finais de sua aventura.

Esse desejo lulista de perpetuar-se no poder, pondo em risco a economia do país, é tão deletério quanto os arroubos golpistas e provincianos do idiota da aldeia Bolsonaro, outro que se revelou populista, mas tarde e sem talento, que talento no que seja sempre lhe faltou na vida.

Contra essa dualidade demoníaca de Lule x Bozo, quem se apresenta? A direita como a tupiniquim carrega em si o vírus totalitário; a esquerda outra que não a lulista é ainda mais perniciosa; os liberalóides passam do ponto: propondo Estado mínimo, querem mesmo é Estado nenhum. Marina se aquietou e aniquilou, conformada, um dos casos mais sinistros de implosão-política-sem-escândalos da história pátria. Ciro Gomes, o eterno injustiçado, não consegue falar a língua de nosso povo e até de nossas "elites", feridos todos de analfabetismo funcional (o "mal do século" brasileiro).

Primeira, segunda e terceira vias assoreadas, interditadas por lama perfumada. Precisamos de uma quarta, quinta, sexta vias. Mas de que bueiro emergiriam?

Estamos todos futricados, como diria meu pai.


*****


Sammis Reachers é escritor e editor. Paga suas contas como professor de Geografia. É licenciado também em História e em Artes Plásticas, e graduado em Biblioteconomia.


sábado, 3 de fevereiro de 2024

IBGE contrapõe número de templos religiosos ao de hospitais/escolas, e expõe seu preconceito institucional

  

 Os dizeres na imagem acima são um chamariz. Utilizam a burla do ridículo e do óbvio para atrair.

Outra burla, igualmente obscena, tem sido utilizada pelo órgão oficial, e reproduzida por entes de imprensa e pessoas por todo o pais, na última semana. Ela, a burla, soa literalmente assim:

Brasil possui mais templos religiosos do que escolas e hospitais somados.

Você eventualmente deve ter visto essa "notícia", em suas redes sociais ou sites noticiosos.

O preconceito aqui é axiológico, nasce com a expressão, o próprio "raciocínio" que ela promove.

Religião é coisa de foro íntimo, particular. Templos religiosos, do terreiro de candomblé ao templo budista, passando pelo motivo velado fundamental do ódio, os templos evangélicos, são erigidos com o dinheiro dos fiéis, ou de seus idealizadores. Sim, muitos templos sequer "se pagam", e aquele que os mantém o faz por fé. Outros sim, excedem-se no lucro, e malversam algo que deveria ser sagrado. Mas em ambos, em todos esses âmbitos, eu e você, que dirá o poder público, temos pouco ou nada a ver com isso. 

Já escolas e hospitais dizem respeito a todos, pois são pagos com impostos. Seus gestores, funcionários públicos em sua maioria, estão a serviço da sociedade e por esta remunerados. Perdão, sei que essa pedagogia chega a ser ultrajante. Mas é para dar a dimensão da situação a que chegamos.

Como comparar a esfera particular com a esfera pública? Qual a relação que se busca promover ao comparar a existência de templos religiosos com a de escolas e hospitais? Fica implícito o caráter maniqueísta, de contrapor algo "positivo" a algo "negativo"; ou necessário/desnecessário, ou qualquer outra maniqueismada que se queira.

Vamos deitar um outro vestido ao raciocínio. Você viu alguma postagem ou reportagem (já não são a mesma coisa, diluídas na sopa de ideologias espúrias de seus veiculadores, uns pagos e diplomados, outros entusiastas de sofá?), sim, você viu por acaso reportagem ou postagem (que dirá recenseamento), seja do próprio IBGE, da Folha, de seu primo ateu, de seu professor marxista, nesta linha:


BRASIL TEM MAIS BARES DO QUE ECOLAS E HOSPITAIS


Viu?

Falo agora aos evangélicos. Já é tempo de levantar do canto do ringue e combater o preconceito aberto e velado que muitos vomitam ou excretam sobre nós, dia após dia. O comentário judicioso no grupo de família, escola, trabalho; a postagem tendenciosa do amigo, dO Globo ou do IBGE; o olhar repetidamente atravessado (foco no repetitivo, é sintomático) em qualquer ambiente, da empresa aos coletivos...

Eu costumo aplicar um método desconstrutivo para explicitar o preconceito das falas, preconceito que mal conseguem esconder. O truque, quase socrático em sua rusticidade, consiste na simples substituição de palavras e expressões.

Quando ouvir: "Pastor é tudo ladrão" (vários o são, conheci alguns pessoalmente) troque o "pastor" por "preto", e pergunte à pessoa se ela concorda com a mudança. "Preto é tudo ladrão". Dá até cadeia, hum? Sim, e muito justificadamente. Mas o que muitos não sabem ou não querem fazer valer é que o primeiro comentário e congêneres também. Para o bom funcionamento (e exposição do preconceituoso) vale qualquer substituição, por opção sexual (gay, lésbica, hétero, etc.), por etnia, classe profissional, nacionalidade. A ideia é a de que, quando atingida, a pessoa reflita sobre a própria intolerância que, acredite, muitas vezes é semi-voluntária e segue o abjeto padrão mental do pre-conceito: Economia mental, esforço simplificador para não esforçar-se em raciocinar, em pensar por si mesmo. Sem desconsiderar o ódio gratuito ou pago, mas execute a manobra ao rigor da Lei: presuma inocência.

Além da antiga Lei que protege a liberdade de culto - e o respeito à fé alheia, há poucos dias se comemorou o Dia de Combate à Intolerância Religiosa, firmado pela Lei 11635/07. Tal lei ou data surgiu num contexto de proteção aos cultos de matriz africana, que têm sofrido preconceito histórico, desde sua introdução (ou criação, no caso da umbanda) em nosso país. Mas a primeira Lei não protege apenas estes, assim como a segunda não visibiliza apenas a sua causa. Toda intolerância religiosa deve ser judicializada. E judicializar, você sabe, segue o mesmo processo: Gravam-se falas, "printam-se" comentários, arregimentam-se testemunhas. 

Emitir opinião contrária não é crime. A intolerância se mostra quando os termos são agressivos, quando o ódio vaza do canto das bocas, quando o padrão se repete.

O mal se combate em campo. Tomemos a iniciativa, pois a bovinidade só interessa aos açougueiros, aos carrascos. 


Sammis Reachers

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Publicado originalmente no blog Cidadania Evangélica. A reprodução deste texto é liberada em qualquer meio e plataforma, desde que creditada a fonte.


sábado, 16 de setembro de 2017

O capitalismo e o comunismo no que possuem de mais sórdido, na NetFlix


Assisti nesta semana a dois filmes bem diferentes, dois filmes (na Netflix) para você aprender sobre SORDIDEZ.
 Em First They Killed My Father vemos a colheita maldita que foi a implantação do comunismo no Camboja, pela história real de uma família desfeita nas fazendas coletivas, alistamentos compulsórios e outras fornalhas marxistas.
Já em Capitalismo: Uma História de Amor, de Michael Moore, o alcagueta-mor do Império, vemos a sordidez inacreditável do capitalismo e seus mecanismos de vampirização e prostituição daquele que foi feito à imagem e semelhança de Deus.
Dois filmes para aprendermos sobre SORDIDEZ, sobre sistemas que em suas raízes e processos (práxis, práticas) negam o cristianismo ensinado no Sermão do Monte; para aprendermos que um outro caminho precisa ser tomado.
Recomendo que você os assista. Como gosto de provocar, são filmes para serem exibidos nas EBDs das igrejas.

Construir a justiça e viver o Sermão não são tarefas fáceis ou redutíveis a maniqueísmos; pelo contrário, são as cargas mais pesadas já dadas, a longa porta estreita que indica que, sim, um outro mundo é possível, mesmo neste rascunho traçado em pus (nosso mundo), mesmo enquanto esperamos pela nossa Pátria Celeste.

Sammis Reachers

domingo, 18 de maio de 2014

POSSO SER UM CRENTE DESIGREJADO?


Izaldil Tavares

Um dos problemas mais complicados nestes dias é o relacionamento social. O homem moderno assumiu, de modo bem pessoal, a direção de sua vida. Passou a viver, isoladamente, em sociedade. Paradoxal? Não. 
Ao próximo se dá o mínimo espaço para interferência, com base naquilo que se chama “privacidade”. O homem dá excessivo valor à “sua” privacidade, esquecendo que a vida não é tão privada assim; mormente em nossos dias, em que as câmeras em todos os lugares acompanham-nos passo a passo. O mundo todo tem conhecimento de nossas vidas!

Esse individualismo maléfico nasceu na idéia de autossuficiência, implantada no coração humano lá no Éden, por ocasião da queda do primeiro casal. Ali, a “serpente” inoculou esse veneno. “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.4-5).
Mas não foi esse o propósito de Deus. Deus não ama o personalismo humano. Ao criar o homem ele fez um convite ao Filho e ao Espírito Santo: “Façamos o homem...” O homem foi feito por um Deus que honrou a cooperação!
Deus permitiu a Adão um período de vida sem a companheira e, provavelmente, o homem sentiu falta de alguém com quem repartisse sua vida sobre a terra. Por isso, Deus disse que não era bom que a sua criatura vivesse só: fez-lhe uma adjutora, uma com quem ele dividisse a vida e as decisões. (Gn 2.18).
Por que as pessoas apreciam tanto a autogestão de suas vidas? Porque foram envenenadas lá no Éden. O homem foi feito para comungar plenamente com a família, com o próximo, com os seus circunstantes. O que passa dessa condição é influência edênica.
A sordidez diabólica nesse âmbito procura afastar o homem da comunicação de seus sucessos ou insucessos; venturas ou desventuras. Mas, promove a comunhão para o mal: malfeitores comungam seus malefícios; unem-se para a desgraça, para o roubo, para o achaque, para a destruição. (Mt 21.38).
Na Antiguidade vê-se que, na maioria das vezes, Deus se dirige a uma nação, a um povo, a um grupo com ideais afins. Quando se dirigiu a um indivíduo, pretendeu beneficiar a todos: A Noé ordenou que entrasse na arca com a família (Gn 7.1) Abraão ouviu uma promessa: ser Pai de muitas nações (Gn 12. 1-3) Os profetas traziam mensagens à população. Em certo sentido, Deus não vê a árvore; vê a floresta. No evangelho de João lê-se que Deus amou o mundo! (Jo 3.16).
Jesus aproximou de si os homens, fazia que multidões o seguissem, formou um colegiado com doze discípulos e, ressurreto, mandou que se “reunissem” em Jerusalém. No dia de Pentecoste, havia uma igreja reunida, com quase cento e vinte pessoas. Conclui-se que reunir-se na igreja é ordem do Senhor: “... ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.47). O Senhor acrescentava-os “à igreja”!
Por que muitos, em nossos dias, formam uma nova categoria de religiosos (eu não disse categorias de cristãos): os desigrejados? Ora, os tais agem assim, porque buscam as suas próprias desculpas, a fim de terem um álibi para as decisões antibíblicas que lhes invadem a alma. É mais fácil vasculhar o coração para achar uma boa desculpa ao próprio “modus vivendi” que contraria a Palavra de Deus, do que buscar o socorro do Altíssimo contra as fraquezas e decepções. É a mesma atitude envenenada de Adão com sua mulher, que preferiram arranjar uma desculpa. “O meu louvor virá de ti na grande congregação; pagarei os meus votos diante dos que o temem” (Sl 22.25). “O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao Senhor” (Sl 26.12).
Meus irmãos, é sabido que não há congregação de pessoas perfeitas: cada um de nós, por si mesmo, comprova isso. Somos falhos. Mas há quem nos aperfeiçoe.
Lembremo-nos de que Jesus é o nosso Pastor. Não há pastor de uma ovelha só! A que está só ele agrega ao redil. Ele deixa as noventa e nove e, amoroso sai em busca daquela que se extraviou na jornada.
Não deixem o inimigo sugerir como voz adocicada que vocês podem servir a Deus de maneira autônoma: esse é o sopro da serpente! 
“Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do concerto eterno tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande Pastor de ovelhas, vos aperfeiçoe em toda boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando Mem vós o que perante ele é agradável, por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13. 20-21).

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Se, em vez de...


Se, em vez de jornalistas bajuladores de um governo corrupto; "baba-ovos" da grande emissora que faz deles o que bem quer; se, em vez de partidos politiqueiros, montados para dar suporte à corrupção sem-vergonha e generalizada; se, em vez de "sindicatos" que são máquinas de fazer dinheiro para garantir a sujeira geral; se, em vez de politiqueiros desavergonhados, que causam náuseas a quem tem bom senso, defensores ferrenhos da imoralidade, da perversidade, existissem mais profissionais, de qualquer área, sérios, defensores do bem como a excelente jornalista Rachel Scheherazade, este país seria outro aos nossos olhos e aos olhos do mundo. Pena que, por ora, aqui, prevalece a imundície. 
Que o SBT saiba conduzir com liberdade e bom senso essa questão e se ponha em defesa do que é claro, sério e honesto.

Izaldil Tavares

terça-feira, 28 de maio de 2013

A igreja brasileira e a mordomia cristã, se é que ainda sabemos o que é isso


Entro na loja gospel da esquina e comprovo: Recursos para capacitação/discipulado/evangelização produzidos não por empresas, mas por entidades denominacionais brasileiras  (ou seja, ligadas a igrejas/denominações e que EM TESE não deveriam objetivar o lucro) são vendidos com toda pompa e circunstância, pelo preço 'de mercado'. Sem traumas. Enquanto isso, nos EUA há tantos recursos gratuitos (muitos produzidos por pequenos ministérios independentes) que você nem sabe o que escolher ou ler primeiro... 
 O tempo passa e não aprendemos. Editoras denominacionais como a CPAD (editora da maior igreja do Brasil, a Assembléia, da qual faço parte) não oferece nada de graça. Uma grande missão de apoio a lideranças (que prefiro não citar o nome) agora oferece cursos online... cursos pagos, e pagos bem caro. 
O que há conosco? Onde nos perdemos em nossa mordomia (missão/dom/obrigação de servir) cristã? Não consegue-se arcar com os custos de produzir algo e disponibilizar de graça para a igreja? Pois então traduza material gratuito americano, inglês, canadense ou em espanhol, e disponibilize!!! Vamos lá, igreja! Podemos acabar com o analfabetismo e semi-analfabetismo teológico, missiológico, em alguns poucos anos. Se eu pudesse, faria isso sistematicamente. Mas não sou tradutor; meus contatos com diversos tradutores tentando sensibilizá-los redundaram em conversas e desconversas, ou seja, em nada. 
 Visite meus blogs Arsenal do Crente e Veredas Missionárias e você encontrará toneladas de recursos gratuitos, alguns deles em português - mas quase sempre produzidos por estrangeiros. Os caras produzem e traduzem em nossa língua, dão-se ao trabalho de fazer O NOSSO TRABALHO. 
A quem honra, honra; vergonha para quem a merece. 
 Quando converteremos nossos bolsos, nosso trabalho para Cristo?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Vergonha alheia...




Já faz algum tempo que tenho vontade de escrever sobre esse assunto, mas não me sentia suficientemente motivado  para depositar aqui estas poucas palavras sobre algo tão incompreendido.

Nasci e cresci num ambiente onde a experiência da fé sempre foi muito importante, porém contundente. Dos dois lados da minha família a religiosidade sempre esteve no meu cotidiano e eu me via entre dois polos constantemente. A família do meu pai sempre foi muito católica. Minha avó paterna era bem engajada nas questões da paróquia católica na pequena cidade onde morava. Quando eu passava minhas férias na casa dela, sempre a via lendo a Bíblia com o terço ao lado, antes de dormir. Meu avô, por parte de mãe, era pastor evangélico. Converteu-se ainda jovem e aceitou o chamado pastoral já depois de casado. Ele visitava as igrejas que pastoreava a cavalo ou de bicicleta porque não tinha dinheiro para comprar um carro. Tempos difíceis aqueles!

O casamento dos meus pais levou um tempo para ser aceito pelas duas famílias. Havia meio que um ar de Montecchio e Capuleto na história deles. A cerimônia foi realizada por um padre e um pastor (meu avô) ao mesmo tempo. Desde muito novinho sempre passeei nos dois ambientes: católico e evangélico sem qualquer problema. Às vezes ouvia tanto um lado como o outro apontarem os motivos da fé que os movia.

Aprendi a respeitar e ouvir pacientemente os pontos de vista que eram diferentes do meu e responder com sinceridade às perguntas que me faziam e fazem sobre a fé que professo. De lá pra cá, sou a terceira geração nesta família protestante (e de pastores)...

Meu avô foi pastor em Anta, uma cidade bem pequena que fica na divisa entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde a briga entre protestantes e católicos era sempre muito acirrada. Em 1960, quando ele chegou nessa cidade, foi até o padre e se apresentou como o novo pastor designado para a cidade. O nível de amizade entre os dois cresceu e chegou a um ponto surpreendente quando o alto-falante da igreja católica queimou e meu avô, contrariando o clima de embate entre as igrejas, emprestou o alto-falante da igreja onde era pastor para o padre anunciar as programações da igreja católica.

Naquela época os alto-falantes eram grandes cornetas, ficavam presos nas torres dos templos e não tinham como ser removidos facilmente. Emprestar o alto-falante significava anunciar a programação da igreja católica com o alto-falante da igreja evangélica, na própria igreja evangélica.

Não preciso dizer que, se naquela época isso já foi muito ousado, imagino que ainda hoje muita gente, dos dois lados, vai mandar alguma pedrada. Mas eu aguento.

Na faculdade de teologia vi esse tipo de pensamento convergente, declarado e explicado de um outro jeito: "quando a gente entra para a igreja evangélica, nos ensinam que os católicos não vão para o céu. É verdade! Muitos católicos não vão para o céu. Mas, por outro lado, é verdade que muitos evangélicos também não vão para o céu." Eu vou além...   Na palavrinha "católicos", sem ofensa, e sem comparação entre as palavras em si, mas só para ampliar o pensamento, eu vou acrescentar: ateus, espíritas, desviados, pagãos, prostitutas, gays e todo tipo de gente que nós (evangélicos) consideramos "pecadores"...

Bem, fiz esse preâmbulo todo para dizer que: dar voz a quem pensa diferente de mim não demonstra que estou em cima do muro ou que mudei de opinião, muito menos que minha fé não esteja firmada na Rocha. Demonstra respeito, vontade de aprender e dar atenção ao outro. Simplesmente ouço todas as coisas, opiniões e maneiras de enxergar a vida, tento me colocar no lugar do outro e absorvo somente aquilo que realmente é bom. O que não é bom deixo pra lá e se, de alguma forma, eu puder contribuir para a outra pessoa crescer e aperfeiçoar sua visão, farei com todo amor e respeito até que ela mesma perceba o equívoco. Desse jeito vou ganhando muitos irmãos de caminhada na fé.

Mas às vezes chega o momento de virar a mesa, como fez Jesus no templo ao expulsar os vendedores e ladrões que se utilizavam da fé do povo para enganar, explorar e enriquecer do ouro do templo. Nem Jesus nem Paulo pegavam leve com os que se diziam religiosos e ofendiam a Deus com sua prepotência, arrogância e autossuficiência ainda que fossem grandes e respeitados líderes religiosos.

Paulo e Jesus davam nomes, sim! Nomes! O que para muitos evangélicos atualmente seria uma afronta pelo que se diz "não toque no ungido" ou "não julgue para não ser julgado". Denunciavam, expunham as feridas da religião, não pela vontade de ganhar exposição, mas por amor ao Evangelho. O verdadeiro Evangelho. Havia grandes líderes que o povo cultuava como representantes e arautos da mensagem de Deus, mas eram apenas lobos em pele de ovelha, raça de víboras e sepulcros caiados. Jesus dizia: "façam o que eles dizem, mas não imitem os seus atos!".

O grande problema hoje é que a maioria do povo está cego, seduzido, entorpecido pela mensagem dos falsos profetas e não consegue discernir este tempo. O evangélico é conhecido hoje muito mais pelo show, pelo mercado, pelo colégio eleitoral, pela força da mídia e da pressão, sem amor e sem reflexão profunda, do que a mudança de vida exigida pelo Evangelho.

Sinto verdadeira vergonha alheia quando vejo um auto proclamado representante evangélico ganhar mídia e projeção muito mais pela polêmica que consegue gerar do que pelo anúncio: "vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados...".

Arrepia-me o fato do povo evangélico e muitos outros simpatizantes defendê-lo e acharem que está se pregando o Evangelho, que o pecado está sendo desmascarado. Pois eu digo que o pecado está sendo desmascarado, sim, muito mais pela "trave" que está no olho do povo evangélico do que pelo cisco no olho de quem está apenas batendo no peito da própria existência, se dizendo um pecador e sem coragem de olhar para o deus (com letra minúscula mesmo) vingativo, negociador e charlatão anunciado nas telas das nossas TVs.

O Jesus da Bíblia não se parece nem um pouco com o Jesus da televisão e dos grandes templos. Só quem está cego e enfadado da religião que se "auto salva" não consegue perceber. Para nossa tristeza e vergonha...

Não se faça de sábio aos seus próprios olhos! No Reino por vir, os últimos, os esquecidos, abandonados, pequeninos e menos proeminentes é que serão os primeiros.


O Deus que se revela aos simples e pequeninos o abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


Confira outros textos de Pablo Massolar
No blog Ovelha Magra (ovelhamagra.com)


terça-feira, 17 de julho de 2012

PROMESSAS MISSIONÁRIAS


Pr. Teófilo Karkle


Enquanto tem pastores brigando com a Constituição Brasileira, nós vamos levantar o Tapete Denominacional, para mostrar o que está em baixo dele, quando o tema é Oferta Missionária. Quantos creem que está marchando certinha a 'maquinaria' chamada Oferta Missionária?

Vamos fazer públicas as Promessas Missionárias Mentirosas e o Desvio das Ofertas das Missões.


Venho com estas palavras dar conhecimento de algo que tem causado muitas tristezas nos corações dos Missionários nestes últimos tempos. Sou alguém que não pode ficar quieto diante de tantas coisas erradas, pois uma coisa errada, não corrigida, é uma ferida aberta supurando.


Estamos, com esta matéria, abordando a causa de todos os Missionários, mas principalmente daqueles que como nós, vivemos pela fé. Graças a Deus pela internet, e bem aventurado o Missionário que tira tempo para escrever e-mail, para contar as bênçãos do Senhor, para publicar testemunhos verdadeiros e maravilhosos. Não é nenhum pecado usar esta mesma ferramenta massiva a fim de levantar o “pão nosso de cada dia” para o seu sustento.


Não está faltando fé para crermos que Deus poderia enviar corvos outra vez, como mandou para Elias.


Pois para escrever Artigos Missionários como este, temos que ter uma fé igual, pois sabemos que há um Muro Denominacional quase intransponível de barreiras, de antagonismo, de contrariedades.

Escrever sobre Missões tem sido uma tarefa nobre para mim neste novo período aqui no Chile, e tenho consciência de que escrevo a um povo abençoado, mas que no meio deles existem alguns líderes onde o fazer Missões é apenas com Lábios Mentirosos, Demagogias Jactanciosas, e com Promessas Falsas que são apenas escusas mal disfarçadas. Prometem e se esquecem. Levantam Ofertas Missionaria e desviam as Ofertas. Pedem para uma nação especifica e o arrecadado fica dentro da mesma igreja local.


Neste ano ademais de buscarmos pela fé Ajuda para o nosso sustento, buscamos também pela internet encontrar pessoas que nos doem Bíblias para nós repassarmos gratuitamente ao povo chileno. A maioria dos pastores não precisam fazer isso, pois tem sua igreja local que os mantém com toda abastança.


Um Missionário tem três vezes mais Fé que um pastor local, pois nós ao abrirmos um local de cultos, começamos verdadeiramente do zero.


Sem membros, sem dizimistas, sem ofertantes, sem nada, mas crendo que Deus nos dará dinheiro para pagar essa luz que estamos queimando, e dinheiro para pagar esse aluguel que estamos ocupando, e quando uma alma se converte celebramos com festa, igual aos anjos no céu, por mais um pecador que se arrepende na terra.  Nem sabendo ainda se essa pessoa será generosa com a sua igreja nova que está iniciando, nem sabemos se vai permanecer, mas cremos nela e em Deus que fará desta pessoa uma benção.


Houve aqui no Chile uma mulher que colocou um aviso de venda em um Diário: Vendo um Rim e um Dedo ao Diabo. Eu escrevi a essa mulher dizendo que Satanás é um mau pagador, aliás, na verdade ele é um ladrão. Não fiquei sabendo se o Diabo comprou ou não. Mas que tem pessoas que chegam a vender ao Diabo sua alma com pouco uso.

Vamos colocar aqui algo para ver se a Mídia propaga essa noticia como se propagam as noticias gospel de Escândalos como em facebook, orkut, e blogs.


Atenção: Pastores, trocamos a nossa Bicicleta pelo teu Carrão. Trocamos nossa cadeira de plástico pelo tua Cadeira Almofadada.


Sem conhecer fisicamente a maioria das pessoas que tem nos doado Bíblias em Espanhol, agradecemos de coração a pastores e igrejas que tem feito isso para a glória de Deus, como uma Pastora de uma igreja Batista lá do Espirito Santo, que doou uma caixa de 24 Bíblias quando na sua Igreja existem apenas duas pessoas, perdão, três com ela.

Houve uma lei no Brasil que regulava os decibéis de cada templo, e as igrejas rapidamente modificaram suas janelas, por vidros fixos redutores de ruído, anti-ruído. Por aí as Igrejas gastaram milhões de Reais, se as igrejas tivessem aplicado esse mesmo dinheiro nas Missões, Deus não teria permitido sabotagem ao seu povo.


Fernando Collor de Mello uma vez confiscou os tesouros das igrejas depositados em cofres, enquanto que os Campos Missionários, não receberam sementes para semear, nem enxadas para limpar, nem arados para desbravar a terra. Pergunta-se: Será que este pecado já foi perdoado por Deus? O pecado não é do presidente mencionado, mas dos pastores que estavam estocando, entesourando, economizando o dinheiro que Deus colocou na sua mão. 


É bom denunciar que tem muitos pastores que fazem arrecadações para as Missões e depois desviam o dinheiro para outros destinos, menos para Missões. Será que esse pecado já foi confessado algum dia? Sentimo-nos bastante mal quando ficamos sabendo que uma oferta foi levantada em nosso nome, para as Bíblias ou para o nosso Sustento e que este dinheiro ficou na igreja local para pagar as contas locais.


Fiquem sabendo, se este Vício não for cortado nas igrejas, se transformará em uma Maldição.

Igrejas que atuam assim fraudulentamente, suas contas sempre serão Atropeladas. Sempre irão Trabalhar no Vermelho, na Escassez.


Quando o tema for Missões e quando a Oferta é Missionária, o assunto é sério. As contribuições Missionárias são como um Termômetro que revela a real vida espiritual da igreja local. Ofertas abundantes em meio de uma situação econômica difícil é o Termômetro em alta. Dinheiro solicitado para Missões e Desviado a outro fim é a temperatura do Termômetro baixíssima. Não é a quantidade que faz subir a temperatura, mas a Sinceridade da Doação.

Temos que ter o poder pastoral sobre a carência local e dizer, esse dinheiro é sagrado, essa oferta é Missionária, tenho que enviar este dinheiro o mais rápido possível, não foi pedido para mim e nem tão pouco para a igreja local, foi pedido para a Obra de Deus no exterior.


O Espírito Santo vai continuar mostrando o Cartão Vermelho, quando for levantado um dinheiro destinado ao Chile, a Angola, ao Camboja, mas gastado no Brasil.


Nenhuma conta, nenhuma emergência, nenhuma enfermidade, nem mesmo um funeral poderia levar o dinheiro que foi solicitado para as Missões, isso é o que diz em Deuteronômio 26 o qual transcrevo abaixo.


"Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os dará ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem; E dirás perante o Senhor teu Deus: Tirei da minha casa as coisas consagradas e as dei também ao levita, e ao estrangeiro, e ao órfão e à viúva, conforme a todos os teus mandamentos que me tens ordenado; não transgredi os teus mandamentos, nem deles me esqueci; Delas não comi no meu luto, nem delas nada tirei quando imundo, nem delas dei para os mortos; obedeci à voz do Senhor meu Deus; conforme a tudo o que me ordenaste, tenho feito. Olha desde a tua santa habitação, desde o céu, e abençoa o teu povo, a Israel, e a terra que nos deste, como juraste a nossos pais, terra que mana leite e mel. Neste dia, o Senhor teu Deus te manda cumprir estes estatutos e juízos; guarda-os pois, e cumpre-os com todo o teu coração e com toda a tua alma." (Deuteronômio 26.12-16)


O que o Diabo quer é envergonhar o nome de Deus quando o tema é Oferta Missionária, e ninguém está livre de ser vitima independente da igreja que for: Assembléia de Deus, Batista, Evangelho Quadrangular e outras.

Várias vezes onde eu me movia no Brasil em busca de ajuda econômica, vi e fiquei sabendo que parte da oferta não foi entregue e houve casos de simplesmente usarem meu nome e ficar por isso mesmo. Tem lugares que te entregam apenas um 20%...


São muitos os que prometem e se esquecem. São muitos os que levantam as ofertas e desviam-nas.


Outra coisa quando pedimos ofertas Missionárias por e-mail, somente pastores pequenos respondem, pois quando os Pastores se sentirem grandes e importantes eles são protegidos e escondidos pelas congregações e pelos administradores dos sites, não colocando seus e-mails, para que ninguém lhes escreva. 

Tem perfis no Facebook que dizem: Pessoa Pública, com mais de 5.000 contatos adicionados ali. Mas de público só tem fama e glória, mas escrever a Missionários e responder cartas missionárias é tempo perdido, não o fazem. Deus espera bem mais de ti, pastor, que não escreves e-mails missionários, não se informa e busca colaborar com a obra dos santos, ou melhor, a própria obra de Deus.


Tem que tirar da sua casa, caixa, consciência e enviar o que pertence ao Senhor Deus das Missões.


Deus me faz escrever estas palavras, com o propósito de que a Obra Missionária passe pelo Portal da Transparência, e para auxiliar e alertar aqueles que estão iniciando em seus esforços missionários, para que não cometam este mesmo crime, não cometam este mesmo pecado, não sejam receptáculos deste tipo de coração liso, hipócrita e mentiroso. 


Não seja um Prometedor barato, fraudulento, pois os que fazem isso por certo não irão para o céu que Jesus prometeu - onde a injustiça não entrará.


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domingo, 15 de janeiro de 2012

O peixe morre pela boca?

O mundo e a fala

Não podemos negar que alguns provérbios são bons, têm virtude e evocam à reflexão construtiva, porém, alguns deles acabam entrando no vocabulário cristão com mais peso do que deveriam.

Há quem afirme categoricamente que o peixe morre pela boca. Podemos concordar em parte. Quando tratamos de casos sobre os falastrões, as pessoas que falam muito, deduzem tudo apressadamente, sem conhecer o alvo dos seus comentários e sem possuir algo importante a dizer.

Provérbios 12.13; 13.3 - "Pela transgressão dos lábios o mau se enlaça, mas o justo sairá da angústia; o que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína".

Tiago 1.26: "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã".

Ensinando sobre o relacionamento interpessoal entre os cristãos, o apóstolo Pedro escreveu: "Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus" - 1ª Pedro 4.11 (ARC). Da boca humana procede bênçãos e também maldições. É necessário manter-se alerta para reverberar somente o que é edificante. Ao nos comunicar não podemos esquecer que o Senhor deve estar em primeiro lugar em tudo, inclusive em nossas comunicações - falada e escrita. Não significa que devemos trocar os diálogos do dia-a-dia por recitações bíblicas. É saber manter-se dentro dos parâmetros da vontade do Senhor ao emitir qualquer descrição ou opinião. Leia: Filipenses 4.8.

O mundo e a visão

Sabemos que o peixe encontra a morte porque morde a isca. Mas penso que morre porque é comandado pelo seu olhar. Ele vê a isca, é dominado e atraído pelo desejo sem freios. Para tal argumento eu me baseio na Bíblia Sagrada:

Tiago 1.12-15: "Bem aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte".

1ª João 2.15: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concuscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente".

O cristão ao nascer de novo continua a passar por muitas dificuldades, tem dentro de si uma queda natural para pecar, mas possui capacidade para livrar-se de todas as tentações porque Deus não permite que enfrente tentação que não possa vencer. Assim como Deus é santo e ao ver o pecado não se interessa por ele, deveria ser todo ser humano renascido no Espírito. Isso é possível quando há dedicação. A consagração cria o hábito da santidade na alma do cristão, sem consagrar-se ele continua escravizado pelo pecado e tropeça nas ciladas destrutivas que surgem na sua vida (Salmo 7.16).

O olhar do amante deste mundo não é apenas a visão natural. É observador, admirador, ganancioso e invejoso. Amar o mundo é ter prazer em experimentar aquilo que está nele; é seguir adiante sem pensar nas consequências negativas, é querer a ponto de haver disposição de cometer loucuras para possuir o que vê.

Muitos religiosos pecam por causa daquilo que vê. Julgam segundo a visão e não através da reta justiça.

Há duas espécies de religiões, a primeira é a pura e a segunda é a corrompida pelo mundo.

A religião pura louva a Deus seguindo o mandamento do amor - Salmo 119.105; Mateus 22.16; Hebreus 12.2.

A religião corrompida cede aos desejos carnais, peca pelas coisas que são visíveis, pois está escravizada pela força da vista - Isaias 58.1-6; Lucas 9.62; Efésios 2.14.

Conclusão

Apesar de gostar do adágio (o peixe morre pela boca), penso que a morte começa pelos olhos, ou seja, a concupiscência dos olhos. Assim sendo, é necessário vigiar em tudo o que vemos neste mundo, dar atenção e ir atrás apenas daquilo que é a vontade de Deus.

O sinal da existência da maturidade cristã é saber controlar-se completamente.

"Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem" - Hebreus 11.1.

E.A.G.

Fonte: Belverede

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ai Que Saudades!


Wilma Rejane

Saudade é um sentimento comum em nossas vidas. Quem algum dia, nunca sentiu saudade?  Cientistas relacionam o fato ao cérebro, por ser ele capaz de imprimir imagens familiares, sons, cheiros... Tudo isto é reunido em uma espécie de “caderno mental”. Estas informações circulam em nossa mente, provocando sensações que chamamos de saudade que é biológica e também emocional. Acontece quando estamos distantes de casa, de pessoas que amamos, quando por algum motivo apenas nos é permitido recordar.

Distante de casa, na  Babilônia, um exilado, entoou  saudoso Salmo em memória de Sião.

"Junto dos rios de Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela penduramos nossas harpas. Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediram uma canção; e os que nos destruíram , que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha? Se eu me esquecer de ti ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza." Sl 137:1-5.

O imigrante não tinha forças sequer para cantar, tamanha era a tristeza provocada pela saudade. As lembranças de Sião estavam “circulando” em sua memória.   Perdi meu pai há oito anos, mas todas as vezes que sinto o cheiro de sua comida preferida, ou vejo minha mãe preparando-a, fico pensativa a lembrar-me de sua alegria e disposição em sentar-se a mesa. Sinto falta de sua presença conosco também nestes momentos.

Nenhuma ciência ainda foi capaz de medir nossas emoções, mas Deus em sua eterna sabedoria nos dotou de vínculos e laços de amor que perduram uma vida, e mesmo quando chega à morte. É quando percebemos intensamente o significado que pessoas têm para nós. É quando chega um tipo de saudade que não pode ser saciada, deixando marcas que somente o tempo é capaz de amenizar.

Chorar de Saudade

E mais uma vez no relato bíblico, Davi nos dá uma demonstração da dor da saudade: “Absalão fugiu, e foi para Gesur; e ali esteve por três anos. Então tinha o rei Davi, saudades de Absalão. E Davi pranteava por seu filho todos aqueles dias” II Sm 13:37-39. Por três anos, o homem segundo o coração de Deus chorou a distância do filho.

Um recente artigo, divulgado pelo jornal CNN aponta que as universidades americanas estão lotadas de jovens saudosos de suas casas e de tudo o mais que deixaram para trás, ao partirem ao encontro do sonho de concluir os estudos e terem uma carreira estável. Os entrevistados descreveram com detalhes as lembranças que circulavam em suas memórias:






Keila Pena - Hernandez : “Lagos ou rios do centro oeste, não se comparam com o mar do caribe, tenho saudades das frutas tropicais e da brisa fresca do mar”. A estudante estava tal qual o exilado na Babilônia, desejando sua terra. Acima Keila na Universidade de Missouri, a família ficou em Porto Rico.


Curando a dor da Saudade


A Palavra de Deus é um alto refúgio em todos os tempos. Ela conforta, dá ânimo e restaura as forças. É através dessa fórmula que missionários e imigrantes cristãos, conseguem superar a dor da distância: “Orações aliviam meu coração dolorido, confio a Deus tudo o que está acontecendo comigo e com meu filho que está distante de mim” Homesik (imigrante).A exemplo de Homesik costumo entregar todos os cuidados a Deus, e   de maneira sobrenatural, Ele envia o refrigério. Imagem à esquerda: Imigrantes reunidos em estudo da Bíblia para superar saudades de casa.


Saudade na Era do Twitter

Vivemos em um mundo repleto de novas tecnologias e é possível uma comunicação rápida e eficaz com todas as partes do globo terrestre. Estes recursos têm possibilitado que familiares curem (em parte) a dor da saudade.  Minha sogra tem 68 anos. Aprendeu  usar Orkut, email , Skype e webcam para se comunicar com filhos e netos que moram em outro estado. É possível vê-la dando boas risadas  nessa interatividade virtual. E pensar que o Rei Davi chorou por três anos a distância de seu filho...

Saudade em Verso

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou. 
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda         

Ao sentir apertar a dor da saudade, lembre-se: você não está sozinho. Neste exato momento em  algum lugar, ou em muitos lugares do planeta, lembranças estão circulando no memória de quem ama.  Mas como tudo na vida, essa dor há de passar.

Deus te abençoe.

Fontes:
Biblia Sagrada
suite101
cnn

domingo, 6 de novembro de 2011

David Botelho - A vergonha de muitas igrejas



Talvez muitos não me entendem, não querem me entender e sei que nunca me entenderão.

Em 1985 eu fui desenganado pelos médicos, isto depois de terem encontrado vários tumores, mas o Senhor resolveu preservar minha vida para um propósito específico.

Sei que muitos oraram por um milagre e o milagre aconteceu, pois ao retirarem estava tudo encapsulado.

Entendo que o que aconteceu foi em resposta as orações.

Creio que isto me levou a ser um inconformista por natureza.

Não quero investir o resto de minha vida em algo bom, mas em algo que leve a glória do Senhor entre as nações, principalmente entre os não alcançados da terra.

Vejo uma notícia super impressionante de que dois anos antes do previsto o Brasil será a sexta economia mundial, pois ultrapassará o PIB da Grã Bretanha até o final deste ano.

Isto está sendo possível devido à crise européia que tem levado muitas economias a decrescerem e ou se estagnarem.

Algo inimaginável de se pensar nos anos 70!

Isso nos traz uma grande responsabilidade como igreja brasileira para com os povos menos alcançados da terra.

Em contraste é triste saber que uma grande denominação brasileira e muito rica, que tem igrejas fortes na região de Campinas, não tem um missionário transcultural.

Ao mesmo tempo o Brasil que tem cerca de 300.000 igrejas, mas cerca de 99% delas não possui um obreiro transcultural e além de que mais de 150 tribos não tem um obreiro evangélico.

Diante de tudo disso eu parafraseio o famoso tele jornalista Boris Casoi.

Isto é uma vergonha....

Sabem que o judeu Boris Casoi não inovador em tal frase, pois está copiando o seu conterrâneo antecessor Paulo que afirmou que eles não conhecem o Evangelho para vergonha nossa.


A Ásia, o continente menos alcançado da terra, conta com cerca de 80% dos povos menos evangelizados do mundo e segundo a última estatística mostra que onde os brasileiros têm enviado menos missionários e conta com aproximadamente 275 obreiros brasileiros. Diante de tudo isso fomos desafiados para enviar em parceria um contigente de 120 obreiros para este continente. Hoje nós contamos com 70 obreiros preparados para irem e como os recebemos com apenas um terço do sustento temos diante de nós um grande desafio que estamos compartilhando com os amigos da Horizontes e de missões.

Cada um deles precisa levantar 40 investidores com apenas R$ 30.00 mensais. (Isto corresponde a dois salários mínimos mensais) para complementar o sustento e se multiplicar por 70 o que se precisa é de 2800 parceiros.

Ao mesmo tempo cada um deles precisa de R$ 18.000,00 (Passagem para a Ásia – R$ 4.500,00; Seguro com direito a repatriamento – R$ 2.000,00; Aluguel da casa por um ano – R$ 2.500,00; Móveis para mobiliar a casa – R$ 2.000,00; Universidade de línguas semestral - R$ 1.500,00; Visto anuidade – R$ 2.000,00; Dois meses adiantados – R$ 3.500,00).

Minha oração é no sentido de que o Senhor desperte os amigos, companheiros, amantes de missões e crentes fiéis que ao receberem esta carta desafio sejam tocados pelo Espírito Santo para ser um parceiro desses que o Senhor tem levantado em resposta as orações. O meu convite é para que você seja o impulsionador de um destes 70 valentes e venha a segurar as cordas dos que se colocaram na brecha.

No amor daquele que nos chamou para levar sua mensagem até os confins da terra.

David Botelho
Missão Horizontes
Bradesco – Agência 1020 Conta 3474-6
uniasia@mhorizontes.org.br

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Nota do Sammis: E você, amado leitor: qual o seu nível de envolvimento ou comprometimento com a prioridade de Deus de alcançar cada povo, língua e nação? E seu pastor, ele entende isso como prioridade? Suas ofertas meu irmão, que direção tem tomado? Elas tem priorizado a Prioridade, ou ido pelo ralo do chover no molhado? Reflitamos sobre nosso empenho, para servir com nosso melhor Aquele a quem teremos de dar conta de tudo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Coisas de homossexual (ismo?)

Ismo = patologia?

Vejo gays e militantes da causa homossexual retificando pessoas em relação ao vocábulo homossexualismo. Segundo o "movimento", o correto seria dizer homossexualidade, porque "ismo" denota uma patologia.

Estranho bastante tal postura. Já pensou se a moda pega? Teríamos que repensar como expressar cristianismo, porque o cristão estaria sendo ofendido também. Cristialidade? E marxismo, marxilialidade? Porque os simpatizantes das ideias de Carl Marx poderiam interpretar que os consideramos doentes. Então, vamos nos acostumar com socialidade, capitalidade, e jogar para o limbo socialismo e capitalismo.

Como pronunciar imperialismo, funcionalismo, cientificismo, ceticismo, subjetivismo, relativismo, pragmatismo, criticismo? E quanto aos simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT)? Continuamos com petismo? Petidade... Que nó cego!

Tudo bem, os homossexuais merecem respeito como cidadãos, mas precisa exagerar a esse ponto?

A criticidade (ou criticismo?) desse artigo é de autoria de outra pessoa, mas me engajo e endosso o conteúdo por inteiro. Achava estranho, via outros estranhando também. E resolvi publicar.

Ismo é um sufixo

Sufixo é um afixo que se une à parte final do radical, transformando-o substancialmente e condicionando-lhe não apenas no sentido, mas também a classe gramatical. A junção de palavras, sufixação, forma substantivos, verbos, adjetivos, advérbios.

Temos:

• sufixo nominal
Eles dão origem a uma palavra derivada, que seja nome, substantivo ou adjetivo: papel + ada; arroz + al; arma + mento.

• sufixo verbal
Tard + ar; entard + ecer.

• sufixo adverbial
Tardia + mente; suave + mente.

• sufixo aumentativo
Grand + alhão; boc + arra.

• sufixo diminutivo

Burr + ico; pequen + ino; chuv + isco.


O sufixo "dade" significa "modo de ser", caracteriza o individuo. Já o "ismo" determina um grupo.

Quando se aplica o sufixo "ismo" as confissões ou grupos está se referindo ao conjunto de crenças ou doutrinas desse determinado grupo, seja no campo da religião (catolicismo, protestantismo, anglicanismo, espiritismo, entre outras), no campo acadêmico (calvinismo, wiclefismo, arminianismo, hildebrandismo, metodismo) entre outros campos (políticos, idéias, filosoficos).

E.A.G.

Consulta: Enciclopédia Ilustrada do Conhecimento Essencial - Reader's Digest - 1ª edição, junho 1998.