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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Livre arbitrio


"Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência."

(Deutenonômio 30.19)


"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." 

(João 14.6)


terça-feira, 24 de agosto de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Um poema de Gióia Júnior - Vem, Doce Morte

*

Vem, Doce Morte

Vem, doce morte, eu sei que não és o mistério
do sem fim, o pavor do escuro cemitério,
não és o vulto mau, a sombra horrenda e esguia
do cutelo fatal e da mão muito fria
cujo afago cruel, implacável, glacial,
causa toda a aflição do momento final...
Pintam-te assim: voraz, a bailar pela estepe
da existência, andrajosa e vestida de crepe,
megera desumana afogada em vinganças,
arrebatando mães e roubando crianças...
E como és diferente!

                                 És um sussurro manso,
um cântico de paz, um hino de descanso.
Vens brilhando, vens clara e majestosa, toda
adornada de luz como a manhã da Boda.
És o encontro, o momento eterno e majestoso
em que a noiva, feliz se aproxima do esposo...
És o dia esperado em que, os filhos da Luz
podem ver, afinal, o rosto de Jesus,
o dia em que Jesus conduz os filhos seus
para a Vida Eternal na Cidade de Deus,
onde não há mais pranto, onde não há mais dor,
onde existe somente a glória do Senhor!

És um caminho bom – o melhor dos caminhos –
macio, leve, azul, sem pedras ou espinhos.
Leva-me pela mão, ó delicada irmã,
ao Jardim multicor da Nova Canaã.
Irei como um menino, alegre, num transporte...
minh’alma te deseja e diz:
                                   “Vem, doce morte!”

Do livro 25 Anos de Gióia Júnior (Editora Betânia)
Via  http://poesiaevanglica.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A poesia de John Denver – Sunshine On My Shoulders (tradução)



Luz do sol em meus ombros me faz feliz
Luz do sol em meus olhos pode me fazer chorar
Luz do sol na água parece tão admirável
Luz do sol quase sempre faz eu me sentir bem

Se tivesse um dia que eu pudesse dar a você
Eu daria um dia como hoje
Se tivesse uma canção que eu pudesse cantar a você
Cantaria uma canção que fizesse se sentir bem

Luz do sol em meus ombros me faz feliz
Luz do sol em meus olhos pode me fazer chorar
Luz do sol na água parece tão admirável
Luz do sol quase sempre faz eu me sentir bem

Se eu tivesse um conto que eu pudesse contar a você
Contaria um conto que com certeza fizesse você sorrir,
Se eu tivesse um desejo que eu pudesse desejar a você
Desejaria que o sol brilhasse todo o tempo

Luz do sol em meus ombros me faz feliz,
Luz do sol em meus olhos pode me fazer chorar,
Luz do sol na água parece tão admirável
Luz do sol quase sempre faz eu me sentir bem

Luz do sol quase o tempo todo, me faz sentir bem
Luz do sol, quase sempre...


__________

John Denver, autor da letra e da música Sunshine On My Shoulders, era cristão presbiteriano. Faleceu em 12 de outubro de 1997 num acidente aéreo. Ele mesmo pilotava um monomotor de sua propriedade. Estava só, sobre as águas do mar em Monterey, Califórnia – USA.

E.A.G.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Viver é obediência


André Filipe, Aefe!

Mt. 25.15 - E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um,

a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

Não é difícil, após uma reflexão honesta e corajosa, chegarmos à conclusão dos deprimidos: melhor é estar morto. Foi mais ou menos isso que Paulo, em Filipenses 1.21, pois morrer para ele era lucro, pois estaria nos braços do Pai, vivendo a eternidade plena e abundante. Mas não era esse o plano de Deus para ele, o plano era outro, havia valor ainda em sua permanência. E Paulo aceitou o desafio, obedeceu, pois viver é obediência. Veja que visão da vida:

“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé, para que a vossa glória cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós.” Filipenses 1.21-24.

Alguns outros personagens bíblicos pediram para que Deus lhes tirasse a vida, mas Deus não atendeu, com Moisés, Jó, etc. Quando Cristo, ressurreto, voltou ao Pai, diante da platéia de varões galileus, episódio descrito em Atos 1, estes tinham um pergunta a Cristo: não era aquela a hora de restaurar o Reino? Não era o tempo da eternidade? Do reino absoluto de Deus, da destruição do mal e do sofrimento? Porque, mestre, vais e nós ficamos?

Não, não era este o tempo, o plano era outro, o plano é que obedeçam e fiquem fazendo de suas vidas um canal da Glória de Deus. Deus não tem só um plano de vida para a eternidade, mas ele tem um plano para cada indivíduo sobre a terra, e de modo especial àqueles que Ele escolheu.

Jesus Cristo propõe uma parábola sobre os que terão direito à eternidade, e esta metáfora diz respeito ao modo como encaramos a vida, e o que esta parábola nos conta é que viver é um empreendimento.

Conhecida como a parábola dos talentos, esta história assemelha-se ao que o empreendedor faz ao banco quando pretende abrir um negócio próprio: ele recebe do banco um valor emprestado e o empreendedor aplicará este dinheiro de modo que prospere. É disso que fala a parábola, é a isso que Jesus compara a vida: ele nos capacita de vida, tempo, recursos, habilidades para sermos instrumentos da sua Glória. É este saldo de glória que depositamos aos pés de Jesus na entrada da eternidade como atestado de nossa eleição e ingresso na Pátria Celeste.

Mesmo que seja melhor estar com Deus, no céu, a vida é uma fábrica de glória, cada palpitar do nosso coração atesta que Deus espera de nós obediência para viver e empreender para a sua Glória.

conheça também: www.imagemesemelhanca.com
e eudiscordodoaefe.blogspot.com

domingo, 19 de julho de 2009

Uma certa estrada...

Vejam esta estrada
Tortuosas veredas que arrastam pensamentos
Nela é tudo ou nada
Vaticínios perdem-se emaranhando momentos

Tecem longas valas
Que sepultam os que nela param absortos pelo destino
Cessam grandes falas
E tornam pálidas as manobras de fuga em desatino

Que complicado fardo?
Sair em busca do tudo e se contentar com o nada
No coração um dardo
Que vai esperar a hora final em que tudo acaba

E todos em luto
Oferecem o simbolismo da amizade que se esvai
A mente em surto
Vendo o veneno atravessar a vida e o corpo cai

Fim do destino cruel
A memória se desfaz naquela mesma estrada
Onde estão mel e fel
Apaziguando a ansiedade da alma cansada

E assim manieta o fim
Tece a história, anula a controvérsia, estende a mão
Pra você e pra mim
É a mesma estrada onde andamos, o mesmo chão

Publicado originalmente em Reflexões Sobre Quase Tudo!