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sábado, 2 de julho de 2011

PL 122/2006 morto e enterrado


Segundo algumas informações ouvidas na Marcha Para Jesus, o PL 122/2006 estava praticamente sepultado. E, nesta sexta-feira, 1º de julho 2011, segundo a informação no site do Senador Magno Malta,  presidente da Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família, o PL 122/2006 foi arquivado pela Senadora e atual Vice-Presidente do Senado Marta Suplicy,  durante um almoço entre os dois em seu gabinete.

Motivo de festa para os cristãos brasileiros? Sim. E de gratidão a Deus.

Derrota de homossexuais brasileiros? Não, de forma alguma. Vejo essa situação como um momento importante, momento democrático dentro de nosso Brasil democrático.

O direito de proteção aos homossexuais nunca foi pauta de resistência entre os cristãos. Este tema importantíssimo havia sido tomado de assalto por um grupo ditatorial que se inseriu entre os gays e se proclamou porta voz deles sem nunca ter sido nomeado por eles. E nesta usurpação reivindicaram interesses próprios como se fosse interesse coletivo.

Parte desse pessoal usurpador, de alguma forma também fez parte da resistência aos generais durante a Ditadura Militar. Mas eles não lutaram objetivando a Democracia, eles queriam impor o regime ditatorial deles. Acabar com uma ditadura e estabelecer outra com eles no poder. É contra este grupo de ditadores que os evangélicos foram e são contrários.

Marta Suplicy no STF

A Senadora é autora do projeto de lei, apresentado em 1995, que pleiteia uma lei viabilizando a união civil entre homossexuais.

A deliberação do Supremo Tribunal Federal (leia: O Supremo, de mal a pior) ocorreu com "lobby" dela, que esteve no gabinete do Ministro Carlos Ayres Britto, e todos os 11 ministros do STF, pressionando para que houvesse atenção ao processo movido pelo governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, processo que pedia vista à situação de casais homoafetivos na questão da união civil aos funcionários públicos cariocas. Na ocasião, parte da Imprensa noticiou que Ayres Britto havia dito que poderia acontecer uma grande surpresa. E a surpresa foi o STF interpretar a Constituição Federal e legislar sobre o termo família, ampliando o pedido de Sergio Cabral não só aos cariocas, mas para todos os estados brasileiros.

Marta Suplicy no Legislativo

Marta Suplicy arquivou o PL122/2006, e junta com a Bancada Evangélica será escrito outro projeto que criminalize a homofobia no Brasil, com a participação amistosa de Magno Malta.

Os cristãos continuam atentos. Julio Severo escreve que a Senadora desabafou sobre as dificuldades em lidar com o PL 122/2006: “Estou tentando fazer um acerto para que não tenhamos tantos opositores ao projeto, mesmo que isso acarrete em algumas mudanças que não são boas. Estamos pensando em como fazer passar o conteúdo do PL 122, sem o número 122”.

Nós cristãos nunca fomos contra os homossexuais, apenas defendemos o direito de livre expressão e fé. Salvaguardado isso, acabou-se os quiproquós.

Que possamos comemorar: viva a Democracia!

E.A.G.

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Nota: A Senadora Marta Suplicy, após esta reunião com lideranças evangélicas emitiu nota à opinião pública negando intenção de arquivar o PL Lei 122/2006. Envolta em críticas da militância gay, em 15 de julho de 2011, foi anunciado um substitutivo ao projeto, cujo nome é Lei Alexandre Ivo, rapaz supostamente assassinado por ser homossexual.

Atualizado em 16 de julho de 2011 16h02.

terça-feira, 26 de abril de 2011

DAS OVELHAS DE TECOA ÀS VACAS DE BASÃ

Inclinam-se diante de qualquer altar com roupas tomadas como penhor. (Amós 2:8).


            Um simples habitante de uma vila chamada Tecoa, que ficava a cerca de 6 Km de Belém, pertencente ao Reino de Judá (reino do sul), ouviu Deus lhe dizer o seguinte: “vai e profetiza ao meu povo de Israel” (Am. 7:15). Amós, esse era o seu nome, teve que deixar sua profissão, criação de gado e colheita de sicômoros, para se tornar profeta no reino do norte, o Reino de Israel. Ele teve que abandonar suas obedientes ovelhas de Tecoa para guiar as teimosas vacas de Basã, as ricas e mimadas senhoras de Samaria, que foram condenadas especificamente por oprimir os necessitados.
            Deus faz o mesmo hoje; isso não é coisa de antigamente. Deus diz a cada um de nós: “vai e profetiza”. Deixar a profissão e a terra natal para profetizar a um povo determinado foi a ordem dada a Amós. É verdade que esse tipo de chamado específico também é feito ainda hoje, mas não é sobre isto que estou discorrendo; mas a respeito do chamado cristão para profetizar. Isso, leitor, estou falando de você mesmo.
            Não, não estou me referindo a prever coisas que ainda não são, embora eu também acredite que isso acontece. Temos uma má compreensão sobre o profetismo, pois o limitamos a adivinhar o futuro. O profeta é um entregador da Palavra de Deus. Amós foi chamado a deixar de colher sicômoros para ir semear os ensinos do SENHOR. O profeta, antes de qualquer coisa, é chamado para lembrar ao povo os aspectos da Aliança que estão sendo negligenciados; aquilo que o nosso Pai quer que façamos e nós estamos deixando de fazer.
Quando o profeta pastor acusa a Israel de inclinar-se diante de qualquer altar usando roupas tomadas como penhor (Am. 2:8), está lembrando dois aspectos da Lei: primeiro, “não terás outros deuses além de mim” (Ex. 20:3); segundo, “se tomarem como garantia [penhor] o manto do seu próximo, devolvam-no até o pôr-do-sol, porque o manto é a única coberta que ele possui para o corpo. Em que mais se deitaria? Quando ele clamar a mim, eu o ouvirei, pois sou misericordioso” (Ex. 22:26-27). Israel nem estava amando a Deus acima de todas as coisas nem estava obedecendo ao “ame cada um o seu próximo como a si mesmo” (Lv. 19:18). Nem todo mundo que luta por justiça está profetizando, mas todo profeta, alguém movido pela Palavra e pelo amor de Deus, deve nos lembrar de que devemos dar a misericórdia que queremos receber, já que, como profetizou Catarina de Sena (1347-1380), “é no próximo que provamos ter amor a Deus”.
            Uma olhada rápida nos escritos proféticos do Antigo Testamento faz saltar aos olhos um pecado muito comum entre o povo de Israel: a opressão ao pobre. E isso não se limita a enriquecer com a pobreza dele, mas também em vê-lo padecer e não ajudá-lo, pois “quem fecha os ouvidos ao clamor dos pobres também clamará e não terá resposta” (Pv. 21:13) e “quem fecha os olhos para não vê-los sofrerá muitas maldições” (Pv. 28:27). Quando essa opressão era acompanhada de aparente piedade, Deus se irritava profundamente. Certa vez, Ele disse: “parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para mim” (Is. 1:13).
            Como Amós, somos chamados a levantar a nossa voz contra a injustiça. Nem todos são chamados para deixar definitivamente as ovelhas de Tecoa, mas todos são chamados para, em algum momento, deixar suas criações de lado e ir ao norte profetizar contra as vacas de Basã. Leitor, saiba que você não pode gastar toda a sua vida colhendo sicômoros, você tem que semear a Palavra de Deus, que matará a injustiça que está crescendo no Jardim do Senhor. Ao invés de uma espiritualidade que torna o próximo distante, Deus quer que “corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene” (Am. 5:24).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vede como exerceis a vossa justiça...


A Bíblia é um tesouro riquíssimo. Cada livro está estruturado de acordo com as tendências de sua época, sem perder a essência e a inspiração. Cada personagem desenvolve um papel único, ao mesmo tempo que interage com os demais. É uma trama na qual não podemos seccionar uma parte e esquecer as outras. Ao contrário dos interpretadores liberais, amor e justiça, por exemplo, são propriedades intercambiáveis ao longo do Livro Sagrado.

Assim é que o texto faz digressões espetaculares, no décimo capítulo do livro do profeta Isaías, para mostrar que a vingança pertence unicamente ao Senhor, conhecedor pleno que é dos fatos ocorridos e suas motivações. É que a Assíria sendo a executora dos juízos divinos contra Israel se ensoberbeceu no exercício deste mandato.

A genética assíria era guerreira, não custa lembrar. Um de seus reis, Salmanazar I, capturara quatorze mil soldados e, para certificar-se que não se rebelariam, furou-lhes os olhos! Assim exerciam tiranamente o governo sobre os povos vencidos. E foi exatamente esta tirania que precedeu a ruína de Nínive. Julgando que uma constelação de deuses os ajudavam, os fortes soldados exageraram na dose, perdendo o senso. Deus prometeu destruir a nação e o fez como conta a história.

O link inevitável com nossos tempos é que por vezes nos pretendemos mais justos do que Deus. Nosso zelo exagerado não nos faz muito diferentes dos radicais islâmicos. Afinal, o que é um radical? Alguém que não sabe pelo que está lutando. Assim perdemos o norte, e somos como cada um daqueles soldados na sua selvageria. Ora em palavras, ora em articulações, ora em descrédito para com nosso próximo, porque hoje as armas são outras, procuramos uma justiça que não está na Palavra de Deus. Ou ainda que autorizados pelo texto sagrado, deveríamoos exercer com amor. É preciso cuidado para não termos a mesma sorte.

Publicado originalmente em Reflexões Sobre Quase Tudo!