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sábado, 9 de abril de 2011

Os deuses da metrópole.



André Filipe, Aefe!
também em: www.imagemesemelhanca.com

Não é novidade ouvir das pessoas que moram em cidades grandes que elas não possuem religião. Por outro lado, os moradores da galáxia urbana não possuem religião em seu discurso, mas a possuem de fato, e fiquei surpreso ao ler um texto de Luis Fernando Veríssimo, no Estadão de janeiro de 2008, em que descreve sua teologia pessoal:
“Invejo quem tem fé, mas não posso deixar de pensar que a minha religião particular, uma espécie de panteísmo urbano (devoção por pastéis de carne e boas livrarias e a crença de que há um deus, sim: o deus do Oboé, que além de ser um instrumento divino, é o que afina todos os outros) é a mais sensata”.
Neste  autoexame irônico, o cronista descreveu de maneira “sublime” a religiosidade do homem moderno, chamado panteísmo urbano.
Se usamos o mesmo dicionário, entendemos por panteísmo a ideia de que deus, ou os deuses, identificam-se com o mundo sem distinguir-se dele, ou ainda, deus é “um ser em linha de continuidade com o mundo*”.
Se no panteísmo das comunidades “da floresta” os deuses eram identificados com animais, plantas, elementos da natureza; na cidade, os deuses são “pastéis”, “boas livrarias” e “instrumentos musicais”. Esta religião mais “sensata” consegue superar a loucura da anterior.
Se Paulo estava abismado com o “coração  insensato” e obscurecido daqueles que adoravam animais e aves, em Romanos 1, que diria ao ver que os deuses caíram 2 níveis nos setores da economia, que fizemos de deus os elementos do setor terciário (produtos e serviços) da sociedade?
Isso acontece em consequência de terem alterado o próprio conceito de deus. Os deuses da cidade são os elementos do cotidiano que dão sentido presente a nossa vida por meio do prazer momentâneo, e por isso há, inclusive, uma hierarquia teológica pessoal, do pastel à boa livraria, abaixo da arte, ou da música, conforme o perfil do religioso.
Numa comunidade antiga, deuses eram aqueles que causavam medo, e com quem negociávamos para livrar-se dos seus infortúnios; no mundo urbanizado, em que os heróis humanos expurgaram seus medos (ou escondem-se deles), sua vida, vazia de qualquer sentido, busca encontrá-lo no cotidiano prazeroso, em seus templos (shoppings, hipermercados, TV por assinatura), com seus ritos (vertir-se bem, comer pipoca, todas às sextas) e com suas oferendas e sacrifícios (trabalhar duro, cartão de crédito, dívidas). Tudo isso porque a única esperança que resta é esta vida, presente, real, palpável e, sobretudo, sofrível. Deste modo, parece-nos sensato mesmo, tal como chegou à mesma conclusão o próprio Salomão, ao observar a vida “debaixo do sol” como total enfado e inutilidade, e que basta que nos deliciemos na vida, pois nada mais nos espera além dela.
Paulo, no entanto, milhares de anos e de páginas depois, com o Mistério revelado através de Jesus Cristo, encontra a resposta à loucura: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” - 1a Co.15.9.
Assim chegamos ao coração do problema: destituído o deus único, com sua verdade absoluta, os metropolitanos caem na mais pura desesperança, e se vêem entregues às suas “paixões desonrosas” ou, em sua maior sensatez, a prazeres cotidianos e (certamente) mais covardes, perpetuando um pouco mais seus dias de “cadáver adiado que procria*”.
Mas ainda é preciso perguntar: não estaríamos nós, ditos crentes, rivalizando com o nosso cristianismo dominical, vivendo este panteísmo urbano no dia-a-dia, tal qual o povo de Judá, de quem foi dito:
“Assim, estas nações temiam o Senhor, mas também suas imagens esculpidas; seus filhos e seus descendentes também fazem até o dia de hoje como fizeram seus pais”  - 2a Reis 17.41.
Ou, do contrário, podemos dizer diante de Deus que em cada ato do dia podemos nos regozijar em Cristo Jesus, e que cada decisão de nossa vida visa a sua Glória?
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*conforme é dito do pensamento de Scheiermacher, na Teologia Sistemática de Berkhof.
*como diria Fernando Pessoa.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Saul e a Pitonisa de En Dor





No livro de I Samuel, cap. 28, encontramos o relato de um decadente rei, chamado Saul, consultando uma pitonisa, na cidade de En Dor, em Israel. O objetivo do encontro era fazer contato com o profeta Samuel, já morto. Esse trecho das Escrituras, é usado, pelos espíritas, para justificar e validar a doutrina. Porém, ao estudarmos, todo o contexto da vida de Saul, descobriremos que sua atitude, foi reprovada por Deus:

"Assim, morreu Saul por causa da trangressão que cometeu contra o Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar e não buscou ao Senhor, que por isso o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jesse" I Crônicas 10:13,14.

Pitonisa: Eram assim chamadas, mulheres que serviam a "Python" (deus da magia e da adivinhação), como sacerdotisas no oráculo de Pythos (Delfos). A primeira pitonisa, surgiu na Grécia, servia em Delfos, devido ao grande número de consultas, a atividade se expandiu. As pitonisas, eram eleitas geralmente entre as mulheres de classe pobre. A nomeação de uma pitonisa, muito se assemelhava a um ritual de possessão. Eram conduzidas ao oráculo dos deuses gregos(Apolo, Marte, Júpiter) e com grandes rodopios, uivos e contorções encerravam o ritual.

Quem era Saul? Saul era um homem que assumiu o reino de Israel por volta de 1.060 ac, ficando no poder por 40 anos. Não foi um rei eleito pela vontade divina, mas por permissão divina e vontade popular. No principio, se mostrou fiel e obstinado, depois se tornou mau, corrupto, invejoso, soberbo e desobediente a Deus. Devido a maldade em seu coração, o Espírito de Deus, se retirou da vida dele. Deus, já não se comunicava com ele"nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas"(I Sm 28:6). "E O Espírito do Senhor se retirou de Saul " I Sm 16:14. Saul, portanto, estava totalmente distante de Deus. Procurar uma pitonisa, foi uma demonstração de que os demônios atuavam e dirigiam sua vida.

Samuel, servo de Deus, apareceu mesmo naquela sessão espírita? Em nenhum momento da narrativa é feita tal afirmação. A pitonisa, invoca o morto. Ao aparecer, "Samuel," saúda Saul, a mulher, grita apavorada. Por que grita a pitonisa? Saul, estava ali disfarçado. No começo de seu reinado, em obediência a Deus, matara pitonisas, cumprindo êxodo 22:18: " A feitiçeira não deixarás viver". A saudação de "Samuel", faz com que ela pense que o objetivo da estada de Saul, ali, era matá-la. "Por que me tens enganado, pois tu mesmo és Saul". Ele a conforta: "Não temas, que é que vês?".

A pitonisa, única a ver "Samuel" descreve: "Vem subindo um homem ancião e está envolto numa capa, Entendendo Saul, que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e prostou-se" (v14). Saul, não viu Samuel. Ele "entendeu que era Samuel". A pitonisa, não viu a Samuel. Viu um ancião envolto a uma capa. Nenhuma característica descrita, é suficiente para confirmar a presença de Samuel naquele local.

Reencarnação do mal : As previsões feitas a Saul, foram de derrota e morte. Ele queria ouvir de Samuel se subiria ou não a guerrear com os filisteus. Entretanto ouviu: "Perderás a guerra, amanhã mesmo morrerás, com todos os filhos e estarás comigo" (v19).
  • Saul, perdeu a guerra.
  • Ele tinha seis filhos. Três morreram na batalha (Jônatas, Abinadabe e Malquisua).
  • Saul cometeu suicidio, se lançando sobre sua própria espada.
  • Jamais, Saul poderia ir para o mesmo lugar onde estaria Samuel.
Resultado das previsões: Para três previsões, um acerto. Quem estava naquela sessão espírita não era Samuel, porque Deus, sobre ele falou: "Nenhuma de todas as suas palavras, deixou cair em terra" I Sm 3:19. O Espírito Santo de Deus, nunca erra: "Deus não é homem para que minta; nem filho do homem para que se arrependa; porventura diria Ele e não o faria? Ou falaria e não confirmaria? Nm 23:19. A mentira, é própria de Satanás:"Ele é o pai da mentira" Jo 8:44.

No livro de Atos, o apóstolo Paulo, expulsa os demônios de uma pitonisa ( 16:18). Não vos enganeis, as práticas ocultas, não pertencem a Deus. Quem as pratica está sobre influência e possessão de demônios, não herdarão o Reino dos céus Ap 22:15. O espiritismo é um engano. O diabo, tem poder de se transfigurar em anjo de luz: " E não é maravilha que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz" I Cor 11:14.

Que Deus, em Cristo, nos abençoe.

Por:Wilma Rejane.

Dicionário Informal: Significado de Pitonisa
Bíblia de Estudo Plenitude, Almeida J.F, Revista e Corrigida SBTB.
via: A Tenda na Rocha

sexta-feira, 6 de março de 2009

Em nome de quem?


Fábio Adiron

“Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não a beijou.” 1 Reis 19 :18


A tecnologia moderna é algo fantástico. Permite que cheguemos a lugares que nem sonhávamos que existissem. Claro, também permite que cheguem a nós coisas que preferiríamos que nem existissem. Como quaisquer outras coisas que não convêm, basta um pouco de bom senso para filtrar o que presta e o que não presta. Através de uma dessas tecnologias, a Internet, que você me lê agora. Assim como pode ler algumas dezenas de bons sites e blogs cristãos (alguns que eu recomendo estão nos links ao lado). Como qualquer outra ferramenta, a Internet não é boa nem ruim. O que pode ser bom ou ruim é o uso que se faz dela.

O problema são as pessoas que, cheias de boas intenções mas, praticamente, sem atenção nenhuma, se aventuraram na rede (é verdade, algumas pessoas também se aventuram em outras missões sem nenhum preparo ou dedicação séria a elas no mundo analógico). Também existem pessoas que acham que sua missão precisa lhes render algum ganho pecuniário, a ponto de apelarem para recursos que chegam a ser mesquinhos.

Um deles é uma ferramenta chamada Google AdSense que funciona da seguinte forma : você abre espaços no seu site ou blog para que o Google veicule pequenos anúncios pagos. Caso alguém clique no anúncio a partir do seu site, o Google repassa para você uma parcela que ele recebeu do anunciante, o que significa alguns poucos centavos por clique.´

Como o Google escolhe os anúncios que vão ser veiculados no seu site ? Um robô lê os textos que você publica e, a partir de palavras que ele encontra, envia os anúncios que usem palavras semelhantes. Claro que o Google faz um filtro dos anúncios, usando os seus próprios critérios (evitam pornografia, incitação à violência ou discriminação, etc), o que não significa que os anúncios realmente vão ter aderência ao assunto do site.

O que poderia acontecer? Se fosse nesse blog, provavelmente apareceriam anúncios de empresas de reforma ou alguém vendendo os gibis do Calvin. Mas não vai acontecer aqui, não escrevo pelos centavos que isso poderia me render.

Outro dia entrei num site de um certo pastor fulano de tal, que usava como título pessoal "servo do Deus altíssimo", mas não altíssimo o suficiente para lhe garantir o sustento e, portanto, não custava nada arrecadar um subsídio com os pequenos anúncios. Acontece que o sujeito resolveu escrever um artigo sobre a idolatria mariana e, como prêmio, sua página exibia logo no cabeçalho um anúncio que vendia produtos para a Novena de Nossa Senhora. O que isso significa ?

Primeiro : que um leitor desavisado não sabe exatamente qual é a posição do pastor que malhava a santa, mas vendia produtos da mesma;

Segundo : que o site gerava negócios para comerciantes de ídolos;

Terceiro (e mais grave a meu ver) : que o pastor recebia dinheiro cuja origem era a venda desses produtos.

No mesmo momento me veio à lembrança os problemas que Paulo, Gaio e Aristarco enfrentaram em Éfeso, porque o ourives Demétrio (escultor de imagens de Diana) achou que seu negócio corria perigo. Esse arriscaram suas vidas em defesa da sua fé. Enquanto que pessoas como o dono do site que menciono, não só não se arrisca como se tornou acionista dos demétrios modernos, de quem recebe dividendos.

Se você usa a rede como instrumento de propagar a sua fé, que Deus permita que você faça isso de uma forma séria e edificante e que proteja do engano os que são Seus.

Fonte: http://adironteologia.blogspot.com/

via http://praxiscrista.blogspot.com/