Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de março de 2025

E-BOOK GRATUITO: Vivendo a Alegria - 200 Citações Selecionadas

 


Alegria.

Imersos num turbilhão de sentimentos e solicitações, bombardeados por informação – muitas vezes tóxica, opressiva, rasa –, feridos por receios e ansiedades,  buscamos alegria, como quem busca, sem saber, a essência da vida. Mas não a alegria passageira, conquistada ao obter uma promoção no trabalho ou comer uma coxinha sem peso na consciência: ansiamos por alegria duradoura, cientes talvez de que o estado alegre é o nosso estado natural, perdido em alguma curva da história individual ou da espécie.

A alegria contagia e precisa ser assim: Somos seres gregários, e a alegria verdadeira passa por compartilhar este sentimento com os demais, numa troca luminosa.

Aqui, reunimos uma inspiradora coleção de citações, coligidas de autores os mais diversos, sobre este tema que é saúde para o corpo e o espírito. E, ao final deste volume, oferecemos uma reflexão sobre a conquista da verdadeira alegria, muralha contra o desespero e o vazio que nos rondam como que dia e noite.

 

Para baixar gratuitamente o seu exemplar, CLIQUE AQUI.


terça-feira, 31 de março de 2020

Das (im)possibilidades processuais da Felicidade



Ser feliz depende não apenas de construir, mas de construir e ACREDITAR numa poderosa ilusão. Como construto de pó, ou de homem (e não é a mesma coisa?), sua durabilidade é variável; a força da felicidade será a força mesma com que ela é crida, contra a realidade e contra o tempo. Não se trata de uma ideia monotemática apenas ( "tenho mais dinheiro que o vizinho e sou feliz", ou "desejo poucas coisas e sou feliz"), trata-se de um grande construto, uma quase "cosmovisão". Uma pequena ilusão amparada em outras, uma ilusão-em/do-processo.


Por que "ilusão"? Porque do lado de cá a Bíblia não promete felicidade a ninguém. O Eclesiastes é quase pornográfico ao esclarecer nossa situação. Dá-se um pouco de sorte, força-se a barra, e principalmente: Iludimo-nos. Mesmo o cristão, que se esquece de que é soldado e serviçal para se pensar príncipe, e ainda "eleito".

Mas não se envergonhe: Nossa sanha por fuga e por acreditar no melhor assegura que somos feitos para a felicidade, e se ela não está aqui neste mundo, ela está em outro, como diria de alguma outra forma C. S. Lewis.
Somos seres-em-processo, ou seres processuais; a Felicidade é o que está ao fim da marcha momentaneamente absurda, na conclusão do processo, na COMPLETAÇÃO.
Felicidade segura ou real só pode advir da eternidade, do invariável, da companhia dEle, e num espaço preparado para tal.


Sammis Reachers

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pobre felicidade



por George Gonsalves

A foto acima é ilustrativa de um conceito moderno de felicidade. Um homem consegue ser um dos primeiros compradores de um smartphone de última geração, destes que serão parafernálias ultrapassadas no verão seguinte. Uma definição atual de bem estar poderia ser expresso assim: “feliz é quem pode comprar”. Ou seja, é a vitória do “ter” sobre o “ser”.   
     Segundo o historiador Georges Minois, o mercado e os Estados procuram levar as pessoas a pensarem que o consumo as fará realizadas: "A finalidade é formar um cidadão feliz o bastante para comprar e convencido de que será ainda mais feliz graças a suas compras".[1] Muitos cristãos embarcaram nessa falácia, a ponto de existir até uma “teologia” da prosperidade. Haveria uma mudança apenas sobre o meio de se receber os bens. No caso do crente, Deus seria o “canal” para o recebimento de bençãos materiais. O fim é o mesmo.  
      Não pretendo aqui fazer um protesto contra a sociedade de consumo, embora há críticas importantes a se fazer a ela: individualismo, superficialismo, materialismo, etc. Também não quero negar que Deus abençoe materialmente seus servos, embora precisemos saber que somos mordomos, e não donos do que recebemos. O que quero enfatizar é que o Senhor pode nos alegrar mais com Sua presença do que com coisas materiais. Nenhum pai idôneo gostaria que seu filho preferisse ganhar brinquedos a estar consigo. Nosso clamor deveria ser o do salmista: “Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente” (Salmo 16:2), ou ainda o de Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta” (João 14:8).      
    O que buscamos para sermos felizes? O que tem mais nos alegrado ultimamente? Estamos satisfeitos com Deus, independentemente de nossa conta bancária? Ele nos basta? O que pedimos mais a Ele? Nossos maiores sonhos são de consumo? Estas são perguntas que podem ser constrangedoras para muitos.
Na verdade, tendo a Deus Todo-poderoso como pai, corremos o risco de nos conformamos com pouco, apenas com aquilo que o mundo pode dar. Mais do que nunca me parece atual a reflexão de C.S. Lewis feita há mais de cinquenta anos: "se analisarmos as audaciosas promessas de galardão e a natureza surpreendente das recompensas prometidas nos Evangelhos, pareceria que Nosso Senhor considera nossos desejos não muito fortes, mas muito fracos, isto sim. Somos criaturas sem entusiasmo, brincando feito bobos e inconsequentes com bebida, sexo e ambições, quando o que se nos oferece é a alegria infinita."[2]

Publicado originalmente no blog Graça e Saber.


[1] A Idade de Ouro - História da busca da felicidade. São Paulo: Ed. Unesp. 2011 p. 406.
[2] O peso de glória. São Paulo: Ed. Vida. 2008, p. 30