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quarta-feira, 17 de abril de 2024

10 Frases sobre a Fé - Sammis Reachers

 



A fé é um salto no escuro, que pega impulso no escuro, que mira adiante, no escuro – para alcançar além do escuro.

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A fé é fundamentalmente uma modalidade de combate. Uma forma de bater-se, de golpear, seja em plena luz, seja (e quase sempre vai ser assim) nos muitos níveis da escuridão, pelos quais temos que atravessar. A passividade do ato de fé, o 'sentar-se e esperar em Deus' é uma ilusão: ter fé é guerrear. É agir sabendo que Deus é a ponta-de-lança - o que na frente vai, rasgando caminhos - e a rija retaguarda. Somos combatentes: não é senão por isso que Deus já nos disponibilizou uma valorosa indumentária, uma perfeita ARMADURA (Ef 6.13-17).

  ***

Depositar esperança no menor e mais impotente dos homens, assim como estender a mão aos piores e mais perversos, é caritativamente exercitar e explicitar seja aos homens, seja ao céu ou ao inferno, a fé que move montanhas.

  ***

A fé não atenta contra a razão. Pelo contrário: A verdadeira fé usa a razão como um cavalo. Num jogo de senhor e servo? Não, mas num jogo de centauro.

  ***

Abertamente ou em secreto, todos somos circundados por tantas dúvidas que, se formos parar para duvidar, não faremos outra coisa.

***

O que Deus espera e a vida requer é que você a pegue, a essa tão pequenina fé que possui, e a levante sobre si, como um farol e uma bandeira. E siga adiante, um dia depois do outro.

***

E quando fazer o que é certo implica em infelicidade duradoura? E quando a cruz é banhada em chumbo, o que me diz, amigo-da-cruz-de-papel? Nem se quisesse teria o que dizer, insofrido amigo. Independente de quem seja, dos anos de magistério eclesiástico. Não teria como saber como é estar como Abraão ao pé do monte, pegando pela mão a Isaque para sacrificá-lo, imerso na própria substância do absurdo... Como Kierkegaard, o pai de dois séculos, esclareceu em Temor e Tremor: a fé é um salto para dentro do absurdo. Um voo sem escalas, objetivando, ao projetar-se sobre o absurdo, alcançar o Deus-que-transcende.

 ***

A Fé cura o doente, o Amor cura a doença. A Esperança arregimenta seus irmãos.

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A Coragem diz "vá".

A Fé diz "vamos".

Com Fé você nunca vai sozinho.

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Uma fé veraz coordena todos os demais sentimentos. É a serviçal – logo, a capitã – da casa.


Sammis Reachers


sábado, 16 de março de 2024

KIERKEGAARD: 21 citações sobre a FÉ

 


1.               A fé é a mais elevada paixão de todos os homens.

 

2.               A fé é a paixão pelo possível e a esperança é a companheira inseparável da fé.

 

3.               Fé significa precisamente a inquietude profunda, forte, bem-aventurada, que impulsiona o crente, para que ele não possa aquietar-se neste mundo, de modo que se ele se aquietou completamente também cessou de ser um crente; pois um crente não pode assentar-se calmamente, tal como a gente se assenta com o cajado na mão, um crente caminha adiante.

 

4.               A fé enxerga melhor no escuro.

 

5.               A fé é um absurdo. Seu objeto é extremamente improvável, irracional e para além do alcance de qualquer argumento… Suponhamos que alguém decida que quer adquirir fé. Acompanhemos essa comédia. Ele quer ter fé, mas ao mesmo tempo também quer ter a certeza de que está dando o passo certo – então empreende um exame objetivo da probabilidade de estar certo. E o que acontece? Por meio desse exame objetivo da probabilidade, o absurdo torna-se algo diferente: torna-se provável, cada vez mais provável, extremamente provável, absolutamente provável. Agora essa pessoa está pronta para acreditar e diz a si mesma que não acredita da mesma maneira que os homens comuns, como sapateiros ou alfaiates, mas apenas depois de ter pensado toda a questão de forma adequada e compreendido sua probabilidade. Agora está pronta para acreditar. Mas vejam, nesse exato momento torna-se impossível para ela acreditar. Algo que é quase provável, possível ou extrema e absolutamente provável é algo que a pessoa pode quase conhecer, praticamente conhecer ou bem aproximadamente conhecer – mas é impossível crer. Pois o absurdo é objeto de fé e o único objeto que pode ser crível.

 

6.               A fé não resulta da investigação científica; não tem de todo uma origem direta. Pelo contrário, nesta objetividade há a tendência para perder o interesse pessoal infinito pela paixão que é a condição da fé, o ubique et musquam [lat.: por toda parte e em nenhum lugar] no qual a fé pode brotar.

 

7.               A incerteza objetiva, sustentada na apropriação da mais apaixonada interioridade é a verdade, a mais alta verdade que há para um existente. Lá onde o caminho se desvia (e onde é esse ponto não se pode estabelecer objetivamente, pois ele é, precisamente, a subjetividade), o saber objetivo é suspenso. Objetivamente ele tem, então, apenas incerteza, mas é exatamente isso que tensiona a infinita paixão da interioridade, e a verdade é justamente a ousada aventura de escolher, com a paixão da infinitude, o que é objetivamente incerto. Observo a natureza a fim de encontrar Deus e, de fato, vejo onipotência e sabedoria, mas vejo também muita outra coisa que preocupa e perturba. A summa summarum [lat.: soma total] disso é a incerteza objetiva, mas precisamente por isso a interioridade é tão grande, porque a interioridade abrange a incerteza objetiva com toda paixão da infinitude.

 

8.               Sem risco não há fé. Fé é justamente a contradição entre paixão infinita da interioridade e a incerteza objetiva. Se eu posso apreender objetivamente Deus, então eu não creio; mas, justamente porque eu não posso fazê-lo, por isso tenho de crer; e se quero manter-me na fé, tenho de constantemente cuidar de preservar na incerteza objetiva, de modo que, na incerteza objetiva, eu estou sobre “70.000 braças de água”, e contudo creio.

 

9.               Com efeito, a fé tem duas tarefas: vigiar e descobrir a cada momento a improbabilidade, o paradoxo, para então, com a paixão da interioridade, permanecer firme. […] Onde o entendimento desespera, lá a fé já está presente, a fim de tornar o desespero bem decisivo, para que o movimento da fé não se torne uma transação dentro da esfera de negociações do entendimento.

 

10.          O cristianismo ensina que tudo o que é essencialmente cristão depende somente da fé; quer, portanto, ser precisamente uma ignorância socrática e com temor de Deus que por meio da ignorância guarda a fé contra a especulação, vigiando para que o abismo da diferença qualitativa entre Deus e o homem possa ser mantido como é no paradoxo e na fé, a fim de que Deus e o homem, ainda mais terrivelmente do que nunca no paganismo, não se transformem de algum modo, philosphicepoetice [filosoficamente, poeticamente], numa unidade — no sistema.

 

11.          Tenho que confessar que jamais encontrei, no curso de minhas observações, um só exemplar autêntico do cavaleiro da fé, sem com isso negar que talvez um homem em cada dois o seja...

 

12.          Não é permitido a ninguém fazer acreditar aos outros que a fé tem pouca importância ou que é coisa fácil, quando é, pelo contrário, a maior e a mais penosa de todas as coisas.

 

13.          O verdadeiro cavaleiro da fé é uma testemunha, nunca um mestre.

 

14.          Enquanto que até agora a fé teve na incerteza um pedagogo proveitoso, ela deveria ter seu maior inimigo na certeza. De fato, se se exclui a paixão, a fé deixa de existir, e certeza e paixão não se atrelam juntas.

 

15.          Para quem serve a demonstração? A fé não precisa dela, pode até mesmo considerá-la sua inimiga. Ao contrário, quando a fé começa a se envergonhar de si mesma; quando, como uma amante que não se contenta com amar, mas que no fundo se envergonha de seu amado e por isso precisa provar que ele é algo de notável; portanto, quando a fé começa a perder a paixão; portanto, quando a fé começa a deixar de ser fé, aí a demonstração se torna necessária para que se possa desfrutar da consideração burguesa da descrença.

 

16.          Pobre, incompreendida, maior de todas as paixões: fé.


17.  O engenhoso pagão disse: Dá-me um ponto lá fora e eu moverei a terra; o nobre disse: Dá-me um grande pensamento; oh, a primeira coisa não se deixa fazer, e a segunda não adianta o bastante. Só há uma única coisa que pode ajudar, mas esta não pode ser dada por um outro alguém: crê, e transportarás montanhas!


18.               Não existe a obediência fora do sofrimento, a fé não existe fora da obediência, a eternidade não existe fora da fé. No sofrimento a obediência é obediência, na obediência a fé é fé, na fé a eternidade é eternidade.


19.               As tarefas, tanto da fé quanto da esperança, e do amor e da paciência e da humildade e da obediência, em suma, todas as tarefas humanas repousam sobre a certeza eterna, na qual têm paradeiro e aprovação, de que Deus é amor.


20.               Fé e dúvida não são dois tipos de conhecimento: são paixões opostas.


21.               O engenhoso pagão disse: Dá-me um ponto lá fora e eu moverei a terra; o nobre disse: Dá-me um grande pensamento; oh, a primeira coisa não se deixa fazer, e a segunda não adianta o bastante. Só há uma única coisa que pode ajudar, mas esta não pode ser dada por um outro alguém: crê, e transportarás montanhas!


Frases extraídas do e-book gratuito 150 Frases de Soren Kierkegaard.

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

1000 Citações sobre Amor, Esperança e Fé em e-book gratuito

 

Amor (ou caridade), Esperança e : As três principais virtudes cristãs, conforme arroladas pelo apóstolo Paulo no décimo terceiro capítulo da Primeira Carta aos Coríntios, um dos ou talvez mesmo o mais belo capítulo de todo o Novo Testamento. Os católicos chamam-nas de virtudes teologais, que seriam infundidas por Deus no homem, e cuja ação é complementada pelas virtudes cardinais (prudência, justiça, fortaleza e temperança).

Nesta breve seleta, reunimos nada menos que mil (e cem) citações. São textos notadamente de autores cristãos (reformados, católicos e de outras vertentes), mas não somente; autores de outras confissões religiosas aqui comparecem, e mesmo agnósticos e livres pensadores os mais diversos, contribuindo para o entendimento e a reflexão plurais sobre tais temas de infindável profundidade. Assim, mesmo focado na seara cristã, esta pequena antologia é de valia para todo tipo de leitor, todo aquele que tem sua atenção capturada pelo mundo das ideias.

Este livro é uma edição revista e ampliada do e-book “Amor, Esperança e Fé – Uma antologia de citações”, publicado em 2017, e que reunia em torno de 750 citações sobre as três virtudes. Além do acréscimo em citações, aqui inserimos uma nova seção, “As Três Virtudes”, reunindo citações que falem ao mesmo tempo sobre as três, ou ao menos duas delas. O referido e-book foi uma publicação que surgiu no rastro de comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante.

“Bem, as virtudes teologais: o que tem isso a ver com a Reforma?”, perguntará o leitor mais desatento. E que foi a Reforma, senão um retorno ou esforço de retorno aos fundamentos da fé cristã uma vez perdidos ou obnubilados? Anseio desesperado de tornar às bases e raízes que foram amortecidas ou banidas em troca de conceitos débeis e prostituídos? Se assim entendermos, percebemos que nada há de mais basilar em nossa crença do que o consórcio destas três virtudes capitais. São elas que garantem a simplicidade revolucionária da mensagem dAquele que por todos se ofereceu na cruz.

Que esta pequena seleta seja de proveitosa e edificante leitura a você, amigo leitor. Mais do que um livro a ser lido, nosso esforço foi para tornar este volume um livro a ser revisitado enquanto durar nossa peregrinação terrena.

E agora, além da versão em e-book, gratuita, atendemos a um pedido de muitos e disponibilizamos uma versão impressa, à venda no site da Editora UICLAP.


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terça-feira, 1 de junho de 2021

A CURA DA ANGÚSTIA NO CONHECIMENTO DE TUDO



A CURA DA ANGÚSTIA NO CONHECIMENTO DE TUDO

Há uma angústia primal, mãe ou madrasta da filosofia: Vivenciamos o mistério da vida, mas entendemos, amargamente, que ele não é para nós, e que apenas dele fazemos parte, apenas o bordejamos em nossa rápida apresentação ou passagem. Somos personagens numa hipernarrativa. Por isso o desejo expresso por muitas crenças, bem como pelo cristianismo, de nos reunirmos um dia ao Criador da narrativa.

A Bíblia diz, em 1 Coríntios 13, que “hoje vemos [a Deus e a todas as coisas] num espelho, como por enigmas; mas então [quando a Ele nos reunirmos] veremos [a Deus e a todas as coisas] face a face; hoje conheço em parte [a Deus e a todas as coisas], mas então [quando da re-união] conhecerei como sou conhecido [conhecido por Deus, aquele que teceu o palco e estabeleceu cada linha narrativa]. A teologia não costuma falar sobre isso, mas a Bíblia afirma que teremos o conhecimento total. Como seres sencientes, de vidas e sociedades construídas sobre o saber, essa é a maior promessa a nós dispensada, depois da salvação-para-a-eternidade de nossas almas.

Manquejamos como míopes, feridos que fomos e somos em nossa própria liberdade; mas, mesmo trôpegos, amparados no personagem central da hipernarrativa, Cristo Jesus, rumamos a um destino glorioso, onde todos os porquês se tornarão amém.

Esse mesmo 1 Coríntios 13, nada mais nada menos que o mais belo de todos os capítulos bíblicos, arremata com as chaves-mestras para que cumpramos nosso trecho da narrativa, e saibamos – aqui e agora – qual o seu tema inicial e final, seu leit motiv, a razão axial que sustenta todo o edifício de tudo: O amor.

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.”

Sammis Reachers


sábado, 21 de outubro de 2017

Buscando a direção de Deus - O fruto do trabalho de George Washington Carver


O fruto do trabalho de George Washington Carver

Infinitas plantações de algodão haviam sugado os nutrientes do solo sulista. Os fazendeiros pós-guerra civil enfrentaram uma terra arrasada e uma plantação devastada. George Washington Carver, um professor no Instituto Tuskegee do Alabama, ofereceu uma solução. Mudar a cultura e restaurar nitrogênio e fertilizante ao solo. Cultivar batata-doce, feijão-de-corda, soja e, acima de tudo, amendoim. Mas Carver não conseguiu convencer os fazendeiros.
Foi necessário que casulos de besouros o fizessem.
Saindo do México, eles se deslocaram em enxame, através do Texas, e entraram na Louisiana e no Mississipi. Por volta de ') 1915, o inseto consumidor de algodão havia atingido o Alabama. Carver viu a praga como uma oportunidade. "Queimem o seu algodão infestado", ele declarou, "e plantem amendoim."
Mas quem os compraria?
Uma viúva idosa bateu à porta de Carver. Depois de plantar e colher o amendoim, tinha centenas de quilos sobrando. Ela não estava sozinha. Carver descobriu celeiros e armazéns abarrotados, de amendoim. Estava estragando nos campos por falta de um mercado.
Anos depois ele se lembrou de como se retirou para o seu lugar favorito na mata; buscando a sabedoria de Deus.
— Ó, Deus, por que fizeste este universo? — ele exclamou. — Você quer saber demais para esta sua mente pequena. Pergunte-me algo que seja do seu tamanho — o Criador respondeu. Então eu disse: — Querido Senhor, diga-me, o homem foi feito para quê? — Homenzinho, você ainda está pedindo mais do que pode controlar. Abrevie a extensão do seu pedido e melhore o intento. Então, fiz a minha última pergunta: — Senhor, por que fizeste o amendoim? — Assim está melhor — respondeu. E me deu um punhado de amendoins e voltou comigo para o laboratório, e juntos nos pusemos a trabalhar.'
Trabalhando dia e noite, Carver despedaçou o amendoim e libertou a química mágica que transformaria o prejuízo em lucro. Em menos de cinco anos, a produção de amendoins transformou o seu território do Alabama em uma das áreas mais ricas do Estado. Durante toda a sua vida, Carver extraiu mais de trezentos produtos do amendoim.
Esta parte fala sobre você encontrar o seu amendoim — a tarefa feita sob medida que honra a Deus, ajuda os outros e emociona você.

- Max Lucado em “Quebrando a Rotina” Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp. 21-22.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

KIERKEGAARD e a pedagogia do Desespero no eu humano


por Júnior Fernandes[1]


[...] se a tua vida foi ou não de desespero e, se, desesperado, tu ignoravas sê-lo, ou soterravas em ti esse desespero, como um segredo angustioso, [...] que pode então importar o resto! Vitórias ou derrotas, para ti tudo está perdido, a eternidade não te dá como seu, ela não te conheceu ou, pior ainda, identificando-te, amarra-te ao teu eu, o teu eu de desespero!
Kierkegaard, O Desespero Humano



            “Algum dia, não somente os meus escritos, mas até a minha vida e todo complicado segredo do seu mecanismo serão minuciosamente estudados”. Isso foi o que Kierkegaard previu para posteridade. Em vida foi um pensador esquecido, a filosofia hegeliana ofuscava qualquer brilho que cintilasse de um filosofar existencial. Hegel era moda à época. Não havia espaço para preocupações existenciais; assim, Sören Aabye Kierkegaard foi um filósofo solitário e esquecido de todos. Para fazer valer sua previsão, financiou seu próprio pensamento com a herança que o pai lhe deixara. Sua Obra compreende uma diversidade de escritos que permeiam o labirinto da alma humana: angústia, desespero, fé, pecado, singularidade são alguns dos temas da verve kierkegaardiana. Como nos diz France Farago, “sua obra é uma obra de iniciação à vida, aos caminhos que se deve percorrer no tempo para encontrar o que ela esconde de eternidade.”[2] Dado esse multifário temático, tentaremos abordar aqui o ser no mundo, marcado pelo desespero – a doença mortal, no dizer de Kierkegaard.

            Para o filósofo dinamarquês, a existência é como que uma escada, onde no primeiro degrau temos a fase estética; no segundo, a fase ética; no último, a religiosa. São os estágios existenciais, onde o existente pode ou não galgar o degrau superior. Segundo Kierkegaard, o desespero acompanha o homem em toda sua vida, isto é, em qualquer estágio em que ele se encontre; basta-lhe ser consciente de que é um indivíduo, um ser existente no mundo. No entanto, no estágio religioso, há uma possibilidade de cura para essa doença mortal. “O homem em estado de desespero, verifica que se desespera não de fatos contingentes, mas de si mesmo. O desespero kierkegaardiano constituiria, portanto, o fato de o indivíduo ver-se confrontado com a vacuidade, o vazio, que não pode ser preenchido pelos prazeres estéticos, nem pelas obrigações éticas.”[3]

            No estágio estético, o indivíduo vive apenas o instante, ou seja, aquilo que traga prazeres imediatos. Aqui, ele busca incessantemente fugir do tédio, do nada e, consequentemente, do vazio da vida.  Entretanto, quando tais prazeres se acabam – ei-lo em desespero. Este, na verdade, já estava presente em seu ser, só aguardava o momento de ressurgir e agravar os seus sintomas. Entretanto, quando a crise passa e o desespero mitiga em estado letárgico, volta o indivíduo, noutro instante, a viver – para usar uma tipificação kierkegaardiana – como um Don Juan; mal sabe ele que “em cada instante que desesperamos apanhamos o desespero”[4]. É uma “bola de neve”.

            Naturalmente um desesperado desse naipe vive especulando as situações mais prazenteiras; seu mundo de conveniências, apenas contribui para o não conhecimento de si; assim, vive em um constante escapismo dos sofrimentos que a vida lhe apresenta.
           
            “À medida que o homem – diz Leda Hume – vai se desencantando de suas ilusões, próprias ao mundo dos sentidos, ele vai adquirindo mais consciência da existência nas suas profundas contradições. Mas nem sempre isso significa libertação.”[5] Ao adquirir consciência, esta lhe faz notar a sua situação no mundo e a resultante disso será o possível aumento do desespero; assim, “a intensidade de desespero aumenta com a consciência”[6], ou seja, a consciência é o termômetro dessa febre mortal.

            O estágio estético precede o ético, sendo este um degrau superior em relação àquele. Para Kierkegaard, um dos sinais do estágio ético é o matrimônio. O casamento qualifica o indivíduo como ser responsável, aparentemente dotado de certa responsabilidade. Apesar disso, Kierkegaard não se casou. Viveu, como dissemos antes, solitariamente. O matrimônio é a noção do viver ético. Assim, o homem ético “tem, por exemplo, uma profissão sólida [...] e mantém um casamento; ele se realiza, portanto, na responsabilidade dos compromissos escolhidos [...]”[7]. Esse momento é evidenciado com mais intensidade na obra Temor e Tremor, que analisa a questão ética sob o prisma paradoxal da obediência-morte versus desobediência-vida; neste livro, Kierkegaard põe em apreço a fidelidade do patriarca Abraão, quando este recebe de Deus a ordem para executar, em Morija, seu filho Isaac. Claro que Abraão foi tomado pelo desespero, ao decidir pelo sacrifico: “quando se voltou para puxar a faca, viu Isaac que a mão esquerda do pai se crispava de desespero [...]”[8]. No entanto, Abraão vale-se da fé para transpor as divisas da ética e galgar o degrau do estágio religioso.

            Assim, em Temor e Tremor, Kierkegaard analisa através da esfera religiosa o problema da fé, onde o patriarca bíblico é confirmado como homem-modelo; visto que, mesmo diante da possibilidade aparente de destruir a semente de sua prole, prefere obedecer a Deus. Abraão a princípio não sabia o intuito de Deus: pô-lo à prova. No entanto, preocupou-se em obedecê-Lo, pois cria que, em meio ao paradoxo, Deus cumpriria a promessa que o faria pai de uma grande nação.
           
            Abraão, como vimos, escolhe o paradoxo, ou seja, supera o estágio ético da vida quando opta por obedecer a Deus sacrificando Isaac, seu filho. Aqui o desespero serviu para fazê-lo sentir que existia no mundo; a fé, porém, o remete para o face a face com Deus – a existência sublime.

            No plano teológico o patriarca não pecou, pois preferiu a obediência. No ético, porém, se houvesse a consumação do sacrifício, sobre Abraão descansaria o estigma de um criminoso. Certamente, isso seria para os céticos, passagem predileta das Escrituras para condenar o ato abrâmico. Todavia, a hipótese ética, nesse sentido, está fora de cogitação. Desse modo, ao obedecer, Abraão supera o plano ético da vida para, através da fé, “cair nos braços de Deus”.
           
O estágio religioso, evidenciado pela fé e o absurdo, denota o lado autêntico da existência; e esse existir verdadeiro é acentuado intimamente pela noção do pecado. Assim, a existência autêntica para Kierkegaard é a do cristão. Existir é viver para Deus; por isso, quanto mais consciente da ideia de Deus, mais o eu concretiza-se e torna-se infinito. Nesse estágio, o que leva o indivíduo ao desespero é a sua percepção do pecado. Esta noção de pecado é a consciência do próprio temor que este eu-teológico tem de pecar. É por isso que Kierkegaard diz que “o desespero é o primeiro elemento da fé”[9], e esta aponta para Deus como alívio dessa perturbação do espírito; no entanto o homem agora desespera por estar consciente de um eu perpassado pelo pecado.

            Devemos enfatizar e alertar que Kierkegaard é um pensador religioso. Acima de tudo defensor de um cristianismo puro e autêntico. Ele é considerado por alguns um Santo Agostinho contemporâneo. Entretanto, esse cristianismo que nosso filósofo defende não é aquele apresentado pela Igreja dinamarquesa de seu tempo, com quem rompeu e polemizou. Nem tampouco, esse que é pintado hoje, na forma de exploração mercantilista da fé. Com efeito, quantas seitas, movimentos secretos de tendência proselitista, religiões “cristãs” ou não, ao perceberem as pessoas sem esperanças, tomadas pelo desespero, apresentam e negociam seus “pacotes” de salvação? O cristianismo do filósofo do desespero é outro.

            Numa concepção kierkegaardiana, “‘tornar-se cristão’ outra coisa não é senão assumir a tarefa de apropriação existencial, vivida, daquilo que Cristo queria dizer já durante sua vida, quando se queixava de não ser compreendido [...]”[10]. Ou como cita Hohlenberg  uma passagem em que o próprio Kierkegaard refere-se a uma entrega total a Cristo: “Está lançada a sorte – atravessei o Rubicão. Certamente este caminho me levará à luta, mas não renunciarei. [...] Quero correr pelo caminho que encontrei e gritar a todos aqueles que encontrar: Não olhe para trás, como a mulher de Lot, mas lembrar-se de que estamos subindo uma ladeira”[11]. É assim o cristianismo kierkegaardiano: um salto de fé, uma paixão pelo paradoxo absurdo.
           
            Assim, o cristianismo autêntico requer um salto, como aquele que Abraão deu e fez com que o seu eu tornar-se “elevado a uma altitude, a uma potência superior.”[12] Eis o irracionalismo kierkegaardiano: o salto de fé.

            Com efeito, parecer-nos-á irracional, por exemplo, pularmos do último andar de um edifício em chamas, quando a razão nos aponta uma possibilidade de escape por meio de uma engenhosidade humana, mesmo que lá embaixo estejam nossos pais a clamar: “salte meu filho!” No entanto, se é uma criança que está no andar em chamas, basta somente que a mãe diga: “salte meu filho, nos meus braços, e estarás a salvo!” Logo a criança salta. Viver autenticamente em Cristo, portanto, é uma entrega total, um salto de fé para estar Nele.
           
            Em Kierkegaard, a fé, portanto, é o elemento que nos remete a Deus. Por meio dela a consciência do eu fervoroso eleva-se ao conhecimento de Cristo. Desse modo, o salto de fé transpõe o abismo da razão e do pecado, e conduz a Deus.

            Deduz-se que a existência autêntica é aquela que nos eleva a Deus pela fé em seu filho. Esta certeza não permite ser demonstrada em uma fórmula, ou no raio de uma lente microscópica, pois a fé prescinde toda probabilidade factual. Ela, pois, derrete o gelo da razão.

            Talvez tenha sido isso que levou Wittgenstein a dizer que “um pensador religioso honesto é como um equilibrista em corda bamba. Quase parece que ele está andando sobre o nada, apenas ar. Seu apoio é o mais escasso imaginável. E mesmo assim é possível andar sobre ele.”[13]

            Em suma, poderíamos, para melhor esclarecer, sistematizar da seguinte maneira: No homem de viver espontâneo, imediatista, para quem o pecado é apenas um troféu de suas proezas, o efeito do desespero é letal. No homem cristão, o desespero é um trampolim que o impulsiona em seu salto de fé. Desse modo, duas idiossincrasias, portanto, devem ser ponderadas a respeito do desespero: fé e pecado.

            Kierkegaard não fez apologia ao desespero, mas o identificou nos indivíduos como um sinal da existência do homem à deriva no mundo. Como possibilidade viável para cura desse mal, apresentou como “cavaleiro da fé” a mensagem de um cristianismo autêntico, livre das amarras mercantilistas e promessas de um falso paraíso. Por fim, registro aqui o desfecho de sua vida, quando aos 40 anos sofreu um colapso que o deixou com a metade inferior do corpo paralisada; pouco depois de um mês, sofreu outro ataque que o levou à morte. Não pediu, contudo, que em sua lápide fosse gravado o epitáfio “Aquele solitário”, conforme havia registrado em seu diário, mas a estrofe de um hino religioso:
           
            “Falta pouco,
            para eu vencer.
            Então todos os conflitos
            estarão terminados.
            Poderei descansar, então,
            no vale das rosas,
            entretendo-me sempre
            com Jesus.”[14]


BIBLIOGRAFIA


FARAGO, France. Compreender Kierkegaard. Trad. Ephraim F. Alves. Petrópolis-RJ: Vozes, 2006.
GARDINER, Patrick. Kierkegaard. Trad. Antonio Carlos Vilela. São Paulo: Edições Loyola, 2001.
HELFERICH, Christoph. História da filosofia. Trad. Luiz S. Repa; Maria E. H. Cavalheiro; Rodnei do Nascimento. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
KIERKEGAARD, Sören. O Desespero humano. Trad. Alex Marins. Porto Alegre: Marin Claret, 2002.
___________________. Temor e Tremor. Trad. Maria José Marinho. São Paulo: Abril Cultural, 1979 (Col. Os Pensadores)
REZENDE, Antonio (org.) Curso de filosofia. 10. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.



[1] Graduado em filosofia. Advogado. Prof. de filosofia na rede pública de ensino do DF. Autor dos livros O Sofrimento dos Filósofos e Trevas Trovões Trovas: escritos de uma noite escura (este, não publicado). Para citar o autor, use a referência: PIRES JR. J. Fernandes. 
[2] Compreender Kierkegaard, p. 20
[3] CHAUÍ, Marilena de Souza. Kierkegaard, vida e obra, XII – (Col. Os pensadores)
[4] KIERKEGAARD, Sören. O Desespero humano, p. 23
[5] In: REZENDE, Antonio (org.). Curso de filosofia, p. 210
[6] KIERKGAARD, Sören. Op. cit, p. 49
[7] HELFERICH, Christoph. História da filosofia, p. 336
[8] KIERKEGAARD, Sören. Temor e tremor. p. 115 (grifo nosso)
[9]   Idem, O Desespero humano. P. 74
[10]  FARAGO, France. Op. cit, p. 185
[11] In: Idem, Ibidem, p. 42
[12] KIERKEGAARD, Sören. Op. cit., p. 105
[13] Apud GARDINER, Patrick. Kierkegaard, 128
[14] HELFERICH, Christoph. História da filosofia, p. 337

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Nos desapegos da vida...




Wilma Rejane


O sacrifício de Isaac é relembrado como um gesto de fé de Abraão que obedecendo a uma instrução de Deus, viaja cerca de 90 km, por três dias, de Berseba até o Monte Moriá, para oferecer o filho em holocausto.  Abraão comprovou ter uma fé inabalável porque acreditou que Deus era poderoso para ressuscitar seu filho, caso viesse a ser sacrificado (Hebreus 11:18). Ele caminhou por três dias movido pela fé de que Moriá não seria uma tragédia, mas um meio de contemplar a glória de Deus: o que de fato aconteceu.

Teve um outro momento na vida de Abraão que não é relembrado com tanto entusiasmo por comunidades de fé judaica e cristã: a separação entre ele e Ismael. Imagino quanta dor não deve ter sofrido Abraão por mandar embora de sua vida - de uma vez por todas - o filho Ismael e sua mãe Agar. Considero esse também um grande sacrifício! Não o digo em concordância com a fé muçulmana que acredita ser Ismael o filho do sacrifico, digo pelo amor que sentia o pai pelo filho.

Meditar sobre essas renúncias de Abraão é motivo de grande aprendizado, pois há momentos em nossas vidas que somos confrontados a deixar para trás ou se dirigir ao Moriá entregando coisas que consideramos tão necessárias para nossa felicidade. Há momentos em que temos que desapegar para crescermos e contemplarmos a glória de Deus em nossas vidas . Não sei se você já parou algum dia para pensar no desapego de Deus ao enviar Seu filho Jesus até a terra, renunciando a  glória celeste para ser humilhado.

Somente quem ama é capaz de sentir a dor de amar e  do “desapegar”.  Porque  desapegos são esquinas certeiras da vida: e lá se vai alguém, dobrando a rua sumindo de vista e nossas lágrimas descendo as ladeiras do rosto, moldura da alma. Viver às vezes dói e esse doer só não destrói porque olhar para Deus, caminhar com Ele é um Bálsamo curador. Quando pensamos que as renuncias, desapegos,medos irão nos consumir, Deus vem dizendo que jamais desapegará de nós. Essa lição Ele ensinou para Abraão. Ele escreveu em cruz, em sangue, na eternidade do horizonte! Como o arco-íris mostrado a Noé depois do dilúvio, um desapego da humanidade corrompida.


Gênesis 9: 13- O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra.

Mais uma vez a glória de Deus é revelada após um desapego. Quantas coisas não deixaram de existir com o dilúvio? E quantas não passaram a ter novos significados depois disso? Assim é a nossa vida. Haverá momentos em que teremos de sacrificar Isaac's, despedir Ismaei's. O que jamais devemos fazer é desapegar de Deus porque Nele tudo se recompõe, especialmente a alma.

Escrevo sobre desapego porque tenho sido confrontada com isso nos últimos dias, quem sabe, você também.  Escrevo sobre desapegos depois de saber que alguém muito querido está com câncer e vejo essa pessoa tão cheia de vida dizer que a doença exigirá dela desapegos. Escrevo porque meu esposo Franklin tem me falado que preciso desapegar de pessoas que amo demais para que essas pessoas possam aprender a caminhar sozinhas rumo a seus desapegos: Crescendo, mudando, reeditando.

E que não sejam nossos desapegos tristezas, mas a razão de contemplarmos a glória Divina nos conduzindo nos Moriás da vida.


Deus o abençoe,amado leitor.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Não havia ferreiros em Israel, nem armamentos.





Wilma Rejane


Não havia nenhum ferreiro na terra de Israel naqueles dias. Os filisteus não permitiu-lhes por medo de que iriam fazer espadas e lanças para os hebreus. - 1 Samuel 13:19


Em uma época que territórios eram conquistados através de guerras, faltavam armas em Israel. A nação inimiga dos filisteus, mantinha o monopólio absoluto de fabricação e manutenção de todo material bélico e ferramentas de trabalho: foices, machados, relhas, sachos. Ironicamente, os filisteus ainda cobravam em siclos para realizar serviços de ferreiros para Israel. Essa passagem Bíblica é bem curiosa, ainda mais se lembrarmos que foi justo nesse período que o pequeno Davi venceu o gigante filisteu chamado Golias.

A fama dos filisteus fazia estremecer as nações em derredor e a superioridade militar deles, estava ligada justo a capacidade de trabalhar com metais, uma herança dos povos hititas. Assim, os filisteus que já levavam vantagem na estatura (gigantes), também eram imbatíveis em aparatos de guerra. Uma prova disso, pode ser dada observando a disputa entre Davi e Golias:

"Um guerreiro chamado Golias, que era de Gate, veio do acampamento filisteu. Tinha dois metros e noventa centímetros de altura. Ele usava um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas de bronze que pesava sessenta quilos; nas pernas usava caneleiras de bronze e tinha um dardo de bronze pendurado nas costas. A haste de sua lança era parecida com uma lançadeira de tecelão, e sua ponta de ferro pesava sete quilos e duzentos gramas. Seu escudeiro ia à frente dele." I Samuel 17:4-7

E quais eram as armas de Davi? Cinco pedras lisas (seixos) e uma pequena bolsa de couro, tipo baladeira. I Samuel 17:40

Na casa do rei Saul havia equipamentos bélicos em pouca quantidade, suficiente apenas para dois guerreiros: “ Por isso, no dia da batalha, nenhum soldado de Saul e Jônatas tinha espada ou lança nas mãos, exceto o próprio Saul e seu filho Jônatas” I Samuel 13:22.

Saul e Jônatas, não se acharam com coragem de enfrentar Golias, até que aparece Davi e se dispõe a lutar, confiado não nas armas de guerra que lhe foram oferecidas pelo Rei, mas na fé no Nome do Senhor Deus. O final da história é bem conhecido: o pequeno herói ruivo, chamado Davi, vence o gigante. A partir daí seu nome recebe destaque em Israel e em todas as redondezas, ultrapassando os séculos e chegando até nossos dias com a lição de que: “ as armas humanas são inferiores e nada podem contra Deus. Agindo Deus, quem impedirá?" Isaías 40:10-13.


E dessa narrativa sobre não haver ferro em Israel, traço algumas lições que podem bem servir para todos os tempos:

“Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos, do Deus das fileiras de Israel, que tu insultaste.” Davi em 1 Samuel 17:45


  • Ainda que nos falte recursos materiais para enfrentar algumas situações, confiemos na providência Divina que é capaz de suprir além do que pensamos ou pedimos.
      • Existia o conhecimento de que Deus era com Israel para ganhar batalhas e por isso os filisteus temiam que o exército israelita se equipasse, aumentando o poder destrutivo. Assim, mantêm o monopólio e ainda lucram financeiramente com isso. Amados leitores, ao ler sobre isso, não pude deixar de relacionar com as estratégias usadas pelo maligno para desviar as pessoas do caminho da Salvação. O povo de Deus acaba “não amolando os instrumentos de guerra" e até ficando sem eles ao gastarem tempo e dinheiro com coisas que não edificam esquecendo as que realmente importam para Deus.

  • Israel precisava saber que a força para vencer batalhas, não estava nas armas, mas em Deus. Não ter ferreiros, poderia ser um entrave, um problema para os incrédulos. Para o povo de Deus, pelo contrário, deveria ser a oportunidade de glorificar ao Senhor e foi justo o que fez Davi. Ficou claro que nem todas as armas dos filisteus seriam capazes de derrotar um homem com a fé de Davi. As adversidades na vida do cristão podem servir de lamento e de murmurio, mas não deveria, porque nesses momentos, quando estamos fracos, então somos fortes, Naquele que batalha por nós. 

Deus nos abençoe.