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quinta-feira, 12 de março de 2009

Eles são gente como eu

Preocupo-me demais com todo esse imenso ódio e desprezo à raça judaica esteja ela espalhada pelo mundo ou em sua pátria amada Israel. Minha coleção de cartuns, imagens e charges “anti-sionistas” e “revisionistas” que guardo em uma pasta está batendo recordes de crescimento. Os textos anti-Israel antes raros de ser achar hoje encontro vindo até de pastores e por mais absurdo que soe também de alguns judeus loucos.

No começo eu era apenas um pesquisador e um cristão que como discípulo de Cristo deve pregar o amor e combater o ódio. Hoje meu papel de pesquisador saiu do âmbito pessoal para o campo dos debates e escritos. Basta escrever “Conflito Árabe-Israelense” no Google que estou na 1ª página. Já a questão religiosa me colocou em choque: sou acusado de alienado, fanático e sanguinário mesmo sem nunca ter utilizado de argumentos bíblicos sobre a posse daquela terra (mesmo porque são poucos os judeus que acreditam que aquela terra pertença a eles por vontade divina). Recentemente numa palestra fiz papel de chato ao criticar um xiita, e o xaato nem foi isso o xaato mesmo foi ser o único em uma platéia de mais de 40 pessoas a criticar afirmações claras de negação do holocausto. Consegue entender meu desespero?

Quero evitar más interpretações do que penso. Dizer que sou a favor de alguma atitude militar para impedir os 8 anos de foguetes contra o sul de Israel não significa necessariamente que defendo a morte de crianças e civis inocentes. Na verdade, quando defendi Israel no começo do conflito minha opinião era bem próxima à de Amoz Oz. O que me fazia ser contra o Hamas era exatamente minha aversão à morte de civis inocentes, mesmo porque nunca li notícias de foguetes Quassams atirados contra alvos militares e o sangue dos judeus não valem menos que o dos árabes. Mesmo durante a guerra enquanto Israel oferecia livre acesso a hospitais e recursos a qualquer civil palestino interessado em abandonar Gaza os “democráticos” terroristas do Hamas utilizavam seus civis e suas crianças de escudos humanos, escondia armas em escolas e ambulâncias além de aproveitar do cessar fogo (entrada de recursos humanitários) como um intervalo de reabastecimento ou uma oportunidade de pegar algum civil do sul de Israel desprevenido.

Nesse momento que meu lado cristão fala mais forte. Por que sofro tanto com algo tão sério e imenso para minhas atitudes? Nunca recebi nenhum comentário ou e-mail de um anti-semita arrependido. Sei que é certo e nobre o que sinto, mas ansiedade e perturbação são anti-bíblicos. Decido voltar ao início dos meus propósitos como blogueiro: amar meu próximo, perdoar meus inimigos. Nunca achei que seria fácil, mas preocupar e me chatear com as ofensas anti-semitas ou de cunho pessoal me soa mais feio e alarmante que o aparente perdão não merecido.

Sou impedido de combater o ódio com o ódio porque fui amado mesmo com preconceitos, falhas, erros e também ódios. Minha fé me impede de odiar um neonazista, um terrorista ou um militante de extrema esquerda anti-sionista, pois herdo o conceito de amor e perdão de ex-perseguidores religiosos (como Paulo), ex-assassinos (como Moisés) e até de adúlteros arrependidos (como Davi). Esse favor imerecido oferece oportunidade de nova vida e alegria até para o mais cruel racista, bandido ou político corrupto. A verdade é que me vejo tão “terrorista” quanto qualquer homem-bomba no sentido de também ser humano e também precisar de arrependimento para herdar o Reino dos céus.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Lutero odiava e perseguia os judeus

Ainda no começo da sua posição como teólogo e reformador Lutero até gostava dos judeus veja o que ele dizia sobre eles: “Os judeus são parentes de sangue do Senhor; se fosse apropriado vangloriar-se na carne e no sangue, os judeus pertencem mais a Cristo do que nós. Rogo, portanto, meu caro papista, que se te cansares de me vilipendiar como herético, que comeces a me injuriar como judeu”.


Entretanto, quando eles não se uniram a Lutero em suas críticas violentas à Igreja Romana, ele afirmou: “Todo sangue da mesma linhagem de Cristo queime no inferno, e eles com certeza merecem isso, de acordo com suas próprias palavras que falaram a Pilatos”.

É importante ressaltar que o ódio alemão aos judeus não é o mesmo que o Nazista, embora o que o Nazismo fez pode muito bem ser a representação do que Lutero tinha recomendado cerca de 400 anos antes. O ódio de Lutero aos judeus se baseava na religião, ou seja, se um judeu que passasse a ser protestante não seria mais um alvo de Lutero, já o ódio Nazista matava todos os judeus possíveis (cristãos ou não).

Embora não seja o único, o texto anti-judeu mais famoso de Lutero se denomina Sobre os Judeus e Suas Mentiras, ou Contra os Judeus e Suas Mentiras. Caso você tenha interesse em comprar, existe uma editora neonazista no Brasil (Editora Revisão de S.E. Castan) que ainda tenta publicar ele (embora seja proibida a circulação de livros dessa editora). Engraçado que o famoso Reformador possua hoje textos sendo publicados em uma editora Neonazista. Eis aqui o famoso panfleto na integra:

SOBRE OS JUDEUS E SUAS MENTIRAS - Martinho Lutero


O que devem fazer os cristãos contra este povo rejeitado e condenado, os judeus? Já que eles vivem entre nós, não devemos ousar tolerar a sua conduta, agora que sabemos das suas mentiras e suas injúrias e suas blasfêmias. Se o fizermos, tornamo-nos participantes de suas mentiras, sua injúria e sua blasfêmia. Portanto não temos como apagar o inextinguível fogo da ira divina, da qual falam os profetas, e tampouco temos como converter os judeus. Com oração e temor de Deus devemos colocar em prática uma dura misericórdia, para ver se conseguimos salvar pelo menos alguns deles dentre as chamas crescentes. Não ousamos vingar a nós mesmos. Vingança mil vezes pior do que qualquer uma que poderíamos desejar já os toma pela garganta. Quero dar-lhes minha sincera recomendação:

Em primeiro lugar, queimem-se suas sinagogas e suas escolas, e cubra-se com terra o que recusar-se a queimar, de modo que homem algum torne a ver deles uma pedra ou cinza que seja. Isso deve ser feito em honra de nosso Senhor e da Cristandade, de modo que Deus veja que somos cristãos, e não fazemos vista grossa ou deliberadamente toleramos tais mentiras, maldições e blasfêmias públicas tendo como alvo seu Filho e seus cristãos. Pois o que quer que tenhamos tolerado inadvertidamente no passado – e eu mesmo estive ignorante dessas coisas – será perdoado por Deus. Mas se nós, agora que estamos informados, protegermos e acobertarmos essa casa de judeus, deixando-a existir debaixo do nosso nariz, na qual eles mentem, blasfemam, amaldiçoam, vilipendiam e insultam a Cristo e a nós, seria o mesmo que se estivéssemos fazendo tudo isso e muito mais nós mesmos, como bem sabemos.

Em segundo lugar, recomendo que suas casas sejam também arrasadas e destruídas. Pois nelas eles perseguem os mesmos objetivos que em suas sinagogas. Eles devem ao invés disso ser alojados debaixo de um único teto ou pavilhão, como ciganos. Isso fará com que eles aprendam que não são senhores no nosso país, da forma como se vangloriam, mas que vivem em exílio e no cativeiro, da forma como gemem e lamentam incessantemente a nosso respeito diante de Deus.

Terceiro, recomendo que todos os seus livros de oração e obras talmúdicas, nos quais são ensinadas tais idolatrias, mentiras, maldições e blasfêmia, sejam tirados deles.

Quarto, recomendo que seus rabis sejam de agora em diante proibidos de ensinar, sob pena de morte ou da amputação de algum membro. Pois eles perderam da forma mais justa o direito a tal posição ao manterem os judeus cativos com a declaração de Moisés (em Deuteronômio 17.10ss.) na qual ele ordena que obedeçam os seus mestres sob pena de morte, embora Moisés acrescente claramente: “o que eles ensinam segundo a lei do Senhor”. Esses desprezíveis ignoram isso. Eles arbitrariamente empregam a obediência do pobre povo de forma contrária à lei do Senhor, infundindo neles esse veneno, essa maldizer, essa blasfêmia. Do mesmo modo o papa nos manteve cativos com a declaração de Mateus 16, “Tu és Pedro,” etc, induzindo-nos a crer em todas as mentiras e falsidades que provinham de sua mente diabólica. Ele não ensinava em conformidade com a palavra de Deus, e perdeu, portanto seu direito a ensinar.

Quando um judeu se converter, serão dados a ele cem, duzentos ou trezentos florins.

Quinto, recomendo que o salvo-conduto para o livre-trânsito nas estradas seja completamente negado para os judeus. Eles não tem o que fazer no campo, visto que não são proprietários de terras, oficiais do governo, mercadores ou coisa semelhante. Que fiquem em suas casas.

Sexto, recomendo que sejam proibidos de emprestar a juros, e que todo o dinheiro e peças de ouro e prata sejam tomados deles e colocados sob custódia. O motivo de tal medida é que, como foi dito, eles não possuem qualquer outro modo de ganhar a vida que não seja emprestar a juros, e através da usura furtaram e roubaram de nós tudo que possuem. Esse dinheiro deveria ser agora usado para nenhum outro fim que não o seguinte: quando acontecer de um judeu se converter, serão dados a ele cem, duzentos ou trezentos florins, da forma como sugerirem suas circunstâncias pessoais. Com isso ele poderá estabelecer-se em alguma ocupação de modo a sustentar sua pobre mulher e filhos e dar suporte aos velhos e fracos. Pois tais ganhos malignos são amaldiçoados se não colocados em uso com a benção de Deus numa causa digna e justa.

Sétimo, recomendo que se coloque um malho, um machado, uma enxada, uma pá, um ancinho ou um fuso nas mãos dos jovens judeus e judias, e deixe-se que eles ganhem o seu pão com o suor do seu rosto, como foi imposto sobre os filhos de Adão (Gênesis 3:19). Pois não é justo que eles deixem que nós, os gentios malditos, labutemos debaixo do nosso suor enquanto eles, o povo santo, gastam o seu tempo atrás do fogareiro, banqueteando-se e peidando, e acima de tudo isso vangloriando-se blasfemamente do seu senhorio sobre os cristãos através do nosso suor.

Martinho Lutero, Sobre os Judeus e Suas Mentiras, 1543


Em um outro texto Shem Hamphoras(um tratado contra os judeus) Lutero rapidamente reproduz a lenda judaica e a ataca todo o resto do livro. Nesse tratado ele faz a seguinte referência ao panfleto Sobre os Judeus e Suas Mentiras:

“Eis porque não dei àquele panfleto o nome de Contra os Judeus, mas Contra os Judeus e Suas Mentiras, para que os alemães possam conhecer através da evidência histórica o que é um judeu, de modo a poderem alertar nossos cristãos contra eles da mesma forma que os alertamos contra o próprio Diabo, a fim de fortalecermos e honrarmos nossa crença; não para converter os judeus, o que seria quase tão impossível quanto converter o Diabo.”Martinho Lutero, em ‘Shem Hamphoras’.


A maior parte dos textos foram retirados do blog Bacia das Almas, traduzido do inglês por Paulo Brabo, o mesmo tradutor do famoso livro “Evangelho Maltrapilho” de Brennan Manning.

domingo, 12 de outubro de 2008

v.carlos morreu

Meu nome é Vítor Carvalho Ferolla! E é assim que eu quero ser conhecido. Chega de carlos, usava carlos como um apelido para Carvalho. Na verdade meu avô escreveu algumas vezes para um Jornal com o pseudônimo de D.Carlos e isso era como que uma homenagem para ele. Mas meu avô nem sabe o que é internet, quanto mais blog...

Existem 3 motivos para o v.carlos morrer:

1º_ Minha mãe não gosta.
2º_ Eu vou ser (tá bom, eu já sou...) escritor e palestrante. Logo não quero ninguém me chamando de carlos, carlos? Que carlos?
3º_ Algumas pessoas ficam me chamando de "Viado Carlos" meu nome é VÍTOR, eu NÃO sou gay! Eu gosto de mulher!

De hoje em diante assino Vítor Ferolla em meus poemas, textos, redações, crônicas, contos, livros, comentários, posts, etc.

domingo, 22 de junho de 2008

Um Evangélico numa livraria Católica


Saí do meu curso de Web Design um pouco mais cedo (hoje tinha uma feira de técnicos em informática) procurava uma devida loja de informática para comprar o Pen Drive de 2gb pro meu pai. Passei na Livraria de Cultura Cristã (Evangélica) para comprar um livro pro meu amigo aniversariante André, procurei, procurei e acabei comprando o livro que ia comprar mesmo: A Oração de Jabez, um livro que me ensinou uma oração poderosa e muito simples. Oração esta que é um segredo da minha vida espiritual e material.

Depois passei na loja de informática comprei o bendito Pen Drive e bem estava já a caminho de casa. Quando passo em frente a uma Livraria de Cultura Cristã (CATÓLICA) Nossa Senhora Aparecida. Pensei: Entro, não entro? Entro, não entro? Entrei... Logo na entrada pude observar as imagens, quadros e tudo mais (meu senso comum já disse: Idolatria). Porém também visualizei um DVD sobre Cura Interior (opa, isso ta parecendo coisa de crente).

Antes de tudo quero esclarecer meu relacionamento com os católicos, eu sempre tive bastantes argumentos com relação a eles, porém só entrei em uma igreja católica uma vez na vida. Também nunca tinha entrado em uma loja como aquela, embora sempre tivesse muita curiosidade. Assim, já lá dentro comecei a procurar livros do Henri Nouwen e Thomas Merton e de cara encontrei uma sessão cheia de livros da editora Mundo Cristão, também encontrei livros da editora Vida Nova e Atos.

Segundo o vendedor não haviam mais livros do Henri Nouwen, porque tinha se esgotado (nessa semana uma mulher comprou 4 exemplares de A Volta do Filho Pródigo), mas como eu sou brasileiro acabei achando dois: Transforma meu Pranto em Dança (este que já citei aqui e aqui) e também o Crescer — Os Três Movimentos. Depois o vendedor nem sabia direito quem era Thomas Merton, mas acabei achando um livro dele com o nome de Nenhum Homem é uma Ilha (remetendo ao poema inglês John Donne).

Bem quebrei mais um pouco dos meus preconceitos e aprendi bastante lá dentro. Espero voltar lá mais vezes e comprar alguns livros. Cheguei a encontrar Imitação de Cristo em uma versão igualzinha a uma Bíblia. E muito mais coisas. Realmente foi uma boa experiência. A loja tava até tocando música evangélica (porém o vendedor me garantiu que não tinha Cds evangélicos por lá). Será que não tinha mesmo?

v.carlos

terça-feira, 3 de junho de 2008

Retrato do estereótipo em VEJA

Coluna Gente da Revista VEJA, edição 2063, 04/06/2008: "Poucos brasileiros encarariam com tanta disposição quatro dias de viagem de barco pela Amazônia, dormindo na rede e cercado por 100 evangélicos que só liam a Bíblia, como fez o americano SETH KUGEL. Colaborador do caderno de turismo do The New York Times, ele escreveu sobre a experiência e voltou ao Brasil sete vezes..." e continua a coluna.

É assim que a grande mídia, que quer se parecer vanguardista enxerga os evangélicos brasileiros. Um bando de vidrados em mantras, repetindo versos da Bíblia, enquanto as pessoas estão dormindo em redes nas viagens pelo rio Amazonas, é a tortura para quem não sabe nadar ou pode viajar de avião. O que não dirá dos demais? Só liam a Bíblia, um livro atrasado? Deveriam ter lido VEJA, que é moderna, de vanguarda! Ou quem sabe Playboy, que é da mesma editora?

É aquela velha história, a imprensa olha para uma cidade miserável do Afeganistão e diz: Olhem, vejam só como são atrasados, são muçulmanos! Vivem no obscurantismo. Falam sobre Dubai, muçulmana, e dizem: Olhem, vejam que vanguarda, quantas edificações maravilhosas! As mulheres aqui são tradicionais, guardam os preceitos do Corão.

Os judeus são filmados balançando a cabeça repetidamente, no Muro das Lamentações por exemplo, enquanto memorizam ou recitam passagens da Torá (os cinco primeiros livros do Velho Testamento em Hebraico)? Aquilo é tradição religiosa, é o supra-sumo da religião judaica.

A revista deveria se prestar a informar seus leitores. Aqui em Igarassu/PE, tem umas senhoras carolas que passam na frente da Assembléia de Deus, na avenida que liga suas casas á Igreja Católica. Próximo á igreja evangélica, mudam de calçada, como se algum mal fôssemos lhes fazer. O que não ouço no dia-a-dia e sou obrigado a desfazer vocês não imaginam. São coisas absurdas que determinados líderes religiosos inescrupulosos propagam e a mídia endossa.

No fim das contas o problema se resume a dinheiro. São judeus que financiam a mídia. Quanto aos muçulmanos, quem é doido de falar mal deles, apenas mascaram o estereótipo? Conosco é diferente. É o povo que não é, somos milhões, mas a mídia solenemente nos ignora. Ah! Além da Bíblia eu leio VEJA, toda semana. Como a Bíblia é milhões de vezes mais importante do que a revista, leio-a todos os dias, a revista somente quando chega. Deveria ser diferente?

Publicado originalmente em http://daladier.blogspot.com - Reflexões Sobre Quase Tudo!