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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

21 Dias buscando a sabedoria no livro de Daniel - Um devocional com a profundidade de estudo bíblico

 

Este devocional foi elaborado para guiar a leitura do livro do profeta Daniel em 21 dias, convidando o leitor a mergulhar em oração e reflexão diária. Cada capítulo apresenta o texto bíblico, observações espirituais e comentários que servem como complemento, sem jamais substituir a ministração do Espírito Santo. 

Embora o livro de Daniel seja marcado por revelações escatológicas e debates sobre autoria, contexto histórico e interpretações, o propósito central deste devocional é conduzir a uma experiência de edificação espiritual e prática cristã. Além das meditações, o material oferece pesquisas históricas e teológicas que enriquecem a compreensão do cenário vivido por Daniel, fortalecendo o estudante da Palavra de Deus em sua fé e conhecimento.

Escrito pela historiadora Érika Gomes, 21 Dias Buscando a Sabedoria no livro de Daniel mescla, de uma forma toda especial, a profundidade do estudo bíblico e escatológico com a leveza do devocional.

O livro está disponível em formato impresso e eletrônico (e-book).

O e-book pode ser adquirido na Amazon (clique aqui) ou na play store do Google (clique aqui).

O livro impresso pode ser adquirido no site da Editora Uiclap, clicando aqui.


Etiquetas: Devocional - Escatologia - Teologia - Profecias 2026 - Profeta Daniel - Devocionário



quarta-feira, 30 de abril de 2025

ESCOLA SUPERIOR DA AVAREZA - Mário Ribeiro Martins

 

ESCOLA SUPERIOR DA AVAREZA

Mário Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALÉM DA FONTE).


A Bíblia apresenta, embora sem nomeá-las, várias Escolas: Escola dos Profetas, Escola de Alexandria, Escola Mosaica, Escola Judaica, Escola Paulina, entre outras. Todas tiveram seus fundadores e seguidores. A Bíblia apresenta uma escola "sui generis": A Escola Superior de Avareza. Caim teria sido seu fundador, nos primórdios da humanidade, se é que foi o resto imprestável da sua lavoura que ele separou para entregar ao Senhor, como alguns supõem.
Mas esta escola, como todas as outras do Velho e Novo Testamento, teve os seus seguidores, dos quais a Bíblia guarda tristes e horripilantes memórias. Um deles foi Judas Iscariotes que revelou seu instinto bestial e avarento quando Maria, irmã de Lázaro, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, derramou sobre os pés de Jesus e os enxugou com suas madeixas. Foi aí que Judas disse: "Por que não se vendeu por trezentos dinheiros, Senhor?" Judas não queria o dinheiro para o Senhor, mas para a sua bolsa.
Quantas vezes se ouve: para que comprar terreno para a Igreja, se o dinheiro tem de sair do nosso bolso? Judas provavelmente diria: é melhor não comprar móveis, porque desde a fundação da Igreja estamos acostumados com velhos bancos e nunca morremos. Mas Judas fez muito mais do que isto. Diz Mateus que por causa dele os discípulos se indignaram contra Jesus.
Dois outros discípulos da Escola Superior da Avareza foram Ananias e Safira dos quais a Bíblia apresenta uma ingrata memória. Foi mais fácil Deus ressuscitar a Lázaro, abrir o Mar Vermelho ou o Rio Jordão do que abrir o coração avarento de Ananias e Safira. Haviam dado profissão de fé. Haviam sido imersos nas águas batismais. Haviam preenchido uma ficha. Sabeis qual? A ficha da fidelidade e da honra, escrita não com letras e tinta, mas com lágrimas caídas dos seus olhos nos dias das perseguições.
Vivemos no mundo dos símbolos: a aliança representa a união matrimonial, o batismo simboliza uma nova vida, o diploma é a expressão da formatura, a ficha que o membro de uma igreja assina representa a fidelidade. Mas a avareza fez com que Ananias e Safira pensassem: nos dias de Cristo não era assim, a gente dava quando queria, dava voluntariamente e a obra foi realizada. Agora estes apóstolos querem até saber quanto nós ganhamos com a venda da propriedade. Verdadeiro crediário, Safira! Vamos dar quanto nós entendemos! Foi aí que Pedro disse: "Não mentiste aos homens, mas a Deus". É provável que Ananias ao ouvir as palavras de Pedro ainda tenha pensado: é um verdadeiro crediário, pesquisou a minha vida e soube por quanto vendi a propriedade!
Estas são as argumentações da avareza. Ananias e Safira foram fulminados. Deus não conseguiu vencer a avareza. Aquelas mesmas portas largas pelas quais entraram, por elas saíram. Entraram como bons crentes e saíram como maus mordomos. Como Ananias e Safira, há aqueles que entraram para as igrejas como crentes, mas saem por causa da avareza, levando na consciência as marcas de um mau mordomo.
A Escola Superior da Avareza ainda existe e seus seguidores estão espalhados por toda parte: entre pastores, diáconos, professores da Escola Dominical, alunos, verdadeiros "Cains" que dizem: o fogo do altar também pode acender-se com os restos da minha lavoura. Esta meditação é uma advertência para que não se cometa o pecado da avareza. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 16.09.1973).



MÁRIO RIBEIRO MARTINS - ERA PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.

terça-feira, 15 de março de 2022

Estudo sobre Levítico (Vayicrá)

Érika Reachers

Via https://segredosdoeterno.blogspot.com/

Em hebraico o título foi tirado da primeira palavra escrita no livro: Vayicrá, que significa "E chamou". “Levítico” deriva da tradução grega e latina desta obra: Leuitikon. Era um manual para os serviços sacerdotais, cuja especificidade estava ligada ao Tabernáculo descrito no livro de Êxodo, mas também abrangia todo o Israel. 

É o terceiro livro do Pentateuco - nome dos cinco primeiros livros da Bíblia cristã, correspondente aos cinco livros da Torá judaica. Torá significa "Lei", "Instrução", "Ensino".  

AutorMoisés, a expressão “disse o Senhor a Moisés” aparece 56 vezes.  

O versículo a seguir apontou para o respeito de Jesus pela escritura do Antigo Testamento, atribuindo a autoria do livro a Moisés e citando uma norma levítica (Lv 14.1-32):

“Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.” (Mateus 8.4). 

Este livro foi escrito aproximadamente em 1445 a.C., durante os dois meses entre o término do Tabernáculo (Ex. 40.17) e a partida de Israel do Monte Sinai (Nm 10.11 ). Neste momento, Moisés foi chamado para receber as instruções referentes às ofertas (korbanot, prural de korban). Ofertas nos ensinam sobre o que é adoração e a forma como devemos adorar a Deus. 

Por Plate X. The S.S. Teacher's Edition: The Holy Bible.
New York: Henry Frowde, Publisher to the University
of Oxford, 1896. Domínio público,
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=721090

O livro anterior ao Levítico, Êxodo, trouxe as informações concernentes à libertação dos israelitas no Egito, ao recebimento da Lei (Torá) e à construção do Tabernáculo segundo os modelos que Deus havia determinado. No final do Livro de Êxodo, após o término da construção do Tabernáculo, Deus se manifestou com Sua Glória. 

Levítico tratou da relevância de uma educação sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo para viver uma vida separada. 

Santidade (hebr. Kedushah) é uma palavra chave para o livro e a palavra santo (qadosh: separado, dedicado a propósitos excelentes, sagrado, limpo, puro, moralmente reto, justo) aparece mais de oitenta vezes. 

 “Fala a toda a congregação de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou Santo.” (Lv 19.2)

Deus é completamente Santo em sua natureza, motivos, pensamentos, palavras, obras e em seu relacionamento de amor com os homens. É isento de pecados e perfeitamente justo.

A decisão de Deus castigar com a morte os pecadores precede da sua justiça e do seu zelo por suas criaturas. 

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23). 

A ira de Deus sobre o pecado e a iniquidade é um atributo intrínseco do Criador. Trata-se da expressão de sua bondade e amor em relação à justiça: 

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.” (Rm 1.18). 

“Mas do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e aborreceste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros”. (Hb 1.8-9) 

“Por isso, o Senhor vigiou sobre o mal e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos a sua voz.” (Dn 9.14). 

Deus é Fiel, Ele cumpre tanto as suas promessas quanto as suas advertências: 

“Ainda que sejamos infiéis, Ele é Fiel, não pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13). 

“A tua misericórdia, Senhor, está nos céus, e a tua fidelidade chega até as mais excelsas nuvens. A tua justiça é como as grandes montanhas (...) Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade. E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas. Eles se afastarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias; porque em ti está o manancial da vida, na tua luz veremos a luz.” (Sl 36.5-9) 

O livro de Levítico fala a respeito de servir a um Deus que é Santo e explica as funções dos ministros do Tabernáculo. Também revela como um povo imperfeito pode servir a um Deus Santo, como pode ser recebido por Deus mediante um Sumo Sacerdote e como pode viver os relacionamentos cotidianos em santidade. 

A santificação é um todo: alimentação; relacionamentos sociais; vida profissional, conjugal, financeira e espiritual. E a busca pela santidade é uma exigência divina. O estado de Deus é de santidade absoluta, perfeita; em nós ela é relativa. 

“Porque Eu Sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não contaminareis a vossa alma por nenhum réptil que arrasta sobre a terra. Porque eu sou o Senhor que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque Eu Sou Santo.” (Lv 11.44-45) 

A Igreja de Jesus Cristo tem um Deus que a fez sair da escravidão das trevas e da ignorância, Paulo escreveu em Efésios: 

“Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz.” (Ef 5.8-11) 

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” (Ef 2.1-5)

Através da chamada de Moisés Deus anunciou os seus propósitos àquela geração. Assim como eles a igreja de Jesus Cristo também é convocada para andar em novidade de vida:

"De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; pra que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida."(Rm 6.4)

 “Porque somos criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Ef 2.10). 

Deus é a Verdade, porque é absolutamente fidedigno e sincero em tudo o que diz e faz; não existe falsidade em Deus, ou mentira, ou interesse, ou vaidade. Tudo o que Deus diz é honesto, bom e não há engano algum. Deus é paciente e lento em se irar. É compassivo e concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos. Quando Deus decreta um concerto ele não o executa imediatamente. Ainda que tivesse razão para isso, dá tempo para que cada um possa analisar seus erros e voltar atrás.

 “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a se arrepender.” (2 Pe 3.9)

Deus é misericordioso e clemente, amoroso, compassivo. Sente tristeza pelos sofrimentos das pessoas, é pura compaixão pelos oprimidos, cativos, doentes, pobres, cegos, pelos que se desviam dEle. Tamanha foi sua dor com os caminhos humanos que enviou o Seu Filho para perdão dos pecados e salvação. Deus é amor, um amor infinito, um amor puro, um amor eterno; que possuiu uma profundidade tal que nosso entendimento não consegue alcançar, pois está escrito que excede todo entendimento. E não ama de palavras, pois provou seu grande amor indo para a cruz, Ele foi até o fim por nós. Ele se entregou no lugar dos pecados como uma ovelha muda. 

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” (Isaias 53.7) 

“E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.” (At 8.32) 

Deus é diferente independe de sua criação, seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada. 

Elementos para a santificação: 

1. A Palavra 

“Santifica-os na Tua Verdade, a Tua Palavra é a Verdade.” (Jo 17.17) 

“A Tua Palavra é a Verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.” (Sl 119.160) 

“Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu Sou o Senhor, que vos santifico. Guardai, pois, todos os meus estatutos e todos os meus juízos e cumpri-os, para que não vos vomite a terra para a qual vos levo para habitares nela.” (Lv 20. 8,22) 

“Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andares neles. Eu sou o Senhor, vosso Deus, Portanto os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor. Porém, vós guardareis meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós.” (Lv 18. 4,5,26)

“Guardareis os meus estatutos e todos os meus juízos e os cumprireis. Eu Sou o Senhor.” (L 19.37)

“Observai os meus estatutos, guardai os meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra.” (Lv 25.18) 

“Mas, se não me ouvirdes e não cumprirdes todos estes mandamentos, se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se aborrecer dos meus juízos, a ponto de não cumprir todos os meus mandamentos, e violardes a minha aliança, então, eu vos farei isto: porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que fazem desaparecer o lustre dos olhos e definhar a vida; e semeareis debalde a vossa semente, porque os vossos inimigos a comerão. Voltar-me-ei contra vós outros, e sereis feridos diante de seus inimigos; os que vos aborrecem assenhorar-se-ão de vós e fugireis, sem ninguém vos perseguir. Se ainda assim com isto não me ouvirdes, tornarei a castigar-vos sete vezes mais por causa dos vossos pecados.” (Lv 26.14-18)

 2. A unção sacerdotal: 

“Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do Senhor. E fizeram conforme a palavra de Moisés.” (Lv 10.7) 

“E o sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o azeite da unção e que foi sagrado para vestir as vestes, não descobrirá a cabeça nem rasgará as suas vestes. Nem sairá do santuário do seu Deus, pois a coroa do azeite da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o Senhor.” (Lv 21.10- 12) 

“O Espírito Sato é sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração.” (Lc 4.18) 

3. O Sangue 

“Tendo, pois, ousadia para entrarmos no santuário, pelo sangue de Jesus.” (Hb 10.19) 

“E o sacerdote tomará do sangue da oferta pela expiação da culpa e o sacerdote o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem que purificar-se e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito.” (Lv 14.14) 

“E daquele sangue espargirá sobre ele com o seu dedo sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará.” (Lv 16.19) 

“Mas, se andarmos na Luz, como Ele na Luz está, temos comunhão uns com os outros, e os sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1Jo 1.7) 

4. O culto a Deus 

“E quando sacrificardes sacrifícios pacíficos do Senhor, da vossa própria vontade o sacrificareis.” (Lv 19.5) 

“E, quando sacrificardes sacrifícios de louvores ao Senhor, o sacrificareis de vossa vontade.” (Lv 22.29)

Nem todo culto Deus recebe, há um padrão de Deus. O culto prestado pelo adorador mostra o conhecimento que ele possui acerca de Deus e a importância que este dá a pessoa de Deus. Cultuar a Deus requer racionalidade e espontaneidade. Deus não deseja pessoas oferendo nada por vã glória, por vaidade, para agradar as pessoas, por interesse ou por pressão. Deus deseja intimidade, amor, sinceridade e voluntariedade. O verdadeiro culto é prestado de dentro para fora, para Deus e não para os homens. 

Alimentação: 

Deus dava uma aula alimentar que garantia a seu povo uma vida saudável proveniente de uma alimentação separada. A base dessa alimentação era CEREAIS, VEGETAIS E FRUTAS. E o povo só podia comer carne vermelha 3 vezes ao mês, preferindo as carnes brancas. 

Santificação é uma separação: 

“Assim, separareis os filhos de Israel de suas imundícias, para que não morram nas suas imundícias, contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles.” (Lv 15.31). 

PURIFICAÇÃO - SEPARAÇÃO - DEDICAÇÃO - USO

Quando o sacerdote entrava no Tabernáculo primeiro ele dava o sacrifício de arrependimento, se lavava na pia, estava vestido com vestes separadas e depois ele se dedicava ao serviço. Ninguém poderia servir a Deus de qualquer maneira. Da mesma forma a Igreja do Deus vivo possui uma chamada sacerdotal de santificação e serviço para o Reino de Deus. 

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual, e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” (1Pe 2.5) 

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” (1Pe 2.9) 

Jesus é o Salvador de todos independente do nível social e seu sacrifício foi suficiente e superior a todos os sacrifícios de animais. Ele morreu no nosso lugar e por causa dos nossos pecados. 

“Mas, se a sua mão não alcançar assaz para um cordeiro, então, tomará duas rolas ou dois pombinhos, um para holocausto e outro para a expiação do pecado; assim, o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa.” (Lv 12.8) 

Bois, carneiros e bodes eram ofertas de ricos e pombas e rolinhas eram ofertas dos mais pobres. Os sacrifícios anunciavam a vinda de Jesus:

Boi – Jesus o servo (trabalhou para os homens em sua vida e alimentou o homem com sua morte, sua carne). 

Cordeiro – “No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: “Eis aí o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.29) 

Bode – Jesus o cabeça (a força dos bodes está na cabeça e a força da Igreja é o cabeça da igreja, Jesus Cristo). 

Pomba e rolinhas – pureza. 

Quem matava era o ofertante, tendo pecado, porque foram os nossos pecados que mataram a Jesus. O sangue era aspergido nos quatro cantos do altar. 

“E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante de Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até a morte.” (Ap 12.10-11) 

“E que havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconcilia-se consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.” (Cl 1.20) 

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e derribando a parede de separação que estava no meio, na carne, desfez a iniquidade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela crus reconciliar a ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” (Ef 2.14-16) 

“E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis no seu coração e as escreverei no seu entendimento, acrescenta: Jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.” (Hb 10.15-17)

Ofertas de manjares – cereais. Flor de farinha era uma farinha de boa qualidade e sem fermento. A oferta não deveria ter fermento e nem mel, significando gratidão sem malícia ou alegria momentânea. Porque o mel alegra rapidamente e logo passa; e o fermento engana, pois aumenta o tamanho real da massa, simbolizando a mentira e a falsidade. Deus tinha prazer nas ofertas pacíficas e nas ofertas de cereais, que simbolizavam paz com Deus e gratidão. Mas Deus não tinha prazer nas ofertas por pecados e culpas. 

A tribo de Levi era dividida em três patriarcas: “E os filhos de Levi: Gerson, Coate e Merari (...)” (Gn 46.11) Os levitas foram separados para um ministério sacerdotal: (Ex 32.26-30) Estes homens pertenciam ao Senhor, deveriam ser imparciais, obedientes, e precisavam ter uma vida separada para Deus. No período de Moisés começaram a trabalhar com a idade de 30 anos (Nm 4 e 1Cr 23.3), pois era exigido um tempo de maturidade e de aprendizado para o serviço. Haviam várias funções para as famílias dos levitas, poderiam ser porteiros, cantores etc. 

Dentre as famílias de Levi, Deus chamou a de Arão para ser a família sacerdotal (Nm 3.2-4). A tribo de Levi deveria ser submissa aos sacerdotes (Nm 3.6-8) Arão e seus filhos foram consagrados para o sacerdócio (Ex 29 e Lv 8) Eles foram treinados para exercer a função sacerdotal (Lv 8.35;Lv 9; Ex 29.1) 

Alguns significados espirituais presentes no livro: 

Água: Palavra 
Vestes: justificação 
Unção: capacitação do Espírito Santo 
Pecados: perdão 
Holocausto: consagração 
Sangue: purificação 

Todos os crentes em Jesus também precisam aprender a desempenhar seu ministério com preparação e aprendizado. 

Funções dos sacerdotes: 

1. Manter a chama do altar acesa (Lv 6.12-13; Lv 24.2-3) 
2. Lavar-se antes do serviço (Ex 30.18-21) 
3. Zelar pela glória de Deus (Nm 25.11-13) 
4. Sumo sacerdote era quem oferecia o sacrifício no dia da expiação (Lv 16) 
5. Sustento e herança dos levitas (Lv 18.8-32; Nm 18.8-32) 
6. (Lv 21. 15-23) 
7. (Lv 22.16) 

Nosso relacionamento com Deus requer obediência à Palavra. A santidade do Tabernáculo não estava nas mesas, roupas ou objetos, era a Presença de Deus que tornava tudo santo. O alvo de Deus é que todos sejam santos, mas também esse precisa ser o desejo pessoal de cada crente. 

“Não façais segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos. Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor, vosso Deus. Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor.” (Lv 18.3-5) 

Os crentes não podem ceder às pressões do mundo, com suas interpretações acerca da existência humana e padrões de vida. O mundo não pode influenciar o ponto de vista do cristão, porque temos por alvo e instrução a Palavra do Eterno. 

“E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.” (Lv10.3) 

Para finalizar, alguns capítulos trouxeram observâncias acerca de higiene pessoal, saúde e purificação (14 e 15); de padrão sexual (18); Relacionamentos humanos (19); proibição de idolatrias e sacrifícios de crianças (20); procedimentos após os partos (12)


sábado, 5 de dezembro de 2020

Recursos para o Dia da Bíblia 2024 em livro gratuito

 

Bíblia Sagrada: O livro amado e combatido que é o coração literário do cânon ocidental, a base de legislações e cosmovisões, cuja influência moral chega até mesmo a lugares em que o cristianismo não possui presença significativa. Sua leitura é atividade informativa e terapêutica, instigante e consoladora, sapiencial e inspirativa tanto para o cristão quanto para aqueles que não comungam da mesma fé.

O livro gratuito que o leitor agora tem diante de si é um verdadeiro baú de recursos para melhor pensarmos, vivermos e celebrarmos as Sagradas Escrituras. Reunimos aqui poemas, frases, peças teatrais e jograis, dinâmicas, esboços de pregações/estudos bíblicos, e ainda diversos planos de leitura para ajudar a você e sua família, igreja e comunidade na jornada por uma leitura e uma vivência proveitosas da Palavra de Deus.

Há diversas narrativas que ilustram a importância da leitura da Bíblia. Uma das que mais aprecio é esta, pela sua clareza e simplicidade:

 

Um velho que morava em uma fazenda no campo, com seu neto. Todas as manhãs, bem cedo, o vovô se encontrava sentado à mesa da cozinha, imerso na leitura de sua velha Bíblia desgastada.

Seu neto, que queria ser como ele, tentava imitá-lo da maneira que podia. Um dia, ele perguntou: "Vovô, eu tento ler a Bíblia como você, mas eu não entendo, e o que entendo eu esqueço assim que fecho o livro. De que adianta ler a Bíblia?"

O avô calmamente terminou de colocar o carvão no fogão, virou-se para o neto e disse: "Leve esta cesta de carvão até o rio e a traga de volta com água." O rapaz fez assim como lhe foi dito, mas, como a cesta tinha pequenos furos, muita água vazou antes que ele pudesse voltar para casa.

O avô riu e disse: "Você vai ter que se mover um pouco mais rápido da próxima vez", e o mandou de volta para o rio com a cesta, para tentar novamente.

Desta vez, o menino correu mais rápido, mas, mais uma vez a cesta estava quase vazia antes que ele pudesse alcançar a casa. Sem fôlego, disse ao avô que era "impossível carregar água em uma cesta", e foi buscar um balde novinho. O velho disse: "Eu não quero um balde de água, eu quero uma cesta de água. Você pode fazer isso, só não está se esforçando o suficiente", e saiu pela porta para ver o menino tentar novamente.

Neste ponto, o garoto sabia que era impossível cumprir a tarefa, mas queria mostrar ao seu avô que, mesmo que ele corresse o mais rápido que pudesse, a água vazaria antes de chegar em casa. O menino encheu o cesto de água e correu muito, muito, mas quando chegou onde seu avô estava, o cesto se encontrava quase vazio, novamente.

Sem fôlego, ele disse, "Veja, vovô, é inútil!"

"Então você acha que é inútil? Olhe para a cesta". O menino olhou para a cesta e pela primeira vez, percebeu que ela parecia diferente. Em vez de uma cesta de carvão suja pela idade, ela estava limpa.

"Meu neto, isto é o que acontece quando você lê a Bíblia. Você pode não entender ou lembrar de tudo, mas, quando lê-la, ela vai mudar você de dentro para fora."

 

É isto: A Bíblia, mais que uma biblioteca de narrativas, poemas e profecias, é um manual de instruções para a vida, cuja leitura constante deve ser praticada e incentivada, conforme ela mesma assevera, no livro de Josué 1.8: “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido.”

Recursos para celebrarmos, das maneiras as mais criativas, esse livro fantástico: Esta é a razão de ser da presente coletânea. Vamos, pois, aos recursos aqui colecionados e seus números?

 

Estão aqui reunidas:

·     260 citações de grandes autores sobre o Livro dos livros;

·     um rico florilégio de 65 poemas sobre as Sagradas Escrituras;

·     100 pequenos esboços de sermões/estudos bíblicos que, além de guias para o pregador, servem como roteiro temático para que o leitor possa conhecer mais aspectos sobre este livro de saúde, consultando diretamente na fonte;

·     nada menos que 170 ilustrações sobre o tema das Sagradas Escrituras;

·     uma seleção de 60 dinâmicas, para serem utilizadas em seu momento devocional ou educativo em EBDs e EBFs, acampamentos, estudos bíblicos familiares ou comunitários;

·     Peças teatrais e jograis, de teor adulto ou infantil, em número de 30;

·     11 Planos de Leitura, para estimular a regularidade em seu momento devocional com a Palavra de Deus.

Perceba que cada um desses gêneros (peças, dinâmicas, poesias, frases etc.) poderia compor, por si só, um livro autônomo. A reunião de todos esses recursos num volume único e gratuito, representa um feito que, esperamos, traga grande proveito para toda a Igreja de Cristo de língua portuguesa. E esse aproveitamento depende também de você:  Compartilhe este recurso, sempre gratuitamente, com outros irmãos e igrejas ao seu alcance.

 

Sammis Reachers


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domingo, 19 de janeiro de 2020

Estudos Bíblicos diários (em vídeo): Café da Manhã Espiritual


A iniciativa Estudos Bíblicos - Café da Manhã Espiritual (Minutos com Deus), é um trabalho desenvolvido pela irmã Kaka Gomes e que objetiva compartilhar, a cada dia, uma pequena reflexão dirigida a partir de um versículo bíblico selecionado.
Através de breves vídeos, publicados no Youtube e em redes sociais, somos edificados com palavras de reflexão e exortação.

Canal do Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC4Bl9olRK3Gzp6rgHzSLZLQ
Blog: https://estudobiblico.home.blog/
Página Facebook: https://www.facebook.com/estudosbiblicos.home.blog/


Ouça algumas das reflexões:


 




sábado, 16 de fevereiro de 2019

Batalha Espiritual: Separação entre a luz e as trevas


Keka Gomes 

“E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.” (Genesis 1.3-5)

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6.10-12)

Em meio às trevas Deus além de manifestar a luz ele observa que ela em si é boa, ao contrário das trevas, e faz uma clara separação, uma oposição.
A Luz manifesta a Verdade. No escuro nada enxergamos. Quando existe claridade neste plano físico podemos identificar aquilo que está perante nossos olhos, assim é quando temos acesso à Luz espiritual, nós compreendemos as situações mais diversas da vida.
É uma batalha entre o conhecer e o desconhecer, ela está primeiramente nas ideias que fazemos de tudo. Aqui neste versículo Deus cria a luz mas vemos que ela não era a luz natural do sol, era uma luz invisível, num outro plano ainda que este plano fizesse parte da terra, foi proclamada a presença de luz aqui mas não como fenômeno físico, com massa.
A bíblia é um livro que fala de muitas pelejas.

É conhecido que existe uma batalha espiritual nos lugares celestiais. Aliás, uma observação a se fazer: De tudo quanto Deus fez existir ele conclui ser bom, exceto quando fez os céus, os lugares celestiais, a atmosfera, o firmamento, o lugar onde habitam as forças malignas como é sitado em Efésios.
Também está claro que existem poderes operando e, por conseguinte, temos uma batalha que é o reflexo do antagonismo da luz e das trevas desde o início da criação, quando Deus faz distinção, separação entre estas duas. Sabemos disto.
Quando a raça humana cai em Adão, a separação feita por Deus na terra entre trevas e luz parece ter sido perdida pela consciência humana. E ela precisa ser restabelecida primeiramente no nosso entendimento, precisamos buscar conhecer tudo o que é Luz para fazer distinção clara do que é trevas. A queda veio por meio do homem que deu origem a um novo caos, o homem ficou separado de Deus, separado da Luz, sem o conhecimento de Deus e das belezas das leis de Deus, a maldade começou a operar no interior do homem, os erros começaram a atuar na mente humana, houve um desvio do que vem a ser o correto e o errado, e a raça humana com toda a criação geme por este colapso.
Adão não conhecia, através da experiência, as reais consequências de desobedecer a instrução divina, Deus lhe deu essa liberdade, não o impediu de agir de forma independente. Aqui recomeça Bereshit (Gênesis), não mais na terra, agora no plano espiritual, na vida humana, há no homem confusão, trevas, escuridão e morte. O homem morreu com Adão. Vejamos que tudo até então estava perfeito, havia plena separação entre trevas e luz, o Éden era um lugar de delícias, de paz, não haviam trevas ali, tudo funcionava em plena harmonia.
A batalha agora é para recuperar o status anterior à queda, pois a transgressão veio por meio do homem e também a regeneração veio por meio de outro homem, Cristo. Cristo é o padrão de Luz na vida humana, ele é aquele que no livro de Apocalipse estava no meio de sete castiçais, ele é a Luz, ele é a Verdade perdida, ele é o Caminho de volta à pureza, à santidade, à felicidade, ao amor, à Vida.
Jesus viveu intensamente a batalha espiritual, ele veio inaugurar o Reino da Luz nos dando vida espiritual através do Espírito derramado em Pentecostes (Shavuot). Jesus era profundo conhecedor das escrituras, da Torá. Quando confrontado por uma potestade maligna, o diabo, ele se defendeu usando o conhecimento que ele tinha da Torá. 
“E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto;
E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome.E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão. E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus.(Lucas 4.1-4)

O relato demonstra como um cristão precisa agir quando confrontado nos lugares celestiais, ele precisa imitar o mestre. Quando espíritos malignos nos afrontarem por que nos falta o mantimento ou nos falta seja o que for, e nos acusar de não sermos filhos de Deus, lembremo-nos do que Jesus respondeu, o homem não vive só de coisas desta terra, o nosso sustento não é apenas pão, nós até passamos por breves momentos de privação, mas o sobrenatural nos alcança. Jesus aqui estava usando uma passagem que está escrita em Deuteronômio, capítulo 8, onde estava sendo lembrado ao povo que no meio do deserto Deus enviou o maná, sempre haverá provisão.
As trevas mentem, elas distorcem o conhecimento humano e nos fazem pensar de forma errada sobre Deus.
“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;” (Jesus – João 5.39)
Está escrito“, Jesus conhecia a Torá e usava este conhecimento revelado de Deus, instrução dada ao homem para vencer as trevas. E ele nos aconselha a examinar os livros para encontrarmos tudo sobre ele e sobre a vida eterna.

Jesus diz ainda: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”. (Mateus 22:29)Por isso Paulo diz que na guerra espiritual nós usemos a espada do Espírito que é a Palavra de Deus.
“E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás.”(Lucas 4.6-8)
Satanás tenta plantar nos nossos corações a cobiça, a nos fazer adorar as riquezas, adorar o reconhecimento humano, adorar o status, adorar o poder. Faz parte da guerra sermos tentados a este respeito, mas Jesus usou o trecho do Antigo Testamento que estava em seu coração firmado como verdade e não acreditou na seta maligna.
“Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;
Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem,
E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.”(Lucas 4.8-12)

Ou seja, nós somos confrontados igualmente e muitas vezes ouvimos o que a sutileza das trevas está nos induzindo a fazer, “joga-te daqui”, desiste de tudo, experimenta algo perigoso porque se Deus for contigo ele te livra, Deus te perdoa, tenha uma ousadia na fé, tenta de outro jeito, erra mesmo, se mata. Se ele não pode nos invocar à morrer literalmente ele projeta em nós através de pensamentos, ou por palavras de outras pessoas, a outras formas de nos paralisar e nos matar, ele nos aprisiona, ele nos convence que nossos erros não terão consequências, como fez com Adão. E esquecemos que a pior morte é a espiritual, é a que rompe nosso discernimento de certo e errado e nos põe em caminhos tortuosos que nos trarão prejuízos sempre.
Esta é a batalha, precisamos pedir a Deus o discernimento porque os poderes, os principados, as potestades, este império maligno atua no homem, ele sugere ao homem o desvio e pode ser qualquer um. Tenhamos em mente que Jesus é nosso sacerdote supremo e foi tentado, todos nós também somos e seremos. Um título sacerdotal, episcopal, um cargo espiritual que consideremos elevadíssimo ou não, não estará livre de indução maligna. O correto é buscarmos em Deus respostas e direção e que seu Espírito esteja conosco nos revelando os segredos da Palavra.
Nesta batalha a Palavra é indispensável, assim como o Espírito de Deus, e ambos estão perto de nós e ao nosso fácil acesso.
A batalha será na nossa consciência, nas escolhas que fazemos, a sutileza é para nós resistirmos ao plano de Deus.