sábado, 6 de janeiro de 2024
A escrita como ferramenta de evangelização e mobilização missionária: Programa Conversa de Missões com Sammis Reachers
terça-feira, 15 de setembro de 2015
A literatura e as artes cristãs em revista: AMPLITUDE
Caso não consiga realizar o download, solicite o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br
sábado, 26 de novembro de 2011
Wallysou Entrevista Wilma Rejane autora de Às Margens do Quebar
1. Por que o nome A Tenda na Rocha e como surgiu a ideia de escrever posts / textos devocionais?
A esperança é o sonho do homem acordado. Aristóteles |
3. Como nasceu o sonho de publicar um livro de devocionais, em um mercado aparentemente saturado e pouco responsivo a esse tipo de obra literária?
Também estou escrevendo uma ficção cristã, que está ficando igualmente bela. Não tenho previsão de quando concluirei esses trabalhos, eles serão gerados sob oração e determinação, porque é um grande desafio concluir um livro. Minha missão de professora, apesar de gratificante, me deixa exausta! Escrever - pelo menos para mim- requer mente e corpo descansados, em harmonia com Deus e com o mundo.
7. Um pedido a Papai do Céu...
8- Onde encontrar a segunda edição do livro? Já esta a venda?
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Entrevista com Paulo Feniman, da MIAF
"É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa." |
domingo, 17 de janeiro de 2010
Campanha UBE pela causa das crianças desaparecidas: Entrevista com o autor do livro Crimes Satânicos, e sorteio de livros
Amados irmãos, apresentamos aqui uma entrevista realizada com Leo Montenegro, autor do livro Crimes Satânicos. O livro, além de denunciar o rapto organizado de pessoas com objetivo serem sacrificadas em rituais de magia negra dentro e fora do Brasil, apresenta casos que vêm acontecendo em todo o mundo. Acompanhe as revelações do autor, que no momento já prepara mais um volume sobre o tema. A entrevista foi realizada pela irmã Wilma Rejane para a UBE.
Ao final do post, saiba como participar da promoção e concorrer a exemplares do livro.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
COMBATE AO CRIME - Fim de corrupção policial é primeiro passo, diz diretor da Justiça Global
domingo, 13 de dezembro de 2009
Satanismo na Internet X Crianças Desaparecidas
Diariamente as estatísticas de pessoas desaparecidas crescem, no Brasil e no mundo. As vitímas, são principalmente crianças. O que acontece? por que este tipo de crime, apesar de persistente, não é investigado à fundo? Não é exposto com frequência na mídia? O escritor Leo Montenegro, lançou (na expocristã-2009) o livro, "crimes satânicos", que aborda esta triste realidade. Algumas declarações feitas nesta entrevista me abalaram. Cristãos, filhos de pastores, aderindo ao satanismo, e mais, a internet tem sido uma ferramenta poderosa na difusão e propagação do satanismo e no comércio de pessoas desaparecidas. Enquanto os cristãos, estão usando seus blogs para atacar a igreja e os irmãos, o satanismo cresce. Precisamos encarar nossos blogs, como ministérios, sim. Leia a entrevista e veja porque.
Leo Montenegro: Tive acesso às fotos da cena do crime de um ritual satânico envolvendo a morte de criança de cerca de 2 ou 3 anos de idade. Ela foi sacrificada pela própria mãe em uma ritual de magia negra e teve seu coração arrancado e em seguida foi decapitada. Isso me motivou a denunciar esses crimes que estão acontecendo em todo o mundo. Não fazemos idéiado quanto isso é real, pois a mídia não noticía esses crimes por duas razões:
Durante as investigações o que mais lhe chamou atenção dentro do assunto?
Foram os piores dias da minha vida. Sinceramente, eu ainda não sei o quanto isso me afetou.
Qual a ligação entre a pedofilia e o satanismo?
Por: Wilma Rejane
Fonte: Portal Guiame
Livro Crimes Satânicos Editora Naós
Via: atendanarocha
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Uma nova Aliança Evangélica?
Entrevista com o miss. José Bernardo, líder da AMME Evangelizar, sobre o possível restabelecimento da Aliança Evangélica Brasileira.
O esforço mediado destacadamente por Valdir Steuernagel, Oswaldo Prado e Ariovaldo Ramos já conta com o apoio de vários líderes evangélicos e planeja-se uma nova reunião para o dia 14/12/2009.
José Bernardo pensa que merece um voto de esperança, vendo que o amor é mandamento inegociável.
O que motivou a participação da AMME Evangelizar na reunião sobre a possível restauração da Aliança Evangélica Brasileira?
A AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) da qual a AMME é associada, na pessoa do nosso presidente – Silas Tostes, ajudou a promover esta reunião. Participamos por entender que a obra missionária pode ganhar com uma maior comunhão e unidade entre os cristãos evangélicos.
Como está se desenvolvendo a proposta para união dos evangélicos?
Neste momento, destacam-se três líderes evangélicos, muito queridos da Igreja e respeitados por sua militância na missão da Igreja, que participaram da antiga AEVB e entendem que é tempo de fazer um esforço neste sentido novamente: Valdir Steuernagel da Visão Mundial, Oswaldo Prado da Sepal e Ariovaldo Ramos da Igreja Batista da Água Branca. A reunião deste último dia 23 de outubro foi uma preparação para uma reunião mais ampla no dia 14 de dezembro, quando deve ser discutida uma proposta de carta de princípios que vai orientar a nova aliança e também será marcada uma futura assembleia de instalação.
Levando em conta a diversidade da Igreja Evangélica Brasileira, o que torna viável esta proposta de união dos evangélicos?
Primeiro, não podemos nos queixar da diversidade da Igreja Evangélica, isso é uma virtude. Obviamente toda virtude em excesso é um pecado, mas não podemos aceitar a ideia político centralizadora de Igreja que tem os romanistas. Ficamos livres do papismo e das tradições de influência pagã para seguir apenas a Palavra de Deus. Ficaremos firmes na liberdade que adquirimos, e isso custa o esforço de vencer a carne e amar. Nesse contexto, a proposta de organizar a nova AEVB como uma rede social é decisiva para tornar a proposta viável e produtiva.
De que maneira a proposta de união dos evangélicos pretende manter as igrejas evangélicas convivendo em maior unidade?
A ideia é manter a rede social. As redes sociais não seguem o padrão organizacional de uma pirâmide com um chefe no topo e muitos níveis de subordinados abaixo. As redes sociais são um ambiente de relacionamentos entre organismos, em que todos têm o mesmo nível e se relacionam conforme sua disponibilidade e necessidade. O modelo de redes sociais tem maior possibilidade de produzir comunhão e unidade do que o modelo usado antes pela AEVB, porque é um ambiente de troca, onde a igreja terá a vantagem de compartilhar o que tem de melhor e a vantagem de receber aquilo que lhe falta. Sobretudo, na experiência da AMME e em minha opinião, a rede social preserva a identidade vocacional de cada participante. Nenhuma uniformização será exigida. A liberdade bíblica será garantida.
Qual a garantia de que a nova AEVB não será usada para as conveniências da política partidária ou para endossar uma agenda que não reflita o pensamento bíblico?
A primeira garantia nesse modelo de relacionamento é a carta de princípios. Ela dirá o que qualquer igreja pode esperar da Aliança ou não. Cada igreja decidirá sua participação a partir dessa carta. A segunda garantia é o benefício. Cada igreja só participará na medida em que a Aliança efetivamente a beneficiar – produzir algo menos do que benefício, desautorizará e desconstituirá naturalmente a rede social. A terceira garantia é a participação equalitária – ninguém mandará em ninguém. Além de opinar igualmente, cada participante, com sua identidade preservada, fala na rede e fora dela também. A sociedade não ouvirá a voz única de um vigário, mas uma tendência do conjunto da rede, inclusive com suas vertentes. Creio que essas três garantias nos animam a, no mínimo, dar um voto de esperança a este esforço nobre, pelo cumprimento do supremo mandamento bíblico de amar.
Por que a AMME Evangelizar resolveu participar da discussão deste tema?
A mensagem fundamental do Evangelho que pregamos é o amor; O amor tão grande de Deus por nós que o levou a dar seu filho unigênito para que nós tivéssemos uma nova vida no lugar da que o pecado já havia nos tirado; O amor entre nós, certificado de nossa identidade como verdadeiros representantes de Cristo; O amor pelos outros, que nos leva a anunciar-lhes o Evangelho da salvação. Se a Igreja não vive este amor fundamental na mensagem cristã, não tem autoridade para evangelizar. Seja em uma nova AEVB, seja nos Conselhos de Pastores, seja nos eventos de confraternização promovidos por cada igreja, devemos atender às oportunidades de exercitar o amor, sabendo que é fundamento da evangelização. Ajudar a Igreja a andar em amor, é ajudar a Igreja a cumprir sua tarefa de evangelizar. Por isso a AMME está acompanhando este esforço pela nova AEVB com interesse.
Fonte: http://www.evangelizabrasil.comdomingo, 18 de outubro de 2009
Pornografia e o leve desvio de Ted Bundy [ENTREVISTA CHOCANTE]
James C. Dobson: São por volta de 2:30 da tarde. Está programado para que você seja executado amanhã cedo às 7:00, se você não receber outra sentença. O que está passando pela sua cabeça? Quais pensamentos você tem tido nesses últimos dias?
Ted: Eu não vou enganar você dizendo que é algo que eu sinto estar no controle ou com que eu possa ter chegado a um acordo. É uma coisa de momento pra momento. Às vezes me sinto muito tranqüilo e outras vezes já não me sinto totalmente tranqüilo. O que está acontecendo na minha cabeça agora é usar os minutos e horas que me restam o quanto proveitoso for possível. Isso ajuda a viver no momento, na essência do que a gente usar como proveitoso. Exatamente agora, eu estou me sentindo calmo, em grande parte, porque estou aqui com você.
JCD: Para registro, você é culpado de matar muitas mulheres e meninas.
Ted: Sim, isso é verdade.
JCD: Como isso aconteceu? Leve-me de volta. Quais são os antecedentes do comportamento que nós vimos? Você foi criado em no que a gente considera um lar saudável. Você não foi abusado fisicamente, sexualmente ou emocionalmente.
Ted: Não. E essa é a parte da tragédia na situação toda. Eu cresci em uma casa maravilhosa com dois pais dedicados e amorosos, como um de 5 irmãos e irmãs. Nós, como crianças, éramos o foco da vida de nossos pais. Nós regularmente íamos à igreja. Meus pais não bebiam ou fumavam ou jogavam com aposta. Não havia abuso físico ou brigas (lutas) dentro de casa. Não estou dizendo isso para “dar uma de coitadinho”¹, mas era uma casa cristã excelente e sólida. Espero que ninguém vá tentar tomar o caminho fácil sobre isso e acusar minha família de contribuir com isso. Eu sei, e estou tentando te contar da forma mais honesta que eu saiba, o que realmente aconteceu. Quando era um garoto de 12 ou 13 anos, eu encontrei, fora de casa, no armazém local e nas farmácias, o softporn (pornografia leve). Garotos pequenos exploravam corredores laterais e ruas vazias dos seus bairros, e no nosso bairro, as pessoas iam despejar o lixo. De vez em quando, nós deparávamos com livros de uma natureza mais pesada – mais gráfica. Isto também incluía revista policiais etc. E eu quero enfatizar isso: o tipo mais nocivo de pornografia – e estou falando com dificuldade real, da experiência pessoal – é aquela que envolve violência e violência sexual. O casamento destas duas forças – eu sei muito bem – gera o comportamento que é terrível demais para descrever.
JCD: Me leve até aquilo. O que estava acontecendo na sua mente naquele momento?
Ted: Antes de irmos adiante o mínimo que seja, é importante para mim que as pessoas acreditem no que estou falando. Não estou culpando a pornografia. Não estou dizendo que ela me levou a sair por aí e fazer certas coisas. Assumo total responsabilidade por todas as coisas que eu fiz. Essa não é a questão aqui. A questão é como estes tipos de literatura contribuíram e ajudaram moldando e modelando os tipos de comportamento violentos.
JCD: Isso alimentou suas fantasias?
Ted: No início, isso alimentou esse tipo de processo mental. Depois, em um determinando momento, vira um instrumento de cristalização, fazendo com que aquilo se tornasse quase que uma entidade separada dentro de mim.
JCD: Você chegou tão longe quanto você poderia ter chegado em sua própria vida de fantasia, com material imprenso, fotos, vídeos, etc, e em seguida, houve a urgência de ter que dar aquele passo para um evento físico.
Ted: Uma vez que você se tornou viciado nisso, e eu olhei para isto com uma espécie de vício, você busca o mais potente, mais explícito, mais tipos de materiais gráficos. Como um vício, você anseia por algo que é mais pesado e lhe dá uma maior sensação de excitação, até que você chega ao ponto aonde a pornografia já foi tão longe – até aquele ponto em que você acha que fazendo vai te proporcionar algo maior do que só lendo ou olhando.
JCD: Quanto tempo você ficou nesse ponto antes de você realmente ter agredido alguém?
Ted: Um par de anos. Eu estava lidando com inibições muito fortes contra o comportamento criminoso e violento. Que tinha sido condicionado e criado dentro de mim do meu bairro, o ambiente, igreja e escolas. Eu sabia que era errado o pensar sobre aquilo, e certamente, o fazer aquilo era errado. Eu estava no limite, e os últimos vestígios de contenção estavam sendo testados constantemente, e atacou através do tipo de vida de fantasia que foi alimentado, fortemente, pela pornografia.
JCD: Você se lembra o que te levou até o limite? Você se lembra da decisão de “ir nessa”? Você lembra quando você decidiu jogar a cautela pro ar?
Ted: É uma coisa muito difícil de descrever – a sensação de chegar naquele ponto aonde que eu sabia que eu não poderia controlar mais. As barreiras que eu tinha aprendido quando criança não eram mais suficientes para me segurarem de procurar alguém e machucar.
JCD: Seria correto chamar isto de um frenesi sexual?
Ted: Esta é uma maneira de descrevê-lo – uma compulsão, um desenvolvimento dessa energia destrutiva. Outro fato que não havia mencionado é o uso do álcool. Em conjunto com minha exposição à pornografia, o álcool reduziu minhas inibições e a pornografia corroeu ainda mais.
JCD: Depois que você cometeu seu primeiro assassinato, qual foi o efeito emocional? O que aconteceu no dia depois disso?
Ted: Mesmo todo estes dias depois é difícil falar sobre isso. Revive-lo falando sobre isso é difícil dizer o mínimo, mas eu quero que você entenda o que aconteceu. Foi como sair de um transe horrível ou algum sonho. Eu só posso compará-lo (e não quero dramatizar demais) com ficar possuído por alguma coisa tão horrível e estranha, e na manhã seguinte acordar e lembrar o que aconteceu e perceber que, aos olhos da lei, e certamente aos olhos de Deus, você é responsável. Para acordar de manhã e perceber que eu tinha feito com minha mente clara, com todas as informações morais e éticas necessárias intactas, absolutamente me horroriza.
JCD: Você não sabia que era capaz disso antes?
Ted: Não existe forma de descrever a vontade brutal de fazer aquilo e uma vez que tenha sido satisfeita, ou gasta, e aquele nível de energia se retraiam, eu voltava a ser eu mesmo. Basicamente, eu era uma pessoa normal. Eu não era um cara de sair em bares, ou um vagabundo. Eu não era um pervertido no sentido que as pessoas olhassem entre si e dissessem: “Eu sei que tem alguma coisa errada com ele”. Eu era uma pessoa normal. Eu tinha bons amigos. Eu levava uma vida normal, exceto por este pequeno, mas muito potente e destrutivo segmento da minha vida que eu guardava em bastante segredo e bem perto de mim. Aqueles de nós que tem sido tão influenciados por violência na mídia, particularmente a violência pornográfica, não são uma espécie de monstros inerentes. Nós somos seus filhos e maridos. Nós crescemos em famílias regulares. A pornografia pode alcançar e agarrar qualquer criança de hoje. Ela agarrou-me para fora da minha casa 20 ou 30 anos atrás. Quão diligentes quanto foram meus pais, e eles foram diligentes em proteger os seus filhos, e com um bom lar cristão como nós tivemos, não existe qualquer proteção contra os tipos de influências que estão soltos em uma sociedade que os tolera...
JCD: Fora destas paredes, há várias centenas de jornalistas que queriam falar com você, e você pediu para que eu viesse, porque você tinha alguma coisa para dizer. Você sente que a pornografia hardcore, e a porta para ela, o softporn, está causando danos incalculáveis para as outras pessoas e fazendo com que outras mulheres sejam abusadas e mortas da forma que você fez.
Ted: Eu não sou um cientista social, e não pretendo acreditar que “um cidadão qualquer”² pensa sobre isto, mas eu vivi na prisão já faz um longo tempo até agora e conheci muitos homens que foram motivados a cometer violência. Sem exceção, cada um deles estavam profundamente consumidos pelo vício. O próprio FBI tem um estudo sobre homicídios em série do qual mostra que o interesse mais comum entre os seriais-killers é a pornografia. É verdade.
JCD: Como teria sido sua vida sem essa influência?
Ted: Eu sei que teria sido de longe melhor, não só para mim, mas para um monte de outras pessoas – vítimas e famílias. Não há dúvida de que ela teria sido uma vida melhor. Estou absolutamente certo de que não teria envolvido esse tipo de violência.
JCD: Se eu fosse capaz de perguntar o tipo de perguntas que são colocadas, uma seria, “Você está pensando sobre todas as vítimas e suas famílias, que estão tão feridas? Anos já passaram, suas vidas não são normais. Elas nunca serão normais. Você tem remorso?”
Ted: Eu sei que as pessoas vão me acusar de estar mentindo pra me defender (sendo egoísta), mas com a ajuda de Deus, eu tenho sido capaz de chegar ao ponto, depois de muito tempo, aonde eu posso sentir a mágoa e a dor pela qual fui responsável. Sim. Absolutamente! Durante estes últimos dias, eu e um número de investigadores temos falado sobre casos não resolvidos – assassinatos dos quais eu estava envolvido. É difícil falar sobre, todos esses anos depois, porque isto reaviva todos os sentimentos terríveis e pensamentos com os quais eu com firmeza e diligencia tenho lidado – acho que com sucesso. Então foi reaberto e eu senti a dor e o horror daquilo. Eu espero que aqueles que eu causei tanto luto, mesmo se eles não acreditarem na minha expressão de angústia, eles vão acreditar no que vou dizer agora: Existem aqueles soltos nas suas cidades e comunidades, como eu, cujos impulsos perigosos estão sendo alimentados, dia sim, dia não, pela violência nos meios de comunicação de formas variadas – particularmente a violência sexual. O que me assusta é quando vejo o que passa na TV a cabo. Parte da violência nos filmes que entram em casa hoje é coisa que não iriam mostrar em “cinemas só para maiores” há 30 anos atrás.
JCD: Você quer dizer os filmes de terror?
Ted: Essa é a forma, mas gráfica de violência na tela, especialmente quando as crianças estão desavisadas ou inconscientes que elas poderiam ser um Ted Bundy, que elas poderiam ter uma predisposição a esse tipo de comportamento.
JCD: Um dos últimos assassinatos que você cometeu foi da menina de 12 anos Kimberly Leach. Acho que o clamor do público é maior porque uma criança inocente foi tirada do parquinho infantil (playground). O que você sentiu depois disso? Eram normais as emoções depois disso?
Ted: Exatamente agora eu realmente não consigo falar sobre isso. É muito doloroso. Eu gostaria de ser capaz de transmitir a você como é essa experiência, mas não seria capaz de falar sobre isso. Eu mal consigo começar a compreender a dor que os pais dessas crianças e jovens mulheres que eu já me sinto detestável. E eu não posso restaurar muito a eles, se alguma coisa. Também não vou fingir, e eu nem mesmo espero que eles me perdoem. Eu não estou pedindo por isto. Este tipo de perdão é de Deus, se eles possuem, eles possuem, e se não, talvez vão encontrá-lo algum dia.
JCD: Você merece a punição que o Estado impôs sobre você?
Ted: Essa é uma pergunta muito boa. Eu não quero morrer, não vou mentir pra você. Eu mereço, certamente, a punição mais extrema que a sociedade tiver. E eu penso que a sociedade merecer ser protegida de mim e de outros como eu. Sem sombra de dúvidas. O que espero vir da nossa discussão é que eu acho que a sociedade merece ser protegida de si mesma. Como conversamos, há forças soltas neste país, especialmente este tipo de pornografia violenta, onde, por um lado, pessoas bem-intencionadas que condenam o comportamento de um Ted Bundy, enquanto eles estão caminhado passam por uma revista aterradora cheia das coisas que enviam crianças jovens no caminho para serem Ted Bundys. Essa é a ironia. Estou falando de ir além da retribuição que as pessoas querem de mim. Não há nenhuma maneira no mundo que me matando vai restaurar essas crianças lindas aos seus pais e corrigir e aliviar a dor. Mas existem muitas outras crianças brincando em ruas ao redor do país hoje que estarão mortas no dia seguinte, e no outro dia, porque outras pessoas jovens estão lendo e vendo os tipos de coisas que estão disponíveis nos meios de comunicação hoje.
JCD: Há um cinismo tremendo sobre você do lado de fora, eu suponho, que por uma boa razão. Eu não tenho certeza se há alguma coisa que você poderia dizer que as pessoas iriam acreditar, ainda que você me tenha dito (e eu já ouvi isso através de nosso amigo em comum, John Tanner) que você aceitou o perdão de Jesus Cristo e é um discípulo, que crê n’Ele. Você tira forças disso enquanto as horas finais se aproximam?
Ted: Eu faço. Eu não posso dizer que estar no Vale da Sombra da Morte é algo com que eu tenha me acostumado, e que sou forte e nada me incomoda. Não tem graça. Gera uma espécie de solidão, ainda tenho que me lembrar que cada um de nós vai passar por isso algum dia, de uma forma ou de outra.
JCD: Está ordenado para o homem (possivelmente citando Hb 9.27).
Ted: Incontáveis milhões que já caminharam sobre a Terra antes de nós passaram por isso, assim que esta é apenas uma experiência que todos nós compartilhamos.
No final, o pecado leva à morte. Jesus morreu pelos seus pecados. Você está numa guerra. Seja um homem. Mate seus pecados.
Notas de Tradução:
¹ Expressão Leave it to Beaver, lit.: ‘Deixe isso para o Castor’, muito traduzida como ‘Foi sem querer’, “Beaver” também pode significar “Trapalhão”, primeiramente traduzi como “levar toda a culpa”, mas acho que “dar uma de coitadinho” ficou mais adequada com o contexto.
² John Q.Public é um nome genérico nos Estados Unidos para designar um membro hipotético da sociedade considerado um “homem comum”, no presente texto foi usado o termo John Q. Citizen que se aplica igualmente a uma pessoa pública, especificando este “homem comum” como um cidadão.
Tradução livre do e-book (e livreto) gratuito “Porn-again Christian – a frank discussion on pornography & masturbation” de Mark Driscoll.
Revisão da tradução: Ada Paiva