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sábado, 6 de janeiro de 2024

A escrita como ferramenta de evangelização e mobilização missionária: Programa Conversa de Missões com Sammis Reachers


No dia 04/12/2023 participamos do Programa Conversa de Missões, apresentado por Sylvia Maia de Souza. O programa, a cada segunda feira, entrevista pessoas envolvidas com o esforço missionário da igreja brasileira. O programa é uma iniciativa do DEM Congregacional e também da AMTB.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A literatura e as artes cristãs em revista: AMPLITUDE




AMPLITUDE é uma revista de cultura evangélica, com foco principal em ficção e poesia. Mas nosso leitmotiv, nosso motivo de ser e de existir, é a arte cristã em geral: Transitamos por música, cinema, fotografia, artes plásticas e quadrinhos. Publicamos artigos, estudos literários, crônicas e resenhas.
      Nossa intenção diz respeito àquela despretensiosa excelência dos humildes. Nosso porto de partida e porto de chegada é Cristo. Nosso objetivo é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos.
Nosso preço é nenhum: a revista circula gratuitamente, no democrático formato pdf.
      AMPLITUDE, revista cristã de literatura e artes, nasce como um espaço inter ou não-denominacional aberto à criação daqueles que por tanto tempo foram silenciados pela visão oblíqua e deturpada do velho status quo que via nas expressões artísticas algo menor, indigno ou mesmo inútil ao cristão ou à igreja.  Um fórum para os que tem-se visto alienados de veículos de expressão, de formas de publicar/expor/comunicar, de interagir entre pares, e para além dos pares.
      Esta revista nasce com dois anos de atraso, desde a gestação da ideia de uma revista dedicada fundamentalmente à nossa literatura, em conversações com o poeta e escritor lusitano J.T.Parreira. Porém, projetos outros impediram naquele momento a concretização da ideia.
      Como a focalização de nossas lentes recai fundamentalmente sobre a ficção e a poesia, esta edição inaugural chega com força total: são oito contos. Na poesia, contamos com nomes consagrados como o próprio J.T.Parreira, Israel Belo de Azevedo, Joanyr de Oliveira, Gióia Júnior e outros, aliados a novos nomes de excelente produção.
      O anglicano George Herbert, uma das figuras centrais dos assim chamados poetas metafísicos ingleses, inaugura a seção Jardim dos Clássicos.
      Marcelo Bittencourt apresenta sua história em quadrinhos Pobre Maria, encantando com seu texto e sua arte.
      Na seção de entrevistas, iniciamos com Veronica Brendler, idealizadora do Festival Nacional de Cinema Cristão.
      As artes plásticas são contempladas na seção Galeria, que abre suas portas com a obra de Rafaela Senfft, que também comparece com o artigo A arte moderna e a cosmovisão cristã.
      E vamos aos contos: O saudoso Joanyr de Oliveira, verdadeiro patrono da (boa) literatura evangélica, faz-se presente com o conto A Catequese ou Feliz 1953, onde o autor revisita os porões da ditadura brasileira, inspirado em eventos autobiográficos. J.T.Parreira comparece relatando sobre as crises ontológicas de Pedro, em Os Pronomes; e ainda o fino humor de Judson Canto em Uma mensagem imprópria; um singelo conto de Rosa Jurandir Braz, Você aceita esta Flor?; Célia Costa com o brevíssimo O que poderia ter sido, sobre o que poderia ter sido naquele Jardim de possibilidades; Margarete Solange Moraes com o pungente Filhos da Pobreza; este humilde escriba comparece com um conto de ficção científica, Degelo, ambientado em futuro(s) distópico(s); e Hêzaro Viana, fechando a edição com um forte e terno conto, Por Amor, em 12 páginas de ótima prosa.
      Confira ainda as seções: Notas Culturais, com pequenos flashes sobre o que rola na cena cultural cristã (e fora dela); Hot Spots, abarcando a cada edição citações da obra de um grande autor; Parlatorium, com citações diversas de autores de ontem e de hoje; e Resenhas, abarcando livros, música, cinema et al.

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Caso não consiga realizar o download, solicite o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

sábado, 26 de novembro de 2011

Wallysou Entrevista Wilma Rejane autora de Às Margens do Quebar



 Peraí pessoal, tô chegando. Wally? Cadê você? ham, ham


Por Wallace Sousa


1. Por que o nome A Tenda na Rocha e como surgiu a ideia de escrever posts / textos devocionais?

Comecei a escrever devocionais tão logo me converti, no ano de 2003. Havia perdido a visão do olho direito e me entregado inteiramente ao Evangelho, de forma tão radical que Deus precisou ir me moldando. Eu dormia e acordava lendo a Bíblia e dizia para meu esposo, Franklin: "Deus me chamou com o propósito de ensinar a Palavra, Ele me disse que vou pregar as nações." Eu queria dar o melhor de mim por gratidão, por ter sido curada de minhas dores e principalmente por ter sido salva. Existia um Bálsamo Curador e Transformador e muitas pessoas perdidas, precisando conhece-Lo. Comprei uns cadernos grandes e fui escrevendo mensagens. Inicialmente pensei em ministrar de forma itinerante: em reuniões domiciliares. O que eu precisa aprender era que para tudo tem um tempo e a obra não era minha, mas de Deus. A Seu tempo.

Deixei o trabalho de jornalista e passei a me dedicar a Teologia. Não estava acostumada a ficar sem emprego, mas por dois anos seguidos não me faltaram lugares para ministrar a Palavra, quer seja no púlpito, nas EBD's e no programa de rádio. Vi Deus operar: curar enfermos e salvar vidas! Até que nossa família mudou para Teresina e fiquei alguns meses "alisando banco".  As igrejas já estavam com seus quadros de lideres formados e eu teria que esperar até a próxima eleição se quisesse trabalhar em algum ministério.  Fiquei "me moendo" por dentro, com vontade de ensinar e participar de forma mais ativa das atividades na igreja,  um ano era uma eternidade! Ai entra o blog. Meu esposo viu minha inquietação e ladainha (risos) daí disse: vou criar um blog para você publicar suas mensagens. Vocês acreditam que relutei? Eu nem sonhava que essa seria a maneira de ver cumprida a promessa de Deus sobre "pregar as nações". Quando enfim aceitei, não tive dúvidas sobre o nome: A Tenda Na Rocha, baseado em Isaías 54 que diz: "Alarga o lugar da tua tenda; estenda o toldo da tua habitação, e não impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas". Esse verso estava sempre presente em minhas orações por salvação de almas.   

2. Quem é Wilma Rejane, a editora do ATR? Qual é o segredo para escrever textos tão espiritualmente profundos?

A esperança é o sonho do homem acordado.
Aristóteles


Sabes que faço Filosofia, né? Essa pergunta "quem é você" é profundamente filosófica. Posso dizer que sou muitas coisas e ainda assim não dizer quem sou, por não ser suficiente. Vou escolher a definição sobrenatural dos  nascidos de novo: "E assim que se alguém está em Cristo, é nova criatura, as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo" II Cor 5:17. Sou essa nova criatura que carrega em si a graça e a virtude de Jesus, a vida abundante conquistada na cruz. Acredito firmemente que o segredo dos textos está em Deus. Ele tem poder de transformar coisas simples em tesouros.


3. Como nasceu o sonho de publicar um livro de devocionais, em um mercado aparentemente saturado e pouco responsivo a esse tipo de obra literária?

Sou movida a promessa, Wally. O livro  foi gerado na promessa de "ensinar a Palavra, pregar as nações". Isso pode soar grande demais, para algo que nasceu e caminha ainda de forma tímida- se comparado a outros ministérios. Mas, o que me alimenta dia após dia é olhar para trás e perceber o grandioso agir de Deus para trazer a existência o que antes era apenas sonho. As pessoas têm sede de Deus e embora os Devocionais não estejam na lista, no ranking dos livros mais vendidos (nacional e internacionalmente) eles sempre terão público. Esse estilo literário independe de modismos, porque A Palavra de Deus jamais passará! 


4. Como foi a sensação de ver seu primeiro livro praticamente esgotado logo após ter sido lançado? Você comprou todos os exemplares para dar de presente (risos)?

Preciso contar uma breve história. Escrevo desde a adolescência e nos concursos de poesias, redações e outros gêneros literários, lá estava eu. Ganhei um concurso de conto regional muito disputado,   concorrentes de todo o estado do Piauí. O conto Parnaiboleta tinha como cenário o rio Parnaíba que corta o estado, no enredo inclui uma linda estória sobre borboletas. Meu esposo sempre me incentivou muito e até me deu uma escrivaninha cor de rosa, onde eu sentava e escrevia por horas, principalmente poemas. Esses poemas, ele compilou e intitulou de "Amor Eterno", quem sabe um dia eu publique.

Com a conversão surge uma nova fase de escrita onde Às Margens do Quebar entra como parte das promessas que falei no inicio da entrevista. Se Jesus está no barco, por que temer? Não tive dúvidas de que o livro seria bem aceito, pela maneira como tudo foi acontecendo. Deus levantou um pastor lá de Feira de Santana, (Bahia) chamado Marcos Sampaio que me escreveu um e-mail pedindo para publicar os estudos do blog pela Editora dele. Pr. Marcos tinha o dom de me fazer chorar por que ao ouvi-lo era como se Deus estivesse falando através dele. Organizei tudo muito rápido, mas por uma série de motivos não deu certo publicar com ele. A primeira edição do livro saiu pela Editora Oxigênio e eu não comprei todos os exemplares Wally!! (risos).

5. Quais são seus projetos para o futuro, tendo em vista esse sucesso precoce?

"Sucesso precoce", é? (risos). Ihhh! Imagine ai uma mulher que sonha! Os projetos nem caberiam aqui. Mas já que estamos falando de livros vou por esse caminho. Estou escrevendo dois livros: Um romance cristão sobre Sara e Abraão, creio que grandes coisas Deus fará através dessa obra. Nela falo  especialmente sobre " dar a luz, trazer a existência, fazer cessar a esterilidade" e  não é maravilhoso Deus ter concedido minha visão de volta em pleno processo de escrita desse livro?

Também estou escrevendo uma ficção cristã, que está ficando igualmente bela. Não tenho previsão de quando concluirei esses trabalhos, eles serão gerados sob oração e determinação, porque é um grande desafio concluir um livro.  Minha missão de professora, apesar de gratificante, me deixa exausta! Escrever - pelo menos para mim- requer mente e corpo descansados, em harmonia com Deus e com o mundo.


6. O que lhe dá mais prazer como blogueira e escritora cristã?

Sem dúvida é ver vidas transformadas, essa é a maior recompensa. Por todos os motivos já citados, considero o blog um ministério e não posso pensar diferente uma vez que recebemos no Tenda testemunhos diários de vidas restauradas pela Palavra de Deus. Tenho carinho especial pelos filhos desse ministério que nos escrevem contando de como foram impactados pelas mensagens.

Recentemente recebi e-mail de uma senhora chamada Marta Amador Chaga, de São Paulo. Ela havia me escrito pedindo oração . Respondi com o Salmo 9:1, ela guardou a Palavra no coração, eis a resultado da fé da irmã:

"Amada irmã Wilma,  minha mãe voltou a andar, o meu irmão já havia comprado a cadeira de rodas, mas o Senhor operou grandemente. Deus os abençoe. Um grande abraço."

Tem uma leitora chamada Alice Rampani, do Paraná. Ela está preparando testemunho para publicar no Tenda. Essa jovem aceitou Jesus como Salvador, se batizou e demonstra muito amor pelo ministério evangelístico. Semana passada nos falamos e ela me disse: "Irmã Wilma, estou aguardando o cumprimento de mais uma promessa para incluir no testemunho". Quanta alegria sinto em meu coração em ver a fé brotando nos corações! Glórias sejam dadas a Deus! Enfim, são muitos testemunhos ao longo desses quase quatro anos de blog.


7. Um pedido a Papai do Céu...

A lista de pedidos é grande! Mas como você me pede um, facilita, né? (risos). Oro a Deus para que essa segunda edição de Às Margens do Quebar, alcance vidas conduzindo-as até Jesus; Único e Suficiente Salvador. Que a leitura das mensagens contidas no livro sejam como um bálsamo a consolar e fortalecer a fé das pessoas.

8- Onde encontrar a segunda edição do livro? Já esta a venda?






A segunda edição está saindo pela editora Àgape que é um selo editorial da grande editora Novo Século. Está a venda em :


Quero agradecer aos leitores do Tenda na Rocha, como sempre digo: Vocês são parte dessa promessa, Deus abençoe a vida de cada um e aos que mesmo sem me conhecer ou conhecer o blog já adquiriram ou ainda vão adquirir o livro: Obrigada!

Obrigada pela entrevista mano Wally. Depois que Deus me devolveu a visão do olho direito é que fui perceber que pareces com aquele ator global Marcelo Serrado (plim, plim!) não fica convencido , tá? (risos) Pode desligar o microfone.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Entrevista com Paulo Feniman, da MIAF


http://www.bomlider.com.br

"É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa."


Paulo Feniman é formado em Teologia pela FTSA – Faculdade Teológica Sul Americana e em Computação Gráfica pela UNOPAR – Universidade Norte do Paraná. Preletor em conferências e congressos missionários no Brasil e América do Sul. Atualmente é Diretor Executivo da MIAF – Missão para o Interior da África, onde coordena o treinamento e envio de missionários entre povos africanos. É coordenador de Alianças Estratégicas da AMTB – Associação de Missões Transculturais Brasileira, membro da IPA  International Partners Association e membro do Conselho Internacional da AIM – Africa Inland Mission. É casado com Patrícia e pai do pequeno Felipe de 7 anos e de Gabriela de 3 mês.

ENTREVISTA

Bom Líder - O que de fato motivou a recém criação do Departamento de Alianças Estratégicas na AMTB?

Paulo Feniman - Na verdade o modelo de alianças é algo bem presente em países da América Latina, mas no Brasil nunca deslanchou. Percebemos no ano de 2009 que as agências e organizações missionárias pouco falavam ou trabalhavam em alianças para alcançar os mesmos objetivos. Então depois de um treinamento na Costa Rica trouxemos a idéia para o Brasil e estamos num processo de implantação. E é claro que não podemos nos esquecer que acima de tudo a idéia de unidade é algo Bíblico. Jesus por duas vezes ora por unidade, a primeira vez pelo seus discípulos (João 17.11) e logo em seguida ele ora pela Igreja (João 17.20 e 21).

Bom Líder - Como vai atuar o Departamento de Alianças Estratégicas da AMTB?

Paulo Feniman - A idéia é trabalhar com o principio básico da parceria, buscar organizações que tenham algo que possam ajudar outros e vice-versa. Para criarmos este link entre organizações e igrejas será necessário: pesquisas sobre o movimento missionário brasileiro, que inclusive já está em andamento através do sitewww.aliancasestrategicas.com.br , assim como, treinamento de líderes sobre como construir alianças duradouras. Pensamos que com o tempo poderemos ver a Igreja Brasileira crescendo na visão de parcerias.

Bom Líder - Você acredita que para a evangelização mundial ser mais frutífera é importante que as agências missionárias estejam aliançadas estrategicamente?

Paulo Feniman - Não tenho dúvidas disso, o que nós vemos nos nossos dias são igrejas e agências missionárias muitas vezes disputando entre si ao invés de trabalharem juntas. Não é difícil ver organizações decidirem ir para um lugar ou outro não pela ausência do evangelho, mas sim pela ausência de sua bandeira organizacional ou denominacional.

Bom Líder - O Apóstolo Paulo escreveu aos Romanos sobre o seu esforço em pregar o evangelho onde Cristo ainda não tinha sido anunciado, pois, não queria correr o risco de edificar sobre fundamento alheio. Esse é o mesmo proceder das agências missionárias brasileiras?

Paulo Feniman - Como disse antes, infelizmente não. Mas quando falo de parceria ou de sua ausência, não estou falando necessariamente da questão de trabalho duplicado, falo da falta de intencionalidade de criar projetos de trabalho em conjunto para que o evangelho seja pregado em lugares menos alcançados e também da necessidade de igrejas de denominações diferentes se juntarem para atender um bairro ou lugar carente de uma cidade ou região. Utopia? Eu creio que não, eu creio que a oração de Jesus no Evangelho de João era exatamente sobre isso.

Bom Líder - Você acredita que o missionário brasileiro está melhor preparado para atuar tanto no Brasil como no exterior?

Paulo Feniman - Eu creio que sim, o Brasil cresceu muito no treinamento e no desenvolvimento de estratégias missionárias. Com isso nossos missionários trabalhando em campos transculturais estão muito mais preparados. O maior exemplo disso é um número cada vez menor de retorno prematuro do campo.
Claro que existem agências e agências, isso quer dizer que ainda existem organizações que enviam seus missionários para o campo sem nenhum cuidado pastoral, estratégia ministerial, sustento adequado, seguro internacional de saúde e outros fatores que podem garantir um excelente ministério com durabilidade e eficácia.

Bom Líder - Como é a relação no Brasil entre a Agência Missionária e a Igreja Local?

Paulo Feniman - Nós temos um movimento de modelos de igrejas no Brasil que muitas vezes desconsidera a tarefa missionária da igreja local, mas por outro lado há igrejas que já tem uma história missionária de muitos anos e outras que estão dispostas a aprender e iniciar um processo de resposta em relação a grande comissão, desta forma, o que eu tenho visto são igrejas começando uma caminhada ao lado de agências para enviar seus missionários.
É preciso entender que pelos padrões bíblicos as agências e/ou organizações missionárias não enviam missionários e sim a Igreja Local, o chamado para o cumprimento da missao é da Igreja acima de qualquer coisa. As agências surgiram ao longo dos tempos para responder necessidades específicas, isso quer dizer que as agências são um braço de apoio para a igreja local.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site http://www.bomlider.com.br/ e comunicada sua utilização através do e-mail ivancordeiro@bomlider.com.br

domingo, 17 de janeiro de 2010

Campanha UBE pela causa das crianças desaparecidas: Entrevista com o autor do livro Crimes Satânicos, e sorteio de livros




Amados irmãos, apresentamos aqui uma entrevista realizada com Leo Montenegro, autor do livro Crimes Satânicos. O livro, além de denunciar o rapto organizado de pessoas com objetivo serem sacrificadas em rituais de magia negra dentro e fora do Brasil, apresenta casos que vêm acontecendo em todo o mundo. Acompanhe as revelações do autor, que no momento já prepara mais um volume sobre o tema. A entrevista foi realizada pela irmã Wilma Rejane para a UBE.

Ao final do post, saiba como participar da promoção e concorrer a exemplares do livro.



1 - De que forma surgiu a idéia do livro Crimes Satânicos?

Na verdade foi através de uma noticia sobre um desses crimes onde uma mãe sacrificou seu próprio filho de menos de 3 anos em um ritual de magia negra. Essa noticia trazia fotos da cena do crime e confesso que isso me abalou e me fez perguntar de onde vinha maldade tal a ponto de uma mãe matar e esquartejar o corpo do próprio filho.

Então comecei a pesquisar sobre o assunto e descobri que mesmo a mídia não divulgando, esses crimes acontecem a todo o momento e em todo o lugar.

Comecei a encontrar muita coisa, tive acesso a cenas de crimes, fotos e tudo o mais, sempre com apoio de pessoas do mundo todo, incluindo policia, perícia, investigadores, familiares de vítimas, etc.

É terrível saber que em alguns cultos satânicos há mães que geram filhos para que, logo ao nascer, sejam sacrificados nos altares satânicos, e isso passa despercebido, pois essas “mães” não dão a luz em hospitais.

No inicio não tinha idéia de escrever um livro, mas conforme fui descobrindo muitas coisas resolvi compartilhar com as pessoas e aí sim surgiu a idéia do livro.

Na verdade o Crimes Satânicos terá pelo menos mais um livro, que será um segundo volume.


2- De onde veio o apoio para a realização do trabalho?

Conforme pesquisava e colhia depoimentos, muitas pessoas se mostravam interessadas em ajudar com matérias, contatos, traduções (inclusive em russo), e citavam casos.

Tentei contatar parentes de crianças desaparecidas ou vitimas de rituais satânicos, mas foi muito difícil, pois essas pessoas vivem com medo e não sabem em quem confiar devido ao descaso com que foram tratadas pela sociedade e até mesmo autoridades, pois no Brasil a luta por justiça é muitas vezes uma luta silenciosa.

É muito triste a forma com que a causa dos desaparecidos é tratada nesse país.

Como uma pessoa só é declarada desaparecida depois de 48 horas, se é sabido que as crianças raptadas e desaparecidas são mortas muitas vezes em até 24 horas.

Isso poderia mudar se os nossos políticos votassem leis que favorecessem uma pronta resposta das autoridades em caso de desaparecimento, porém sabemos que esses mesmos políticos estão mais preocupados em votar o aumento de seus próprios salários.


3 - Você enfrentou algum tipo de pressão durante o andamento dos trabalhos?

Creio que a maior pressão foi espiritual e o pior momento foi a descoberta de um Vídeo Snuff (que são vídeos de assassinatos reais filmados com o objetivo de comercialização, e descobriu-se a conexão desses vídeos com cultos satânicos e redes de pedofilia).

Esse momento foi o mais difícil, pois tive que assistir dezenas de vídeos com esse tipo de conteúdo inclusive vídeos de rituais de magia negra, e infelizmente a internet está cheia desse tipo de conteúdo. Passei por tudo isso, pois minha intenção era encontrar um Vídeo Snuff real, algo que até aquele momento era considerado “Lenda”.

As cenas que eu vi e ouvi são de extrema maldade e posso dizer sim, que o mundo jaz no maligno.

Nesse momento muitas pessoas estavam orando por mim e isso foi essencial para concretizar o trabalho, pois pensei muitas vezes em desistir e até mesmo tive que parar o processo de pesquisa e investigação do livro, pois estava cansado, tendo crises de choro e não conseguia dormir à noite, pois ao fechar os olhos lá estavam as cenas em minha mente.

Minha esposa foi uma verdadeira mulher de Deus e peça importante para a concretização do trabalho, pois tinha momentos que eu não tinha forças nem para orar, talvez muitas pessoas possam ver isso como uma fraqueza, mas realmente tudo isso foi uma grande luta espiritual e com minhas próprias forças eu não teria chegado ao final. Então sei que foi Deus que me capacitou.

Eu não escolhi escrever esse livro, mas era necessário que essa denúncia viesse à tona.


4 - O que mudou em sua vida após o trabalho de investigação e publicação do livro Crimes Satânicos?

Até o livro ser publicado foi uma grande luta como já falei, porém depois com o apoio da editora Naós e de muita gente que tem apoiado o trabalho eu me senti mais seguro, pois vi que realmente eu não estava sozinho em tudo isso, pude ver que muitas pessoas estão se mobilizando e se perguntando:

“O que está acontecendo? Por que tantas crianças somem no país? O que eu posso fazer para ajudar a causa dos desaparecidos?

Muitas pessoas dizem que sou corajoso em fazer isso, mas a verdade é que Leo Montenegro é uma voz solitária na multidão e apenas um jovem acreditando no que diz 1 João 2-14.

Como Cristão acredito que temos que atender ao chamado de Deus para nossas vidas, e o “Eis-me aqui” é algo nobre nos dias de hoje e eu creio que todos podem ajudar na causa dos Desaparecidos, se você tem um blog, site, Orkut ou qualquer meio você pode se mobilizar divulgando textos, fotos, notícias - e com isso podemos sim salvar vidas e evitar que outras crianças sejam raptadas.


5 - Como você vê as noticias veiculadas recentemente na mídia envolvendo crianças em rituais com agulhas?

Esse caso foi uma exceção, pois a mídia nacional acabou divulgando o caso com toda a atenção.

Desde o Caso Evandro de Guaratuba no ano de 1992 que eu não via a mídia dar tanta atenção a um caso envolvendo ritual de magia negra.

Creio que esse caso fez muitas pessoas notarem que essa é uma prática comum e trouxe o assunto à pauta, tanto que quase todos os dias você pode ver novos casos sendo noticiados em toda a mídia.

Esses crimes acontecem com muita freqüência, para você ter idéia em Fortaleza uma série de crimes envolvendo rituais de magia negra estão acontecendo e isso não está sendo divulgado em lugar algum, a verdade é que os crimes continuam e ninguém foi preso até o momento ( Janeiro de 2010).

Na Tanzânia , Borundi e outros paises da África  centenas de Albinos estão sendo mortos, esquartejados e seus pedaços estão sendo vendidos para serem usados em rituais de feitiçaria pois existe uma superstição entre os nativos de que feitiços feitos com pedaços de Albinos trazem poderes mágicos. 

Como podemos ver isso está acontecendo em todo o mundo, porem pouco se noticia sobre esses casos.


6 - Léo, o que você acha que deveria ser feito para tornar as buscas a pessoas desaparecidas mais eficazes?

O Cadastro Nacional de Desaparecidos seria muito eficaz na busca e catalogação dos desaparecidos no Brasil.

Creio que campanhas do governo seriam de grande valia e até mesmo empresas poderiam colocar em seus rótulos de produtos fotos de crianças desaparecidas como muitas já fazem ou fizeram, parece que esse assunto para a sociedade é coisa do passado, mas os desaparecimentos continuam.

A maior união e integração das policias brasileiras também seria muito bem-vinda.

Mas eu ainda acredito que o maior passo pode ser dado por cada um de nós divulgando e ajudando essa causa, como falei há pouco.


7 - Tem algo, que você descobriu que não foi publicado? Por quê?

Existe muito conteúdo não publicado ainda e teremos um novo livro logo.

Tenho recebido muito apoio de varias pessoas que me escrevem relatando casos, experiências e denunciando crimes.

Tenho pesquisado essas denúncias e posso dizer que tenho em minhas mãos muito conteúdo.

O que posso dizer é que no mínimo eu sei demais e isso é perigoso pois faz de mim um alvo fácil.

Essa é a parte difícil de ser Leo Montenegro rsrs


8 - Que mensagem, você deixaria para as pessoas que estão lendo esta entrevista e que já leram ou pretendem ler o livro?

Leonardo da Vinci disse certa vez: “Aquele que não pune o mal, ordena que ele seja feito”.  E eu acredito que até hoje essas crianças tem desaparecido com tanta freqüência no Brasil e no mundo pelo descaso com que esses crimes sempre foram tratados, então devemos denunciar esses crimes para que esses raptores se sintam acuados e assim possam agir com menos liberdade e freqüência.

Sei que não vamos parar os raptos, mas se conseguirmos fazer com que eles diminuam estaremos salvando vidas.

Sobre o livro, eu peço que leiam, mas depois de ler não deixem o livro parado na estante, emprestem para seus amigos da igreja, família, e seus pastores e líderes.

Entendo que o livro é “pesado” e até não aconselho para que algumas pessoas o leiam, mas a mensagem dele não pode ser ignorada e nem ficar parada numa estante.

Obrigado à todos que me escrevem e compartilham suas experiências.

Deus abençoe a todos nós.

OBS: Para contatos com Léo Montenegro escreva para : leomontenegro09@gmail.com


9 – O livro está disponível nas livrarias evangélicas?

Sim. Os interessados podem também contatar a Editora Naós através do site www.editoranaos.com.br. E está disponível também em grandes lojas online, como Submarino, Americanas ou 100 % Cristão.

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Caros irmãos:  A União de Blogueiros Evangélicos, em parceria com a Editora Naós, vai sortear para os blogueiros 5 (cinco) exemplares do livro Crimes Satânicos.

Para participar da promoção basta republicar em seu blog o texto acima, da entrevista realizada com o autor. Em seguida, insira um comentário aqui neste post, informando de sua participação, não se esquecendo de deixar o link de seu blog para podermos conferir.

A promoção será válida do dia 15 até o dia 30 de Janeiro, e os livros serão enviados pelo próprio autor.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

COMBATE AO CRIME - Fim de corrupção policial é primeiro passo, diz diretor da Justiça Global



A Segurança Pública é a questão mais urgente a ser resolvida no Brasil, na avaliação do diretor da ONG Justiça Global e professor da Universidade de Harvard, James Cavallaro.

Para Cavallaro, o primeiro passo para baixar os índices de criminalidade é o combate à corrupção policial, que, segundo ele, é um tipo especialmente nocivo de corrupção porque "facilita o crime".
Ele falou à BBC Brasil como parte da série Brasil 2010, em que personalidades de diversas áreas elegem um aspecto que gostariam de ver diferente no país que será entregue pelo presidente que vencer as próximas eleições.

Leia a seguir alguns trechos da entrevista:

BBC Brasil - Se tivesse que escolher apenas um tema como prioridade para 2010, o que senhor escolheria?
James Cavallaro - A questão da segurança pública. Todo brasileiro pensa nisso, querendo se sentir mais tranqüilo na cidade, mas não necessariamente pensa nisso como uma questão de Direitos Humanos. Nós (que trabalhamos com direitos humanos) defendemos um Estado de direito, queremos bandido na cadeia cumprindo pena, mas não queremos bandido subornando agente penitenciário para entrar com o celular e organizar um assalto do lado de fora.

BBC Brasil - Por que a segurança pública?
Cavallaro - Poderia falar dos direitos das crianças, das mulheres, mas o que une esses problemas todos é a falta a vontade política de enfrentar os problemas difíceis. Quase sempre, prefere-se a opção fácil, o discurso fácil, a resposta simples - "Vamos botar mais policiais na rua, vamos ser mais firmes, vamos matar mais bandidos". Tem cinco séculos dessa visão e estamos onde estamos.

BBC Brasil - E por que é tão difícil resolver o problema?
Cavallaro - Porque tem custos políticos imediatos. Tradicionalmente no Brasil, o governo federal não assume responsabilidade pela segurança pública, deixa esse abacaxi com os Estados. Estão contratando mais policiais federais, o que eu acho positivo. Mas compare com outros países na região. No Brasil, você tem em São Paulo mais de 100 mil policiais, entre militares e civis. O número de policiais federais não chega a 10% do que tem em São Paulo! Isso é uma forma de ver que a segurança no Brasil é uma questão dos Estados. Em outros países latino-americanos a segurança é uma questão nacional.

BBC Brasil - E qual deveria ser o primeiro passo?
Cavallaro - A limpeza da corporações policiais, do poder penitenciário. O que existe (no Brasil) é uma polícia corrupta, um sistema penitenciário corrupto, infelizmente também um sistema judiciário corrupto. O resultado disso é que o sistema não é capaz de reprimir o crime.

BBC Brasil - Mas a corrupção policial é pior do que qualquer outro tipo de corrupção?
Cavallaro - A corrupção na polícia não é como a corrupção na administração pública. A corrupção política é nociva também, mas a corrupção policial é especialmente perigosa porque facilita a criminalidade. A conivência da polícia impede que haja um ataque frontal à criminalidade. As facções armadas sabem como comprar a polícia e compram. O resultado disso é que o sistema não é capaz de reprimir o crime.

BBC Brasil - Há quem diga que sem uma política social não é possível resolver a questão da segurança.
Cavallaro - Evidentemente existe um relação entre a pobreza e os índices de criminalidade. Mas se você analisa as estatísticas vai ver que existem países que têm pobreza mais aguda do que o Brasil e têm índices de criminalidade bem mais baixos. Por exemplo, a Bolívia. A pobreza é um fator. Outro fator é a facilidade do acesso às armas. Outro fator é a polícia, que é truculenta e corrupta - uma péssima combinação. O que me preocupa nesse discurso (de que o combate à violência exige políticas sociais) é que ela pode levar ao conformismo, como se nada pudesse ser feito até que a situação da pobreza melhore.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/index.shtml

domingo, 13 de dezembro de 2009

Satanismo na Internet X Crianças Desaparecidas






Diariamente as estatísticas de pessoas desaparecidas crescem, no Brasil e no mundo. As vitímas, são principalmente crianças. O que acontece? por que este tipo de crime, apesar de persistente, não é investigado à fundo? Não é exposto com frequência na mídia? O escritor Leo Montenegro, lançou (na expocristã-2009) o livro, "crimes satânicos", que aborda esta triste realidade. Algumas declarações feitas nesta entrevista me abalaram. Cristãos, filhos de pastores, aderindo ao satanismo, e mais, a internet tem sido uma ferramenta poderosa na difusão e propagação do satanismo e no comércio de pessoas desaparecidas. Enquanto os cristãos, estão usando seus blogs para atacar a igreja e os irmãos, o satanismo cresce. Precisamos encarar nossos blogs, como ministérios, sim. Leia a entrevista e veja porque.



"A internet tornou-se sua principal ferramenta de aliciamento. Ela tem alcançado jovens e adultos que pensam ter encontrado no satanismo uma forma de expressar seu ódio contra a família, a igreja e o mundo."



Leo Montenegro
: Tive acesso às fotos da cena do crime de um ritual satânico envolvendo a morte de criança de cerca de 2 ou 3 anos de idade. Ela foi sacrificada pela própria mãe em uma ritual de magia negra e teve seu coração arrancado e em seguida foi decapitada. Isso me motivou a denunciar esses crimes que estão acontecendo em todo o mundo. Não fazemos idéiado quanto isso é real, pois a mídia não noticía esses crimes por duas razões:

1- Esses crimes possuem requintes de crueldade extrema a ponto de deixar muitas pessoas em estado de choque;

2- O envolvimento de pessoas influentes da sociedade que estão envolvidas no rapto e morte dessas pessoas.

Durante as investigações o que mais lhe chamou atenção dentro do assunto?
Leo Montenegro: Foram dois anos para concluir o livro Crimes Satânicos e o que mais me assustou foi a multiplicação de casos nesse período. Conforme eu ía escrevendo , surgiam novos casos no Brasil e no mundo.

O que me espantou foi que na maioria desses casos havia jovens envolvidose muitos deles foram criados em um berço cristão, mas com o tempo acabaram se envolvendo com o satanismo.

Mas o que mais me chocou foram os vídeos Snuffs, antes de ver isso eu nunca tinha visto uma pessoa morrer e isso me abalou de tal forma que por vários dias eu não consegui dormir à noite, pois fechava os olhos e lá estavam as cenas.

Foram os piores dias da minha vida. Sinceramente, eu ainda não sei o quanto isso me afetou.

No livro você fala sobre aliciamento de pessoas para cultos satânicos, de que forma se dá a divulgação dessa religião e como as pessoas são alcançadas por satanistas?


Leo Montenegro: O satanismo tem se multiplicado em todo o mundo e esse crescimento se deve principalmente à liberdade que o satanismo conquistou no mundo todo. A internet tornou-se sua principal ferramenta de aliciamento. Ela tem alcançado jovens e adultos que pensam ter encontrado no satanismo uma forma de expressar seu ódio contra a família, a igreja e o mundo. A Bíblia Satânica pode ser baixada gratuitamente em milhares de sites noBrasil e no mundo todo e, toda essa facilitação somada à curiosidade, acaba por contribuir com o crescimento do satanismo no mundo todo. Encontrei até mesmo sites e fóruns na internet dedicados a auxiliar jovens cristãos convertidos ao satanismno, dando dicas de como esconder sua nova crença e até mesmo dando instruções de como agir na hora de contar à familia que era um adorador de satan.

"Muitos jovens que comentaram sobre esse tópico eram evangélicos e até filhos de pastores".

Rituais dessa natureza são altamente secretos, como você conseguiu as informações que precisava para o livro?
Leo Montenegro: Infiltrei-me em muitos fóruns e comunidades relacionadas ao satanismo e tive acesso a muita informação e notícias. Conversei com ex-adeptos do satanismo ea ssisti documentários e artigos sobre o assunto. Porém, através de casos que estão vindo à tona pude somar muitas informações que acabaram sendo importantes para o livro.

Minha principal motivação não era atacar uma religião ou crença e sim denunciar os crimes promovidos por alguns cultos satânicos ou com motivação satânica.

Qual a ligação entre a pedofilia e o satanismo?

Montenegro: Essa relação existe a muito tempo. Hoje no Brasil temos esse assunto em evidência, graças ao trabalho da CPI da Pedofilia, porém, as redes organizadas de pedofilia são muito mais antigas. Nos anos 80 o culto satânico Templo de Set já estava sendo investigado por abusos sexuais de crianças e mesmo com tantas provas colhidas na época, ninguém foi preso. Estima-se que a pedofilia arrecada anualmente cerca de 5 bilhões de dólares por ano, tendo usado a internet como forma de espalhar esse mal pelo mundo.

O que são os vídeos snuffs, de que forma estão ligados ao satanismo?

Vídeos snuffs são vídeos com mortes e assassinatos reais que são filmados ou produzidos com o objetivo de serem comercializados. Quando comecei a pesquisar os cultos satânicos e rituais satânicos, encontrei informações que relacionavam os vídeos Snuffs aos cultos satânicos. Desde a "Mão da Morte" nos anos 70 a 80, os assassinatos em Ciudad Juarez, até casos nos dias atuais apresentavam essa relação. Na internet, existem milhares de vídeos de mortes e assassinatos reais,porém só são considerados vídeos Snuffs os que foram produzidos ou filmados com o objetivo de comercialização. Muitos falsos vídeos snufftem surgido, tanto que quando comecei a escrever sobre eles, eram considerados uma lenda. Mas essa idéia caiu por terra quando eu assistia um vídeo snuff real.

Muitas pessoas envolvidas em rituais satânicos saem impunes quando presas ou postas sobre investigação. Esse é o caso de Valentina de Andrade, que continua livre até hoje e é tratada em seu livro como responsável pela morte de muitas crianças, tanto no Brasil como na Argentina. Por que as investigações dos desaparecimentos de pessoas vítimas desses rituais dificilmente são levadas a sério ou conseguem ter um desfecho justo?

Leo Montenegro: Creio que o motivo principal disso seja o envolvimento de "peixes grandes" do cenário político, policial, e da infiltração de membros desses cultos no poder público. Um país como o Brasil é o sonho de todo assassino e pedófilo. Um país onde a justiça tem seu preço e a impunidade égarantida mediante grandes somas de dinheiro, torna-se o paraíso para pessoas como Valentina de Andrade e outros criminosos que vivem do rapto e assassinato de crianças e jovens.

Eu gostaria de estar errado, mas para isso alguém teria que me responder a seguinte pergunta: "Onde estão as milhares de crianças que somem todo o ano no Brasil?"A ligação entre serial killers e cultos satânicos é freqüente?

Muitos deles, como Richard Ramirez, são adoradores do diabo e pensam estar a serviços de satan ao cometerem seus crimes. Outros como Henry Lee Lucas faziam parte de cultos satânicos. Cultos como Matamoros acabam sacrificando pessoas ao diabo como forma de conseguir proteção de demônios para não serem presos ou prosperar nos negócios. Mudam as motivações, mas o envolvimento de muitos deles com o satanismo é bastante freqüente.

Por: Wilma Rejane


Fonte: Portal Guiame
Livro Crimes Satânicos Editora Naós
Via: atendanarocha

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uma nova Aliança Evangélica?

José Bernardo Entrevista com o miss. José Bernardo, líder da AMME Evangelizar, sobre o possível restabelecimento da Aliança Evangélica Brasileira.

O esforço mediado destacadamente por Valdir Steuernagel, Oswaldo Prado e Ariovaldo Ramos já conta com o apoio de vários líderes evangélicos e planeja-se uma nova reunião para o dia 14/12/2009.

José Bernardo pensa que merece um voto de esperança, vendo que o amor é mandamento inegociável.

O que motivou a participação da AMME Evangelizar na reunião sobre a possível restauração da Aliança Evangélica Brasileira?


A AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) da qual a AMME é associada, na pessoa do nosso presidente – Silas Tostes, ajudou a promover esta reunião. Participamos por entender que a obra missionária pode ganhar com uma maior comunhão e unidade entre os cristãos evangélicos.

Como está se desenvolvendo a proposta para união dos evangélicos?

Neste momento, destacam-se três líderes evangélicos, muito queridos da Igreja e respeitados por sua militância na missão da Igreja, que participaram da antiga AEVB e entendem que é tempo de fazer um esforço neste sentido novamente: Valdir Steuernagel da Visão Mundial, Oswaldo Prado da Sepal e Ariovaldo Ramos da Igreja Batista da Água Branca. A reunião deste último dia 23 de outubro foi uma preparação para uma reunião mais ampla no dia 14 de dezembro, quando deve ser discutida uma proposta de carta de princípios que vai orientar a nova aliança e também será marcada uma futura assembleia de instalação.

Levando em conta a diversidade da Igreja Evangélica Brasileira, o que torna viável esta proposta de união dos evangélicos?

Primeiro, não podemos nos queixar da diversidade da Igreja Evangélica, isso é uma virtude. Obviamente toda virtude em excesso é um pecado, mas não podemos aceitar a ideia político centralizadora de Igreja que tem os romanistas. Ficamos livres do papismo e das tradições de influência pagã para seguir apenas a Palavra de Deus. Ficaremos firmes na liberdade que adquirimos, e isso custa o esforço de vencer a carne e amar. Nesse contexto, a proposta de organizar a nova AEVB como uma rede social é decisiva para tornar a proposta viável e produtiva.

De que maneira a proposta de união dos evangélicos pretende manter as igrejas evangélicas convivendo em maior unidade?

A ideia é manter a rede social. As redes sociais não seguem o padrão organizacional de uma pirâmide com um chefe no topo e muitos níveis de subordinados abaixo. As redes sociais são um ambiente de relacionamentos entre organismos, em que todos têm o mesmo nível e se relacionam conforme sua disponibilidade e necessidade. O modelo de redes sociais tem maior possibilidade de produzir comunhão e unidade do que o modelo usado antes pela AEVB, porque é um ambiente de troca, onde a igreja terá a vantagem de compartilhar o que tem de melhor e a vantagem de receber aquilo que lhe falta. Sobretudo, na experiência da AMME e em minha opinião, a rede social preserva a identidade vocacional de cada participante. Nenhuma uniformização será exigida. A liberdade bíblica será garantida.

Qual a garantia de que a nova AEVB não será usada para as conveniências da política partidária ou para endossar uma agenda que não reflita o pensamento bíblico?

A primeira garantia nesse modelo de relacionamento é a carta de princípios. Ela dirá o que qualquer igreja pode esperar da Aliança ou não. Cada igreja decidirá sua participação a partir dessa carta. A segunda garantia é o benefício. Cada igreja só participará na medida em que a Aliança efetivamente a beneficiar – produzir algo menos do que benefício, desautorizará e desconstituirá naturalmente a rede social. A terceira garantia é a participação equalitária – ninguém mandará em ninguém. Além de opinar igualmente, cada participante, com sua identidade preservada, fala na rede e fora dela também. A sociedade não ouvirá a voz única de um vigário, mas uma tendência do conjunto da rede, inclusive com suas vertentes. Creio que essas três garantias nos animam a, no mínimo, dar um voto de esperança a este esforço nobre, pelo cumprimento do supremo mandamento bíblico de amar.

Por que a AMME Evangelizar resolveu participar da discussão deste tema?

A mensagem fundamental do Evangelho que pregamos é o amor; O amor tão grande de Deus por nós que o levou a dar seu filho unigênito para que nós tivéssemos uma nova vida no lugar da que o pecado já havia nos tirado; O amor entre nós, certificado de nossa identidade como verdadeiros representantes de Cristo; O amor pelos outros, que nos leva a anunciar-lhes o Evangelho da salvação. Se a Igreja não vive este amor fundamental na mensagem cristã, não tem autoridade para evangelizar. Seja em uma nova AEVB, seja nos Conselhos de Pastores, seja nos eventos de confraternização promovidos por cada igreja, devemos atender às oportunidades de exercitar o amor, sabendo que é fundamento da evangelização. Ajudar a Igreja a andar em amor, é ajudar a Igreja a cumprir sua tarefa de evangelizar. Por isso a AMME está acompanhando este esforço pela nova AEVB com interesse.

Fonte: http://www.evangelizabrasil.com

domingo, 18 de outubro de 2009

Pornografia e o leve desvio de Ted Bundy [ENTREVISTA CHOCANTE]

Se você é uma pessoa que neste ponto de alguma forma considera você mesmo uma exceção para cada regra, alguém que é capaz de dominar seu pecado sexual, essa próxima sessão deve atrair sua atenção. Criado em Seattle e formado na Universidade de Washington, Ted Bundy se tornou um dos mais notórios e medonhos seriais-killers da nação (EUA), por espancar, estuprar, e depois matar pelo menos 30 meninas e mulheres entre a idade de 12 e 26 anos. Pouco tempo antes de ele ser executado, Bundy foi entrevistado pelo líder cristão James Dobson. Chocantemente, Bundy admitiu que ele não possuía nenhum dos antecedentes normais para tal comportamento pecaminoso, como ele foi criado em um lar Cristão amoroso com 5 irmãos e não experimentou nenhum abuso sexual enquanto crescia. Antes, ele confessou com detalhes claros como sendo um garoto jovem, como a maioria dos garotos fazem, via pornografia comum, o que cresceu e se tornou cada vez mais pesado em formas desviantes de pornografia que acabou levando ele a atuar para fora as suas maldosas fantasias. A citação abaixo é uma edição da conversa que aconteceu apenas dezessete horas antes de Ted ser levado à cadeira elétrica. Acredito que será um lembrete soberano aos meus irmãos cristãos que o pecado da luxúria é uma parasita insaciável que não deve ser alimentada, sob pena de ela crescer e levar à morte.

James C. Dobson: São por volta de 2:30 da tarde. Está programado para que você seja executado amanhã cedo às 7:00, se você não receber outra sentença. O que está passando pela sua cabeça? Quais pensamentos você tem tido nesses últimos dias?
Ted: Eu não vou enganar você dizendo que é algo que eu sinto estar no controle ou com que eu possa ter chegado a um acordo. É uma coisa de momento pra momento. Às vezes me sinto muito tranqüilo e outras vezes já não me sinto totalmente tranqüilo. O que está acontecendo na minha cabeça agora é usar os minutos e horas que me restam o quanto proveitoso for possível. Isso ajuda a viver no momento, na essência do que a gente usar como proveitoso. Exatamente agora, eu estou me sentindo calmo, em grande parte, porque estou aqui com você.
JCD: Para registro, você é culpado de matar muitas mulheres e meninas.
Ted: Sim, isso é verdade.
JCD: Como isso aconteceu? Leve-me de volta. Quais são os antecedentes do comportamento que nós vimos? Você foi criado em no que a gente considera um lar saudável. Você não foi abusado fisicamente, sexualmente ou emocionalmente.
Ted: Não. E essa é a parte da tragédia na situação toda. Eu cresci em uma casa maravilhosa com dois pais dedicados e amorosos, como um de 5 irmãos e irmãs. Nós, como crianças, éramos o foco da vida de nossos pais. Nós regularmente íamos à igreja. Meus pais não bebiam ou fumavam ou jogavam com aposta. Não havia abuso físico ou brigas (lutas) dentro de casa. Não estou dizendo isso para “dar uma de coitadinho”¹, mas era uma casa cristã excelente e sólida. Espero que ninguém vá tentar tomar o caminho fácil sobre isso e acusar minha família de contribuir com isso. Eu sei, e estou tentando te contar da forma mais honesta que eu saiba, o que realmente aconteceu. Quando era um garoto de 12 ou 13 anos, eu encontrei, fora de casa, no armazém local e nas farmácias, o softporn (pornografia leve). Garotos pequenos exploravam corredores laterais e ruas vazias dos seus bairros, e no nosso bairro, as pessoas iam despejar o lixo. De vez em quando, nós deparávamos com livros de uma natureza mais pesada – mais gráfica. Isto também incluía revista policiais etc. E eu quero enfatizar isso: o tipo mais nocivo de pornografia – e estou falando com dificuldade real, da experiência pessoal – é aquela que envolve violência e violência sexual. O casamento destas duas forças – eu sei muito bem – gera o comportamento que é terrível demais para descrever.
JCD: Me leve até aquilo. O que estava acontecendo na sua mente naquele momento?
Ted: Antes de irmos adiante o mínimo que seja, é importante para mim que as pessoas acreditem no que estou falando. Não estou culpando a pornografia. Não estou dizendo que ela me levou a sair por aí e fazer certas coisas. Assumo total responsabilidade por todas as coisas que eu fiz. Essa não é a questão aqui. A questão é como estes tipos de literatura contribuíram e ajudaram moldando e modelando os tipos de comportamento violentos.
JCD: Isso alimentou suas fantasias?
Ted: No início, isso alimentou esse tipo de processo mental. Depois, em um determinando momento, vira um instrumento de cristalização, fazendo com que aquilo se tornasse quase que uma entidade separada dentro de mim.
JCD: Você chegou tão longe quanto você poderia ter chegado em sua própria vida de fantasia, com material imprenso, fotos, vídeos, etc, e em seguida, houve a urgência de ter que dar aquele passo para um evento físico.
Ted: Uma vez que você se tornou viciado nisso, e eu olhei para isto com uma espécie de vício, você busca o mais potente, mais explícito, mais tipos de materiais gráficos. Como um vício, você anseia por algo que é mais pesado e lhe dá uma maior sensação de excitação, até que você chega ao ponto aonde a pornografia já foi tão longe – até aquele ponto em que você acha que fazendo vai te proporcionar algo maior do que só lendo ou olhando.
JCD: Quanto tempo você ficou nesse ponto antes de você realmente ter agredido alguém?
Ted: Um par de anos. Eu estava lidando com inibições muito fortes contra o comportamento criminoso e violento. Que tinha sido condicionado e criado dentro de mim do meu bairro, o ambiente, igreja e escolas. Eu sabia que era errado o pensar sobre aquilo, e certamente, o fazer aquilo era errado. Eu estava no limite, e os últimos vestígios de contenção estavam sendo testados constantemente, e atacou através do tipo de vida de fantasia que foi alimentado, fortemente, pela pornografia.
JCD: Você se lembra o que te levou até o limite? Você se lembra da decisão de “ir nessa”? Você lembra quando você decidiu jogar a cautela pro ar?
Ted: É uma coisa muito difícil de descrever – a sensação de chegar naquele ponto aonde que eu sabia que eu não poderia controlar mais. As barreiras que eu tinha aprendido quando criança não eram mais suficientes para me segurarem de procurar alguém e machucar.
JCD: Seria correto chamar isto de um frenesi sexual?
Ted: Esta é uma maneira de descrevê-lo – uma compulsão, um desenvolvimento dessa energia destrutiva. Outro fato que não havia mencionado é o uso do álcool. Em conjunto com minha exposição à pornografia, o álcool reduziu minhas inibições e a pornografia corroeu ainda mais.
JCD: Depois que você cometeu seu primeiro assassinato, qual foi o efeito emocional? O que aconteceu no dia depois disso?
Ted: Mesmo todo estes dias depois é difícil falar sobre isso. Revive-lo falando sobre isso é difícil dizer o mínimo, mas eu quero que você entenda o que aconteceu. Foi como sair de um transe horrível ou algum sonho. Eu só posso compará-lo (e não quero dramatizar demais) com ficar possuído por alguma coisa tão horrível e estranha, e na manhã seguinte acordar e lembrar o que aconteceu e perceber que, aos olhos da lei, e certamente aos olhos de Deus, você é responsável. Para acordar de manhã e perceber que eu tinha feito com minha mente clara, com todas as informações morais e éticas necessárias intactas, absolutamente me horroriza.
JCD: Você não sabia que era capaz disso antes?
Ted: Não existe forma de descrever a vontade brutal de fazer aquilo e uma vez que tenha sido satisfeita, ou gasta, e aquele nível de energia se retraiam, eu voltava a ser eu mesmo. Basicamente, eu era uma pessoa normal. Eu não era um cara de sair em bares, ou um vagabundo. Eu não era um pervertido no sentido que as pessoas olhassem entre si e dissessem: “Eu sei que tem alguma coisa errada com ele”. Eu era uma pessoa normal. Eu tinha bons amigos. Eu levava uma vida normal, exceto por este pequeno, mas muito potente e destrutivo segmento da minha vida que eu guardava em bastante segredo e bem perto de mim. Aqueles de nós que tem sido tão influenciados por violência na mídia, particularmente a violência pornográfica, não são uma espécie de monstros inerentes. Nós somos seus filhos e maridos. Nós crescemos em famílias regulares. A pornografia pode alcançar e agarrar qualquer criança de hoje. Ela agarrou-me para fora da minha casa 20 ou 30 anos atrás. Quão diligentes quanto foram meus pais, e eles foram diligentes em proteger os seus filhos, e com um bom lar cristão como nós tivemos, não existe qualquer proteção contra os tipos de influências que estão soltos em uma sociedade que os tolera...
JCD: Fora destas paredes, há várias centenas de jornalistas que queriam falar com você, e você pediu para que eu viesse, porque você tinha alguma coisa para dizer. Você sente que a pornografia hardcore, e a porta para ela, o softporn, está causando danos incalculáveis para as outras pessoas e fazendo com que outras mulheres sejam abusadas e mortas da forma que você fez.
Ted: Eu não sou um cientista social, e não pretendo acreditar que “um cidadão qualquer”² pensa sobre isto, mas eu vivi na prisão já faz um longo tempo até agora e conheci muitos homens que foram motivados a cometer violência. Sem exceção, cada um deles estavam profundamente consumidos pelo vício. O próprio FBI tem um estudo sobre homicídios em série do qual mostra que o interesse mais comum entre os seriais-killers é a pornografia. É verdade.
JCD: Como teria sido sua vida sem essa influência?
Ted: Eu sei que teria sido de longe melhor, não só para mim, mas para um monte de outras pessoas – vítimas e famílias. Não há dúvida de que ela teria sido uma vida melhor. Estou absolutamente certo de que não teria envolvido esse tipo de violência.
JCD: Se eu fosse capaz de perguntar o tipo de perguntas que são colocadas, uma seria, “Você está pensando sobre todas as vítimas e suas famílias, que estão tão feridas? Anos já passaram, suas vidas não são normais. Elas nunca serão normais. Você tem remorso?”
Ted: Eu sei que as pessoas vão me acusar de estar mentindo pra me defender (sendo egoísta), mas com a ajuda de Deus, eu tenho sido capaz de chegar ao ponto, depois de muito tempo, aonde eu posso sentir a mágoa e a dor pela qual fui responsável. Sim. Absolutamente! Durante estes últimos dias, eu e um número de investigadores temos falado sobre casos não resolvidos – assassinatos dos quais eu estava envolvido. É difícil falar sobre, todos esses anos depois, porque isto reaviva todos os sentimentos terríveis e pensamentos com os quais eu com firmeza e diligencia tenho lidado – acho que com sucesso. Então foi reaberto e eu senti a dor e o horror daquilo. Eu espero que aqueles que eu causei tanto luto, mesmo se eles não acreditarem na minha expressão de angústia, eles vão acreditar no que vou dizer agora: Existem aqueles soltos nas suas cidades e comunidades, como eu, cujos impulsos perigosos estão sendo alimentados, dia sim, dia não, pela violência nos meios de comunicação de formas variadas – particularmente a violência sexual. O que me assusta é quando vejo o que passa na TV a cabo. Parte da violência nos filmes que entram em casa hoje é coisa que não iriam mostrar em “cinemas só para maiores” há 30 anos atrás.
JCD: Você quer dizer os filmes de terror?
Ted: Essa é a forma, mas gráfica de violência na tela, especialmente quando as crianças estão desavisadas ou inconscientes que elas poderiam ser um Ted Bundy, que elas poderiam ter uma predisposição a esse tipo de comportamento.
JCD: Um dos últimos assassinatos que você cometeu foi da menina de 12 anos Kimberly Leach. Acho que o clamor do público é maior porque uma criança inocente foi tirada do parquinho infantil (playground). O que você sentiu depois disso? Eram normais as emoções depois disso?
Ted: Exatamente agora eu realmente não consigo falar sobre isso. É muito doloroso. Eu gostaria de ser capaz de transmitir a você como é essa experiência, mas não seria capaz de falar sobre isso. Eu mal consigo começar a compreender a dor que os pais dessas crianças e jovens mulheres que eu já me sinto detestável. E eu não posso restaurar muito a eles, se alguma coisa. Também não vou fingir, e eu nem mesmo espero que eles me perdoem. Eu não estou pedindo por isto. Este tipo de perdão é de Deus, se eles possuem, eles possuem, e se não, talvez vão encontrá-lo algum dia.
JCD: Você merece a punição que o Estado impôs sobre você?
Ted: Essa é uma pergunta muito boa. Eu não quero morrer, não vou mentir pra você. Eu mereço, certamente, a punição mais extrema que a sociedade tiver. E eu penso que a sociedade merecer ser protegida de mim e de outros como eu. Sem sombra de dúvidas. O que espero vir da nossa discussão é que eu acho que a sociedade merece ser protegida de si mesma. Como conversamos, há forças soltas neste país, especialmente este tipo de pornografia violenta, onde, por um lado, pessoas bem-intencionadas que condenam o comportamento de um Ted Bundy, enquanto eles estão caminhado passam por uma revista aterradora cheia das coisas que enviam crianças jovens no caminho para serem Ted Bundys. Essa é a ironia. Estou falando de ir além da retribuição que as pessoas querem de mim. Não há nenhuma maneira no mundo que me matando vai restaurar essas crianças lindas aos seus pais e corrigir e aliviar a dor. Mas existem muitas outras crianças brincando em ruas ao redor do país hoje que estarão mortas no dia seguinte, e no outro dia, porque outras pessoas jovens estão lendo e vendo os tipos de coisas que estão disponíveis nos meios de comunicação hoje.
JCD: Há um cinismo tremendo sobre você do lado de fora, eu suponho, que por uma boa razão. Eu não tenho certeza se há alguma coisa que você poderia dizer que as pessoas iriam acreditar, ainda que você me tenha dito (e eu já ouvi isso através de nosso amigo em comum, John Tanner) que você aceitou o perdão de Jesus Cristo e é um discípulo, que crê n’Ele. Você tira forças disso enquanto as horas finais se aproximam?
Ted: Eu faço. Eu não posso dizer que estar no Vale da Sombra da Morte é algo com que eu tenha me acostumado, e que sou forte e nada me incomoda. Não tem graça. Gera uma espécie de solidão, ainda tenho que me lembrar que cada um de nós vai passar por isso algum dia, de uma forma ou de outra.
JCD: Está ordenado para o homem (possivelmente citando Hb 9.27).
Ted: Incontáveis milhões que já caminharam sobre a Terra antes de nós passaram por isso, assim que esta é apenas uma experiência que todos nós compartilhamos.

----Ted Bundy foi executado às 7:15AM um dia depois dessa entrevista ter sido gravada.----

No final, o pecado leva à morte. Jesus morreu pelos seus pecados. Você está numa guerra. Seja um homem. Mate seus pecados.


Notas de Tradução:
¹ Expressão Leave it to Beaver, lit.: ‘Deixe isso para o Castor’, muito traduzida como ‘Foi sem querer’, “Beaver” também pode significar “Trapalhão”, primeiramente traduzi como “levar toda a culpa”, mas acho que “dar uma de coitadinho” ficou mais adequada com o contexto.
² John Q.Public é um nome genérico nos Estados Unidos para designar um membro hipotético da sociedade considerado um “homem comum”, no presente texto foi usado o termo John Q. Citizen que se aplica igualmente a uma pessoa pública, especificando este “homem comum” como um cidadão.

Tradução livre do e-book (e livreto) gratuito “Porn-again Christian – a frank discussion on pornography & masturbation” de Mark Driscoll.
Tradução: Vítor Ferolla
Revisão da tradução: Ada Paiva