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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Juliana e o vulcão, ou a erupção de nossa tragédia política

 

Sammis Reachers

Nesta semana este país gigante e ferido de patologias genéticas que lhe embotam o raciocínio e o convívio (escolha a sigla que lhe agradar) se viu mobilizado.

Juliana Marins, niteroiense como eu, foi vítima de uma tragédia.

Mas sua tragédia pessoal/familiar revelou outras em seu bojo. Logo o país ainda polarizado se viu num embate: Onde está o presidente Lula, o Lule de tantos, que não providenciou seja o resgate do corpo vivo, seja o translado do cadáver? Pior, enviou jatinho da FAB para resgatar antiga “comparsa de falcatruas” dos tempos do Mensalão...

A monstruosidade de muitos se mostrou não na empatia com a Juliana ou seus restos mortais, mas em usar um fato trágico como artefato político, granada de concussão para tentar atordoar o outro lado.

E a monstruosidade foi prontamente respondida com outra monstruosidade (é a guerra, baby): Lula, o Lule misógino, machista e racista das massas bichas e machas, aprovou o gasto com o translado de corpos de brasileiros.

Há praticamente CINCO MILHÕES DE BRASILEIROS RESIDINDO NO EXTERIOR.

CINCO MILHÕES.

Fora os turistas.

Não, eu não quero, não posso e nem preciso pagar essa conta. Nem o país que eles escolheram deixar para sempre ou por momento.

Mas Juliana era turista. Turista de AVENTURA, que é aquele que escolhe o risco, e extrai do perigo, prazer. Sim, mesmo sabendo dos riscos, mesmo apesar dos riscos. Mesmo apesar da família, seu receoso apoio ou constrangida oposição. Ficou claro o desenho? Turista de AVENTURA. Aventurou, aventurou e morreu. Uma tragédia. Pessoal e familiar. Arthur, filho de Campina Grande e garçon em Barcelona, acaba de morrer em terras espanholas. Embolia pulmonar. Agorinha. Sua morte nos comove? Adelaide, maquiadora de Nova Iguaçu, acaba de morrer em Berna, na Suíça. Caiu de uma escada de três míseros degraus, dentro de casa. Cabeça na quina da pia. Morreu assim como todos os CINCO MILHÕES de brasileiros no exterior irão morrer, antes, durante e após você e eu.

Tudo isso é para expor o ridículo de nossa situação. O país não tem que enviar jatos da FAB, esse elefante branco e voador, com seus orelhões de dumbo ou do diabo, para resgatar criminosos “perseguidos”. E nem cadáveres, seja de trabalhadores pátrios, seja principalmente de aventureiros.

Mas bom senso desertou de nós há uma década ou quase duas, e a situação da inocente Juliana só serve para expor com toques de filme splatter o horror de nossa película. Por sinal, já ouviu nossa trilha sonora? Somos o país de Poze e Oruam, de Gusttavo Lima e de Enrique & Juliano...

Além da guerra, a política é a única ocupação onde um porco pode entregar o máximo de sua porquidão. Uma arena onde ele pode ofertar o seu pior para o cosmos.

Lula, como antes fez Bolsonaro, se mostra fraco ou porco demais: Os ventos do populismo – leia-se, desejo de reeleição, essa monstruosidade que não deveria existir – o faz lançar âncora onde quer que possa conseguir mais votos, de um bolsa-luz (na verdade, luz elétrica de graça para quem consome pouco), CNH gratuita para o pobre que pode comprar carro, mas não pagar por uma carteira (?), ao translado de corpos de aventureiros. Amanhã tem Flamengo, time de meu coração e de um terço da pátria aurirrubra: Eu e você pagamos a conta para que um fique deitado em sua casa ou casebre assistindo a Copa do Mundo de Clubes, luz e bolsas em dia, enquanto eu não posso, pois estou dando expediente no trabalho. E do trabalho, na hora apertada do almoço, assisto à comoção sobre outro aventureiro que curte a vida adoidado, não compartilhando seu prazer (justo, pois é particular), mas compartilhando sua desdita, pois pago os custos finais de sua aventura.

Esse desejo lulista de perpetuar-se no poder, pondo em risco a economia do país, é tão deletério quanto os arroubos golpistas e provincianos do idiota da aldeia Bolsonaro, outro que se revelou populista, mas tarde e sem talento, que talento no que seja sempre lhe faltou na vida.

Contra essa dualidade demoníaca de Lule x Bozo, quem se apresenta? A direita como a tupiniquim carrega em si o vírus totalitário; a esquerda outra que não a lulista é ainda mais perniciosa; os liberalóides passam do ponto: propondo Estado mínimo, querem mesmo é Estado nenhum. Marina se aquietou e aniquilou, conformada, um dos casos mais sinistros de implosão-política-sem-escândalos da história pátria. Ciro Gomes, o eterno injustiçado, não consegue falar a língua de nosso povo e até de nossas "elites", feridos todos de analfabetismo funcional (o "mal do século" brasileiro).

Primeira, segunda e terceira vias assoreadas, interditadas por lama perfumada. Precisamos de uma quarta, quinta, sexta vias. Mas de que bueiro emergiriam?

Estamos todos futricados, como diria meu pai.


*****


Sammis Reachers é escritor e editor. Paga suas contas como professor de Geografia. É licenciado também em História e em Artes Plásticas, e graduado em Biblioteconomia.


sábado, 3 de fevereiro de 2024

IBGE contrapõe número de templos religiosos ao de hospitais/escolas, e expõe seu preconceito institucional

  

 Os dizeres na imagem acima são um chamariz. Utilizam a burla do ridículo e do óbvio para atrair.

Outra burla, igualmente obscena, tem sido utilizada pelo órgão oficial, e reproduzida por entes de imprensa e pessoas por todo o pais, na última semana. Ela, a burla, soa literalmente assim:

Brasil possui mais templos religiosos do que escolas e hospitais somados.

Você eventualmente deve ter visto essa "notícia", em suas redes sociais ou sites noticiosos.

O preconceito aqui é axiológico, nasce com a expressão, o próprio "raciocínio" que ela promove.

Religião é coisa de foro íntimo, particular. Templos religiosos, do terreiro de candomblé ao templo budista, passando pelo motivo velado fundamental do ódio, os templos evangélicos, são erigidos com o dinheiro dos fiéis, ou de seus idealizadores. Sim, muitos templos sequer "se pagam", e aquele que os mantém o faz por fé. Outros sim, excedem-se no lucro, e malversam algo que deveria ser sagrado. Mas em ambos, em todos esses âmbitos, eu e você, que dirá o poder público, temos pouco ou nada a ver com isso. 

Já escolas e hospitais dizem respeito a todos, pois são pagos com impostos. Seus gestores, funcionários públicos em sua maioria, estão a serviço da sociedade e por esta remunerados. Perdão, sei que essa pedagogia chega a ser ultrajante. Mas é para dar a dimensão da situação a que chegamos.

Como comparar a esfera particular com a esfera pública? Qual a relação que se busca promover ao comparar a existência de templos religiosos com a de escolas e hospitais? Fica implícito o caráter maniqueísta, de contrapor algo "positivo" a algo "negativo"; ou necessário/desnecessário, ou qualquer outra maniqueismada que se queira.

Vamos deitar um outro vestido ao raciocínio. Você viu alguma postagem ou reportagem (já não são a mesma coisa, diluídas na sopa de ideologias espúrias de seus veiculadores, uns pagos e diplomados, outros entusiastas de sofá?), sim, você viu por acaso reportagem ou postagem (que dirá recenseamento), seja do próprio IBGE, da Folha, de seu primo ateu, de seu professor marxista, nesta linha:


BRASIL TEM MAIS BARES DO QUE ECOLAS E HOSPITAIS


Viu?

Falo agora aos evangélicos. Já é tempo de levantar do canto do ringue e combater o preconceito aberto e velado que muitos vomitam ou excretam sobre nós, dia após dia. O comentário judicioso no grupo de família, escola, trabalho; a postagem tendenciosa do amigo, dO Globo ou do IBGE; o olhar repetidamente atravessado (foco no repetitivo, é sintomático) em qualquer ambiente, da empresa aos coletivos...

Eu costumo aplicar um método desconstrutivo para explicitar o preconceito das falas, preconceito que mal conseguem esconder. O truque, quase socrático em sua rusticidade, consiste na simples substituição de palavras e expressões.

Quando ouvir: "Pastor é tudo ladrão" (vários o são, conheci alguns pessoalmente) troque o "pastor" por "preto", e pergunte à pessoa se ela concorda com a mudança. "Preto é tudo ladrão". Dá até cadeia, hum? Sim, e muito justificadamente. Mas o que muitos não sabem ou não querem fazer valer é que o primeiro comentário e congêneres também. Para o bom funcionamento (e exposição do preconceituoso) vale qualquer substituição, por opção sexual (gay, lésbica, hétero, etc.), por etnia, classe profissional, nacionalidade. A ideia é a de que, quando atingida, a pessoa reflita sobre a própria intolerância que, acredite, muitas vezes é semi-voluntária e segue o abjeto padrão mental do pre-conceito: Economia mental, esforço simplificador para não esforçar-se em raciocinar, em pensar por si mesmo. Sem desconsiderar o ódio gratuito ou pago, mas execute a manobra ao rigor da Lei: presuma inocência.

Além da antiga Lei que protege a liberdade de culto - e o respeito à fé alheia, há poucos dias se comemorou o Dia de Combate à Intolerância Religiosa, firmado pela Lei 11635/07. Tal lei ou data surgiu num contexto de proteção aos cultos de matriz africana, que têm sofrido preconceito histórico, desde sua introdução (ou criação, no caso da umbanda) em nosso país. Mas a primeira Lei não protege apenas estes, assim como a segunda não visibiliza apenas a sua causa. Toda intolerância religiosa deve ser judicializada. E judicializar, você sabe, segue o mesmo processo: Gravam-se falas, "printam-se" comentários, arregimentam-se testemunhas. 

Emitir opinião contrária não é crime. A intolerância se mostra quando os termos são agressivos, quando o ódio vaza do canto das bocas, quando o padrão se repete.

O mal se combate em campo. Tomemos a iniciativa, pois a bovinidade só interessa aos açougueiros, aos carrascos. 


Sammis Reachers

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Publicado originalmente no blog Cidadania Evangélica. A reprodução deste texto é liberada em qualquer meio e plataforma, desde que creditada a fonte.


domingo, 5 de outubro de 2014

Vídeo de Silas Malafaia é censurado por PT em dia de eleição

O Pastor Silas Malafaia fez críticas em vídeo contra Dilma por pedir na ONU aos países que formam coalizão para combater o grupo Estado Islâmico, ela pediu que dialogassem ao invés de irem à guerra. Para quem ainda não está informado, este grupo mata cristãos no Iraque e Síria, corta cabeça de pessoas gravando e mostrando ao mundo a degolação, e ameaça explodir bombas nos metrôs de Nova York e Paris. Malafaia mostrava algumas barbáries contra cristãos, alertando para crianças não assistirem as imagens extremamente chocantes de homens e crianças tendo as vidas ceifadas.

A intenção do pastor é conscientizar os eleitores sobre os posicionamentos, censuráveis, da presidenta em favor do terrorismo e em favor de anticristãos. 

O PT buscou um mandado para que este vídeo saísse do ar no site Vitória em Cristo. Cadê a Democracia? ‪

O discurso da Dilma na ONU é uma vergonha ao Brasil, porque o Estado Islâmico não é um país, é um grupo terrorista que tomou de assalto cidades do Iraque e Síria e fez dessas regiões reduto do terror. E se não é país, não é possível que países, legitimamente constituídos, dialoguem com o grupo. A Dilma é nota zero em questão de diplomacia! 

E.A.G.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Uma sociedade corrompida espera ansiosamente pela manifestação dos (verdadeiros) Filhos de Deus



Na imagem acima, Collor, Sarney e Maluf, três abnegados 'heróis' da Pátria, três variados exemplos do 'melhor' de nossa raça... Três intocáveis, uma trinca de ases de um baralho viciado, no jogo de poker sujo em que se tornou nossa política. Eleitos com milhares de votos, e muitos destes votos, de cristãos. E, vergonha nossa!, reeleitos - também com muitos votos cristãos. 

Quando despertaremos de nossa sacrossanta alienação? Onde estão nossos candidatos, aqueles que representem não apenas nossos 'interesses' enquanto segmento social, mas nosso PADRÃO MORAL? Temos a Marina Silva, o Magno Malta... e mais quem? Ano que vem temos eleições. Já é tempo de começarmos a nos informar e articular.

Abaixo um texto para nossa reflexão, da filosofa e escritora Ayn Rand, que nada tinha de cristã, mas que pelo visto sabia das coisas:

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”. Ayn Rand

Para acrescentar, mais um texto clássico, desta vez de nosso compatriota Rui Barbosa, a grande Águia de Haia:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
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Uma ação efetiva da igreja, na figura de cada um de seus membros, se faz cada vez mais premente e necessária. Enquanto muitos cristãos se alienam ou lavam as mãos, nossa sociedade desaba. Alguns pastores recusam-se a falar de política. Em sua boa-fé não percebem que assim podem estar ajudando a condenar a sociedade na qual estamos todos inseridos - privando esta sociedade da participação ativa de alguns de seus melhores cidadãos. Já disse com toda a propriedade o economista inglês Arnold Toynbee: "O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam."

A atuação política não é de maneira nenhuma incompatível com a vida e a atuação eclesiástica. Você pode dizer: 'Claro que mil vezes é melhor realizar a direta Obra de Deus do que se ater a questões deste mundo', mas como grande Corpo, cabe a cada um exercer um papel. Ou múltiplos papéis. Nossa missão é integral, e se manifesta não apenas na pregação do Evangelho, mas por meio de ações que promovam o bem-estar da comunidade: o Evangelho todo, para o Homem todo (em todos os aspectos de sua vida). 

Faça o seu melhor como cristão e cidadão de direito - dê o exemplo - cobre - proteste - denuncie! E tenha fé e coragem para lutar pela ocupação dos espaços políticos através dos cargos eletivos - a uma sociedade desesperançada, que acha que a corrupção já não pode ser vencida, mostremos o valor do verdadeiro cristianismo, pois você e eu, contra tudo e contra todos - somos (ainda e até o fim) a luz do mundo.

Sammis Reachers
*Este texto pode ser livremente republicado.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Afinal de contas, Deus está do lado de quem?

eleicoesigreja Afinal de contas, Deus está do lado de quem?
Imagem: Charles Muller

Jarbas Aragão

Essas eleições de 2010 ficarão marcadas pelo excessivo número de emails e blogs que apostaram na boataria, nas acusações, nas promessas de juízo em quem votar nesse ou naquele. Esse povo que diz falar com Deus e em nome dele está me deixando confuso.
No final de julho a CNBB emitiu uma carta assinada por Don Luiz Gonzaga. Os parceiros históricos do PT e que já elegeram vários padres pela legenda no passado, agora pediam que os fiéis não votassem em Dilma, onde afirmou

Recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Algum tempo depois a CNBB tirou a nota do seu site. Recentemente, o pastor batista Paschoal Piragine conseguiu mais de dois milhões de visitas no Youtube falando contra o PT e que sua candidata ataca os princípios cristãos. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo anuncia apoio a Marina e nos últimos dias diz que se enganou e abraça Serra. A Igreja Universal, que exerce grande influência sobre  o PRB está na coligação que apóia Dilma. A Assembleia de Deus Madureira é liderada pelo bispo Manoel Ferreira, que declarou em carta aberta ( AQUI)

Reitero neste momento a nossa posição de apoio total e irreversível à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil, com a certeza de que estamos no rumo certo do sucesso…  dos princípios éticos cristãos, sendo estes inequivocamente a base para a vitória que todos queremos os quais são defendidos reiteradamente por Dilma Rousseff.

Para completar, os “apóstolos” Valnice Milhomens e Renê Terra Nova fazem campanha aberta por Marina Silva e declarações surpreendentes. Renê, por exemplo, afirma neste vídeo  AQUI que

Em 2010 Deus colocará o justo no poderMarina Silva tem uma palavra profética na direção dela em Daniel 4:17 que Deus vai pegar os mais simples e que não são acreditados e colocará no poder. Nesse ato profético para fazer a maior votação da história… Existem demônios que só saem em nome de Jesus e outros que só saem com votos.

Todos eles se consideram profetas. Uma das prerrogativas do profeta é falar em nome de Deus. Então quem Deus está apoiando? Será que essas colocações não trazem apenas mais confusão aos eleitores que procuram viver de acordo com suas crenças?
Poderia listar ainda várias declarações de outros tantos, mas lembro ainda a declaração de Julio Severo, que não é pastor, mas se acredita profeta (AQUI)

Para presidente, não vejo ninguém em quem votar. De uma forma ou de outra, Serra, Marina e Dilma têm compromissos preocupantes com a iniquidade institucionalizada. Pelo menos no meu caso, eu faço assim nas eleições: Digo para Deus que não há em quem votar e voto 7777… Voto em quantos setes for possível. Sete é o número de Deus, é o número da perfeição. Prefiro fazer isso a deliberadamente colocar um ímpio para me representar.

Eu fico confuso. Afinal de contas, Deus está do lado de quem?
Não sou uma sumidade em teologia, mas tendo lido a Bíblia algumas vezes acredito que os senhores não tem essa resposta. Deus já viu governantes muito piores ao longo da história. Deus já viu muito mais iniquidade do que se anuncia estar se sedimentando no Brasil.
Muito tem se falado sobre o que parece ser o tripé amaldiçoado desse pleito: aborto, casamento homossexual e liberação da maconha. Não sou a favor de nenhuma dessas coisas, que fique claro. Mas o que me incomoda e ver milhares de cristãos perplexos vendo e ouvindo padres, bispos, pastores, apóstolos e toda essa turma que se arvora a falar em nome de Deus confundindo ao invés de guiar. Não é isso que os pastores deveriam fazer?

Por que não vemos tanto empenho da parte desses sacerdotes em denunciar e combater outras questões igualmente danosas ao país?

Se o aborto tira vidas inocentes, a corrupção também resulta em vidas ceifadas pela falta de atendimento médico decente, falta de comida na mesa, falta de condições mínimas de saneamento básico, por exemplo.

Se o casamento homossexual fere convicções religiosas, o mau uso do poder, o nepostismo, a venda de favores e etc também o faz. Afinal, o papel principal dos profetas na Bíblia que esses senhores pregam, muitas vezes era denunciar os erros dos reis.

Se o uso de entorpecentes ajuda a destruir vidas e aumentar muitas vezes a criminalidade, não é o mesmo que ocorre com a falta de segurança pública, relaxo no controle das fronteiras, por onde entram armas quase todos os dias, por exemplo?

Enquanto isso, um acha que Deus se enganou quando mandou apoiar uma candidata e agora mudou de idéia, outro quer expulsar demônios com votos e ainda há quem  invoca Deus pressionando o número 7 (?). Tenho a impressão nessas horas de ouvir o eco das palavras de Jesus em Mateus 15:14 “Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco”. Creio ainda que os que se crêem profetas e porta-vozes de Deus deveriam fazer como Amós. Esse sim falava em nome do Senhor! Foi ele quem afirmou “corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene! Am 5:24″

A retidão e a justiça, senhores profetas e pastores, nesse caso vai muito além das questões que os senhores levantam. Por que não vemos ainda tanto esforço, dedicação e pronunciamentos toda vez que “estoura” algum escândalo de corrupção neste país? Por que não se manifestaram publicamente com a mesma veemência em episódios como o “mensalão”, “os senguessugas” e outros que envolviam a tal “bancada” que eles mesmo ajudaram a eleger? Alguém aí poderia me responder?

Façam-me um favor senhores, falem em seus nomes, não usem o nome de Deus em vão. Afinal , que eu lembre este ainda é um dos mandamentos que rege a fé que os senhores defendem!
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Via  http://www.pavablog.com

sábado, 31 de julho de 2010

"É possível governar sem troca de favores", diz Marina

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A candidata à presidência da República, Marina Silva (PV), disse que, se eleita, não governará com troca de favores. Durante entrevista para a rádio Auri-Verde de Bauru-SP, na manhã desta quinta-feira (29), a senadora criticou os adversários indiretamente e a política brasileira atual. "Eu acho que é possível sim governar sem troca de favores. É isso que tem que acabar no Brasil (...). Quem disse que as pessoas se juntam apenas por troca de favores? Conheço gente que aprova projetos e não é por troca de favores, como o Eduardo Suplicy", afirmou. "Se continuarmos nutrindo mentalidade que é assim mesmo e que os políticos só trocam favores, isso nunca vai acabar", acrescentou.
Ainda assim, a candidata disse que ninguém é dono da verdade e por isso precisa do apoio das pessoas, mas que isso deve acontecer por ideais e objetivos semelhantes e não por troca de favores. "Eu quero governar com os melhores porque eu sei que existem pessoas boas em todos os partidos (...). Os meus concorrentes, se eles chegarem lá, vão achar que ganharam por causa das alianças e do poder econômico que têm. Agora, se eu ganhar, só tem um segmento do qual eu devo dizer que foi responsável pela minha vitória: o povo brasileiro", concluiu.
Marina também ressaltou a importância de ter uma mulher pela primeira vez na presidência da República. Comparando-se indiretamente com a adversária, Dilma Rousseff (PT), ela enfatizou que a mulher que governará o país precisa conhecer as reais necessidades do país. "O Brasil está pronto para ter a primeira mulher como presidente da República, mas uma mulher que conheça os problemas dos brasileiros, porque só assim será capaz de encarar novos desafios. Eu conheço os melhores e piores hospitais. Eu conheço a educação do Mobral e as melhores escolas".

Fonte: Redação Terra

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eleitor tem arsenal inédito de ferramentas para pesquisar e julgar maus políticos


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Sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferam no Brasil
 
Passagens aéreas para celebridades pagas com dinheiro público, contratações por meio de atos secretos no Senado, uso de empresas fantasmas para justificar verbas indenizatórias, um castelo no interior de Minas Gerais e mais um mensalão, desta vez envolvendo o DEM no Distrito Federal.
A lista de escândalos com parlamentares foi longa e variada em 2009. Ninguém foi punido até agora pela Justiça ou casas legislativas, mas o eleitor terá à disposição um arsenal inédito de ferramentas para pesquisar, julgar e, se for o caso, punir nas urnas cada um dos candidatos, no dia 2 de outubro.

Internet
Graças à disseminação da internet e à mobilização de algumas pessoas diante da impunidade generalizada, sites especializados, comitês locais e fóruns regionais de combate à corrupção proliferaram no Brasil nos últimos anos.
Desde 2007 o número de comitês cívicos de combate à corrupção aumentou de 70 para 299. “Há uma parcela muito crítica da população que tem acesso à informação e pode influenciar outros eleitores”, disse o juiz federal Marlon Reis, coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
O fenômeno começou na pequena Ribeirão Bonito, cidade de 11 mil habitantes a 270 km de São Paulo, em 1999, quando um grupo de moradores e ex-moradores indignados com os desmandos da administração e apatia da população decidiu fundar a ONG Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo).
Dois anos depois o prefeito Sérgio Buzza foi obrigado a renunciar devido a suspeitas de corrupção levantadas pela ONG. Ele foi cassado pela Câmara e preso em Rondônia em agosto de 2002.
A experiência gerou um livro (“O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil”), com 125 mil cópias distribuídas. Desde 2003, moradores de 1.624 municípios brasileiros buscaram a Amarribo em busca de orientação. “O texto é sempre o mesmo. Eles dizem que na cidade deles está acontecendo a mesma coisa que aconteceu aqui e perguntam o que fazer”, disse a coordenadora Lizete Verillo, psicóloga nascida em Ribeirão Bonito que vive há mais de 30 anos em São Paulo.
A cada novo e-mail a Amarribo responde com um kit on-line composto de 52 itens. “Mandamos desde o estatuto até o modelo”, disse Lizete. Quando o interesse se transforma em ação concreta, a ONG envia um representante até a cidade para uma palestra. Desde então 187 entidades foram criadas com ajuda da Amarribo, que virou rede nacional. “A população está começando a despertar. Ainda está longe do ideal, mas é um movimento muito sólido”, avaliou Lizete. Os interessados podem baixar o livro no site www.amarribo.org.br.

Fichas sujas
A rede que surgiu no rastro da Amarribo foi fundamental na coleta de 1,6 milhão de assinaturas levadas ao Congresso para embasar o projeto de lei de iniciativa popular que veta os candidatos condenados pela Justiça, os chamados fichas sujas. Para 2010, além da pressão pela aprovação do projeto de lei, a rede pretende colocar no ar uma relação dos candidatos condenados. “Ainda estamos procurando o melhor modelo por causa das restrições judiciais”, disse Lizete.
Outro exemplo bem sucedido de iniciativa surgida fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília são os fóruns regionais de combate à corrupção. O primeiro foi criado na Paraíba, em 2003. Hoje os fóruns estão em 20 estados e devem chegar a todos os entes da federação até outubro de 2010.
Coordenados pelo Ministério Público Federal, os fóruns funcionam como centros de formação de agentes no combate à corrupção. Representantes da Polícia Federal, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas da União e Corregedoria Geral da União se reúnem com vereadores, funcionários públicos, integrantes de ONGs, conselhos municipais de saúde e educação e sindicatos de pequenas cidades no interior para ministrar cursos de capacitação de dois dias.
“Eles aprendem a fazer o controle das verbas públicas e, assim que detectam alguma irregularidade, fazem as denúncias”, disse o procurador da República Fábio George Cruz da Nóbrega, do MPF de Pernambuco, que participou da criação do primeiro fórum, na Paraíba.
Para as eleições de 2010 os fóruns têm dois alvos: a compra de votos e a conscientização eleitoral. A ideia é promover campanhas educativas orientando os eleitores a não votar em candidatos com histórico de corrupção.
Desde o ano passado o MPF pernambucano disponibiliza em seu site cerca de 30 links para cartilhas, ferramentas de pesquisa e fiscalização de políticos pela internet. 

Arsenal de ferramentas
A relação vai desde páginas dos governos federal e estaduais até iniciativas privadas como a Transparência Brasil (www.transparência.org.br), Congresso em Foco ( www.congressoemfoco.ig.com.br), Às Claras (www.asclaras.org.br) e Contas Abertas ( www.contasabertas.uol.com.br). “A internet foi fundamental. Sites como o da Transparência Brasil têm muita informação para orientar o eleitor, mas ainda não está tudo lá”, considerou Lizete, da Amarribo.


Apesar do arsenal inédito de ferramentas à disposição do eleitor, as previsões de especialistas são pessimistas quanto à renovação do Congresso. Para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a porcentagem de renovação na Câmara deve ser menor do que em 2006, quando atingiu 47%. No Senado a renovação deve ser maior, mas devido à influência do governo e não aos escândalos envolvendo parlamentares.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quem diria? O axé, ritmo para o qual a maioria dos evangélicos torce o nariz, foi o ritmo utilizado pelo vereador André Ferreira, filho do deputado Manoel Ferreira, para ser o mais votado em Recife/PE. A música de Lázaro, ex-integrante de bandas baianas, teve sua letra alterada para enaltecer o candidato. Coisas que acontecem em campanhas políticas. Porém, não custa fazer duas observações.

A primeira é que o eleitorado de André é assembleiano, público que mais torce o nariz para o axé. Aliás, parecia que o campo de Recife não se engajava em política, o que se confirmou totalmente diferente, uma vez que ele foi o mais votado. Quem visita as igrejas sabe desta realidade. Ou então o povo está ao revés das lideranças... Esta última tese ganha força se levarmos em conta que o ritmo é repugnado, o que não impediu a esmagadora votação.

Segundo, quando o povo quer, as lideranças inclusas, uma vez que não têm nenhuma influência neste sentido, qualquer ritmo é bem vindo. Não estou fazendo juízo de valor, inclusive já critiquei isso aqui. Para uma música de forró, as lideranças torcem o nariz, mas para o "Lá vem Faraó" de Shirley Carvalhaes, ficam indiferentes. É uma coisa complicada. Aliás, a política tem o "dom" de misturar universos totalmente contrários e subverter padrões idiossincráticos. Quem não viu candidatos, alguns até pastores, em cima de trios elétricos, ao som de músicas, digamos, pouco afeitas aos templos?

André Ferreira contabilizou 15.087 votos na capital pernambucana. Será que foi o axé? Pergunta o Blog do Jamildo, nesta manhã de segunda-feira. Eu respondo com uma exclamação: Aonde chegamos! Vamos conferir:


Publicado originalmente em Reflexões Sobre Quase Tudo!