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domingo, 18 de maio de 2014

POSSO SER UM CRENTE DESIGREJADO?


Izaldil Tavares

Um dos problemas mais complicados nestes dias é o relacionamento social. O homem moderno assumiu, de modo bem pessoal, a direção de sua vida. Passou a viver, isoladamente, em sociedade. Paradoxal? Não. 
Ao próximo se dá o mínimo espaço para interferência, com base naquilo que se chama “privacidade”. O homem dá excessivo valor à “sua” privacidade, esquecendo que a vida não é tão privada assim; mormente em nossos dias, em que as câmeras em todos os lugares acompanham-nos passo a passo. O mundo todo tem conhecimento de nossas vidas!

Esse individualismo maléfico nasceu na idéia de autossuficiência, implantada no coração humano lá no Éden, por ocasião da queda do primeiro casal. Ali, a “serpente” inoculou esse veneno. “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.4-5).
Mas não foi esse o propósito de Deus. Deus não ama o personalismo humano. Ao criar o homem ele fez um convite ao Filho e ao Espírito Santo: “Façamos o homem...” O homem foi feito por um Deus que honrou a cooperação!
Deus permitiu a Adão um período de vida sem a companheira e, provavelmente, o homem sentiu falta de alguém com quem repartisse sua vida sobre a terra. Por isso, Deus disse que não era bom que a sua criatura vivesse só: fez-lhe uma adjutora, uma com quem ele dividisse a vida e as decisões. (Gn 2.18).
Por que as pessoas apreciam tanto a autogestão de suas vidas? Porque foram envenenadas lá no Éden. O homem foi feito para comungar plenamente com a família, com o próximo, com os seus circunstantes. O que passa dessa condição é influência edênica.
A sordidez diabólica nesse âmbito procura afastar o homem da comunicação de seus sucessos ou insucessos; venturas ou desventuras. Mas, promove a comunhão para o mal: malfeitores comungam seus malefícios; unem-se para a desgraça, para o roubo, para o achaque, para a destruição. (Mt 21.38).
Na Antiguidade vê-se que, na maioria das vezes, Deus se dirige a uma nação, a um povo, a um grupo com ideais afins. Quando se dirigiu a um indivíduo, pretendeu beneficiar a todos: A Noé ordenou que entrasse na arca com a família (Gn 7.1) Abraão ouviu uma promessa: ser Pai de muitas nações (Gn 12. 1-3) Os profetas traziam mensagens à população. Em certo sentido, Deus não vê a árvore; vê a floresta. No evangelho de João lê-se que Deus amou o mundo! (Jo 3.16).
Jesus aproximou de si os homens, fazia que multidões o seguissem, formou um colegiado com doze discípulos e, ressurreto, mandou que se “reunissem” em Jerusalém. No dia de Pentecoste, havia uma igreja reunida, com quase cento e vinte pessoas. Conclui-se que reunir-se na igreja é ordem do Senhor: “... ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.47). O Senhor acrescentava-os “à igreja”!
Por que muitos, em nossos dias, formam uma nova categoria de religiosos (eu não disse categorias de cristãos): os desigrejados? Ora, os tais agem assim, porque buscam as suas próprias desculpas, a fim de terem um álibi para as decisões antibíblicas que lhes invadem a alma. É mais fácil vasculhar o coração para achar uma boa desculpa ao próprio “modus vivendi” que contraria a Palavra de Deus, do que buscar o socorro do Altíssimo contra as fraquezas e decepções. É a mesma atitude envenenada de Adão com sua mulher, que preferiram arranjar uma desculpa. “O meu louvor virá de ti na grande congregação; pagarei os meus votos diante dos que o temem” (Sl 22.25). “O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao Senhor” (Sl 26.12).
Meus irmãos, é sabido que não há congregação de pessoas perfeitas: cada um de nós, por si mesmo, comprova isso. Somos falhos. Mas há quem nos aperfeiçoe.
Lembremo-nos de que Jesus é o nosso Pastor. Não há pastor de uma ovelha só! A que está só ele agrega ao redil. Ele deixa as noventa e nove e, amoroso sai em busca daquela que se extraviou na jornada.
Não deixem o inimigo sugerir como voz adocicada que vocês podem servir a Deus de maneira autônoma: esse é o sopro da serpente! 
“Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do concerto eterno tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande Pastor de ovelhas, vos aperfeiçoe em toda boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando Mem vós o que perante ele é agradável, por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13. 20-21).