segunda-feira, 16 de maio de 2011
Be-a-bá sobre Creative Commons
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Apoiamos a saída de Ana de Holanda do MINC
domingo, 23 de maio de 2010
Piratas e conquistadores: Direito autoral deveria constituir não propriedade, mas apenas licença de usufruto econômico exclusivo por certo prazo
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Governo pretende liberar cópia de músicas e de livros
BRASÍLIA – Guardada a sete chaves, a nova lei de Direitos Autorais, redigida pelo Ministério da Cultura, vai autorizar, pelo menos, duas práticas usuais dos jovens brasileiros. Pretende permitir, por exemplo, que os interessados em realizar fotocópias de um livro o façam da publicação completa e não apenas de pequenos trechos, como é hoje. Também vai criar uma forma legal de autorizar a cópia de músicas para aparelhos de MP3, o que hoje é ilegal e considerado pirataria.
Em entrevista ao iG, o diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves, antecipou que o texto vai buscar o equilíbrio entre a proteção aos titulares das obras e o direito do cidadão de ter acesso à cultura. “Temos uma lei muito restritiva hoje e precisamos mudar isso”, afirma. “Um universitário que quer copiar um livro acaba incorrendo em crime se xeroca a publicação inteira”, avalia. Pela proposta, será permitida a cópia de livros e a livre utilização, desde que essa cópia seja para fins educacionais, não para a utilização econômica.
“O mesmo vale para alguém que comprar um CD de algum artista e o copia para MP3. Mesmo se a pessoas pagou pelo produto, se copiar a música na íntegra é pirata”, completa. Em ambos os casos, a solução apontada pelo Ministério da Cultura é semelhante. A ideia é fazer um fundo de reserva de recursos alimentado com taxação dos produtos. Ou seja, um percentual pago à copiadora iria para um fundo destinado a reembolsar os autores e as editoras.
O mesmo argumento serve para quem abastece os aparelhos de MP3. “Esses aparelhos servem principalmente para quem baixa músicas. Então podemos pensar em cobrar uma taxa em cada venda que serviria para os direitos autorais dos artistas e gravadoras”, afirma. De acordo com ele, as duas medidas necessitam de regulamentação específica, mas não devem onerar a venda dos produtos de forma significativa.
Para a Maria Cristina Barbato, da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), a proposta é positiva. “É fato que o músico não pode mais perder como ocorre hoje cada vez mais”, afirma. A OMB representa, apenas no estado de São Paulo, 50 mil músicos. “Hoje não há controle algum e cada um faz o que quer.”
A nova lei de Direitos Autorais está sendo elaborada desde 2007 e, nas próximas semanas, deve entrar em consulta pública antes de ser encaminhado ao Congresso. Havia a expectativa de que o texto fosse apresentado durante o 3º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que ocorreu esta semana em São Paulo. Mas o governo manteve o suspense. “Estamos com os pontos centrais já bem costurados e devemos divulgá-lo em breve”, garante Alves.
No encontro, apenas um item ficou claro a todos. O Estado quer voltar a interferir no processo e vai criar o Instituto Brasileiro de Direito Autoral, espécie de agência reguladora que teria o poder de fiscalizar, por exemplo, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), que distribuiu, em 2008, R$ 270 milhões em direitos autorais.
domingo, 27 de setembro de 2009
Lawrence Lessig: Baixe o livro CULTURA LIVRE
'Lawrence Lessig também conhecido como Larry Lessig (Rapid City, 3 de Junho de 1961) é um escritor norte-americano, professor na faculdade de direito de Stanford e um dos fundadores do Creative Commons[1] e um dos maiores defensores da Internet livre, do direito à distribuição de bens culturais, à produção de trabalhos derivados (criminalizadas pelas leis atuais), e do fair use.
Lawrence Lessig defende que a cultura seria mais rica se as leis que regulam os direitos autorais fossem mais flexíveis. Em seu livro Cultura Livre, mostra, por exemplo, como um lobby americano conseguiu junto ao Congresso daquele país aumentar o prazo pelo qual uma obra permanece "protegida", de modo a não permitir que inúmeros produtos imateriais (filmes, músicas, livros etc.) sejam usados para produzir novas obras. O autor menciona, entretanto, que a Disney, uma das participantes do lobby, teve a mesma conduta que tenta coibir aos demais, ao produzir histórias infantis como "Branca de Neve" e "Cinderela".
De acordo com sua proposta, Lessig disponibiliza alguns de seus livros para cópia e reprodução em seu site.'
Mas afinal qual a importância de tudo isso? Bem, se você produz algum tipo de conteúdo cultural (textos, imagens, músicas etc.), esta questão advogada por Lessig lhe interessa. E se você apenas 'consome' estes bens, a questão lhe interessa igualmente. Como já disse num outro lugar, a vanguarda do pensamento mundial se debate sobre este tema, e o futuro da própria internet, e mais, da cultura universal (absurdo? assustador?), passa pelo cerne desta questão. E a ficha ainda não caiu para milhões de pessoas, pois há muito$ interesse$ em jogo. Por isso minha insistência em propor este tema em meus blogs, na UBE e em outros canais.
Na minha opinião* o livre compartilhar de informação é a forma mais cristã possível de socialização do conhecimento, tão cristã que é triste que não tenhamos sido nós a criarmos este conceito (embora a igreja sempre o tenha utilizado, de forma intuitiva).
Bem, o barco do futuro avança, e temos a opção, aqui e agora, de marchar ao lado da vanguarda, ou, como é infelizmente usual para nós cristãos, irmos à reboque, na cauda do foguete. E você sabe que não fomos chamados para a cauda...
Leia o livro, informe-se, e entenda a Revolução da Informação que nos cerca.
BAIXE GRATUITAMENTE O LIVRO CULTURA LIVRE (330 páginas em PDF - mais uma vez lembrando que o mesmo é liberado pelo autor): Clique Aqui.*Todos os meus textos e fotografias, além dos e-books que escrevi ou organizei, são liberados por uma licença Creative Commons.