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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Uma reflexão sobre a incoerência

 


Pr. Reynoldo Frenzel

A incoerência é como uma nuvem que encobre o sol. O Espírito Santo não brilha nas ações daqueles que são incoerentes. A incoerência anda de mãos dadas com a falsidade que, por sua vez, dá as mãos à hipocrisia. Sua raiz alimenta-se da inveja e produz os frutos da injustiça, do desamor, da desagregação e da morte.

Assim como não se constrói uma cidade da noite para o dia, a incoerência é construída gesto após gesto, tijolo após tijolo. Quando evitamos ou corrigimos a primeira pedra que constrói o edifício de uma vida incoerente ou removemos, pelo arrependimento e confissão, as incoerências cometidas, asseguramos a construção de uma vida sadia, equilibrada e feliz.

A incoerência é como sapato apertado: incomoda, cria bolhas e dificulta a caminhada. O primeiro a sofrer suas consequências é o próprio incoerente. É comparável àquele que armou ciladas e, ao se descuidar, caiu na armadilha que ele mesmo armou. É só uma questão de tempo. A incoerência tem um passado intranquilo e acusador, um presente inseguro e culposo e um futuro ameaçado e infeliz.

Há pessoas que aceitam a incoerência dos outros e fecham os olhos e os ouvidos à luz e ao som da verdade. Ao se tornarem cúmplices, tornam-se seus iguais. Quando concordamos com incoerências é como apertar as mãos de alguém que tem espinhos escondidos. Ambos se machucam e se envenenam.

Só Jesus nunca foi incoerente e não aceitou o jogo da falsidade. Sua autenticidade, firmeza, coragem, honestidade, pureza e determinação são fontes de constante inspiração. Seus discípulos bebem dessa água límpida e coerentemente dão dessa água da vida aos outros também.

 Lembro-me do dia que voltei triste de uma reunião com cristãos e disse à minha esposa: "Foram desleais comigo!" Ela sentiu meu aborrecimento e retrucou: "Se foram desleais contigo, o que impede que continues a ser leal?" – A incoerência dos outros não justifica minha própria incoerência. Seguir a Jesus é seguir a coerência do Evangelho, em palavras e ações, em todas as circunstâncias e momentos.


Do livro Um Olhar para o Vale


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

O trabalho: Sua bênção e sua necessidade



 Sérgio Nilo Schmidt

Necessito trabalhar. É próprio de toda criatura humana trabalhar. Quem nunca trabalha não é ser humano. Necessito realizar meus sonhos. Trabalhar é concretizar os sonhos. É colocar nas mãos e no mundo aquilo que se passa na mente e no coração. E como é lindo poder sonhar e realizar o sonho! E como é frustrante sonhar e só permanecer no sonho. Sonhei escrever esta meditação e estou concretizando meu sonho. Estou me realizando, realizando uma atividade e realizando meus sonhos.

Muitos não sonham e trabalham simplesmente como animais que sentem necessidade de sobreviver. É um trabalho escravo. É como o boi que vai para as pastagens obrigado para saciar sua fome. Assim muitas pessoas não sonham e trabalham como escravos para poder matar seu instinto de sobrevivência. Trabalhar para comer. Isso é muito pouco.

O mundo do trabalho é tão imenso quanto o mundo. Não tem limites. Na realidade, tudo é trabalho. Desde o construir uma ponte até o plantar um jardim, desde montar uma aeronave até cuidar de uma criança, desde dirigir um trator até costurar uma roupa, desde dirigir um país até votar para escolher o dirigente, desde lavrar a terra até pentear uma criança, desde realizar um esporte até compor um poema, desde escrever e ler um livro até o silêncio de colocar-se em oração. Toda atividade é um trabalho.

O que não realiza um sonho não deve ser feito. É degradante o trabalho que só visa a lucros materiais. É detestável o trabalho que é feito por fazer, sem a alegria de ser um construtor deste universo. E miserável o trabalho que é feito como escravo.

Meu trabalho deve ser alegria, solidariedade, fraternidade, realização de sonhos. Quero ver fora, no mundo, na sociedade, na terra, na máquina, nas pessoas, os sonhos concretizados.

Um dia Cristo disse, vendo o povo que só trabalhava para comer, beber e se vestir: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33). Devo sonhar com o Cristo, para que meu sonho não se torne somente terra. Tenho que sonhar com o Cristo, para que meu trabalho comece aqui para durar eternamente. Trabalhar para realizar os sonhos e sempre um novo trabalhar para realizá-los? quero jeito de ser. Que sonhos trago comigo para o dia de hoje? E como quero trabalhar para realiza-los?

Do livro Um Olhar para o Vale


domingo, 30 de junho de 2024

AMPLITUDE #4, Revista Cristã de Literatura e Artes. Baixe a sua!



Foi em julho de 2019. Há cinco anos atrás saia o terceiro e idealizado-para-ser o último número de Amplitude. E da terceira para a segunda edição, o lapso fora já de três anos. Como um editor pode explicar uma periodicidade assim? Me ajude, amigo leitor!

Cara de pau por cara de pau, deixe-me replicar um trecho de minhas desculpas pelo enorme hiato entre a segunda e a terceira edições, citando a mim mesmo:

 

Neste tempo, pude dedicar-me, além dos compromissos acadêmicos, à edição de diversos livros e recursos em serviço da igreja e da Literatura, e à manutenção religiosa dos blogs de serviço.

 

Sim, nestes anos todos não cessamos de produzir livros e recursos, tanto  enquanto autor, quanto como organizador e editor (dê uma olhada em nossa biblioteca de recursos gratuitos, AQUI ). Mas nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. E a verdade é que editar uma revista — ainda mais uma com as propostas de Amplitude — é trabalheira de assustar até a um editor já meio calejado. Por isso seu irregular avanço e eventual queda — queda não, tropeço — para o prático, embora doloroso, abandono.

No entanto, compreendemos por fim que Amplitude precisava viver. Mas as dificuldades permaneciam as mesmas; assim, como recolocá-la em sua jornada? A solução encontrada foi retomar as atividades entregando ao leitor uma revista mais enxuta, embora mantendo boa parte das seções que ditaram o estilo da publicação. Opa, na verdade criamos até novas seções, como a de Games ou a Pharmacia.

Com a retomada, inauguramos também a chamada para publicação, abrindo espaço para que autores submetam suas obras para a seleção e eventual veiculação na revista.

Amplitude é uma revista de posição e cosmovisão declaradamente protestante; no entanto, somos amplos em nossa irmanação criativa com nossos co-navegantes do mistério do Deus de Abraão, Isaque e Jacó: Cristãos de todas as vertentes podem ser lidos em Amplitude. Nesta edição, temos poesia e contos, crônicas e artigos, quadrinhos, resenhas de livros e até de games para refrigerar nossas almas.

O trabalho de Amplitude é fruto e consequência de um esforço de divulgação e promoção literárias iniciado no já longínquo ano de 2006, com o blog Poesia Evangélica. Até hoje, o blog já publicou em torno de 700 autores, desde iniciantes a grandes nomes do protestantismo brasileiro e mundial — alguns, de quem você jamais imaginaria terem escrito poemas. E o blog segue a todo vapor, com postagens a cada dez dias, em média. Não deixe de visitá-lo: www.poesiaevanglica.blogspot.com .

No mais, tenha uma boa leitura, e compartilhe esta revista com quantos você puder.

      Sammis Reachers, editor


PARA BAIXAR SEU EXEMPLAR PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.

A revista também está disponível no Google Play Livros, AQUI.

Issuu, AQUI.

Scribd, AQUI.

SlideShare, AQUI.


sexta-feira, 26 de novembro de 2021

CARTAS E RETORNOS, livro de Sammis Reachers, para download gratuito

  

Estou disponibilizando para download gratuito meu último livro de poesia, Cartas e Retornos, lançado no início de 2021.

Neste Cartas e Retornos, o leitor perceberá que busquei construir fundamentalmente um livro de adjetivações, frutos – ou sementes? – de uma poesia onírico-descritiva, arte/artesanato sequencial de definições poéticas sobre temas ou objetos variados, os “destinatários” aos quais as cartas fazem referência.

O livro obteve ótima recepção, e alguns de seus poemas estão publicados em diversos canais de literatura, como as revistas MallarmargensPixéTraçosD-Arte Londrina, LiteraLivre e até a Revista Ensaios de Geografia da UFF, bem como no jornal RelevO.

Para aqueles que não abrem mão do prazer odorotáctil (e visual, como não?) de um livro impresso, ele continua disponível, basta entrar em contato comigo.

Para baixar o arquivo (pdf) do livro, CLIQUE AQUI.


Aproveito para disponibilizar o outro livro autoral que lancei este ano, o volume de memórias e humor Renato Cascão & Sammy Maluco: Uma dupla do balacobaco. O livro dá conta de duas infâncias atribuladas (muito atribuladas MESMO), mas muito divertidas.

Nesta obra, memória e humor se entrelaçam para narrar divertidíssimas histórias da infância de dois jovens criados num subúrbio de São Gonçalo (município da região metropolitana do Rio de Janeiro), nos duros anos da década de 80. Relatos de perrengues e peripécias, marcados pela humanidade, o bom-humor e a irreverência da prosa de Sammis Reachers, dão conta de duas pequenas vidas que poderiam ser as vidas de quaisquer moleques daquele tempo, dada sua universalidade. 

Para baixar o arquivo (pdf) do livro, CLIQUE AQUI.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Sobre a literatura, a fraternidade e a liberalidade


Meu fascínio por frases e citações vem de longe, de alguns livros da pequenina biblioteca de meu pai, mas principalmente de um certo livro, e sua história em especial. O livro é o Coquetel Literário (uma antologia de citações), calhamaço fascinante de quase 500 páginas, de autoria de Dário Derenzi, eminente e falecido dentista afeito às lides literárias. 
Certa feita, eu ainda moleque de meus quatorze anos, li em certo periódico sobre o lançamento de tal livro, uma edição do autor, não comercializada. Dava endereço para solicitação de informações. Eu, humildemente, enviei minha cartinha, solicitando informações sobre como adquirir o livro. 
Um belo dia eu estava com meu pai do lado de fora de nossa casa, cortando alguns galhos de uma árvore. De repente para um carro de luxo, presença estranha no bairro naquela época. Um homem saiu do carro, em trajes sociais, viu o número da casa pintado no muro, conferiu em um papel, e em seguida indagou ao meu pai: "O senhor é o senhor... hum... Sammis... Reachers?" "Não, o 'senhor' Sammis Reachers é ele", disse meu pai, espantado, me apontando. O homem me observou, também algo espantado, e em seguida me estendeu um pacote. "Este livro é para você. O Dr. Dário me pediu para entregar". 
O cidadão se deslocara da Tijuca até São Gonçalo (!!!!) para dar um livro a um desconhecido. 
Aprendi muitas coisas naquele dia. Aprendi sobre liberalidade. Sobre o apreço pela literatura, seu alto valor, não redutível a cifrões, e a fraternidade que ela promove entre os homens. E ampliei meu apreço pelas máximas. 
Com o tempo publiquei minha própria seleta de máximas, "SABEDORIA: Breve Manual do Usuário", creio que em 2006 ou 2007, por sinal uma de minhas antologias mais baixadas e compartilhadas em diferentes frentes. E agora, trabalhando em novos projetos envolvendo frases, me lembro com carinho da generosidade do velho Dário, de quem nunca tive o prazer de apertar a mão, senão em pensamento. 
Parafraseando Isaac Newton, se aprendi a fazer livros e a disponibilizá-los de graça, foi amparado nos ombros de gigantes!

Sammis Reachers

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A conversão de Dona Bela

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Retrato de mulher

JOAO CRUZUÉ

A primeira alma que "ganhei" para Jesus, chamava-se Dona Bela. Era uma negra, viúva, com uma dezena de filhos. Morava na rua abaixo de nossa casa na antiga Rua 10 Jardim São Luís, em São Paulo. Eu me lembro que possuía muitos cachorros e, por isso, muitas inimizades com a vizinhança. Como a sua casa ficava em uma rua aonde passavam muitas crianças da escola, não é preciso dizer que a cachorrada estava sempre correndo atrás de alguém, incentivada e apupada pelos filhos de Dona Bela.

E aconteceu assim. Morreu um filho adolescente de Dona Bela; eu, um novo convertido, tive o desejo falar-lhe do amor de Cristo naquela oportunidade. Não me lembro bem do que lhe falara, mas sei que depois fiz o grande convite à fé, e Dona Bela levantou sua mão se rendendo a Cristo. Disso não me esqueço, como também que cela horou, e me deu um beijo no rosto, agradecida

Dona Bela e suas filhas mais velhas passaram a frequentar a Igreja Deus é Amor, que foi a minha primeira igreja.

Entretanto, a minha alegria não durou muito. 

O pastor, um presbítero recém-saído das Assembléia de Deus, sempre muito sábio; contudo, não sei o porquê, maltratou a Dona Bela no culto - acho que ele percebera que ela bebia um pouco e acutilou-a  abertamente.

Eu chorei quando vi a aspereza daquele pastor. Mas minha tristeza durou pouco, quando as filhas de Dona Bela passaram por mim e cumprimentaram com a Paz do Senhor.

Já se passaram quase 40 anos. Nunca mais ouvir falar de Dona Bela. Mas de uma coisa tenho certeza: o Senhor trouxe salvação àquela casa, por meio de um crente novo convertido, um adolescente de 19 anos, chamado João.







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quinta-feira, 6 de junho de 2013

DEIXADOS PARA TRÁS - Uma crônica sobre o Arrebatamento da Igreja



“Então, estando dois no campo,
 será levado um, e deixado o outro;” 
“Estando duas moendo no moinho 
será levada uma, e deixada outra”. 
“Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora 
há de vir o vosso Senhor”.   -   Mateus 24; 40 a 42 –


DEIXADOS PARA TRÁS

Uma terra cheia de violência.
Deus olhou dos céus e viu que a corrupção humana era muito grande. (Gênesis 6;5).  A maldade na terra,  predominava. Então, Ele orientou a Noé, que Lhe era temente, que construísse uma grande arca e que nela, colocasse a sua família e um casal de cada espécie de animais. Assim fez Noé e no dia determinado pelo Senhor, veio o grande dilúvio e os ímpios, que ficaram fora da arca, pereceram. (Gênesis 7;21).
Foram deixados para trás!

Duas cidades: Sodoma e Gomorra.
O pecado nestas cidades se agravara muito.  (Gênesis 18;20). Então, determinou também o Senhor, de que seriam destruídas. Pereceram todas aquelas pessoas que viviam em desobediência a Deus. A mulher de Ló,  olhou para traz e foi convertida em uma estátua de sal e com isso, foi deixada para trás!
  
Dez virgens.
Cinco eram prudentes, mas cinco, eram loucas. As prudentes, à espera do Noivo, tinham as suas lâmpadas acesas, mas as loucas,
não  se prepararam. Chegou o Noivo e as virgens prudentes foram ao Seu encontro para as Bodas. As virgens loucas, despreparadas, bateram à porta, porém, o Noivo lhes disse: - “Em verdade vos digo que não vos conheço”. (Mateus 25-12).
Foram deixadas para trás!

Chegou o tempo presente!
O quadro se repete: violência,  falta de amor, corrupção...
Mas sabemos que muito em breve, Jesus voltará para buscar a Sua Igreja. Mui repentina será a Sua vinda. Não sabemos quando chegará o tempo. Estejamos atentos aos sinais que se apresentam: guerras, rumores de guerras, terremotos, sinais nos céus, tsunamis...
Cristo está voltando, por isso, estejamos despertos e vigilantes, para que na Sua vinda, não sejamos deixados para trás!

Pérrima de Moraes Cláudio

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um dia vi Deus na chuva

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Um dia vi Deus na chuva, não era um dia especial aquele, estava em meus afazeres no trabalho, não estava pensando em nada especial, apenas parei de varrer para ir ver uma chuva forte que caia, me debrucei sobre a vassoura e olhei para a chuva e de repente tive paz, tinha mais gente ali, mas não parecia, parecia ser só eu, eu e a chuva, eu e o som da chuva, e essa paz foi aumentando e aumentando, ai vi Deus na chuva, não sei como vi, não vi a imagem, mas sabia por onde Ele estava passando, sabia a largura de seus passos, sabia que Ele estava ali, andando na chuva... Simples assim, não havia mais nada acontecendo, Ele não veio me fazer uma revelação, Ele não veio me fazer promessas, Ele nem falou comigo, eu só o vi ali, e ainda o vi sem ver, só sabia o que estava acontecendo, fiquei ali o vendo passear, não sei se mais alguém o viu, mas eu vi, eu vi Deus na chuva...
Que eu possa vê-lo na chuva mais vezes... E que tenha mais encontros pessoais, onde nada além de simples presença ocorra... E que dessa vez eu possa correr para a chuva, pra ficar com Ele, sem fazer nada além de estar com Ele...