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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Não havia ferreiros em Israel, nem armamentos.





Wilma Rejane


Não havia nenhum ferreiro na terra de Israel naqueles dias. Os filisteus não permitiu-lhes por medo de que iriam fazer espadas e lanças para os hebreus. - 1 Samuel 13:19


Em uma época que territórios eram conquistados através de guerras, faltavam armas em Israel. A nação inimiga dos filisteus, mantinha o monopólio absoluto de fabricação e manutenção de todo material bélico e ferramentas de trabalho: foices, machados, relhas, sachos. Ironicamente, os filisteus ainda cobravam em siclos para realizar serviços de ferreiros para Israel. Essa passagem Bíblica é bem curiosa, ainda mais se lembrarmos que foi justo nesse período que o pequeno Davi venceu o gigante filisteu chamado Golias.

A fama dos filisteus fazia estremecer as nações em derredor e a superioridade militar deles, estava ligada justo a capacidade de trabalhar com metais, uma herança dos povos hititas. Assim, os filisteus que já levavam vantagem na estatura (gigantes), também eram imbatíveis em aparatos de guerra. Uma prova disso, pode ser dada observando a disputa entre Davi e Golias:

"Um guerreiro chamado Golias, que era de Gate, veio do acampamento filisteu. Tinha dois metros e noventa centímetros de altura. Ele usava um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas de bronze que pesava sessenta quilos; nas pernas usava caneleiras de bronze e tinha um dardo de bronze pendurado nas costas. A haste de sua lança era parecida com uma lançadeira de tecelão, e sua ponta de ferro pesava sete quilos e duzentos gramas. Seu escudeiro ia à frente dele." I Samuel 17:4-7

E quais eram as armas de Davi? Cinco pedras lisas (seixos) e uma pequena bolsa de couro, tipo baladeira. I Samuel 17:40

Na casa do rei Saul havia equipamentos bélicos em pouca quantidade, suficiente apenas para dois guerreiros: “ Por isso, no dia da batalha, nenhum soldado de Saul e Jônatas tinha espada ou lança nas mãos, exceto o próprio Saul e seu filho Jônatas” I Samuel 13:22.

Saul e Jônatas, não se acharam com coragem de enfrentar Golias, até que aparece Davi e se dispõe a lutar, confiado não nas armas de guerra que lhe foram oferecidas pelo Rei, mas na fé no Nome do Senhor Deus. O final da história é bem conhecido: o pequeno herói ruivo, chamado Davi, vence o gigante. A partir daí seu nome recebe destaque em Israel e em todas as redondezas, ultrapassando os séculos e chegando até nossos dias com a lição de que: “ as armas humanas são inferiores e nada podem contra Deus. Agindo Deus, quem impedirá?" Isaías 40:10-13.


E dessa narrativa sobre não haver ferro em Israel, traço algumas lições que podem bem servir para todos os tempos:

“Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos, do Deus das fileiras de Israel, que tu insultaste.” Davi em 1 Samuel 17:45


  • Ainda que nos falte recursos materiais para enfrentar algumas situações, confiemos na providência Divina que é capaz de suprir além do que pensamos ou pedimos.
      • Existia o conhecimento de que Deus era com Israel para ganhar batalhas e por isso os filisteus temiam que o exército israelita se equipasse, aumentando o poder destrutivo. Assim, mantêm o monopólio e ainda lucram financeiramente com isso. Amados leitores, ao ler sobre isso, não pude deixar de relacionar com as estratégias usadas pelo maligno para desviar as pessoas do caminho da Salvação. O povo de Deus acaba “não amolando os instrumentos de guerra" e até ficando sem eles ao gastarem tempo e dinheiro com coisas que não edificam esquecendo as que realmente importam para Deus.

  • Israel precisava saber que a força para vencer batalhas, não estava nas armas, mas em Deus. Não ter ferreiros, poderia ser um entrave, um problema para os incrédulos. Para o povo de Deus, pelo contrário, deveria ser a oportunidade de glorificar ao Senhor e foi justo o que fez Davi. Ficou claro que nem todas as armas dos filisteus seriam capazes de derrotar um homem com a fé de Davi. As adversidades na vida do cristão podem servir de lamento e de murmurio, mas não deveria, porque nesses momentos, quando estamos fracos, então somos fortes, Naquele que batalha por nós. 

Deus nos abençoe.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A morte do grão de trigo







“Em verdade, em verdade vos digo; se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, produz muito fruto”. João 12:24.




Wilma Rejane
A Tenda na Rocha


Jesus fala para os gregos que  estavam em Jerusalém: “Ora entre os que subiram para adorar durante a festa, haviam alguns gregos; que se dirigiram a Felipe e rogaram: queremos ver Jesus” João 12: 20-21.  O grão de trigo, foi uma simbologia empregada, para explicar sobre vida e morte e também morte e ressurreição. Esses temas, eram motivo de contenda entre gregos e judeus.  Para os gregos, a morte era algo terrível, pois o corpo era valioso precisava irradiar a beleza da alma, do bom e do belo que estava impregnado na cultura desse povo, como essência de valores éticos. Bom e belo não necessariamente tinha a ver com estética, mas com ética, caráter, sabedoria.


A morte do grão do trigo, significava morrer para o mundo, para a filosofia grega, que dominava o pensamento na época. Morrer, era renascer para Cristo Jesus, pela fé em Seu nome.  O grão de trigo, lançado em terra, para se transformar em planta, se despe de sua casca, se desnuda e ressurge  com nova aparência (por dentro e por fora). Sim, de fato, esse grão conservará alguns de seus elementos, porém terá renascido para uma nova vida em que dará origem a muitos outros grãos. É uma simbologia fantástica, tão simples e complexa ao mesmo tempo, porque nos diz sobre eternidade com Deus e isso é o que de maior há no mundo inteiro, e coube em um pequenino grão de trigo, cuidado pelas firmes mãos de Jesus!

Jesus poderia ter usado o exemplo de qualquer outro grão, mas ao falar sobre trigo, Ele também fala de si mesmo: Trigo é pão. Ele era o Pão da vida, que haveria de morrer e ressuscitar ao terceiro dia. Deixaria a aparência física de homem, nascido de  mulher, para receber um corpo glorioso e ser elevado ao céu. Atos 1: 6-9. Isso tudo era loucura para gregos e também judeus que ficavam divididos quando o assunto era morte e ressurreição. Saduceus e fariseus divergiam quanto a isso: “Pois os saduceus declaram não haver ressurreição, nem anjo, nem espírito; ao passo que os fariseus admitem todas essas coisas" (At 23.8).Mas Jesus não falava para acariciar egos, agradar homens e sistemas, Ele falava a verdade, Ele é a Verdade: “senhores gregos, se vieram até Jerusalém para me ver, saibam que é preciso morrer, para viver. É preciso se despir do velho mundo, velho homem e se revestir de eternidade pela renúncia ao pecado, pelo arrependimento que lhes mostrará quem sou. “

Ver Jesus, era o pedido dos gregos. Ver Jesus, é o que muitos também pedem em nossos dias. E para que isso aconteça é necessário não apenas uma viagem de um lugar a outro, de uma igreja a outra, de uma filosofia a outra, de religião em religião, de superstição. Para ver Jesus, é necessário  amá-lo, mais que tudo. E se O amamos, guardamos Seus mandamentos que O colocam como centro de nossa vida, vontades e tudo o mais:

“ Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preserva-la-á para a vida eterna” João 12:25.



Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;  Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. 
1 Coríntios 1:21-23


Evangelho é puro e simples, poderoso e transformador. O maior sinal presente no Evangelho é o do novo homem, esse que pela graça divina e poder do Espírito Santo, é transformado. Não façamos como os fariseus, que buscavam sinais e os gregos a sabedoria. Mas busquemos a Jesus Cristo e Ele nos dará a sabedoria e os sinais.  Decretemos “a morte do grão de trigo” e o novo nascimento se fará realidade em nós.  Agricultores e especialistas em trigo, escreveram:

 "Grãos de trigo são pequenos, de forma oval, com uma fenda no sentido do comprimento e recobertos por uma casca dura. No interior da casca, encontram-se o amido e o glúten, substâncias que, além de preciosas para a alimentação, dão à planta a força necessária para que ela cresça."


Vejam, a transformação do grão em planta é visível, mas acontece primeiramente no interior, porque lá no íntimo do grão é que está a força necessária para seu desenvolvimento. E tudo começa em nosso coração, primeiramente ele é transformado e consequentemente, nossas ações, atitudes se tornam visíveis aos homens gerando tantas e tantas sementes que irão servir de pão para outras vidas, porque na nova vida, Jesus está. A decisão de mudar é nossa, a transformação é obra de Deus.  O grão tem a vida em si mesmo, mas não brotaria em forma de planta, se não houvesse quem o regasse, cuidasse para não ser arrancado da terra, pisado e lançado fora como inútil. E assim é Cristo para conosco, aquele que se entrega a Ele é aperfeiçoado para ressuscitar no último dia.


“Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;  Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos;Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele.Romanos “.6:5-9


Oração: Senhor Deus, preciso de Sua ajuda para me tornar uma nova pessoa a seguir e obedecer Tua Palavra. Não almejo sinais, nem sabedoria, mas a Tua face, Tua vida em mim e tudo o mais será transformado, e assim os sinais seguirão aos que creem e a sabedoria estará em minha boca. Perdoa meus pecados, me arrependo de coração por ter sido desobediente a Ti. Toma-me como um grão de trigo e me refaz, para glória de Seu nome, amém.

Deus o abençoe.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Deus, Refúgio nas tempestades






  “O Senhor tem o teu caminho na tormenta e na tempestade” Naum 1:3.


Wilma Rejane
A Tenda na Rocha

Tempestade e tormentas têm significados idênticos, ambos representam um estado de confusão na atmosfera com ventos fortes, chuvas, raios, trovões, acontecendo ao mesmo tempo ou de forma simultânea. Você sabia que todos os dias acontecem mais de 40 mil tempestades na terra? A cada segundo, em algum lugar do planeta regiões estão sendo afetadas com descargas de raios e outros eventos típicos desses fenômenos atmosféricos.

Em Março desse ano, li uma história comovente sobre tempestade. Uma americana de 37 anos chamada Stephanie Decker, perdeu as pernas, porque usou seu corpo como escudo para salvar os dois filhos: “Eu não esperava. Nunca pensei, nem em um milhão de anos, que minha casa seria levada embora. Pensei que estava a salvo, quando ouvi o forte rugido, então soube que ficar parada não ia adiantar”. Stephanie, abrigou os filhos em baixo de seu corpo e eles saíram ilesos. Que demonstração de amor! Eis a mamãe americana feliz da vida por não ter perdido seus bens mais preciosos.






Nenhum de nós está a salvo da tempestade, ela não avisa quando vai chegar e mesmo que seja possível prevê-la, nunca se sabe sua direção e intensidade. O aspecto linear da história é: “ todos procuram abrigo e salvação nas  tempestades”.  É uma reação  natural presente nos humanos e também nos animais. Você já enfrentou alguma tempestade natural? Tempestade espiritual? Nesse exato momento elas estão  acontecendo  em todos os lugares da terra. Isso pode nos  servir de consolo, mas o que irá determinar nosso livramento é : “como nos comportamos em meio a tormenta?” A atitude da mamãe Stephanie foi decisiva para livrar os filhos da morte.


“O Senhor é Refúgio e esconderijo contra tempestade” Is 4:6


Em Deus nos escondamos na tribulação, Ele é o Socorro que não cessa, É Escudo perfeito que se debruça sobre Seus filhos para aquecê-los em meio ao vento frio e forte. Ele nos aperfeiçoa nas tormentas e guarda nossos caminhos  nas tempestades.  É verdade, podemos sair feridos, incompletos, abatidos pela violência do combate, mas aos que vivem pela fé, sempre haverá Renovo. Em cada página que se vira na Palavra de Deus, há uma batalha e uma vitória. Eis a nossa confiança: Deus é fiel, e Ele nos ama. Mesmo na morte, Ele faz reviver. Não há tempestade que prevaleça contra os herdeiros do Reino de Cristo.





Daniel não morreu na cova dos leões. Sadraque, Mesaque e Abednego não foram queimados na fornalha ardente. Abraão não foi vencido na caminhada pelo deserto, antes viveu para ver as promessas. O barco que levava os doze apóstolos não naufragou quando foi açoitado pelas águas e fortes ventos.  A tempestade alcançou Jô, mas não pode detê-lo, antes o Senhor o fez renascer mais forte. E você pergunta? E João o Batista, não morreu decapitado? E Paulo não foi aprisionado? E os cristãos que são mortos por perseguição? E a palavra diz:

“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir. Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”Romanos 8:38-39. Oh glória!! Não há tempestade que vença o Reino de Deus!

Nunca deixemos de confiar no Senhor Jesus, de buscá-Lo com todo o coração, na certeza de que  na tormenta e na tempestade, Ele tem Seus filhos por preciosos e os carrega nos braços. As tempestades se vão e a vitória fica.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Concerto Vozes pelo Haiti



O Poeta J.T.Parreira lê um dos poemas da noite, «Os Limites» (ler o poema aqui).
Ao piano o Maestro Pedro Duarte, que compôs pequenas peças originais para cada poema.