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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"Em caso positivo, toda a família é levada embora"

O Sr. Dussel contou muita coisa que não sabíamos sobre o mundo lá fora. Ele tinha notícias tristes. Incontáveis amigos e conhecidos foram levados para um destino terrível. Noite após noite, veículos militares verdes e cinza cruzam as ruas. Eles batem em todas as portas, perguntando se ali mora algum judeu. Em caso positivo, toda a família é levada embora. Caso contrário, eles passam para a outra residência. É impossível escapar de suas garras a não ser que você se esconda. Eles costumam andar com listas, só batendo nas portas onde sabem que há uma grande apreensão a ser feita. Frequentemente oferecem recompensa, tantos florins por cabeça. É como as caçadas a escravos nos tempos antigos. Não quero fazer com que isso pareça bobagem; é trágico demais. À noite, quando está escuro, costumo ver longas filas de gente boa e inocente acompanhada por crianças chorando, andando sem parar, controladas por um punhado de homens que as empurram e batem até elas quase caírem. Ninguém é poupado. Os doentes, os velhos, as crianças, os bebês e as mulheres grávidas — todos são forçados a marchar em direção à morte.

Temos muita sorte aqui, longe do tumulto. Não pensaríamos sequer por um minuto em todo esse sofrimento se não estivéssemos tão preocupados com as pessoas queridas, a quem não podemos ajudar. Sinto-me má ao dormir numa cama quente, enquanto em algum lugar meus melhores amigos estão caindo de exaustão ou sendo derrubados.

Fico apavorada quando penso em amigos íntimos que agora estão à mercê dos monstros mais cruéis que já assolaram a terra.

E tudo porque são judeus.



Diário de Anne Frank (Edição Definitiva), pgs.: 79, 80, Editora Record.

Campanha Ficha Limpa ganha força - Participe!

*

Já passa de 1 milhão o número de pessoas que assinaram projeto de lei de iniciativa popular que dificulta a candidatura de políticos com maus antecedentes.


Sylvio Costa

Dois chavões, tão manjados quanto verdadeiros:

1) Política é algo sério demais para ficar entregue apenas aos políticos.

2) Ou a população pressiona democraticamente o Congresso Nacional a agir em favor das aspirações e interesses da maioria dos eleitores ou seremos, cada vez mais, reféns dos maus costumes políticos.

A novidade é que um número crescente de brasileiros se mobiliza, de modo voluntário, para mudar esse cenário. Um dos frutos mais promissores dessa reação popular é a campanha Ficha Limpa, que pretende levar para votação no Congresso o projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos. veja a íntegra (link para a íntegra do projeto).

O projeto, entre outras mudanças, proíbe que seja registrada a candidatura de pessoas condenadas em primeira instância por crimes como racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas, por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa; assim como de parlamentares que tenham renunciado ao mandato para fugir de cassações ou que respondem a denúncias recebidas pelos tribunais superiores do Poder Judiciário.


O movimento

Quem coordena a campanha é o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que é formado por 42 entidades, dentre as quais a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Essa expressiva rede de organizações sociais deu origem a cerca de 300 comitês, que já conseguiram colher até o momento mais de 1 milhão de assinaturas. Para o projeto começar a tramitar no Congresso, ele precisa de 1,3 milhão, isto é, o correspondente a 1% do eleitorado nacional.

“Como não há aqui juízos de valor sobre a culpa do pretendente ao registro de candidatura, não há que se falar em presumir-se ou não a sua inocência. A decisão do foro eleitoral baseia-se objetivamente na existência da sentença criminal, não subjetivamente na possível culpa do réu”, explica o juiz Marlon Reis, coordenador do movimento, em artigo exclusivo para o Congresso em Foco (leia mais).

O MCCE foi responsável pelo primeiro projeto de iniciativa popular que se transformou em lei no Brasil: a Lei 9.840, que proibiu a compra de votos e o uso eleitoral da máquina administrativa. Ela completará dez anos agora em setembro.


Está na Constituição

A campanha Ficha Limpa pretende fazer algo que a Constituição Federal já prevê, o disciplinamento das situações em que a vida pregressa de uma pessoa pode impedi-la de concorrer a cargos eletivos. Mas, em um Congresso marcado pelo grande número de parlamentares envolvidos em acusações de desvio de conduta, somente a pressão popular poderá garantir o êxito da iniciativa.

O Congresso em Foco foi o primeiro veículo de comunicação brasileiro a publicar a lista dos parlamentares federais que respondem a processos judiciais. Isso ocorreu em março de 2004, logo após o lançamento do site, época em que foi contabilizado em 46 o total de congressistas então acusados criminalmente (confira).

Desde então, o site passou a publicar regularmente levantamentos de congressistas com pendências judiciais. Durante todo o período da legislatura passada (2003/2007), 206 deputados e senadores responderam a processos no Supremo Tribunal Federal. No último levantamento, que foi ao ar em junho deste ano, 150 congressistas apareceram como réus de 318 processos em andamento no STF. Ou seja: de cada quatro parlamentares no exercício do mandato, um responde a acusações formais naquela corte.

Como ocorre desde os primeiros levantamentos realizados por este site, crimes contra a administração pública, crimes eleitorais, tributários e financeiros predominam entre os ilícitos atribuídos aos deputados e senadores.

À linha de acompanhamento aberta pelo Congresso em Foco seguiram-se outras iniciativas de grande repercussão, como o projeto Excelências, da Transparência Brasil, e a divulgação dos candidatos processados, durante a campanha eleitoral municipal de 2008, pela Associação dos Magistrados Brasileiros. Tudo isso aumentou muito as pressões contra a presença na política dos chamados “ficha-suja”.


Como aderir à campanha

Para aderir à campanha Ficha Limpa, você pode entrar no site do MCCE, imprimir o formulário, recolher assinaturas e depois enviar para o endereço indicado no próprio documento.

Leia mais:

Campanha Ficha Limpa: a consideração objetiva da vida pregressa


via http://congressoemfoco.ig.com.br/

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

BIOGRAFIAS...

Estes homens têm uma biografia mais relevante para o Brasil do que José Sarney, Romero Jucá, Paulo Maluf, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, e tantos outros que frequentam nossos noticiários diários.

Este homens têm um trabalho pesado, estão expostos a condições insalubres, ganham um salário de miséria, mas prestam um serviço inestimável a população. Se pararem de fazer o seu trabalho, sérios problemas de saneamento e de saúde ocorrerão e a população estará a mercê de diversas doenças.

Se faltar o seu trabalho um dia sequer, sua falta será grandemente sentida pela população. No entanto, são mal remunerados e mal assistidos pelo governo. Trabalham a céu aberto, faça chuva ou faça sol, expostos ao frio a chuva e ao calor, correndo sempre, recolhendo o lixo que produzimos diariamente.

Em resumo, apesar da importância de seu trabalho para a população, são homens que não têm "biografia".

Já estes outros homens, têm altos salários, têm regalias que o homem comum do povo brasileiro não tem. Quando adoecem são tratados nos melhores hospitais do país e pelos melhores especialistas.


Suas condições de trabalho são excepcionais, trabalham em Palácios com ar condicionado, trabalham de terça a quinta feira, viajam confortavelmente de avião particular, tiram férias em suas propriedades paradisíacas com todas as despesas pagas pelo povo, produzem um mar de lama em Brasília que nenhum trabalhador de limpeza urbana consegue limpar.

São os homens com "biografia", que têm que ter tratamento diferenciado. São homens que se lixam para a opinião pública.

O trabalho destes homens é plenamente dispensável. Se não forem trabalhar ninguém dá falta e o país sai mais beneficiado. Produzem todo o lixo de que nos envergonhamos, a falta de ética, de honestidade e de moral. Não nos fazem falta.

Com toda a sinceridade, o meu respeito e a minha admiração vão para os primeiros, humildes, fazem um trabalho exaustivo, mas necessário a população, se sacrificam pelo bem de seus semelhantes. São verdadeiros heróis. Estes sim, têm Biografia com B maiúsculo. Os outros são a vergonha nacional.

Laguardia

Fonte: http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/

sábado, 11 de julho de 2009

SARNEY, o sanhaço de fogo

Apresentamos aqui uma seleção de charges de diversos artistas, sobre este tema, este homem, esta entidade que de certa maneira é o arquétipo e molde mestre de vasta gama da classe política nacional, os piores 'cidadãos' de nossa esperançosa raça.
Mas primeiro e para fixar a idéia, uma frase incrível, sensacional, de um poder de síntese que é daqueles casos clássicos em que se diz: "Puxa, sempre pensei isso, mas jamais poderia dizê-lo tão bem...":

"Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia." (Nelson Motta).









Sanhaço, além de um prosaico passarinho, é uma gíria carioca para problema, homem desagradável e inoportuno, aborrecimento à vista...