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terça-feira, 3 de março de 2026

Saiu o terceiro número de De Higgs - Revista de ficção científica e fantasia cristã - Baixe grátis

 

De Higgs, revista de literatura cristã focada em ficção científica e fantasia, chega a seu terceiro número, sedimentando-se como um veículo de grande valor para a expressão literária cristã nacional.

A revista circula em formato eletrônico e é gratuita. Você pode realizar o download de seu exemplar diretamente no site da revista, neste link: 

https://revista-de-higgs.webnode.page/edicao03/


Confira o editorial desta edição:

Há edições que nascem como projetos; outras, como encontros. Esta terceira edição da Revista de Higgs pertence, sem dúvida, à segunda categoria. Ela é fruto de um encontro vivo entre vozes, imaginários, memórias e anseios vindos de muitos cantos do país — autores distintos entre si, mas unidos por uma mesma pulsação criativa.

Recebemos contos que atravessam a fantasia, a ficção científica e a ficção histórica, muitas vezes dissolvendo fronteiras e criando zonas híbridas onde o extraordinário se torna espelho do humano. São narrativas que não apenas contam histórias, mas interrogam o tempo, o sagrado, a perda, a esperança e o sentido. O resultado é um mosaico literário rico, vibrante, quase litúrgico em sua diversidade — um verdadeiro espectro caleidoscópico de formas, estilos e inquietações.

O tema Relíquias e locais sagrados revelou-se um convite fértil. Alguns autores olharam para ruínas e objetos antigos; outros, para lugares interiores, silenciosos, muitas vezes esquecidos. Em todos os casos, percebemos uma busca comum: a tentativa de tocar aquilo que permanece quando tudo o mais parece ruir. Essa busca, expressa em linguagem, é talvez uma das vocações mais antigas da literatura.

Aproveitamos esta abertura para parabenizar Ísis Marques, vencedora do concurso da segunda edição da Revista de Higgs, cuja obra O Caminho de Ábba permanece como referência de sensibilidade narrativa, maturidade simbólica e profundidade temática, abrindo caminhos para as vozes que agora se somam a esta nova edição.

Esta terceira edição também é marcada por um gesto de generosidade que desejamos registrar com gratidão profunda. O prestigiado Luiz Sayão — pastor, teólogo, hebraísta e linguista, amplamente reconhecido no meio protestante brasileiro por seu trabalho na tradução das Escrituras e por seus comentários bíblicos — concedeu-nos uma entrevista de valor inestimável, mesmo atravessando um período de saúde delicada. Sua disposição em partilhar pensamento, experiência e reflexão, em meio à fragilidade, confere às suas palavras um peso ainda maior. Recebemos essa entrevista como quem recebe um legado confiado com cuidado.

Para enriquecer ainda mais, com satisfação e alegria recebemos a meditação: Quando o divino nos encontra em meio à ficção. Ensaio confeccionado pelo pastor e comunicador André Castilho de Oliveira. Uma contribuição ao pensamento na intersecção entre fé, arte e cultura.

Somam-se a esse conjunto duas resenhas dedicadas ao livro O Silêncio de Adão, ampliando o diálogo crítico que a Revista de Higgs se propõe a cultivar: um espaço onde literatura, pensamento e espiritualidade possam conversar sem pressa, sem rótulos fáceis, mas com profundidade e honestidade intelectual.

Que esta edição seja lida não apenas como entretenimento ou exercício estético, mas como um convite. Um convite a escutar o que se diz nas entrelinhas, a perceber a palavra como semente, como sopro, como força que chama à Vida. Que os textos aqui reunidos façam mais do que despertar bons sonhos ou aventuras memoráveis: que aqueçam o coração, ampliem o olhar e nos tornem mais atentos à Voz que insiste em escrever histórias de esperança, reconciliação e amor duradouro.

Ótima leitura!

Os Editores


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

AMPLITUDE #7 - Jan 2026 - Revista de Ficção Cristã e Poesia para download grátis

 

AMPLITUDE aqui está, firme em seu papel de resgatar, promover, divulgar e viver a literatura cristã em toda a sua vivacidade, singularidade e fortuna.

Neste número, a razão de ser de Amplitude se apresenta em toda a sua força: a poesia e a prosa de ficção ocupam a quase totalidade de nossas cinquenta e nove páginas.

Por sinal, este é um número eminentemente poético: São nada menos que dezenove páginas de poesia.

Nos contos, temos a presença de nomes como Joanyr de Oliveira, Rute Salviano Almeida e o norte-americano Walter Wangerin Jr., que somam-se a Eber Rocha, Seles Gonçalves, Valnei Nascimento da Silva e este que vos escreve.

Abrimos este número com um artigo especial, uma conversa sobre a autopublicação, com dicas práticas e links de interesse.

Falando em especial, fizemos um apanhado de poemas da literatura universal sobre (a Parábola d)o Filho Pródigo, um tema central da cultura cristã, em treze páginas de alta poesia.

Nas seções tradicionais, figuras impactantes e até surpreendentes: Em Jardim dos Clássicos, temos um conto do missionário escocês Robert Reid Kalley, pioneiro do evangelho em nossas terras e na lusofonia.

Em Hot Spots, uma seleção de frases de Henry Ward Beecher, prolífico autor com tão pouca bibliografia em língua portuguesa.

Poeta em Destaque deste número — uma seção que sempre deu espaço a autores vivos — desta vez contempla um nosso irmão já na glória: O lusitano J. T. (João Tomaz) Parreira.

Amplitude ganhou uma nova seção, a Torre de Oração, que buscará apresentar, a cada número, significativas obras do gênero.

E as demais seções? Nossa Pharmacia apresenta textos de autosocorro imediato. Parlatorium continua sua insurgência contra a mediocridade, com frases de impacto e frescor criativo. Notas Culturais traz algumas notícias sobre a cena cultural cristã. Download apresenta três e-books gratuitos que merecem sua leitura, como a antologia que organizamos reunindo os 50 melhores poemas cristãos de Jorge de Lima.

O resto você sabe: Amplitude circula apenas em formato eletrônico, com periodicidade semestral  — e é gratuita, para a glória de Deus.

Pegue seu café, seu chá, seu isotônico, água ou o que for, busque uma sombra — e boa leitura!

 

      Sammis Reachers, editor


PARA BAIXAR O ZEU EXEMPLAR 

PELO GOOGLE DRIVE, CLIQUE AQUI.


A Revista também está disponível pelo Play Store (Google), AQUI.

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Slideshare, AQUI.


domingo, 30 de junho de 2024

AMPLITUDE #4, Revista Cristã de Literatura e Artes. Baixe a sua!



Foi em julho de 2019. Há cinco anos atrás saia o terceiro e idealizado-para-ser o último número de Amplitude. E da terceira para a segunda edição, o lapso fora já de três anos. Como um editor pode explicar uma periodicidade assim? Me ajude, amigo leitor!

Cara de pau por cara de pau, deixe-me replicar um trecho de minhas desculpas pelo enorme hiato entre a segunda e a terceira edições, citando a mim mesmo:

 

Neste tempo, pude dedicar-me, além dos compromissos acadêmicos, à edição de diversos livros e recursos em serviço da igreja e da Literatura, e à manutenção religiosa dos blogs de serviço.

 

Sim, nestes anos todos não cessamos de produzir livros e recursos, tanto  enquanto autor, quanto como organizador e editor (dê uma olhada em nossa biblioteca de recursos gratuitos, AQUI ). Mas nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. E a verdade é que editar uma revista — ainda mais uma com as propostas de Amplitude — é trabalheira de assustar até a um editor já meio calejado. Por isso seu irregular avanço e eventual queda — queda não, tropeço — para o prático, embora doloroso, abandono.

No entanto, compreendemos por fim que Amplitude precisava viver. Mas as dificuldades permaneciam as mesmas; assim, como recolocá-la em sua jornada? A solução encontrada foi retomar as atividades entregando ao leitor uma revista mais enxuta, embora mantendo boa parte das seções que ditaram o estilo da publicação. Opa, na verdade criamos até novas seções, como a de Games ou a Pharmacia.

Com a retomada, inauguramos também a chamada para publicação, abrindo espaço para que autores submetam suas obras para a seleção e eventual veiculação na revista.

Amplitude é uma revista de posição e cosmovisão declaradamente protestante; no entanto, somos amplos em nossa irmanação criativa com nossos co-navegantes do mistério do Deus de Abraão, Isaque e Jacó: Cristãos de todas as vertentes podem ser lidos em Amplitude. Nesta edição, temos poesia e contos, crônicas e artigos, quadrinhos, resenhas de livros e até de games para refrigerar nossas almas.

O trabalho de Amplitude é fruto e consequência de um esforço de divulgação e promoção literárias iniciado no já longínquo ano de 2006, com o blog Poesia Evangélica. Até hoje, o blog já publicou em torno de 700 autores, desde iniciantes a grandes nomes do protestantismo brasileiro e mundial — alguns, de quem você jamais imaginaria terem escrito poemas. E o blog segue a todo vapor, com postagens a cada dez dias, em média. Não deixe de visitá-lo: www.poesiaevanglica.blogspot.com .

No mais, tenha uma boa leitura, e compartilhe esta revista com quantos você puder.

      Sammis Reachers, editor


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A revista também está disponível no Google Play Livros, AQUI.

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domingo, 26 de maio de 2024

Três máximas para uma vida vitoriosa

 


Tenho por prazer antigo vasculhar livros em busca de máximas, citações que comportem, em resumo e forma, o suprassumo da sabedoria humana. Nessa jornada de sofá deparei-me com um turbilhão de frases desconcertantes, que nos levam em direções inesperadas; outras, portadoras de um poder de fulminação capaz de nos fazer tombar, extasiados. Mas o que percebi, no acumulado, é que a sabedoria humana fundamental (exprimível, sempre, na forma de máximas) é simples, e pode ser apreendida, conservada e praticada por qualquer pessoa.

Bem, de minha parte, se me coubesse lhe apresentar um resumo de sabedoria, eu poderia tecer máximas de máxima simplicidade e surpreendente economia. Sua falsa obviedade, seu ar simplório, escondem o segredo de uma vida bem vivida, em tudo proveitosa – para si e para os demais navegantes de nossa espécie. Vamos lá?

 

Uma máxima em apenas três palavras: Creia em Cristo

Em duas: Seja homem

E em uma única palavra: Aja

 

Ah, mas eu sou mulher... Pois bem minha filha, faça isso, SEJA MULHER, com o melhor que puder entregar.

 

Sammis Reachers


sábado, 6 de janeiro de 2024

A escrita como ferramenta de evangelização e mobilização missionária: Programa Conversa de Missões com Sammis Reachers


No dia 04/12/2023 participamos do Programa Conversa de Missões, apresentado por Sylvia Maia de Souza. O programa, a cada segunda feira, entrevista pessoas envolvidas com o esforço missionário da igreja brasileira. O programa é uma iniciativa do DEM Congregacional e também da AMTB.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Poemas cristãos do livro CARTAS E RETORNOS, de Sammis Reachers


O seminal poeta curitibano Paulo Leminski é autor, dentre outros, do livro Distraídos Venceremos. Tal título ou expressão singular me veio à memória ao refletir sobre o volume que o leitor agora tem em mãos: Foi sem perceber ou dar-me conta, assim, distraidamente, que cheguei a este meu décimo livro de poesias. A surpresa deve-se ao fato de que sempre consegui maior prazer atuando como antologista e editor do trabalho alheio do que focalizando minha produção autoral, que correu como que por fora, nesses pouco mais de vinte anos de atividade literária.

Neste Cartas e Retornos, o leitor perceberá que busquei construir fundamentalmente um livro de adjetivações, frutos – ou sementes? – de uma poesia onírico-descritiva, arte/artesanato sequencial de definições poéticas sobre temas ou objetos variados, os “destinatários” aos quais as cartas fazem referência.

Nessa busca de comunicar a magnificação de cada destinatário, não apenas imagens, mas, fazendo jus à licença que pesa sobre os poetas, palavras precisaram ser criadas, seja em neologismo, seja numa das muitas outras formas de parto de palavras que nossa língua conhece e experimenta. Um experimentalismo não de sabor insosso como por vezes vemos sendo praticado mas, sim, uma prazerosa peregrinação em busca do surpreendente – amparada em palavras e expressões que o suportem.

Desde muito jovem tomei para mim uma assertiva do filósofo brasileiro Vilém Flusser: “A poesia aumenta o campo do pensável”. Deste esforço de expandir percepções, de aumentar as formas de bombear de um coração com o sangue dos signos, jamais pude me libertar, malgrado minhas humildes possibilidades criativas.

Às mais de cinquenta Cartas, diversas, como dito, em tema ou objeto, seguem-se alguns Retornos: Poemas de maior hermetismo, onde o jogo de luzes e sombras (chiaroscuro) ganha maiores ares. O livro se conclui com poemas outros, de variada temática e envergadura.

Que este humilde livro possa, com sua carga onírica e algo perturbadora, balançar alegremente suas percepções e empurrá-las, assim, como quem não quer nada, para a expansão.

O livro possui 110 páginas, e está disponível por R$ 22,00, JÁ com o valor do frete por Correios incluído. Para adquirir o seu, escreva para o e-mail:  sreachers@gmail.com 


ALGUNS POEMAS DE CARÁTER CRISTÃO DO LIVRO:


Carta aos Fariseus

 

aquele que bem mata a palavra

é soldado a mando de quem?

seu soldo, concretudes sem

batismo, qual seu sabor

no palato, qual seu peso

na sacola?

 

vós néscios sob quem

a frágil ponte fraqueja,

vós os assassinos de profetas poetas,

quem vos pariu assim, suicidas?




Carta ao Cristo

 

Conquistador em andrajos

Pétala de Sangue

Amor embaraçoso

Azorrague de Deus e retardador do azorrague de Deus

Farta gordura de cordeiro

Que faz enfartar o inferno

Coágulo, pedra de tropeço, entupimento

Inter rupção do fluxo do coração

Da Morte

 

Equalizador

Logosfera

Deus que baixo habita

 

Companheiro de más companhias

Nota promissória contra o fracasso

Da História

 

Patada de trivela no peito de Satanás

Magra mão atravessada de quem nada escapa

Cosmokrator, fonte a jorrar, menor dos homens

Cordeiro que guarda o pastor, leão que costura os dilacerados

 

Senhor dos Senhores – reverta nossa dispersão,

Para de reencontro a ti




Carta ao Perdão

 

Ideia parturiente

primavera para sempre

presente raro

 

Cristoterapia

panaceia dos mundos

flecha de ressuscitar

 

Arte de partir gaiolas

testada contra as muralhas

 

Riso mudo

inconsútil abraço concentrado

gesto canoro, alado, pacificanário

constritor da morte

construtor da vida

 

Paralelepípedo de luz

atiçado contra a cabeça da serpente

 

Perdão, flor-fortuna

que enriquece e perfuma

a quem o despende




Carta aos Missionários

 

Você a esperança

Em pés de barro

Você ave de barro

Você asa de barro

Você construto de barro

Como nós, e de quem

Esperamos tanto

Perdoa-nos

 

Heroicizamos sua vida e cegos achamos

Que o carbono de sua carne

É na verdade aço

Mas você chora e sangra como cada um de nós

Só que com mais frequência

E estamos longe, longe demais e

Alheios demais

Para chorar contigo

Perdoa-nos

 

A cada carta que se arrebenta

Contra nossa indiferença, e-mails

Não abertos, o abraço que lhe negamos;

Nossa avareza, deusa lar de que não nos livramos,

Que nos impede de irmos, segurarmos a corda, intercedermos,

Sequer lembrarmo-nos de que um dia um de nós foi enviado:

Perdoa-nos; ore por nós, ó irmão de mais lágrimas,

Deite-as por nós, os miseráveis do Reino, braço mirrado

De Cristo: pois sequer sabemos de quantas curas carecemos.

E corações ardentes, que de milagres temos fome, de milagres

Tem fome o mundo que nos espera e morre

Enquanto em paz nos deitamos e levantamos, em o nome do Senhor.

 

Que o Senhor nos perdoe através de teu perdão, meu irmão.




Carta à Bíblia


Atlas ígneo

Sendero luminoso

Mapa do parakletos

Verdade desembainhada

Cortante pungente irmanante

Rasgo na cortina do templo

 

Talho no papiro do tempo

Ancoradouro civilizacional

Teotapeçaria

Adaga vara-caos

Final de todos os caminhos,

Farol, sinal, ultimato

Candelabro aceso pelo Sangue

 

Tomo central do ocidental

Cânon literário, hiero-herbário

                Onde a vida pulsa

 

Legislação de tudo

Desfibrilador do mundo

                             Educandário

                                     & escadaréu

 

Orquestra de virtuoses de pó

66 partituras em mãos

dum Espírito regente

régio & magistral

 

Cantil

De néctar

Ou benzetacil

 

Hebreia epopeia & farmacopeia

Estação fidelidade, livro de habitar




 Carta aos Suicidas


Eu e você somos um.

Menina que queria ser homem, eu e você somos um

Nesta fome que nos mói, sede lenta que nos arrebenta,

Sonho de aniquilação, que não vemos donde vem

Mas que parece vir lá do dentro

Isso que não queremos mas que tudo em nós diz para querermos

 

Nosso crime descoberto, nosso corpo vil, nossa perfeita, matemática

Inadequação que a tudo se encaixa

Sim, não poderemos olhar nos olhos deles amanhã,

Pois sequer suportamos nosso vil olhar no espelho!

Eu e você somos um, olhar desesperado

Tudo que queremos é a morte, tesouro sem fim

 

Mas nosso tesouro foi pilhado, apresado por um

Que morreu como gostaríamos

Mas estranhamente escolheu voltar, pois ele podia

Dar-se ao luxo:

Voltou para que, como eu você somos um, fôssemos um com ele

Voltou da morte para dizer que não precisamos dela

Não nos importa conhecê-la, ela é apenas vil,

E não é fim, mas alçapão: escada para baixo, para

Outra maior forma de morte, nem lenta: eterna

Nem dolorosa: esculpida num bloco de dor

 

Uma figura um nazareno maltrapilho lotado de amor desconcertante

Fez como um caminhão de flores que capota, rodopia

E cai de pé e de volta, espalhando toda a carga de flores pelo caminho

Pelas nossas cabisbaixas cabeças que se levantam

Espantadas de alguém que diz estranhezas tais:

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mateus 11.28,29)

Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.” (João 11:25,26)

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (João 10:11)

Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” (João 6:35)

 

Mensageiro e Ele próprio uma carta viva a nós endereçada

A todos os viventes remetida, mas como que especialmente

Para nós os últimos, pois somos da criação e da dor

Aqueles mais habilitados a saboreá-la, a compreendê-la

– A ela esta carta viva doadora de Amor e doadora de Sentido –

E a dela nos apropriarmos para alimentar esse nosso desejo de morrer

Até que ele se cale e finde, exploda tendo seu estômago negativo

Entupido com as palavras de Vida do bom Jesus,

O que nos entendeu, o que nos amou, o que pagou pelo que não poderíamos.

Jesus que anseia nossa companhia, meu Deus!, logo a nossa,

Nós os insuportáveis, nós que não nos suportamos, que nos fechamos

No quarto, ele nos chama para fora, ele realiza uma festa

Meu Deus, uma festa!,

E não é como as festas que vemos das pessoas excelentes,

Ele realiza uma festa para todas as pessoas, até as últimas pessoas

Não há preconceito em seus olhos nem traição em seus atos

Ele ama a todas as pessoas e nos convida a amarmos com ele,

A sermos o amor dele andando por aí, convidando para a festa,

Encontrando os outros trancados nos quartos, nos corações,

Encontrando-os e dizendo eu lhe entendo, encontrando-os

Para lhes enxugar as lágrimas de solitários e dizer:

Eu e você somos um. E há um outro, maior do que nós

Que é um conosco. E vamos morar com Ele.




Retorno à Alameda São Boaventura, 1071

 

O abraço do obreiro na porta da congregação

Aquela sensação oceânica de casa

Fui enredado pela paz que combati

Refundado em ágape, da fugacidade do frágil

                                                                           desp(ed)ido

 

Âncora para meu caos fez-se a Tua palavra,

E cais contra meus naufrágios

 



Tríptico Paulino

 

Só em Fé

               eu sei

 

Só em Esperança

                            eu posso

 

Só em Amor

                    alcanço

                                alcançarei

 

 


Feérica

 

A fé não atenta

contra a razão.

 

Pelo contrário:

A verdadeira fé

usa a razão

como um cavalo.

 

Num jogo de

senhor e servo?

Não, mas num jogo

de centauro.