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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

CHEGA DE FICAR SOBRE O TELHADO!


Dizer que o país vai mal é chover no molhado. Em cada esquina isso está na boca do povo. A questão já está bem mais adiante. A crise que sentimos como uma tempestade não é específica; é genérica. Também ela não desaguou de uma vez. 
Parece, à maioria de nós, que os anos de 2014 e de 2015 vêm figurar como os anos terríveis cujas maldades desabaram sobre esta terra. Mentira. 
A tempestade que ora se enfrenta começou há tempos, como uma garoa que, aos poucos, foi-se intensificando. Mas, como garoa não provoca enchente, pouco nos importou o que acontecia. Agora, a água já cobre os telhados, para onde nos socorremos, sem ver possibilidade de ajuda. 
A crise que parece ser apenas político-partidária tem ramificações terríveis e ela é apenas consequência da metástese da imoralidade que se desenvolveu por aqui. A crise não é apenas Lula, não é apenas Dilma, não são os deputados ou os senadores. A crise somos nós! Todos nós brasileiros insensatos, desapercebidos. 
Fala-se, hoje, em crise na educação escolar. Ela começou em 2014? Claro que não! Há anos, formam-se professores desqualificados (e como profissional do magistério, sei o que digo). De tempos a esta data, as salas de aula, no ensino superior, passaram do domínio do mestre (?) para o interminável falatório de pretensiosos estudantes "com uma ideia na cabeça e um punhado de parceiros para falar bobagens". Até as festas de formatura viraram orgias indescritíveis. O lixo começa no trote aos calouros e termina no baile de formatura! Que esperar de grande parte desses profissionais, outrora estudantes mergulhados no caldo da irresponsabilidade moral e intelectual? 
Pouquíssimos se salvam! 
Da crise na Educação nascem as demais crises, incluindo-se nisso uma camada de políticos desajustados, indecentes, imorais desde os bancos acadêmicos. 
Passou-se o desagradável e inadequado tempo de políticos defensores de ideologias esquerdistas, incompatíveis com o espírito brasileiro, uma vez que os esquerdistas de agora ajustaram-se à bagunça gramcista, de onde brotaram os imbecis políticos anarquistas, os quais têm dominado com suas porcas ideias uma população ignara. Para constatar o que exponho, basta ver que maldosas ideologias ressaltam no malfadado Ministério da Educação. E tiveram o desplante de alcunhar o Brasil de Pátria Educadora! 
Um governo que libera verba para tudo quanto é sujeira; veja-se a última revoltante notícia de uma peça (?) de teatro (?) em que se prega deslavadamente a imoralidade sexual pervertida, não merece, senão o mais intenso e imediato protesto de todos os brasileiros que se prezam. 
A crise que começou como uma garoa, foi crescendo. A maioria de nós está sobre os telhados, sem saída. Mas ainda há os que construíram suas casas no alto, sobre a rocha e não estão atingidos pela avalanche de cocô desta geração. A estes cabe o protesto imediato, a oposição ferrenha, sem medo, em defesa de um Brasil que não se formou para a pouca vergonha. Que se lixem os anticristãos! É hora de manifestação sadia de um povo que honra uma nação com princípios cristãos. É hora de se sair da caverna, ou todos seremos tragados. 

 Izaldil Tavares de Castro

domingo, 7 de junho de 2015

COMO ANDA O NOSSO AMOR AO PRÓXIMO?


Tendo purificado as vossas almas, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos de coração uns aos outros ardentemente” (1Pe 1.22).


O destaque no texto bíblico citado é meu: chama-me à atenção. Porventura, o amor que eu demonstro aos irmãos confere com a recomendação petrina? O apóstolo Pedro registra um estado necessário para a prática do amor fraternal não fingido: ter purificado a alma pela obediência à verdade. Compreenda-se, pois, que não é pela sua própria natureza que o homem pratica esse amor isento do fingimento: a prática recomendada se efetiva por obediência à verdade.


Para o ser humano é fácil a prática do amor fingido; essa espécie de amor que nos libera de maior compromisso com o próximo; esse amor do desobrigado “Como vai?”.


Muitas vezes, Deus permite que sintamos fortemente, na pele, o problema que nosso irmão enfrenta. Só assim, acordamos para uma realidade. Deus permite que nos faltem os recursos financeiros, a fim de que avaliemos os problemas do nosso irmão; Deus permite que sejamos perseguidos, para entendermos a crise de nosso irmão; Deus permite que nos sintamos sós, desamparados, sem apoio, para que avaliemos a solidão de quem está tão perto de nós.


É inegável que todos os cristãos estamos acostumados àquele rotineiro encontro dominical, na igreja que frequentamos; estamos conformados com o cumprimento trivial, desatento, insosso que não passa de uma perguntinha retórica: “Como vai?” A resposta também é retórica: “Tudo bem.” Isso dificilmente reflete a verdade, já que um não se interessa; e outro não abre o coração.


Quanto problema se localiza entre esse simples cumprimento? Quanto coração ferido? Quanta mágoa irritando a alma? Quanta necessidade de apoio material e espiritual? Quanta falha cometemos?!


Que sentimento nos une tanto, que - na maioria das vezes - nem damos conta de que algo, realmente não vai bem? A questão está em que perdemos a convivência e o interesse pelo outro.


A frequência semanal com que nos vemos encobre problemas mil do coração alheio. Geralmente, somos alertados pela ausência constante de quem não tinha esse hábito; por isso, estranhamos. Estranhamos a ausência, não nos fere o possível problema, causador da ausência. Quanto aos “desaparecidos” de entre nós, o tempo tem-se encarregado de apagá-los de nossos pensamentos. Quantos já “desapareceram”, e não damos conta disso? Quantos desistiram da convivência, e com eles não nos importamos? Como podemos dizer que somos “corpo”? Acaso, pode o corpo perder uma parte, sem se dar conta disso? Então, mentimos! Mentimos muito!


A vida secular, em nosso tempo, afasta-nos dos irmãos; temos “nossos” (pessoais) problemas.  Não há espaço para nos lembrar de quem é o nosso próximo. Enfim, esquecemo-nos do amor ao próximo. Não é só do amor não fingido que nos esquecemos: esquecemo-nos da obediência à verdade. De que verdade nos esquecemos?


A verdade esquecida é a recomendação do Senhor: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João, 13. 34-35).


A recomendação do Senhor Jesus não se resume a que amemos o próximo; mas, que o amemos como ele nos amou! Como o Senhor nos amou? “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13. 1 - destaque meu).


Concluo que estamos em grande falta perante o Senhor, também nesse quesito da vida cristã. É necessário atentarmos para a obediência à verdade e, por ela, dedicarmos o amor não fingido, para que haja bênçãos sobre as nossas vidas.


Grande parte dos “evangélicos” da atualidade praticamos um evangelho vazio, personalista, voltado para o nosso próprio interesse. Reunimo-nos no templo para pedir “Eu quero de volta o que é meu”; “eu vim buscar a minha bênção!” Se Jesus estivesse fisicamente entre nós, o que Ele nos diria? O que Ele nos diz, hoje, pelo Espírito Santo? “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2. 29).


Essa desatenção ao amor não fingido não está restrita a igrejas e comunidades teologicamente reprováveis. Os “crentes verdadeiros”, ligados aos ministérios “aprovados” pela doutrina bíblica também estamos em grande falta para com a obediência à verdade. Qual será a situação dos nossos relacionamentos fraternos, dos nossos cultos, dos nossos louvores, das nossas pregações, diante do Senhor que nos remiu por amor incondicional e imerecido?


Ev. Izaldil Tavares de Castro.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O MAL DA MULTIDÃO



“E uma grande multidão seguia a Ele, inclusive muitas mulheres que choravam e pranteavam em desespero.” (Lc 23.27).

É notório em todos os relatos bíblicos sobre as atividades de Jesus, em seu ministério terreno, o ajuntamento das multidões. Jesus forneceu-lhes alimento, curou seus enfermos, expulsou demônios que os atormentavam; enfim, o Senhor deu ao povo aquilo que ele queria: alimento, saúde, felicidade. Os homens querem “o bom e o melhor” deste mundo.
Lá em Caná, na festa de casamento, a própria mãe de Jesus preocupou-se com a necessidade material do noivo e de seus convidados. Quando o Senhor ensinava aos discípulos, o povo se amontoava ao redor deles, porque sabiam que lhes viria pão e peixe. O ser humano é tão arraigado ao que é terreno, que se torna incapaz de cogitar coisas superiores. “Portanto, visto que fostes ressuscitados com Cristo, buscai o conhecimento do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Pensai nos objetivos do alto, e não nas coisas terrenas;...” (Cl 3.1-2).
No Éden, Adão teve sua atenção chamada para a satisfação do instinto, para o que lhe traria prazer físico. Viu que o sabor era apreciável, então, trocou a sua relação com Deus e buscou o que lhe ditava a curiosidade, sem se dar conta de que ali nasceria o cumprimento de sua sentença de morte. A cogitação material transforma o homem em material, logo, pertencente à categoria dos elementos corruptíveis.
A Antiga Aliança provia a nação escolhida de riqueza material, desde que observasse os mandamentos, as leis estabelecidas no período mosaico. Isso ocorreu, porque ainda não havia chegado à plenitude dos tempos determinados por Deus para a vinda do Messias. “Todavia, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei.” (Gl 4.4).
Ocorre que a humanidade não teve seus olhos voltados para o cumprimento daquilo que anunciaram os profetas; não reconheceram no Mestre, senão, um líder capaz de livrá-los do jugo romano.
Quando o Senhor passou pelo julgamento e foi condenado à morte na cruz, teve antes um terrível vitupério: bateram-lhe com pau, puseram-lhe coroa de espinhos, rasgaram-lhe as roupas. Dos condenados à cruz ele foi o mais vituperado.
O povo constrangeu-se, chorou, lamentou, encheu-se de dó daquele bondoso Nazareno. Assim procede até hoje o catolicismo romano: faz a lamentação de um pobre e incompreendido Cristo fragilizado. Ali estava um Mestre que já não poderia alimentar, não poderia ressuscitar filhos de viúvas abandonadas. Ali estava um Mestre que deixava seus seguidores sem recursos e abandonados. O povo só vê o material.
A verdadeira mensagem de libertação e de salvação que Jesus trazia ficou tão esquecida que até seus discípulos o abandonaram e Pedro chegou a negar que o conhecia. Quem se lembrava do que dissera o Senhor à mulher samaritana? “Se conhecesses o dom de Deus e quem é o que te pede: ‘dá-me de beber’, tu lhe pedirias, e Ele te daria água viva” (Jo 4.4) “Quem beber dessa água terá sede outra vez;...” (v.13).
Que faz a multidão hoje? Ajunta-se, espreme-se nos lugares em que alguém anuncie ser portador de dons de cura de quaisquer doenças; que “unjam” carteiras de trabalho, fotografias; que distribuam “óleos milagrosos” e “águas bentas”! A multidão vive ávida por visitar edifícios suntuosos em que exploradores anunciam como lugar especial para a satisfação de seus desejos terrenos. A multidão ama ser ludibriada, desde que algo satisfaça, pelo menos psicologicamente, suas ansiedades materiais.
Mas, Jesus Cristo não veio ao mundo para distribuir automóveis, casas, arranjar empregos e casamentos aos interessados. Cristo não veio transformar água em vinho, simplesmente para que os festeiros regozijem-se à vontade. Essas coisas oferecem os vendilhões do evangelho, os apóstatas da fé. Mas a multidão ama-os, segue-os, ajuda-os, defende-os, por verem neles uma miragem de “vida regalada”.
E Jesus? Que fazer dele? Ora, pode-se lamentar que um homem tão bom tenha sido condenado à morte na cruz: fato lamentável! Choremos por Ele, que já não pode suprir-nos de comida, de cura, de “bons conselhos”.
Também, como fizeram os fariseus, esquecê-lo, pois, se fosse o Filho de Deus, isso não lhe aconteceria.
Mas, também podemos entender que através de apóstolos, bispos, pastores, padres modernos, imagens de “santos”, toalhinhas, “água do rio Jordão, “mezuzás” etc., alcancemos as graças solicitadas.
E Jesus, o Cristo, que fazer dele?
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16).
“Em verdade, em verdade, vos asseguro: quem ouve a minha Palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24).
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.” (Ap 3.20).


Caro leitor, você faz parte da multidão de necessitados do que é terreno? Se assim for, convido-o a ver a sua maior e mais premente necessidade: a sua sede da água viva, oferecida por Jesus e só ele lhe pode dar.

domingo, 18 de maio de 2014

POSSO SER UM CRENTE DESIGREJADO?


Izaldil Tavares

Um dos problemas mais complicados nestes dias é o relacionamento social. O homem moderno assumiu, de modo bem pessoal, a direção de sua vida. Passou a viver, isoladamente, em sociedade. Paradoxal? Não. 
Ao próximo se dá o mínimo espaço para interferência, com base naquilo que se chama “privacidade”. O homem dá excessivo valor à “sua” privacidade, esquecendo que a vida não é tão privada assim; mormente em nossos dias, em que as câmeras em todos os lugares acompanham-nos passo a passo. O mundo todo tem conhecimento de nossas vidas!

Esse individualismo maléfico nasceu na idéia de autossuficiência, implantada no coração humano lá no Éden, por ocasião da queda do primeiro casal. Ali, a “serpente” inoculou esse veneno. “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.4-5).
Mas não foi esse o propósito de Deus. Deus não ama o personalismo humano. Ao criar o homem ele fez um convite ao Filho e ao Espírito Santo: “Façamos o homem...” O homem foi feito por um Deus que honrou a cooperação!
Deus permitiu a Adão um período de vida sem a companheira e, provavelmente, o homem sentiu falta de alguém com quem repartisse sua vida sobre a terra. Por isso, Deus disse que não era bom que a sua criatura vivesse só: fez-lhe uma adjutora, uma com quem ele dividisse a vida e as decisões. (Gn 2.18).
Por que as pessoas apreciam tanto a autogestão de suas vidas? Porque foram envenenadas lá no Éden. O homem foi feito para comungar plenamente com a família, com o próximo, com os seus circunstantes. O que passa dessa condição é influência edênica.
A sordidez diabólica nesse âmbito procura afastar o homem da comunicação de seus sucessos ou insucessos; venturas ou desventuras. Mas, promove a comunhão para o mal: malfeitores comungam seus malefícios; unem-se para a desgraça, para o roubo, para o achaque, para a destruição. (Mt 21.38).
Na Antiguidade vê-se que, na maioria das vezes, Deus se dirige a uma nação, a um povo, a um grupo com ideais afins. Quando se dirigiu a um indivíduo, pretendeu beneficiar a todos: A Noé ordenou que entrasse na arca com a família (Gn 7.1) Abraão ouviu uma promessa: ser Pai de muitas nações (Gn 12. 1-3) Os profetas traziam mensagens à população. Em certo sentido, Deus não vê a árvore; vê a floresta. No evangelho de João lê-se que Deus amou o mundo! (Jo 3.16).
Jesus aproximou de si os homens, fazia que multidões o seguissem, formou um colegiado com doze discípulos e, ressurreto, mandou que se “reunissem” em Jerusalém. No dia de Pentecoste, havia uma igreja reunida, com quase cento e vinte pessoas. Conclui-se que reunir-se na igreja é ordem do Senhor: “... ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.47). O Senhor acrescentava-os “à igreja”!
Por que muitos, em nossos dias, formam uma nova categoria de religiosos (eu não disse categorias de cristãos): os desigrejados? Ora, os tais agem assim, porque buscam as suas próprias desculpas, a fim de terem um álibi para as decisões antibíblicas que lhes invadem a alma. É mais fácil vasculhar o coração para achar uma boa desculpa ao próprio “modus vivendi” que contraria a Palavra de Deus, do que buscar o socorro do Altíssimo contra as fraquezas e decepções. É a mesma atitude envenenada de Adão com sua mulher, que preferiram arranjar uma desculpa. “O meu louvor virá de ti na grande congregação; pagarei os meus votos diante dos que o temem” (Sl 22.25). “O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao Senhor” (Sl 26.12).
Meus irmãos, é sabido que não há congregação de pessoas perfeitas: cada um de nós, por si mesmo, comprova isso. Somos falhos. Mas há quem nos aperfeiçoe.
Lembremo-nos de que Jesus é o nosso Pastor. Não há pastor de uma ovelha só! A que está só ele agrega ao redil. Ele deixa as noventa e nove e, amoroso sai em busca daquela que se extraviou na jornada.
Não deixem o inimigo sugerir como voz adocicada que vocês podem servir a Deus de maneira autônoma: esse é o sopro da serpente! 
“Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do concerto eterno tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande Pastor de ovelhas, vos aperfeiçoe em toda boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando Mem vós o que perante ele é agradável, por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13. 20-21).

terça-feira, 29 de abril de 2014

FALAMOS DE UM "DEUSINHO"...



CHEGA de trazer à página um "deus" que te enriquece, que te dá vida mansa; vitória sobre vitória, sem qualquer luta; um "deus" que supre tua conta bancária, que te proporciona o melhor casamento do mundo! Chega desse "deusinho" pronto a acatar as tuas pecadoras derterminações, disposto a ouvir os teus agressivos "eu não aceito", os teus indecentes "eu profetizo". Chega de reuniões de bênção, de cantoria exuberante de humanidade; chega de "milagre"! Chega de afluir aos "grandes templos" para ouvir e aplaudir os "maiores apóstolos, pastores, bispos, ou conferencistas do Muindo". Basta de "água benta de Israel", de óleo milagroso, toalhinha santa, fogueira de devoção. 
CHEGA! 
Vamos mudar a página e falar de um Deus que não transige, porque é Justo; vamos anunciar um Deus que espera o nosso arrependimento, o nosso quebrantamento; a nossa concsciência de que temos nos afastado dele a cada dia, caminhando para um abismo irreparável. Vamos falar de um Deus que tem a prerrogativa abosluta de nos julgar, segundo a Sua reta e infalível Justiça, considerando o nosso coração e as nossas obras. Sem isso, o caminho é o Inferno!

 Izaldil Tavares

quarta-feira, 12 de março de 2014

FAZER DISCÍPULOS OU LOTAR TEMPLOS?




Izaldil Tavares

Foi o próprio Senhor Jesus quem estabeleceu as normas do propagação do evangelho. Eu não disse "propaganda" do evangelho; pois isso não envolve, necessariamente, aceitação. Eu disse "propagação", o que implica crescimento apreciável de um projeto.
Jesus ordenou que seus seguidores formem uma "escola"; por isso, diz "...ensinai todas as nações... ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado..." (Mt 28.19-20). O resultado da atividade de uma escola tem que ser a propagação do que ela transmite.
Em nossos dias, é possível perceber-se uma certa disposição para "facilitar" a obra evangelística, por causa da intenção "evangelástica". Em toda parte se ouvem instruções assim: "Se você entregar um folheto, já fez a obra!". "Seu testemunho (modo de viver) já é uma pregação!" Não foi isso que Jesus determinou!
Primeiro, evangelismo não é uma atitude ocasional; ou seja; por acaso, encontra-se alguém por aí, e simplesmente se lhe dá um folheto. Anda-se "bem direitinho na vida" para que os incrédulos "vejam Cristo em mim" e corram para a conversão. Errado! Cabe aqui o que Jesus falou aos fariseus, relativamente a outro assunto: "...deveis fazer essas coisas, e não omitir aquelas" (Mt 23.23).
Devemos ter a preocupação de elaborar um processo de evangelização dos incrédulos; devemos fazer "escola", angariando discípulos, para ensinar-lhes tudo quanto Jesus mandou.
Claro que os folhetos provocam a curiosidade, eles são "mídia". O bom comportamento social é dever de todo crente; mas é necessário que, além de um viver correto (que muitos incrédulos também têm), haja no crente o interesse em esclarecer a razão desse viver com dignidade (1 Pe 3.15).
Jesus mandou fazer discípulos; não mandou fazer colegas do dia-a-dia. A Bíblia diz que "devemos ser mestres" (Hb 5.12). Discípulos são alunos, como tais devem ser levados a aprender; mas só aprende quem tem mestre, e mestre tem programa, não ensina ao acaso.
Assim, meus irmãos, é necessário separar-se o que é fazer "mídia" evangelística do que é cumprir a ordem de Jesus: Ide" (Mt 28.19). As igrejas têm que "construir" internamente, entre os seus membros, o processo de discipulado, sem abandonar a panfletagem ou outras mídias. Sem abandonar o dever de cada cristão relativamente à manutenção do bom nome.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

TEMOR, TREMOR OU MEDO?


“... desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.”   (BEG, Carta aos Filipenses, 2.12-13)

 

Essa passagem da carta de Paulo sempre provoca interrogação, por causa da tradução, quando emprega dois substantivos abstratos, derivados de verbos que podem ser sinônimos entre si (temer/tremer) e, ambos, sinônimos do substantivo medo. Todos eles provêm da língua latina e, basicamente, levam ao significado de “apavorar-se”, “perder o autocontrole”. Será essa a mensagem do apóstolo?

Primeiro devemos notar que Paulo mostra que o homem não tem decisão por si mesmo; mas, é motivado pelo próprio Deus, “que efetua em vós tanto o querer como o realizar.” Essa é a razão para que se aja com “temor e tremor”. Trata-se de um temor no sentido de cuidado. Temor de assumir atitudes opostas ao querer divino; isso é, devemos “ter medo” de agir por conta própria. Essa construção é peculiar entre os falantes do português.

Frequentemente dizemos: “Tenho medo de perder a hora”; evidentemente não se trata de termos pavor da ocorrência; mas, denota o cuidado que temos com a pontualidade.

Tremor também assume a noção de profundo respeito, absoluto reconhecimento do poderio divino. Rigorosamente falando, o apóstolo não infunde “pavor”: estimula obediência mui respeitosa (Salmo 99).

Fisicamente, nenhum ser humano resistiria vivo, ante a presença de Deus; no entanto, diversos trechos da Bíblia põem Deus com escudo, proteção, guarda, segurança. Diz Habacuque, o profeta: “O Senhor é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corsa, e me faz andar altaneiramente.”

Então, o profeta não teme, nem treme diante do Senhor? Claro que teme: põe em Deus toda a sua confiança, reconhece seu estado humilde. Claro que treme: tem absoluta certeza do poder indiscutível de Deus.

Izaldil Tavares

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Se, em vez de...


Se, em vez de jornalistas bajuladores de um governo corrupto; "baba-ovos" da grande emissora que faz deles o que bem quer; se, em vez de partidos politiqueiros, montados para dar suporte à corrupção sem-vergonha e generalizada; se, em vez de "sindicatos" que são máquinas de fazer dinheiro para garantir a sujeira geral; se, em vez de politiqueiros desavergonhados, que causam náuseas a quem tem bom senso, defensores ferrenhos da imoralidade, da perversidade, existissem mais profissionais, de qualquer área, sérios, defensores do bem como a excelente jornalista Rachel Scheherazade, este país seria outro aos nossos olhos e aos olhos do mundo. Pena que, por ora, aqui, prevalece a imundície. 
Que o SBT saiba conduzir com liberdade e bom senso essa questão e se ponha em defesa do que é claro, sério e honesto.

Izaldil Tavares

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quem precisa de Teologia?



Izaldil Tavares (O mais novo colaborador da Confeitaria Cristã!)

Para eu cuidar bem da minha saúde, preciso ser médico? Para não deixar incendiar a minha casa, preciso estudar o processo químico do fogo? Para viajar em avião, preciso ser piloto? Se não há tais necessidades, por que preciso valorizar tanto os estudos teológicos para ser um cristão?
Creio que devemos deixar a Medicina para os médicos, a questão das chamas, para os químicos e bombeiros, a condução da aeronave para os pilotos e a Teologia...para os que lideram nas igrejas.
Não estou me pondo de exclusivista; faço um raciocínio lógico, porque tenho visto uma supervalorização da Teologia, que provoca enorme interesse em grande parte da sociedade cristã evangélica, em detrimento do estudo orientado das Escrituras Sagradas.
Isso provocou o incremento de "faculdades" de Teologia, pelo país, que admitem alunos sem formação secular, enganando-os com uma inválida "identidade ministerial": maldade que instrui maldosos, os quais sairão a propagar seus desconhecimentos e heresias aqui, ali e acolá.
Ninguém precisa de estudos teológicos para aprender Bíblia numa Escola Cristã Dominical; mas todos precisam de um líder ensinador com preparo bem feito tanto na instrução secular quanto na teológica. O resto é enganação de incautos e roubalheira de espertalhões.
Outro problema nesse âmbito é que muitas pessoas têm entendido um ministério pastoral como possibilidade de carreira profissional e bem remunerada. Não há vocação; não há chamada divina para essa gente: são mercenários. Esses procuram "documentar-se" para seguir sua infeliz carreira. E encontram que os "documente".
Cabe-nos o papel de denunciar essa corrupção também no meio evangélico brasileiro.

Izaldil Tavares
Servo do Senhor Jesus Cristo. Bacharel em Teologia. Evangelista, consagrado ao Santo Ministério, na Igreja Assembléia de Deus Bereana, em São Paulo. Articulista no www.portalberana.com.br. Casado, pai de 4 filhos: Carlos Alberto, Luís Roberto, Eneida Cristina e Camila. Professor de língua portuguesa e suas literaturas, em cursos pré-vestibulares e preparatórios para concursos públicos. Autor de material didático para ensino de Português/Literaturas/Redação Ex-professor titular de Português/Redação no Programa Vestibulando (TV Cultura-SP). Ex-professor no Curso COC Vestibulares/Organização Sorocabana de Ensino, na cidade de Sorocaba/SP e Coordenador do Departamento de Língua Portuguesa, no Instituto Marconi, em São Paulo/SP. Mantém o blog http://prof2tavares.blogspot.com.br/