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quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Vaticano e a Máfia Italiana - as relações perigosas



Igreja Católica teria recebido cerca de R$ 1,2 milhão para enterrar o chefe de máfia italiana em basílica, a mesma onde foram sepultados papas e cardeais

O dinheiro parece ser capaz de comprar tudo mesmo. Com o pagamento de 1 bilhão de liras italianas – a antiga moeda do país (cerca de R$ 1,2 milhão) – e o pedido encarecido de uma viúva, o enterro de um famoso chefão da máfia teria sido autorizado pela Igreja Católica, no interior de uma basílica do Vaticano, reservada a papas e cardeais. A informação, que chocou o país europeu, é da "Ansa", agência de notícias da Itália. Sua principal fonte é um funcionário do Vaticano.

Sob a garantia de anonimato, ele disse que há 22 anos, "apesar de inicialmente relutar", o cardeal Ugo Poletti (1914-1997), à época vigário-geral de Roma, "face ao montante conspícuo, deu sua bênção" para o enterro incomum de Enrico De Pedis, chefe do grupo mafioso Banda de Magliana, assassinado por comparsas em 1990.

Para justificar a atitude, especula-se que o dinheiro do mafioso teria sido utilizado "para fins nobres", como a restauração completa da Basílica de São Apolinário, além de bancar diversas missões católicas. O escândalo pode ser mais nefasto do que aparenta. O procurador Giancarlo Capaldo acredita que altos funcionários do Vaticano sabem muito mais do que o sepultamento de um simples mafioso. De alguma forma, eles estariam envolvidos com a Magliana – inclusive no episódio do desaparecimento em 1983 de Emanuela Orlandi, que tinha 15 anos. O pai da garota teria provas que ligam o Banco do Vaticano, o Istituto per le Opere di Religione, ao crime organizado. O sumiço seria, na verdade, um sequestro para forçá-lo a se calar. De Pedis, que teria organizado tudo, morreu, antes que pudesse depor sobre o caso. "Há pessoas que estão vivas dentro do Vaticano, e sabem a verdade", diz Capaldo.

Outra teoria sugere que os restos de Emanuela estariam junto ao corpo de De Pedis, como forma de ocultar as provas do crime. O Vaticano nega. Para encerrar as suspeitas, se dispôs a abrir a cripta especial do mafioso diante da polícia. E negocia a transferência do corpo para local mais adequado. "Parece que nada foi escondido e não há segredos do Vaticano a serem revelados", declarou Federico Lombardin, porta-voz do Vaticano.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Anne Hathaway a nova Catwoman

Bonita. Talentosa. Filmografia admirável, Anne Hattaway brevemente surgirá nas telas de cinema como a Mulher-Gato, em The Dark Knight Rises (O Cavaleiro das Trevas Ressurge), produção de Christopher Nolan. 

Não faz muito tempo, Hathaway, que se dizia cristã da Igreja Católica Apostólica Romana, juntamente com seus pais e irmãos, declarou que ela e todos os familiares haviam trocado de religião. Trocaram a ICAR pela Igreja Episcopal. Motivo: um dos seus irmãos revelou-se homossexual.

Tempos relativistas!

O Evangelho não se relativiza nunca.

E.A.G.

sábado, 10 de abril de 2010

A minha igreja por uma criança


Dirão que está fora do contexto. Porventura não.
Começou a circular uma carta escrita em latim na qual o cardeal Ratzinger, enquanto prefeito da poderosa Congregação para a Doutrina da Fé, se opôs à destituição de um padre norte-americano acusado de práticas pedófilas «para bem da Igreja Universal».
Os abusos sexuais sobre crianças são menos importantes que o «bem estar» ( seja isto o que for) da Igreja Católica.
Na parte final do drama Ricardo III de Shakespeare, o rei clama:- «A horse! a horse! my kingdom for a horse!» O contrário, exactamente, de Ratzinger.
Shakespeare termina a fala de Ricardo III, indicando «exeunt», isto é, que a personagem sai de cena. É um vocábulo próprio na linguagem teatral, o abandono do palco.
Por aqui me fico.
João Tomaz Parreira

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Silas Malafaia denuncia acordo do Vaticano com governo Lula

TIJOLAÇO DO PASTOR SILAS MALAFAIA
Publicado na página A8 da Folha de São Paulo de ontem - 25.08.2009

"GOVERNO BRASILEIRO FAZ ACORDO COM A IGREJA CATÓLICA
EM DETRIMENTO DE TODO OS OUTROS CREDOS RELIGIOSOS"

"O governo brasileiro enviou à Câmara dos Deputados a mensagem 134/2009 que reconhece o estatuto jurídico da Igreja Católica. Após a mensagem ser apreciada em uma das comissões para a qual foi enfiada, seja aprovada ou não, transforma-se em projeto de decreto legislativo, recebendo o nº. 1736/2009. No plenário da Câmara, a pedido dos líderes partidários, foi aprovada a caráter de apreciação urgente, urgentíssima.

Com muito respeito aos senhores deputados, será que não existem matérias mas relevantes a serem discutidas de maneira urgente em benefício de todo o povo brasileiro? Isto é um absurdo! Na verdade, este acordo beneficia a Igreja Católica na evangelização do povo brasileiro nos diversos segmentos da sociedade, incluindo hospitais, escolas e as forças armadas.

O mais grave é que este acordo contraria o inciso 1º, do artigo 19, da Constituição Brasileira, que diz: "È vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvadas na forma da lei, a colaboração de interesse público".

A nossa nação não pode firmar aliança com qualquer credo religioso, ferindo o princípio da laicidade, inclusive com a quebra da isonomia nacional! Aproximadamente 70 milhões de brasileiros, que não são católicos, estão sendo discriminados. Temos a convicção de que a maioria do povo católico não concorda com um absurdo desta grandeza, porque são pessoas democráticas.

Com a aprovação deste acordo ficará a Santa Sé, por meio da CNBB, com plenas condições de fechar vários outros acordos com o governo brasileiro, sem que jamais tenham que passar pelo Congresso Nacional. É um verdadeiro "CHEQUE EM BRANCO" para a Igreja Católica. Isto é uma vergonha.

Senhores deputados, não aprovem este acordo. Fiquem certos de que não mediremos esforços para informar a todos os credos religiosos quem são os deputados que votaram a favor deste acordo discriminatório.

Estendemos o eco da voz deste manifesto ao Senado da República, próxima casa legislativa que terá de apreciar o resultado apurado pela Câmara dos Deputados.

Tenham a absoluta certeza de que não temos memória curta e que vamos pensar muito bem em quem vamos votar nas próximas eleições para Deputado Federal, Senador e Presidente da República."

EM FAVOR DO ESTADO LAICO, DIGA NÃO AO PDC 1736/2009"

Assinado: Associação Vitória em Cristo / CIMEB - Conselho de Pastores do Brasil


Digitado por João Cruzué - http://olharcristao.blogspot.com

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Católicos e hinduístas unem-se…

Em post neste dia 16 de junho, o site da Rádio do Vaticano, “A voz do papa e da igreja em diálogo com o mundo”, informa que um certo card. Jean-Louis Tauran, com o pomposo título de presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, costurou a unidade dos católicos romanos com líderes hindus para evitar a violência daqueles religiosos contra os católicos. De volta a Roma, o homem deu o seguinte depoimento surrealista:

“Pude constatar que, para os nossos amigos hinduístas, é muito difícil compreender a diferença entre um católico, um batista, um pentecostal… O que os hinduístas desaprovam é o proselitismo, a construção de igrejas. Existe uma região na qual estão sendo construídas 160 igrejas: é evidente que não se trata de igrejas católicas, mas de seitas protestantes. Tive então que explicar a um dos maiores líderes religiosos hinduístas a diferença que existe entre um católico e um protestante, e devo confessar que ele não tinha as ideias muito claras a respeito.”

Este comentário é muito mais elucidativo para nós cristãos evangélicos do que para os hindus. Tão rico em informação que vale a pena, grande pena, lidar com a podridão que contém. Vejamos o que encontramos na autópsia das falas do sr. Tauran:

Dize-me com quem andas…
“Pude constatar que, para os nossos amigos hinduístas, é muito difícil compreender a diferença entre um católico, um batista, um pentecostal…”. Note que o sr. Tauran, falando em nome do papa e da igreja romana, se faz amigo dos hinduístas em clara oposição aos batistas e aos pentecostais. Ele escolheu um lado e não foi o lado de cá. É interessante que muitos evangélicos, com tanta “canção nova” por ai, também andam esquecendo a diferença entre romanos e evangélicos. O sr. Tauran sabe bem qual é a diferença e está disposto a nos ensinar. Aprendam isso: os romanos são amigos dos hindus, e ambos se opõem aos batistas e aos pentecostais. Eles escolheram seu lado, e alguns evangélicos precisam se decidir também. Ecumenismo - esse faz-de-conta que é tudo igual não resiste às chamas da verdade. A turma do deixa-disso vai dizer que não é bem assim, que nem todo católico pensa da mesma forma, que há quem se salve, mas a verdade é que o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso deve saber a opinião oficial da igreja romana.

Não podeis servir a dois senhores
“O que os hinduístas desaprovam é o proselitismo, a construção de igrejas.” O sr. Tauran, o papa e a igreja de Roma escolheram seu senhor. Se os hinduístas desaprovam é errado, e eles não fazem. Esse negócio de ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a todos os hinduístas não tem qualquer relevância. Para os romanos quem disse isso não está com nada. Eles decidiram obedecer aos hinduístas já que parece que todo o poder lhes foi dado nos céus romanos e na terra indiana. Pedro, pensava diferente: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” At 5:29. Alguns evangélicos, infelizmente, também se deixam intimidar por palavras politicamente incorretas. Creio que o sr. Tauran e o chefe de sua igreja merecem ganhar uma indulgência se conseguirem explicar a diferença entre proselitismo e evangelização. Sim, as indulgências estão de volta.

A turma do não fui eu
“Existe uma região na qual estão sendo construídas 160 igrejas: é evidente que não se trata de igrejas católicas, mas de seitas protestantes”. Talvez seja ruim a tradução, ou será que o sr. Tauran disse isso mesmo? Vamos consertar isso: Existe uma região na qual 160 igrejas estão construindo seus templos. Sim, porque embora os romanos queiram fazer isso parecer errado, templos não se constróem sozinhos. Eles são construídos pelas igrejas que querem se abrigar dentro deles enquanto se preparam para continuar a evangelizar. Então glória a Deus!!! São 160 igrejas formadas por pessoas que deixaram o hinduísmo e agora estão servindo ao Senhor Jesus. É lógico que os hindus não gostam disso, e nem os católicos, e nem o diabo. Mas no céu há festa quando um pecador se arrepende. E você, faz parte da igreja que está crescendo na Índia, mesmo com a perseguição dos que se unem para o mal? Não vá mudar de lado e começar a se perguntar porque mandar missionários para um lugar onde há tanta perseguição.

A seita deixa o resto
“…não se trata de igrejas católicas, mas de seitas protestantes.” - Parece que o sr. Tauran procura diminuir os evangélicos chamando-nos de seitas. Ele acha que isso ofende, mas vejamos o que o Houaiss tem a dizer sobre isso. Na acepção 3. doutrina ou sistema que se afasta da crença ou opinião geral - Considerando qual é a crença ou opinião geral fazemos bem em nos afastar disso. Na acepção 4. grupo de dissidentes de uma religião ou de uma comunhão principal - ou em outras palavras, “santificação” que significa separar-se. Na acepção 8. sociedade cujos membros se agregam voluntariamente e que se mantêm à parte do mundo - Sobre isso Tiago diria: ” Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tg 4:4. Pensando bem é muito melhor ser seita do que resto.

A última relíquia oferecida pelo sr. Tauran em nome do papa dele foi a mais interessante: “Tive então que explicar a um dos maiores líderes religiosos hinduístas a diferença que existe entre um católico e um protestante…”. Espero que o sr. Tauran tenha sido bem sucedido, afinal a diferença entre católicos e protestantes ficou evidente: Os católicos são amigos dos hindus, por isso ficaram do lado deles e contra os protestantes; já os protestantes são amigos dos indianos, hindus ou não, por isso formaram 160 igrejas em uma só região, para livrá-los da escravidão do pecado. Os católicos se unem a Jesus para salvar a própria pele. Os protestantes se unem a Cristo no sofrimento e na perseguição para salvar os indianos.

Finalmente, se algum líder evangélico for tentado a fazer acordo com os gibeonitas, eis aqui, para pensar, algo que o Senhor dos senhores disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada… Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.” Mt 10:34,37-39. Na Índia tereis aflições, mas tende bom ânimo!

Fonte: http://www.evangelizabrasil.com

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Quando os crentes davam certo

Bp. Robinson Cavalcanti


 
A primeira razão porque os crentes davam certo no Brasil, no passado, é que eles eram discriminados e perseguidos. Só entrava para as Igrejas evangélicas quem estava disposto a pagar o preço. O martírio integrava o protestantismo. Quem não agüentava o tranco, saía. Isso purificava a Igreja e lhe dava grande coesão interna. Todos eram "de mesmo", naquele contexto adverso não havia lugar para "crentes festivos".

Durante a vigência da Constituição Imperial (1824) o documento de identidade era a certidão de Batismo na Igreja Católica Romana. Quem não fosse batizado, nem existia, nem era cidadão. Os protestantes, como os demais não-católicos, não podiam ser funcionários públicos, não podiam se candidatar a cargos eletivos, seus casamentos eram nulos (todo mundo, tecnicamente, "amasiado" por amor a Cristo), porque o único documento de casamento válido era o emitido pela Igreja Romana, e quando a pessoa protestante morria tinha que ser "plantado" em algum terreno, porque todos os cemitérios eram administrados pelas Paróquias católicas romanas, e nele só podiam se enterrar quem tivesse recebido o rito de extrema-unção de um sacerdote daquela confissão.

Com a Constituição republicana de 1891 veio a separação Igreja-Estado, cessaram as discriminações legais, mas aumentaram as perseguições. As novas levas de padres e freiras missionários que foram importados pela Igreja de Romana na Primeira República (1889-1930) vinham com a missão de "combater os protestantes" . Crianças e jovens eram perseguidos nas escolas, profissionais nos empregos, proibia-se o aluguel de imóveis comerciais e residenciais para os "nova-seita" , também conhecidos como "bodes", Igrejas eram apedrejadas, pessoas fisicamente agredidas, amizades e vínculos familiares eram rompidos. A imprensa incitava contra essa fé "estrangeira" . O hino de um Congresso Eucarístico cantava: "Quem não for bom católico, bom brasileiro não é". Bíblias eram queimadas. Paredes de templos protestantes eram levantadas de dia, para serem derrubadas de noite. "Protestante é pobre, burro e feio". Casar minha filha com um deles, nem pensar...

Na cidade de minha família materna, em Alagoas, um padre holandês, se referindo à artéria onde residiam as melhores famílias da cidade, compusera a quadrinha de gozação:

"Na Rua do Rosário, ninguém pode mais passar
São bodes e cabrinhas, todos eles a berrar..."

Com raras exceções localizadas, esse quadro não mudou muito até o início dos anos 1960, e a realização do Concílio Vaticano II.

Mais de um século de dureza! Naquele contexto, que requeria autenticidade, a permanência e o crescimento do protestantismo foram marcados por atos de heroísmo e muito martírio. Naquele contexto, os crentes davam certo...

Robinson Cavalcanti, Bispo Diocesano.

domingo, 22 de junho de 2008

Um Evangélico numa livraria Católica


Saí do meu curso de Web Design um pouco mais cedo (hoje tinha uma feira de técnicos em informática) procurava uma devida loja de informática para comprar o Pen Drive de 2gb pro meu pai. Passei na Livraria de Cultura Cristã (Evangélica) para comprar um livro pro meu amigo aniversariante André, procurei, procurei e acabei comprando o livro que ia comprar mesmo: A Oração de Jabez, um livro que me ensinou uma oração poderosa e muito simples. Oração esta que é um segredo da minha vida espiritual e material.

Depois passei na loja de informática comprei o bendito Pen Drive e bem estava já a caminho de casa. Quando passo em frente a uma Livraria de Cultura Cristã (CATÓLICA) Nossa Senhora Aparecida. Pensei: Entro, não entro? Entro, não entro? Entrei... Logo na entrada pude observar as imagens, quadros e tudo mais (meu senso comum já disse: Idolatria). Porém também visualizei um DVD sobre Cura Interior (opa, isso ta parecendo coisa de crente).

Antes de tudo quero esclarecer meu relacionamento com os católicos, eu sempre tive bastantes argumentos com relação a eles, porém só entrei em uma igreja católica uma vez na vida. Também nunca tinha entrado em uma loja como aquela, embora sempre tivesse muita curiosidade. Assim, já lá dentro comecei a procurar livros do Henri Nouwen e Thomas Merton e de cara encontrei uma sessão cheia de livros da editora Mundo Cristão, também encontrei livros da editora Vida Nova e Atos.

Segundo o vendedor não haviam mais livros do Henri Nouwen, porque tinha se esgotado (nessa semana uma mulher comprou 4 exemplares de A Volta do Filho Pródigo), mas como eu sou brasileiro acabei achando dois: Transforma meu Pranto em Dança (este que já citei aqui e aqui) e também o Crescer — Os Três Movimentos. Depois o vendedor nem sabia direito quem era Thomas Merton, mas acabei achando um livro dele com o nome de Nenhum Homem é uma Ilha (remetendo ao poema inglês John Donne).

Bem quebrei mais um pouco dos meus preconceitos e aprendi bastante lá dentro. Espero voltar lá mais vezes e comprar alguns livros. Cheguei a encontrar Imitação de Cristo em uma versão igualzinha a uma Bíblia. E muito mais coisas. Realmente foi uma boa experiência. A loja tava até tocando música evangélica (porém o vendedor me garantiu que não tinha Cds evangélicos por lá). Será que não tinha mesmo?

v.carlos

terça-feira, 3 de junho de 2008

Retrato do estereótipo em VEJA

Coluna Gente da Revista VEJA, edição 2063, 04/06/2008: "Poucos brasileiros encarariam com tanta disposição quatro dias de viagem de barco pela Amazônia, dormindo na rede e cercado por 100 evangélicos que só liam a Bíblia, como fez o americano SETH KUGEL. Colaborador do caderno de turismo do The New York Times, ele escreveu sobre a experiência e voltou ao Brasil sete vezes..." e continua a coluna.

É assim que a grande mídia, que quer se parecer vanguardista enxerga os evangélicos brasileiros. Um bando de vidrados em mantras, repetindo versos da Bíblia, enquanto as pessoas estão dormindo em redes nas viagens pelo rio Amazonas, é a tortura para quem não sabe nadar ou pode viajar de avião. O que não dirá dos demais? Só liam a Bíblia, um livro atrasado? Deveriam ter lido VEJA, que é moderna, de vanguarda! Ou quem sabe Playboy, que é da mesma editora?

É aquela velha história, a imprensa olha para uma cidade miserável do Afeganistão e diz: Olhem, vejam só como são atrasados, são muçulmanos! Vivem no obscurantismo. Falam sobre Dubai, muçulmana, e dizem: Olhem, vejam que vanguarda, quantas edificações maravilhosas! As mulheres aqui são tradicionais, guardam os preceitos do Corão.

Os judeus são filmados balançando a cabeça repetidamente, no Muro das Lamentações por exemplo, enquanto memorizam ou recitam passagens da Torá (os cinco primeiros livros do Velho Testamento em Hebraico)? Aquilo é tradição religiosa, é o supra-sumo da religião judaica.

A revista deveria se prestar a informar seus leitores. Aqui em Igarassu/PE, tem umas senhoras carolas que passam na frente da Assembléia de Deus, na avenida que liga suas casas á Igreja Católica. Próximo á igreja evangélica, mudam de calçada, como se algum mal fôssemos lhes fazer. O que não ouço no dia-a-dia e sou obrigado a desfazer vocês não imaginam. São coisas absurdas que determinados líderes religiosos inescrupulosos propagam e a mídia endossa.

No fim das contas o problema se resume a dinheiro. São judeus que financiam a mídia. Quanto aos muçulmanos, quem é doido de falar mal deles, apenas mascaram o estereótipo? Conosco é diferente. É o povo que não é, somos milhões, mas a mídia solenemente nos ignora. Ah! Além da Bíblia eu leio VEJA, toda semana. Como a Bíblia é milhões de vezes mais importante do que a revista, leio-a todos os dias, a revista somente quando chega. Deveria ser diferente?

Publicado originalmente em http://daladier.blogspot.com - Reflexões Sobre Quase Tudo!