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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

CHEGA DE FICAR SOBRE O TELHADO!


Dizer que o país vai mal é chover no molhado. Em cada esquina isso está na boca do povo. A questão já está bem mais adiante. A crise que sentimos como uma tempestade não é específica; é genérica. Também ela não desaguou de uma vez. 
Parece, à maioria de nós, que os anos de 2014 e de 2015 vêm figurar como os anos terríveis cujas maldades desabaram sobre esta terra. Mentira. 
A tempestade que ora se enfrenta começou há tempos, como uma garoa que, aos poucos, foi-se intensificando. Mas, como garoa não provoca enchente, pouco nos importou o que acontecia. Agora, a água já cobre os telhados, para onde nos socorremos, sem ver possibilidade de ajuda. 
A crise que parece ser apenas político-partidária tem ramificações terríveis e ela é apenas consequência da metástese da imoralidade que se desenvolveu por aqui. A crise não é apenas Lula, não é apenas Dilma, não são os deputados ou os senadores. A crise somos nós! Todos nós brasileiros insensatos, desapercebidos. 
Fala-se, hoje, em crise na educação escolar. Ela começou em 2014? Claro que não! Há anos, formam-se professores desqualificados (e como profissional do magistério, sei o que digo). De tempos a esta data, as salas de aula, no ensino superior, passaram do domínio do mestre (?) para o interminável falatório de pretensiosos estudantes "com uma ideia na cabeça e um punhado de parceiros para falar bobagens". Até as festas de formatura viraram orgias indescritíveis. O lixo começa no trote aos calouros e termina no baile de formatura! Que esperar de grande parte desses profissionais, outrora estudantes mergulhados no caldo da irresponsabilidade moral e intelectual? 
Pouquíssimos se salvam! 
Da crise na Educação nascem as demais crises, incluindo-se nisso uma camada de políticos desajustados, indecentes, imorais desde os bancos acadêmicos. 
Passou-se o desagradável e inadequado tempo de políticos defensores de ideologias esquerdistas, incompatíveis com o espírito brasileiro, uma vez que os esquerdistas de agora ajustaram-se à bagunça gramcista, de onde brotaram os imbecis políticos anarquistas, os quais têm dominado com suas porcas ideias uma população ignara. Para constatar o que exponho, basta ver que maldosas ideologias ressaltam no malfadado Ministério da Educação. E tiveram o desplante de alcunhar o Brasil de Pátria Educadora! 
Um governo que libera verba para tudo quanto é sujeira; veja-se a última revoltante notícia de uma peça (?) de teatro (?) em que se prega deslavadamente a imoralidade sexual pervertida, não merece, senão o mais intenso e imediato protesto de todos os brasileiros que se prezam. 
A crise que começou como uma garoa, foi crescendo. A maioria de nós está sobre os telhados, sem saída. Mas ainda há os que construíram suas casas no alto, sobre a rocha e não estão atingidos pela avalanche de cocô desta geração. A estes cabe o protesto imediato, a oposição ferrenha, sem medo, em defesa de um Brasil que não se formou para a pouca vergonha. Que se lixem os anticristãos! É hora de manifestação sadia de um povo que honra uma nação com princípios cristãos. É hora de se sair da caverna, ou todos seremos tragados. 

 Izaldil Tavares de Castro

sábado, 2 de março de 2013

Quanto custa a educação do seu filho?



Maurício Price

“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre seu galardão.” Salmos 127.3

‘’ Ensina o menino o caminho em que deve andar e mesmo que envelhecer não se desviará dele.’’ Provérbios 22.6

     A criação e a educação dos filhos exige dos pais certamente muita dedicação, disciplina, planejamento e, essencialmente, muito amor. Entretanto, no mundo pós-moderno e capitalista precisa-se também de dinheiro. Aliás, muito dinheiro! Naturalmente todo pai zeloso e toda mãe atenciosa buscam oferecer o que existe de melhor para os seus filhos. Nessa cosmovisão essencialmente humana e material podemos entender que esse esforço e preocupação dos pais em relação aos seus filhos se resume ao oferecimento da melhor educação, das melhores escolas, dos melhores cursos e intercâmbios, das mais conceituadas universidades e  ainda das melhores e mais caras viagens, roupas e brinquedos. E haja dinheiro para tudo isso!
     Segundo uma matéria de grande repercussão na mídia nacional publicada no Jornal O DIA (vide link),  “quem pensa em ter filhos pode se preparar para desembolsar de R$200mil a R$1milhão ao longo dos 21 anos iniciais do herdeiro. Os valores consideram gastos básicos com alimentação, educação, saúde e lazer, dependendo da disposição de investimento e da renda mensal dos pais. No caso de dois filhos, o custo até mesma idade fica acima de R$ 1,7 milhões. Para cuidar de três, R$2,5 milhões. Segundo o responsável pelo estudo, o professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e presidente do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), Adriano Maluf Amui, a família que gasta em torno de R$200 mil com um filho tem renda mensal de até R$ 2 mil. O desembolso de R$1 milhão é de família com renda acima de R$25 mil por mês....Na opinião do educador financeiro e presidente da consultoria DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos, o ideal é que o custo do filho não ultrapasse 30% da renda média líquida do casal. Do contrário, o padrão de vida pode mudar drasticamente.”

      Preocupa-me sinceramente como pastor, como médico e, principalmente, como pai e esposo em perceber, com toda lucidez e sinceridade, que muitos pais de nossa geração, inclusive dos segmentos religiosos do nosso imenso Brasil, estão muito mal orientados e talvez até perdidos sobre a importância da educação espiritual e moral de seus filhos. Talvez, isso aconteça até mesmo porque esses genitores nunca receberam de maneira sólida e consciente tal educação espiritual oriunda de seus próprios pais. Criou-se então uma “falha” na transmissão desses conhecimentos entre as gerações. Infelizmente, digo que tal “interrupção” tem causado sérios prejuízos na infância e na juventude do nosso país. De qualquer forma, penso que há sempre uma oportunidade de se mudar essa história. Basta querer de verdade. Aliás, nossos filhos merecem o melhor!
       Observo ainda que muitos pais atualmente quase se matam de tanto trabalhar durante a vida inteira para oferecer, segundo pensam, “o melhor” para os seus filhos, acreditando dessa forma que estão no caminho certo. Ledo engano. Fruto dessa visão míope sobre a educação holística de seus filhos, vemos atualmente uma geração de pais ausentes, estressados e sem intimidade nem empatia com seus filhos. É bem verdade que a cultura materialista pós-moderna incita os pais a se preocuparem exclusivamente com os bens meramente materiais de seus filhos,  se esquecendo, todavia,  que a educação espiritual e moral, segundo as normas e princípios das Sagradas Escrituras, são o maior legado que poderão deixar para os seus herdeiros. Aliás,  esse legado espiritual e moral na área do ensino, através dos conselho e principalmente através do exemplo de vida certamente deixarão profundas marcas espirituais nos filhos que terão consequências nessa vida e por toda a eternidade. Pense nisso.
         Assim sendo, exorto com muito amor e carinho a todos os pais, que de maneira visionária e consciente, venham a investir profundamente na vida espiritual e moral de seus filhos, que são a herança do Senhor em suas vidas. Recomendo ainda aos estimados pais que se lembrem que o maior legado que deixarão no caráter de seus herdeiros serão a sua fé, a sua obediência ao Senhor Deus e a sua identidade com Jesus Cristo. Aliás, “não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos.” 2 Co 12.14. Ele espera por você !     

 “Em Deus faremos proezas”   

No amor de Cristo,
Mauricio Price.  www.mauricioprice.com.br

Pastor da Igreja Assembléia de Deus. Presidente do Diretório Estadual no Rio de Janeiro e Conselheiro Nacional da Sociedade Bíblica do Brasil. Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Médico pós-graduado. Escritor, conferencista e radialista