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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

La Bruyère e a necessidade de Deus


Chamo mundanos, terrestres ou grosseiros aqueles cujo espírito e coração estão apegados a uma pequena porção do mundo que habitam, que é a terra; que nada estimam, que nada amam do além: homens de tão estreitos limites como aquilo que julgam seus domínios e possessões, cujo tamanho pode ser medido e cujas fronteiras podem ser mostradas. Não me surpreende que homens que se apoiam assim num átomo cambaleiem em seus mínimos esforços para sondar a verdade e que sua visão tão curta não lhes deixe atingir a Deus, através do céu e dos astros. Não percebendo a excelência do que é espírito nem a dignidade da alma, sentem menos ainda como esta é difícil de satisfazer, como a terra inteira é inferior a ela, como lhe é necessária a existência de um ser soberanamente perfeito, que é Deus, e quanto é indispensável uma religião que o revele e o garanta. Compreendo facilmente, pelo contrário, que é natural a esses espíritos caírem na incredulidade ou na indiferença e fazer com que Deus e a religião sirvam a política, isto é, a ordem e o ornamento deste mundo, única coisa, segundo eles, que merece atenção.

La Bruyère in Caracteres

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

No meio do tsunami e orando no guarda roupas


Wilma Rejane


 "Tu nos respondes com temíveis feitos de justiça, ó Deus, nosso Salvador, esperança de todos os confins da terra e dos mais remotos mares" Sl 95:5


Esse era um Salmo cantado pelos israelitas na Festa da Colheita, no fim do ano agrícola. A terra coberta por campos férteis, celeiros lotados, embarcações indo e vindo , comercializando  produtos da melhor qualidade, brotados da terra "que mana leite e mel". Ao som da harpa e das muitas vozes de levitas, o Salmo 95 festejava o Deus da esperança que responde orações em todos os lugares da terra.

E assim como Israel cantou com mãos cheias de alimentos, todos podemos cantar pela fartura das bençãos espirituais. Um outro Salmo diz: "Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos(Salmos 126:5-6). Aqui se fala da colheita espiritual, percebam que quem planta, apesar de chorar não para de plantar, ele leva as sementes "andando e chorando"

O guarda roupa

Li uma história sobre um cristão que enfrentou o Tsunami na Indonésia no ano de 2004, vejam o relato:

" Eu pensei no poderoso nome de Jesus - o nome acima de todos os outros nomes. Ele era a minha única esperança nesse momento. Orei e chamei ao Senhor:

    Senhor Jesus, salva-me. Oh Senhor Jesus, se este é o fim do mundo, eu peço que levante nossos espíritos para estar com você. Não vamos sofrer. ".

 Eu não sei quantos grandes vigas de madeira, pranchas e árvores quebradas estavam em meu corpo e cabeça. Tudo o que eu sentia era  dor em cada parte de mim.

Mas assim que proferi esta oração, as ondas me trouxeram para a superfície, eu procurei desesperadamente por ar, como alguém que estava se afogando, e uma corrente de ar passou por mim e eu disse: Obrigado Senhor. Mas ainda não tinha terminado, mais uma vez fui lançado longe por uma corrente de água e bem a minha frente surgiu um guarda roupa vazio. Entrei nele me sentei e comecei a dar louvores a Deus, gritei desesperadamente por misericórdia para aquele lugar. Lembrei de Jonas orando no ventre da baleia.


 "Senhor, Tu és soberano, o que são os seus planos para mim, que assim seja."

Arrependi-me de meus pecados passados ​​e pedi perdão a Deus, pois a salvação é pela graça através da nossa fé e crença nEle, somente Nele.  Lentamente, comecei a cantar e fui parar na terra, em um lugar seguro.

    "Em nome de Jesus, em nome de Jesus, temos a vitória .." (Fonte)

Tsunamis espirituais

Tsunamis também acontecem em nossas vidas, coisas pelas quais sofremos e nos sentimos impotentes. Mas ainda que seja tempo de lágrimas, não abandonemos a esperança. Prossigamos caminhando e plantando sementes porque Deus ouve a todo que clama, de qualquer lugar do universo, do ventre de uma baleia ou em meio a um tsunami, dentro de um guarda roupa "dos confins da terra e dos mais remotos mares"

Se eu tivesse que dar um nome ao Salmo 95 seria "Deus da esperança", porque Ele mesmo é quem conta todas as sementes que plantamos e muitas vezes regamos com lágrimas, caminhando com pernas trémulas, mas joelhos firmes em oração. E Deus sempre renova nossas forças e nos surpreende com Seu amor.

Deus o abençoe.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Deus e o paradoxo

A criação do céu, de Michelangelo
por George Gonsalves


Deus é o primeiro e o último

o início e o fim de todas as coisas

É único, mas trino

Autor e consumador da nossa fé

Habita no mais alto e sublime céu e com o abatido de espírito

Tão grande que nada pode contê-lo, mas encontra-se na menor partícula

Não há beleza para descrevê-lo, mas seu Filho não tinha formosura

Sua morada tem ruas de ouro, mas quando veio ao mundo nasceu em manjedoura

É pleno, mas deseja estar conosco

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Queria escrever...mas a tinta acabou


George Gonsalves

Dentre as folhas que se esparravam pela mesa, peguei uma e comecei a rabiscá-la, tentando definir a Deus:

Imutável
Incomparável
Infindável
Incompreensível
Indestrutível
Inquebrantável
Imbatível
Incansável
Indefectível
 Inefável
 Inominável
Indizível

Queria continuar a escrever...mas a tinta acabou.