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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pensamentos para o Ano Novo


Pensamentos para o Ano Novo

1."...as coisas antigas já passaram..." (2 Co 5.17). O medo de viver, na verdade, origina-se na culpa e no pecado. Só quem se livrou do fardo do passado pode entrar leve e despreocupadamente pelo portal de um novo ano. Jesus Cristo é grande o suficiente para nos perdoar todos os pecados. Basta que os confessemos a Ele.
2. "...eis que se fizeram novas..." (2 Co 5.17). Alguém disse certa vez: "Um dia pode ser uma pérola, e um século, nada." Aquele que entregou sua vida a Jesus ganha a eternidade para si; quem vive sem Jesus está perdendo tudo desde agora.
3. "Oh! Tomara que me abençoes..." (1 Cr 4.10). Quando o talentoso artista Michelangelo começou a maior obra de sua vida na Capela Sistina, pintou primeiro duas mãos que abençoavam. Ele sabia o que também nós temos de saber para um novo ano: "Tudo depende da bênção de Deus".
4. "O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois" (Jo 13.7). Muitas coisas que acontecem nos parecem estranhas, muitos caminhos de Deus para conosco parecem ininteligíveis, mas na eternidade vamos entender o porquê, pois Deus jamais erra.
5. "...a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus" (Gl 2.20b, Ed. Rev. e Corrigida). Para quem vive pela fé em Jesus, a fé de Jesus passa a se tornar efetiva: não existe fé maior do que essa. Viver com Jesus significa alcançar o alvo, pois Ele é o Autor e Consumador da fé (Hb 12.2).
6. "...faça-se a tua vontade..." (Mt 6.10b). Seguir ao Senhor com um coração íntegro e obedecer-Lhe traz bênção nunca imaginada e é o melhor pré-requisito para o sucesso espiritual. Dar finalmente o passo diante do qual vacilamos até agora nos faz felizes e nos conduz à liberdade.
7. "Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor" (Lc 12.36).William McDonald disse: "Não basta defender a verdade acerca de Sua vinda; essa verdade deve nos dominar". Os cristãos mais ativos e santificados são aqueles que contam com a volta de Jesus e que amam a Sua vinda. Por isso o pastor Wilhelm Busch recomendava: "Juntem-se aos crentes que esperam pela volta do Senhor". 

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 1998.

domingo, 26 de dezembro de 2010

E o Natal vai ficando mais decadente...

Não, não é uma crítica localizada, é um sentimento que se espalha e, consolidado que está, assusta. Pode ser apenas a repercussão do culto show. Onde não houver um presépio no púlpito encenando o nascimento do Filho de Deus ou uma orquestra tocando sinfonias natalinas... Mas o que há de ser? Igrejas ornamentadas com guirlandas? Com paredes piscantes e o bom velhinho na parede? Ou foi apenas a marcação da Ceia justo para o horário do culto? Não, foi um amigo secreto na mesma hora. O culto de Natal foi esvaziado pelos membros! Alguns dos presentes estão com tanta expectativa sobre as programações vindouras que não conseguem cultuar.

Longe de mim que a fraternidade eclesiástica esteja em colapso, dei minha cota pessoal e familiar. É que há agora um modo peculiar de comemorar, contanto que seja fora da igreja! Os que não puderam comprar uma roupa nova, se vestem de empáfia:
- Já que não pude comprar roupa nova, também não vou à igreja passar vergonha.
Desde quando ir à igreja é passar vergonha? Desde que criaram a ideia subliminar de que é preciso uma roupa nova para agradar ao menino Deus? Que confusão absurda! É só um disfarce, a roupa é para agradar aos homens!

Os que podem marcam a Ceia para o horário do culto. Mas não dá para fazer depois das 09:00h? Dá, até dá, mas sabe como é, fica cansativo. Como assim, cansa ir ao culto? Não, cansa ficar sentado num banco duro. As cadeiras das mesas são mais confortáveis. E o conforto da presença de Cristo? Ah! Isso é irrelevante diante do peru e do chester! Sabe, em algumas ceias os evangélicos já não se contentam com refrigerante, já que lançaram Sidra sem álcool... por que não uma cervejinha?

Desculpas esfarrapadas, vazios sensíveis ao olho humano. Os que não são evangélicos já haviam inventado o Natal sem Jesus. Consumismo, passeios, raves, alcoolismo, pegação, prostituição, virou moda fazer aquela festinha na data. A música, sofrível: brega, brega-chique, forró. Os sentimentos? Os menos fraternos e cristãos possíveis. Enfim, nada a ver com a celebração monumental. Justo a igreja, que deveria fazer a diferença, omite-se. O que fizeram com teu Natal, Jesus? Vamos ter que contratar um Papai Noel para alegrar a festa e atrair pessoas?

Vamos aguardar que ainda tem o Ano Novo. Aí, sem presépio e sem guirlanda, nem Jesus importa... Aonde vamos chegar?