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sábado, 22 de fevereiro de 2014

UFC, Agostinho e os gladiadores

Júnior Cigano vs Cain Velásquez by Donald Miralle
Júnior Cigano vs Cain Velásquez by Donald Miralle

André Filipe, Aefe!

Algumas coisas deveriam ser óbvias. A maneira como nos divertimos, por exemplo. Especialmente para um cristão, deveria ser óbvio que se divertir à custa de violência e imoralidade não é aprovado por Deus. No entanto, a violência e a imoralidade são os dois temas fundamentais do nosso entretenimento. Estes temas primeiramente entraram em nossas vidas pela ficção. Não haveria blockbuster sem um mínimo de violência e imoralidade. Logo nos acostumamos com ele. Em seguida, o entretenimento por meio da violência e da imoralidade ganhou o ingrediente da interatividade, invadindo o universo dos vídeo games. No entanto, nestes dois casos, a violência e a imoralidade eram apenas temas secundários, que promoviam a narrativa principal. Atualmente chegamos ao ponto em que o entretenimento violento e imoral alcançou o nível do realismo, e ganhou o centro temático através de esportes como o UFC, e programas como o Big Brother Brasil. A imoralidade sexual e a violência são os pecados sociais mais primitivos da humanidade. Você dificilmente encontrará nas culturas do planeta uma em que não haja problemas com a violência e a promiscuidade. Este problema comunitário é encontrado nos primórdios da humanidade, quando um irmão assassina o outro (Gn.4.1-8), e é agravado quando toda a humanidade está marcada pela violência (Gn.6.1-11). A violência é uma quebra deliberada do mandato pactual da fraternidade, assim como a imoralidade sexual é também este retrato distorcido da graciosa sexualidade humana. Este é o óbvio. Mas a cultura da iniquidade tem justamente este propósito, tirar nossas certezas, ao tornar algo tão claramente ímpio como o divertimento sobre dois homens se machucando mutuamente, e chamar isso de esporte nacional. E a cultura faz isso de uma maneira muito persuasiva, incitando o homem iníquo dentro de nós, com sede de poder sobre seu irmão (violência) e sobre o sexo oposto (imoralidade). É por isso que nós tanto precisamos, somos sedentos pela Palavra de Deus, pois ela é que nos confronta nesta inércia diante desta cultura perversa. Agora, em meio a inúmeros textos bíblicos que nos mostram que Deus abomina a violência, observe que a Palavra de Deus aconselha -A sequer desejar a violência, seja para si seja para outra pessoa: “Do fruto de sua boca o homem desfruta coisas boas, mas o que os infiéis desejam é violência” (Pv.13.2); - A não se alimentar da violência, ou seja, não andar, admirar, assistir a qualquer ato violento: “Não siga pela vereda dos ímpios (...) Pois eles se alimentam de maldade, e se embriagam de violência” (Pv.4.14-17); - A não falar sobre violência: “A boca dos ímpios abriga a violência” (Pv.10.6); - Novamente, não admirar os caminhos do homem violento: “Não tenha inveja dos ímpios, nem deseje a companhia deles pois destruição é o que planejam no coração, e só falam de violência” (Pv.42.1-2) “Não tenha inveja de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos” (Pv.3.31). Este homem violento não é apenas aqueles homens que se quebram no octógono, mas todos os patrocinadores, os empresários que vivem da violência alheia; - O justo, por sua vez, evita o mal: “Pela palavra dos teus lábios eu evitei os caminhos do violento” (Sl.17.4). Por estes versículos nós percebemos o quanto é amplo os conselhos dados aos justos no que diz respeito à sabedoria e à violência. O justo não vê, não apóia, não admira, não promove nem homens violentos nem homens e organizações que promovem a violência alheia. Mas se, mesmo assim, a Escritura não fosse capaz de nos convencer através de ordens negativas, só uma mente muito cauterizada faria com que esportes como o UFC e programas como o BBB passassem pelo critério de Fp. 4.8: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Fp.4.8).

Agostinho e os gladiadores: uma luz nas trevas.

"Pollice Verso" Jean-Léon Gérôme (1824–1904)
"Pollice Verso" Jean-Léon Gérôme (1824–1904)

É possível, no entanto, que pensemos estar lutando contra uma força muito grande, como é a força da opinião pública. Nós muitas vezes somos levados a crer que a cultura nacional é soberana, e só porque há quase total hegemonia sobre algo, deve estar certo. Mas um bom antídoto contra este pensamento é olharmos para a história. Vermos que cristãos em épocas distintas também viveram dramas semelhantes. Agostinho foi um destes. Agostinho de Hipona foi um teólogo e filósofo do século IV, e um dos principais teólogos do Ocidente de todos os tempos. Suas obras foram influência para homens como Martinho Lutero e João Calvino, por exemplo. Uma de suas obras mais conhecidas se chama Confissões, em que ele relata a história da própria vida e de sua conversão em forma de uma longa oração. Acaba que a obra se torna também uma testemunha de seu tempo. Em determinado capítulo, quando ele ainda sequer havia passado pela conversão, mas fora educado na fé, ele descreve como o seu amigo Alípio, sob a forte influência de seus amigos, é levado a gostar dos espetáculos dos gladiadores, e também nos mostra as observações de Agostinho sobre este espetáculo:
"Heiliger Augustinus" by Simone Martini - 1320-1325
"Heiliger Augustinus" by Simone Martini - 1320-1325
“Não desejando de modo algum abandonar a vida deste mundo a que o estimulavam seus pais, tinha [seu amigo Alípio] me precedido em Roma para estudar Direito e lá foi vítima, em condições inacreditáveis, de uma paixão igualmente inacreditável pelos espetáculos de gladiadores. No início odiava esses espetáculos. Mas alguns amigos, companheiros de estudo, que voltavam de um jantar, encontraram-no por acaso na rua. Tentou resistir energicamente, mas seus amigos o impeliram com uma violência amistosa e o levaram ao anfiteatro, onde nesse dia, ocorriam esses jogos cruéis e funestos. Ele lhes dizia: "meu corpo, vocês podem arrastar e instalá-lo nas arquibancadas, mas poderão fixar meus olhos e meu espírito, pela força, nesses espetáculos? Estarei como que ausente e triunfarei sobre vocês e sobre eles". Essas palavras não impediram seus amigos de levá-lo. Queriam ver se conseguiria fazer o que dizia. Chegaram, sentaram-se como puderam, todo o anfiteatro ardia com as mais selvagens paixões. Alípio, fechando seus olhos, proibiu seu espírito de participar dessas atrocidades. Pena que não tenha também abafado seus ouvidos. Pois aturdido pelo grito tonitruante de toda a multidão após a queda de um dos gladiadores, foi vencido pela curiosidade e, como se estivess e preparado para suportar e desprezar o que fosse que estivesse acontecendo, abriu seus olhos e recebeu em sua alma uma ferida mais severa do que o gladiador recebera em seu corpo, e caiu mais miseravelmente que o homem cuja queda suscitara o grito. Pois quando viu o sangue, imediatamente sorveu a selvageria e não virou o rosto, mas fixou-se na imagem que via e absorveu a loucura e perdeu seu senso crítico e deleitou-se com a luta criminosa e embebedou-se num funesto prazer. Não era mais o homem que tinha ido ao espetáculo, mas um membro da multidão, um verdadeiro companheiro daqueles que o haviam trazido. Em suma, acompanhou o espetáculo, gritou, ferveu de emoção e saiu de tal modo insano que estava pronto, não apenas para acompanhar de novo os que o haviam trazido, mas para convencer outros a ir. Mas Vós (Deus) o arrancaste deste caminho com a vossa mão tão forte e misericordiosa, ensinando-lhe que devia colocar toda a confiança em Vós e não em si. Mas isso foi só muito tempo depois” (Confissões, VI, 8 - grifo nosso).
Agostinho nos conta como seu amigo foi convencido a ir ao espetáculo dos gladiadores e lá “absorveu a loucura e perdeu seu senso crítico e deleitou-se com a luta criminosa e embebedou-se num funesto prazer”, se tornando, assim, só mais “um membro da multidão”. Ao final, ele comemora o fato de Deus tê-lo tirado do gosto por este entretenimento tão iníquo. Hoje em dia parece ser senso comum que as lutas dos gladiadores eram exploração e algo maligno, para entreter as massas. O futuro julga este nosso passado como algo mal, e não entendemos como as pessoas poderiam estar tão cegas a ponto de não enxergarem aquilo. No entanto, temos um registro de um homem que sequer era um cristão ainda, mas que tendo sido educado na fé, foi uma luz na escuridão de sua geração. Certamente, lutar contra o entretenimento cada vez mais sofisticado, persuasivo e hegemônico de nossa geração mergulhada na cultura da iniquidade não será nada fácil, mas não é de outra maneira que a luz resplandece nas trevas, e que o testemunho ultrapassa gerações.

domingo, 20 de novembro de 2011

Contardo Calligaris e o minuto-bobeira na Ilustrada

No dia 10 de novembro, quinta-feira, pudemos ler a seguinte frase no encarte Ilustrada, da Folha da São: "Homofóbicos têm excitação com estímulos gays".

Contardo Calligaris, italiano, e colunista da Folha, onde é apresentado como alguém que pretende refletir sobre a cultura e a modernidade, tem em seu seu curriculo o seguinte: psicanalista, doutor em psicologia clínica, ensaísta; ensinou estudos culturais na New School de Nova York e antropologia na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Algum tempo atrás, assisti Calligaris no programa Roda Viva, em sua nova fase, já com o comando de Marília Gabriela. Ao ouví-lo, talvez seja uma impressão errada minha, senti nele uma aura de iconoclasta, alguém que sente prazer em quebrar paradigmas. Mas não captei a razão disso.

Homofóbicos têm exclitação por estímulos gays? A afirmação de Calligaris diz que sim. Está lá no artigo que escreveu à Folha de São Paulo. Pobres leitores! Nitidamente essa frase é uma provocação. Provavelmente, devido sua raiva contra héteros religiosos, defensores da família aos moldes apresentados pelas Escrituras.

Inconscientemente, Calligaris foi acometido por um "minuto-bobeira", quando abdicou da inteligência. Seria ele mais um pobre heterofóbico?!

E.A.G.

Fonte: Belverede | Cosmovisão

domingo, 28 de novembro de 2010

UMA CIDADE CHAMADA VIOLÊNCIA. RIO DE JANEIRO, O QUE ESTÃO FAZENDO COM VOCÊ?

Jefferson Magno Costa


      Capital da violência, os teus pecados e o poderio do narcotráfico já não te deixam ser mais aquela Cidade Maravilhosa de tempos idos. Os teus encantos mil estão ameaçados por essa atual geração de filhos violentos e sanguinários, que enchem tuas ruas de pânico, insegurança e medo.

     Onde serenidade para contemplar tuas belezas naturais? Onde tranquilidade para caminhar por tuas avenidas, tuas praças, tuas praias?


     Cidade da insegurança e do temor, Deus tenha misericórdia de ti, e que a Sua salvação alcance esses filhos de Belial que ensanguentam tua paisagem, “porque os pés deles correm para o mal e se apressam para derramar sangue” (Provérbios 1.16). 

     Cidade de madrugadas longas e cheias de pesadelo, de menores abandonados e drogados dormindo nas calçadas, de carros, ônibus e vans incendiados, tua imensa propensão ao crime faz com que todos os dias destruas muitos inocentes, com seus sonhos e ilusões.


    Capital da violência, o Complexo do Alemão, a Vila Cruzeiro, a Favela da Rocinha, o Morro do Dendê, a Favela do Jacarezinho e centenas de outras, com o poderio e o arsenal de violência e malignidades dos traficantes, e seus moradores ameaçados, coagidos, esmagados e mortos lembram as velhas cidades edificadas pelo sanguinário Ninrode e seus descendentes, nas planícies da Mesopotâmia. Entre elas se destacavam Babilônia e Nínive. 

      Do sanguinário Ninrode, a Bíblia diz que foi “poderoso caçador diante do Senhor...” (Gênesis 10.9). Ele caçava leões na planície. Caçava também homens, pelo simples prazer de os matar.
     Tua geração de filhos sanguinários é descendente de Ninrode, ó cidade de noites traiçoeiras, que não oferecem segurança aos estudantes, aos casais de namorados, às mulheres que trabalham e voltam tarde da noite para casa, ao burocrata, ao executivo, ao profissional liberal, ao policial vítima de emboscada, ao trabalhador assaltado e assassinado nos ônibus, nas ruas, na porta de sua casa, pelos sanguinários assírios da modernidade, que o privam para sempre da vida e da companhia de sua família. 


       Esses assassinos são teus filhos. São da linhagem do implacável e diabólico Ninrode. Assaltam residências, ônibus, bancos, escritórios, lojas, postos de gasolina, supermercados, motoristas em seus automóveis e pedestres nas ruas, e matam pelo cruel prazer de matar, sob as trevas ou à luz do dia.

      Nínive moderna, Deus tem enviado centenas de Jonas para anunciar aos teus filhos entorpecidos pelo pecado, a salvação oferecida por Jesus Cristo. Eles têm pregado contra os teus crimes, denunciado tuas abominações, trabalhado para libertar pelo poder do sangue de Jesus os que estão presos à maldição das drogas, da prostituição, do homossexualismo, e combatido a permissividade de uma sociedade que deixa suas crianças e jovens ser conduzidos ao precipício e à morte. 


     Mantendo sob suas mãos sanguinárias as vítimas caídas nas arapucas de seus antros de obscenidades e iniciação em todos os vícios, esses novos guerreiros assírios, cujos antigos irmãos cortavam a língua e as orelhas de seus prisioneiros, lancetavam os olhos dos reis vencidos, empalavam príncipes e violavam mulheres, também não se compadecem da súplica dos inocentes.



 Babilônia de astrólogos, curandeiros e videntes. Por não quereres ouvir a voz de Deus, por não inclinares teu coração aos assuntos do Céu, a ira do Senhor desabará sobre ti, se não te arrependeres, se não deres ouvido às palavras dos pregadores evangélicos que em tuas praças e ruas, na televisão, no interior dos templos e nos estádios, convocam-te ao arrependimento, advertindo-te conforme fez o profeta Isaías:



     “Deixa-te estar com os teus encantamentos, e com a multidão das tuas feitiçarias em que trabalhaste desde a tua mocidade, a ver se podes tirar proveito, ou se porventura te podes fortificar. Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora os agoureiros do céu, os que contemplam os astros, os prognosticadores das luas novas, e salvem-te do que há de vir sobre ti” (Isaías 47.12,13).



     Tuas praias são escolas de iniciações pecaminosas, degraus de uma escadaria que desce para um abismo mais profundo que o mar. 

     As ondas que banham e poluem tua orla marítima em nada se assemelham às ondas que beijaram as longínquas areias do mar da Galiléia, por onde Jesus andou entre pecadores e apóstolos, e proferiu palavras de vida eterna. 


     Ai de ti, Rio de Janeiro! Tu desconheces o gesto e as palavras de perdão de Jesus diante da pecadora e de seus acusadores. Das areias de tuas praias estão ausentes as pegadas do mais belo dos Rabis. Ai de ti, que não queres ouvir os profetas de Deus, por teres preconceito contra a simplicidade de muitos deles.

     Cidade de alucinados, de desesperados, de homens que não conhecem Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Quem dera que teus filhos ouvissem a Sua voz: 
     “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus 11.28-30).
     Mas eles orgulhosamente ignoram e desprezam o Filho de Deus, o Salvador da humanidade, e se enforcam, tomam veneno, sobem ao alto de edifícios e pulam de lá; atiram-se diante dos trens, encostam revólveres na própria cabeça e apertam o gatilho.


     Capital da violência, Sodoma e Gomorra instalaram bases em tuas esquinas, criaram sucursais de atentados, assassinatos, prostituição e homossexualismo em tua periferia, em teus bairros nobres, em tuas praças principais. Os sodomitas misturam-se com os guerreiros de Ninrode, e ignoram o que o apóstolo Paulo escreveu na 1ª. Carta aos Coríntios 6.10: 

     “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”.


      Não. O teu Cristo de pedra não poderá te salvar. Nem o Cristo dos Rosários, ou os que jazem silenciosos nos gongás da umbanda e do candomblé. Pois eles “têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai de sua garganta. Tornam-se semelhantes a eles os que o fazem, e todos os que neles confiam” (Salmo 115.5-8).

     Cidade de maravilhas e perdições, que os teus filhos se arrependam e sejam alcançados por esta promessa de bênção perpétua lançada sobre a vida do povo de Deus, em sua Palavra: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e ti dê a paz” (Números 6.24-26).


     E tu, Igreja, que serves ao Senhor nesta cidade; tu não deves ficar neutra, passiva, calada diante de tanta violência e abominações. Ergue a tua voz em meio às maravilhas ilusórias dessa sofrida cidade, e denuncia as obras praticadas por muitos dos seus filhos e condenadas por Deus. Ensina aos guerreiros de Ninrode e a essa população amedrontada e aflita, que a solução e a salvação só podem vir de Jesus.