(li no Estadão - versão impressa)
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Continuam os conflitos no Sudão
(li no Estadão - versão impressa)
sábado, 10 de outubro de 2009
Crianças Feiticeiras- Parte II
Crianças como Mary são resgatadas e levadas para um local seguro, administrado por uma instituição de caridade local, a Child Rights Rehabilitation Network (Crarn), presidida por Sam Itauma. A instituição de caridade recebeu ameaças, o orfanato foi atacado e ele não pode mais aparecer em público. “Eles agora querem reprimir nossas atividades para que não façamos campanha contra suas ações e vão continuar com suas atividades nefastas em nome de Deus. Tenho que ser muito cuidadoso porque minha vida está sob ameaça.”
Sam Itauma não pretende abandonar a luta. Na semana passada, ele conta, um menino de 9 anos, Nwanakwo, morreu no hospital depois de ter sido “banhado em ácido” por seu pai.Ele quer ter certeza que a nova legislação que proíbe a estigmatização de crianças como feiticeiras seja reforçada e que pastores que foram presos e depois liberados sob fiança, e pais que abusam seus filhos, sejam processados.
Um relatório recente da ONU explica que o abuso de crianças ‘feiticeiras’ é comum em países onde a estrutura social tradicional entrou em colapso, onde mortes súbitas são comuns e onde há pouca perspectiva de uma vida melhor.Cada vez mais, mulheres idosas e crianças são acusadas pelas doenças e mortes em suas famílias na África, mas também na Índia e no Nepal.
Um documentário premiado, com direção do holandês, Joost Van der Valk e do britânico Mags Gavan, enfoca a situação de crianças acusadas de serem feiticeiras na Nigéria. O filme, trouxe mudanças positivas, mas também muita tensão na comunidade.
A atenção gerada pelo documentário, no entanto, não agradou a todos na comunidade, diz Sam Itauma. ”Muitas pessoas acham que nós não apresentamos a Nigéria de uma boa maneira e contribuímos para uma imagem negativa do país, mas não podemos esconder a situação, temos que abordá-la.”Os produtores do filme planejam uma sequência e esperam poder mostrar esforços positivos para proteger os direitos das crianças nigerianas no estado de Akwa Ibom.
Por: Wilma Rejane
Fonte: rnw
channel 4
A Tenda Na Rocha
Fotografias: Robin Rammond
Crianças Feiticeiras -Parte I
Em março de 2007, a revista Veja (edição 1998), publicou um artigo do jornalista Roberto Pompeu de Toledo intitulado: "África, feitiçaria e maioridade penal"onde relatou o caso das crianças de Kinsbasa acusadas de serem bruxas, li o artigo e guardei a revista na intenção de pesquisar mais a fundo o assunto. O caso me interessou primeiramente pela gravidade do estado espiritual dos envolvidos e pela necessidade de libertação, por que não dizer, de toda uma nação. Transcrevo aqui na integra o artigo:
"Entre os muitos fenômenos com origem na penúria africana, um dos mais pungentes é o caso das crianças-feitiçeiras de Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo, Ex-Zaire, são crianças às quais são atribuídos poderes capazes de causar desgraças diversas a suas famílias, conhecidos e vizinhos. Muitas acabam abandonadas pelos pais e viram crianças de rua. O antropólogo belga Filip de Boeck é talvez o acadêmico que mais tem estudado o assunto. Num de seus trabalhos, ele transcreve a entrevista com a mãe de Nuclette, menina de 4 anos, acusada por uma vizinha de à noite se transformar em adulto e perpetrar maldades. A mãe, portadora do vírus da aids, decidiu levar a filha ao pastor Norbert, de uma das denominações pentecostais que se multiplicam na África Subsaarina. A mãe relatou a De Boeck:
"O pregador declarou que Nuclette era uma feiticeira. Então ele perguntou onde estava meu marido. Eu disse que ele tinha deixado nosso bairro e que agora morava em uma outra parte da cidade. Ele disse:"É Nuclette a responsável pelo fracasso de seu casamento. Ela fez que seu marido fugisse. E, quando você dormia à noite, ela veio, com outras crianças-feitiçeiras, e lhe injetou sangue contaminado com uma agulha diabólica". Foi assim que eu peguei aids. Fiquei muito magra. Permaneci na igreja mais ou menos por um mês e o pastor me purificou. Estava quase morrendo quando cheguei lá, mas agora me curei da aids".
No momento da entrevista, também a filha estava internada na igreja, sendo submetida a práticas destinadas a livrá-la de sua natureza feiticeira. outras crianças são expulsas de casa e engrossam os exércitos de meninos e meninas de rua de Kinhasa. A elas as famílias atribuem as doenças, a fome, a falta de emprego, as brigas e outros tormentos. Segundo a crença popular, as crianças-feiticeiras transformam-se à noite e em bandos, às vezes viajando em vassoura s voadoras, saem para espalhar o mal. Muitas crianças acabam acreditando que são, sim, feiticeiras, como é o caso do pequeno Serge, ouvido pelo fotográfo Vicent Beeckmam, outro belga familiarizado com o problema:
"Eu comi oitocentos homens, eu os fiz sofrer acidentes de avião, de carro, cheguei mesmo a ir à Bélgica, graças a uma sereia que me levou até o porto de Antuérpia. As vezes viajo numa vassoura, às vezes na casca de um abacate. À noite, tenho trinta anos e cem filhos. Meu pai perdeu seu emprego de engenheiro por minha causa, depois eu o matei com uma sereia. Também matei minha irmã e meu irmão, enterrando-os vivos. Também matei todos os fetos de minha mãe".
A realidade descrita pelo jornalista Roberto Pompeu, o caso das crianças bruxas não é mito, é uma realidade, embora carente de muitas verdades principalmente a Verdade que Liberta chamada Jesus. Acredito que essas crianças são vitímas, não vilãs. A Palavra diz que não há jugo que resista a unção(Isaías 10:27) oremos à Deus para que envie trabalhadores cheios do Espírito Santo e com convicção do chamado para pregarem o verdadeiro Evangelho a tantos povos escravizados pelo inimigo por falta de conhecimento Bíblico.
Fontes: Revista Veja (março de 2007, edição 1998)
Blog: A Tenda Na Rocha
sexta-feira, 20 de março de 2009
O poder dos blogs: Blogando na África
Maria Kanini*
Escrever um blog dá uma oportunidade para que você pense sobre as suas experiências e forme as suas próprias opiniões. Escrever um blog pode ser usado para causar um efeito positivo ou negativo numa sociedade. O poder de dizer o que se quer, sem censura, transfere a responsabilidade moral para o autor.
Uso o meu blog para salientar organizações no Quênia que fazem um bom trabalho nas questões de desenvolvimento. Minha principal prioridade é o HIV, e eu procuro a boa prática. Várias coisas que escrevi no meu blog já foram publicadas em jornais aqui no Quênia. Quando leio esses artigos, penso comigo mesma: “Minha voz foi ouvida.”
Os blogs agora são levados mais a sério na sociedade africana. Foi estabelecida uma Media Bloggers Association. Qualquer um pode escrever e publicar um blog na internet. Assim, os blogs são uma forma de jornalismo dos cidadãos. É também uma ferramenta de trabalho em rede: A Kenya Unlimited tem um site que está reunindo quenianos de todo o mundo para discutir questões importantes para eles.
Eu acredito que as organizações de desenvolvimento deveriam tirar vantagem dos blogs. Que melhor oportunidade há para contar a sua história com sua própria voz?
*A keniana Maria Kanini trabalha para a Trans World Radio como Oficial de Relações Públicas e também está bastante envolvida na captação de recursos e na gestão de projetos. E-mail: mkanini@yahoo.com
Fonte:Revista Passo a Passo, nº 71, publicada pela TILZ Tearfund
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A Tearfund é uma agência cristã evangélica de assistência em situações de desastre e desenvolvimento, que trabalha através de parceiros locais, procurando trazer auxílio e esperança às comunidades carentes por todo o mundo.
Eles publicam a revista Passo a Passo, que a cada número enfoca um tema diferente, e oferecem no seu site, além dos números da revista para download, uma enorme quantidade de boa informação (como artigos, apostilas e manuais) para capacitar você e sua igreja a fazerem a diferença na sua comunidade. Informações que vão desde noções de higiene e saneamento básico, combate a doenças e epidemias, agricultura, ecologia, direitos e deveres e até estudos bíblicos focados nas questões sociais. Ao relatar experiências e modelos bem-sucedidos, levados a cabo nos mais diversos países de todos os continentes, eles oferecem a você a oportunidade de conhecer e adaptar estas idéias para a realidade de sua igreja/comunidade.
Visite hoje a página em português: http://tilz.tearfund.org/Portugues/
sábado, 5 de julho de 2008
Moralidade contra a Aids dá certo
Portal CRISTIANISMO HOJE
Uganda é uma nação com forte influência cristã. O presidente Yoweri Museveni, a exemplo do colega americano George W.Bush, se diz um born again christian, ou seja, um cristão renascido. A primeira-dama ugandense, Janeth, é ainda mais religiosa. Diversas ONGs que atuam na prevenção e na assistência a doentes de Aids no país aprovam a campanha, que é baseada nas letras ABC: “A” de abstinência; “B” da expressão em inglês be faithful, ou “seja fiel”; e, “C” de condom, o preservativo. Ou seja, a camisinha é apontada como último recurso para aqueles que não conseguem se segurar. Logo, Uganda está na contramão da maioria dos outros países, inclusive o Brasil, que baseiam suas campanhas anti-Aids na idéia do sexo seguro, mas sem mencionar padrões comportamentais ou normas morais. Pelo jeito, a receita ugandense está dando certo.
Veja matéria complementar sobre Uganda e o Ministério Watoto no link:
www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?sessao=Solidariedade&sessaoid=33460&artigoid=33579.