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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Continuam os conflitos no Sudão

800 civis morreram no sul do Sudão este ano. Após o referendo por independência em janeiro 93mil pessoas abandonaram suas casas na região. Sendo 40mil só no mês passado.


Fonte: ONU
(li no Estadão - versão impressa)

sábado, 10 de outubro de 2009

Crianças Feiticeiras- Parte II





Mary Sunday, sua triste história, virou filme.

Milhares de crianças acusadas de feitiçaria por pastores carismáticos na Nigéria, são mortas ou torturadas em horríveis cerimônias de excomunhão, muitas vezes por seus próprios pais.Mary Sunday, de 9 anos, durante uma cerimônia religiosa em uma igreja pentecostal foi identificada como feiticeira por uma pregadora. Seus pais a acusam de ter matado sua irmã mais nova, por isso jogaram soda cáustica quente sobre sua cabeça e corpo, depois a abandonaram na floresta.

Crianças como Mary são resgatadas e levadas para um local seguro, administrado por uma instituição de caridade local, a Child Rights Rehabilitation Network (Crarn), presidida por Sam Itauma. A instituição de caridade recebeu ameaças, o orfanato foi atacado e ele não pode mais aparecer em público. “Eles agora querem reprimir nossas atividades para que não façamos campanha contra suas ações e vão continuar com suas atividades nefastas em nome de Deus. Tenho que ser muito cuidadoso porque minha vida está sob ameaça.”


"Nós não somos feiticeiras" dizem os cartazes

Sam Itauma não pretende abandonar a luta. Na semana passada, ele conta, um menino de 9 anos, Nwanakwo, morreu no hospital depois de ter sido “banhado em ácido” por seu pai.Ele quer ter certeza que a nova legislação que proíbe a estigmatização de crianças como feiticeiras seja reforçada e que pastores que foram presos e depois liberados sob fiança, e pais que abusam seus filhos, sejam processados.

Um relatório recente da ONU explica que o abuso de crianças ‘feiticeiras’ é comum em países onde a estrutura social tradicional entrou em colapso, onde mortes súbitas são comuns e onde há pouca perspectiva de uma vida melhor.Cada vez mais, mulheres idosas e crianças são acusadas pelas doenças e mortes em suas famílias na África, mas também na Índia e no Nepal.

O filme ‘Saving Africa’s Witch Children’ (Salvando as crianças feiticeiras da África):


Crianças resgatadas e abrigadas pela instituição de caridade (crarn) presidida por Sam Itauma

Um documentário premiado, com direção do holandês, Joost Van der Valk e do britânico Mags Gavan, enfoca a situação de crianças acusadas de serem feiticeiras na Nigéria. O filme, trouxe mudanças positivas, mas também muita tensão na comunidade.

Itauma diz que, em consequência do filme - que não foi exibido na Nigéria -, autoridades locais introduziram educação secundária gratuita em seu estado, localizado no delta do Níger, uma região rica em petróleo; o governador assinou a Lei de Direitos da Criança e o orfanato está prosperando.”Agora não é mais permitido chamar uma criança de feiticeira e muitos pastores foram presos em consequência do filme. Também foram feitas muitas doações para uma ONG local, que foram usadas para melhorar as acomodações das crianças no orfanato que as abriga.”


Gerry tem 8 anos. Seu pai, após perder o emprego, o acusou de bruxaria. Derramou gasolina sobre Gerry, depois tocou fogo.

A atenção gerada pelo documentário, no entanto, não agradou a todos na comunidade, diz Sam Itauma. ”Muitas pessoas acham que nós não apresentamos a Nigéria de uma boa maneira e contribuímos para uma imagem negativa do país, mas não podemos esconder a situação, temos que abordá-la.”Os produtores do filme planejam uma sequência e esperam poder mostrar esforços positivos para proteger os direitos das crianças nigerianas no estado de Akwa Ibom.


Udo, de 12 anos (com o braço ferido). Foi atacado por religiosos.

Por: Wilma Rejane
Fonte: rnw
channel 4
A Tenda Na Rocha
Fotografias: Robin Rammond

Crianças Feiticeiras -Parte I





Em março de 2007, a revista Veja (edição 1998), publicou um artigo do jornalista Roberto Pompeu de Toledo intitulado: "África, feitiçaria e maioridade penal"onde relatou o caso das crianças de Kinsbasa acusadas de serem bruxas, li o artigo e guardei a revista na intenção de pesquisar mais a fundo o assunto. O caso me interessou primeiramente pela gravidade do estado espiritual dos envolvidos e pela necessidade de libertação, por que não dizer, de toda uma nação. Transcrevo aqui na integra o artigo:

"Entre os muitos fenômenos com origem na penúria africana, um dos mais pungentes é o caso das crianças-feitiçeiras de Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo, Ex-Zaire, são crianças às quais são atribuídos poderes capazes de causar desgraças diversas a suas famílias, conhecidos e vizinhos. Muitas acabam abandonadas pelos pais e viram crianças de rua. O antropólogo belga Filip de Boeck é talvez o acadêmico que mais tem estudado o assunto. Num de seus trabalhos, ele transcreve a entrevista com a mãe de Nuclette, menina de 4 anos, acusada por uma vizinha de à noite se transformar em adulto e perpetrar maldades. A mãe, portadora do vírus da aids, decidiu levar a filha ao pastor Norbert, de uma das denominações pentecostais que se multiplicam na África Subsaarina. A mãe relatou a De Boeck:

"O pregador declarou que Nuclette era uma feiticeira. Então ele perguntou onde estava meu marido. Eu disse que ele tinha deixado nosso bairro e que agora morava em uma outra parte da cidade. Ele disse:"É Nuclette a responsável pelo fracasso de seu casamento. Ela fez que seu marido fugisse. E, quando você dormia à noite, ela veio, com outras crianças-feitiçeiras, e lhe injetou sangue contaminado com uma agulha diabólica". Foi assim que eu peguei aids. Fiquei muito magra. Permaneci na igreja mais ou menos por um mês e o pastor me purificou. Estava quase morrendo quando cheguei lá, mas agora me curei da aids".

No momento da entrevista, também a filha estava internada na igreja, sendo submetida a práticas destinadas a livrá-la de sua natureza feiticeira. outras crianças são expulsas de casa e engrossam os exércitos de meninos e meninas de rua de Kinhasa. A elas as famílias atribuem as doenças, a fome, a falta de emprego, as brigas e outros tormentos. Segundo a crença popular, as crianças-feiticeiras transformam-se à noite e em bandos, às vezes viajando em vassoura s voadoras, saem para espalhar o mal. Muitas crianças acabam acreditando que são, sim, feiticeiras, como é o caso do pequeno Serge, ouvido pelo fotográfo Vicent Beeckmam, outro belga familiarizado com o problema:

"Eu comi oitocentos homens, eu os fiz sofrer acidentes de avião, de carro, cheguei mesmo a ir à Bélgica, graças a uma sereia que me levou até o porto de Antuérpia. As vezes viajo numa vassoura, às vezes na casca de um abacate. À noite, tenho trinta anos e cem filhos. Meu pai perdeu seu emprego de engenheiro por minha causa, depois eu o matei com uma sereia. Também matei minha irmã e meu irmão, enterrando-os vivos. Também matei todos os fetos de minha mãe".

A realidade descrita pelo jornalista Roberto Pompeu, o caso das crianças bruxas não é mito, é uma realidade, embora carente de muitas verdades principalmente a Verdade que Liberta chamada Jesus. Acredito que essas crianças são vitímas, não vilãs. A Palavra diz que não há jugo que resista a unção(Isaías 10:27) oremos à Deus para que envie trabalhadores cheios do Espírito Santo e com convicção do chamado para pregarem o verdadeiro Evangelho a tantos povos escravizados pelo inimigo por falta de conhecimento Bíblico.



Fontes: Revista Veja (março de 2007, edição 1998)
Blog: A Tenda Na Rocha

sexta-feira, 20 de março de 2009

O poder dos blogs: Blogando na África

Maria Kanini*

Photo: Maria Kanini
Foto: Maria Kanini
Às vezes, um blog é apenas um diário pessoal na internet, mas, para mim, é muito mais do que isto. É uma voz – a minha voz. A primeira vez que ouvi falar de um blog, fiquei entusiasmada. Finalmente eu poderia fazer com que a minha voz fosse ouvida.

Escrever um blog dá uma oportunidade para que você pense sobre as suas experiências e forme as suas próprias opiniões. Escrever um blog pode ser usado para causar um efeito positivo ou negativo numa sociedade. O poder de dizer o que se quer, sem censura, transfere a responsabilidade moral para o autor.

Uso o meu blog para salientar organizações no Quênia que fazem um bom trabalho nas questões de desenvolvimento. Minha principal prioridade é o HIV, e eu procuro a boa prática. Várias coisas que escrevi no meu blog já foram publicadas em jornais aqui no Quênia. Quando leio esses artigos, penso comigo mesma: “Minha voz foi ouvida.”

Os blogs agora são levados mais a sério na sociedade africana. Foi estabelecida uma Media Bloggers Association. Qualquer um pode escrever e publicar um blog na internet. Assim, os blogs são uma forma de jornalismo dos cidadãos. É também uma ferramenta de trabalho em rede: A Kenya Unlimited tem um site que está reunindo quenianos de todo o mundo para discutir questões importantes para eles.

Eu acredito que as organizações de desenvolvimento deveriam tirar vantagem dos blogs. Que melhor oportunidade há para contar a sua história com sua própria voz?

*A keniana Maria Kanini trabalha para a Trans World Radio como Oficial de Relações Públicas e também está bastante envolvida na captação de recursos e na gestão de projetos. E-mail: mkanini@yahoo.com


Fonte:Revista Passo a Passo, nº 71, publicada pela TILZ Tearfund
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A
Tearfund é uma agência cristã evangélica de assistência em situações de desastre e desenvolvimento, que trabalha através de parceiros locais, procurando trazer auxílio e esperança às comunidades carentes por todo o mundo.

Eles publicam a revista Passo a Passo, que a cada número enfoca um tema diferente, e oferecem no seu site, além dos números da revista para download, uma enorme quantidade de boa informação (como artigos, apostilas e manuais) para capacitar você e sua igreja a fazerem a diferença na sua comunidade. Informações que vão desde noções de higiene e saneamento básico, combate a doenças e epidemias, agricultura, ecologia, direitos e deveres e até estudos bíblicos focados nas questões sociais. Ao relatar experiências e modelos bem-sucedidos, levados a cabo nos mais diversos países de todos os continentes, eles oferecem a você a oportunidade de conhecer e adaptar estas idéias para a realidade de sua igreja/comunidade.

Visite hoje a página em português: http://tilz.tearfund.org/Portugues/

sábado, 5 de julho de 2008

Moralidade contra a Aids dá certo

Governo de Uganda incentiva a abstinência sexual e a fidelidade conjugal para impedir o avanço da doença.

Portal CRISTIANISMO HOJE

Uma campanha de conteúdo assumidamente moralista está ajudando a controlar a epidemia de Aids em Uganda, nação localizada no coração da África. Baseada na abstinência e na fidelidade conjugal, a iniciativa já é apontada como um dos motivos da redução dos casos da doença entre os ugandenses. Há 15 anos, trinta por cento da população local eram portadores do vírus; hoje, este índice beira os 7%, um dos mais baixos do continente. Uma das estratégias da campanha é influenciar os grupos de risco de disseminação da Aids, como os caminhoneiros. Um pôster espalhado pelas estradas, postos de gasolina e outros locais de grande circulação diz o seguinte: “Um motorista responsável se importa com sua família; ele é fiel à sua mulher”. Aos solteiros, o apelo é ainda mais direto – a campanha simplesmente defende a abstinência até o casamento. E, para os casados, a ênfase é na monogamia.
Uganda é uma nação com forte influência cristã. O presidente Yoweri Museveni, a exemplo do colega americano George W.Bush, se diz um born again christian, ou seja, um cristão renascido. A primeira-dama ugandense, Janeth, é ainda mais religiosa. Diversas ONGs que atuam na prevenção e na assistência a doentes de Aids no país aprovam a campanha, que é baseada nas letras ABC: “A” de abstinência; “B” da expressão em inglês be faithful, ou “seja fiel”; e, “C” de condom, o preservativo. Ou seja, a camisinha é apontada como último recurso para aqueles que não conseguem se segurar. Logo, Uganda está na contramão da maioria dos outros países, inclusive o Brasil, que baseiam suas campanhas anti-Aids na idéia do sexo seguro, mas sem mencionar padrões comportamentais ou normas morais. Pelo jeito, a receita ugandense está dando certo.

Veja matéria complementar sobre Uganda e o Ministério Watoto no link:
www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?sessao=Solidariedade&sessaoid=33460&artigoid=33579.