Após tantas vezes de eu apontar o dedo aos erros dos outros chegou a o ponto de apontar os meus.
Graças ao Sr. Coelho, que não aceita que a história de Colon foi mal contada e que anda empenhado em provar que o MCR não mostra que a história estava errada, temos que revisar o que está escrito sobre os Juros do Banco de S. Jorge nos anos de 1498 e de 1573 no MCR.
No Mistério Colombo Revelado dissemos que o juro de 1573 era de 6% segundo o estudo do Prof. Fratianni e que o juro em 1498 era de 2.8 por cento segundo Carlo Cuneo. Agora, depois do esclarecimento feito pelo Sr. Coelho parece que o MCR está errado 100% nestes dois pontos.
No meu atento a esclarcer o que se passou com esta confusão do nosso lado vou pegar primeiro pelo erro de dizer que Carlo Cuneo deu o juro de 2.8% para 1498. No artigo o Prof. Fratianni disse na página 6 que:
"Each compera, or debt issue, was divided in units called luoghi with a nominal value of lire 100."
Cada Logo era 100 lire. Nós fizemos aquilo que acusamos os outros de fazer "presumimos" que os logos eram de 100 lire para todos os anos e que quando Carlos Cuneo dá 2.8 lire que era assim 2.8%. Nem eu nem o Eric Steele demos pelo nosso erro como é evidente o Sr. Coelho deu pelo erro e fez-nos um grande serviço em apontar esse erro.
Este dos 2.8% é um erro mas não é tanto grande como aquele que cometi com os 6% de juro em 1573. Garanto que tenho andado ás voltas nos últimos dias em busca de como cometi esse erro. Eu sei que vi 6% e 1573 num artigo de Fratianni em 2004 mas por mais voltas que dei no meu Computador em busca desse artigo não dou com ele. Assim não posso explicar como errei nos 6% em 1573.
Quando estávamos na última fase do livro a fazer correções e a averiguar os nossos dados decidimos confirmar os nossos factos com o Prof. Fratianni.
Eu escrevi ao Prof. Fratianni para averiguar se houve mais algum ano em que o juro foi 6% para além de 1573. Não sei como ele também não deu pelo facto que eu estava a dar 6% de juro para o ano de 1573.
Durante este processo nós não nos esclarecemos muito com o Prof. Fratianni por isso não posso culpar-lo de forma alguma. O erro foi nosso.
O juro em 1573 não era afinal os 6% que eu disse no MCR mas 4.11%. Depois fui á biblioteca da Universidade onde consultei o livro de Carlo Cuneo em busca de mais alguma informação sobre 1498 mas nada para além do que meti no livro. Depois consultei o livro de Carlo Cipolla também referenciado por Fratianni e consegui confirmar o juro de 4.11% para 1573 numa tabela dos anos 1522 a 1625 e também vi que nenhum desses anos tem um juro de 6%. (Espero de um dia poder entender como e onde fui buscar os 6% em 2004). Infelizmente Cipolla não mostra dados para anos anteriores a 1509.
Lá vou eu para o Google onde encontrei o seguinte livro Economic and Social History of Europe in the Later Middle Ages (1300-1530) cujas imagens estão abaixo onde se lê que o juro de 1498 era de 4%.


Reforçamos assim dois pontos:
1- o juro em 1498 não era "seis por cento" como diz o Testamento de 1498 "
2- Ninguém poderia entrar em novos negócios com o banco entre 1445 e 1530 porque o banco estava fechado a todos que não eram já donos de Logos, colectores de taxas ou parte do Governo da Génova.
"The bank was closed to the outsiders –that is, those who were neither luogatari, nor tax farmers, nor government—from 1445 to 1530." - Fratianni
Ficando assim de novo as provas que as seguinte frases não foram escritas por C. Colon sobre um banco que estava fechado, que fechou em 1445 por ter o seu futuro incerto e que estava a apagar só 4 por cento de juro em 1498 e não 6 por cento:
....y asimismo lo suplico al Rey y a la Reina Nuestros Señores y al príncipe D. Juan, su primogénito Nuestro Señor, y a los que le sucedieren, por los servicios que yo les he fecho: e, por ser justo, que les plega y no consientan ni consienta que se disforme este mi compromiso de mayorazgo e de testamento, salvo que quede y esté así y por la guisa y forma que yo le ordené para siempre jamás, porque sea servicio de Dios Todopoderoso y raíz y pie de mi linaje y memoria de los servicios que a Sus Altezas he hecho, que, siendo yo nacido en Génova, les viene a servir aquí en Castilla y les descubrí al Poniente de tierra firme las Indias y las dichas islas sobredichas. .....
Item mando al dicho Don Diego mi hijo, o a la persona que heredare el dicho Mayorazgo, que tenga e sostenga siempre en la ciudad de Génoba una persona de nuestro linaje, que tenga allí cassa y mujer, e le ordene renta con que se pueda bibir honestamente, corno persona llegada a nuestro linaje, y haga pie e raíz en la dicha ciudad como d'ella, porque podrá aver de la dicha ciudad ayuda e favor en las cosas de menester suyo, pues de aí salí y en ella nazí.
Item que el dicho Don Diego, o quien heredare el dicho Mayorazgo, enbíe por vía de cambios o por cualquiera manera que él pudiere todo el dinero de la renta que él ahorrare del dicho Mayorazgo, e haga comprar d'ellas en su nombre e de su heredero unas compras que dicen logos, que tiene el oficio de San Jorge, las cuales agora rentan seis por ciento y son dineros muy seguros, y esto sea por lo que yo diré aquí.
Item porque a persona de estado y de renta conviene por servicio de Dios y por bien de su honra que se aperciba de hacer por sí y se poder baler con su hacienda, allí en San Jorge está cualquier dinero muy seguro, y Génoa es ciudad noble y poderosa por la mar ... y se no tuviere para conquistar, le darán a lo menos para parte d'ello, y ansí que ayente y haga caudal de su tesoro en los logos de San Jorge en Génoa, y aí multiplique fasta que él tenga cantidad que le parecerá y sepa que podrá hacer alguna buena ....
Item mando al dicho Don Diego, o a quien poseyere el dicho Mayorazgo, que procure y se trabaje siempre por la onra y bien y acrecentamiento de la ciudad de Génoa, y ponga todas sus fuerças e bienes en defender y aumentar el bien. e honra de la República d'ella, no yendo contra el servicio de la Iglesia de Dios e alto estado del Rey o de la Reina, Nuestros Señores, e de sus sucesores.
Ai meu Deus tanta Génova tanta Génova num Testamento em 1498 mas no Novo Mundo não se lembrava de dar um só nome da sua querida Génova nas duas últimas viagens para ter lugar de usar os nomes Portugueses que usou!
Graças ao Sr. Coelho, que não aceita que a história de Colon foi mal contada e que anda empenhado em provar que o MCR não mostra que a história estava errada, temos que revisar o que está escrito sobre os Juros do Banco de S. Jorge nos anos de 1498 e de 1573 no MCR.
No Mistério Colombo Revelado dissemos que o juro de 1573 era de 6% segundo o estudo do Prof. Fratianni e que o juro em 1498 era de 2.8 por cento segundo Carlo Cuneo. Agora, depois do esclarecimento feito pelo Sr. Coelho parece que o MCR está errado 100% nestes dois pontos.
No meu atento a esclarcer o que se passou com esta confusão do nosso lado vou pegar primeiro pelo erro de dizer que Carlo Cuneo deu o juro de 2.8% para 1498. No artigo o Prof. Fratianni disse na página 6 que:
"Each compera, or debt issue, was divided in units called luoghi with a nominal value of lire 100."
Cada Logo era 100 lire. Nós fizemos aquilo que acusamos os outros de fazer "presumimos" que os logos eram de 100 lire para todos os anos e que quando Carlos Cuneo dá 2.8 lire que era assim 2.8%. Nem eu nem o Eric Steele demos pelo nosso erro como é evidente o Sr. Coelho deu pelo erro e fez-nos um grande serviço em apontar esse erro.
Este dos 2.8% é um erro mas não é tanto grande como aquele que cometi com os 6% de juro em 1573. Garanto que tenho andado ás voltas nos últimos dias em busca de como cometi esse erro. Eu sei que vi 6% e 1573 num artigo de Fratianni em 2004 mas por mais voltas que dei no meu Computador em busca desse artigo não dou com ele. Assim não posso explicar como errei nos 6% em 1573.
Quando estávamos na última fase do livro a fazer correções e a averiguar os nossos dados decidimos confirmar os nossos factos com o Prof. Fratianni.
Eu escrevi ao Prof. Fratianni para averiguar se houve mais algum ano em que o juro foi 6% para além de 1573. Não sei como ele também não deu pelo facto que eu estava a dar 6% de juro para o ano de 1573.
Durante este processo nós não nos esclarecemos muito com o Prof. Fratianni por isso não posso culpar-lo de forma alguma. O erro foi nosso.
O juro em 1573 não era afinal os 6% que eu disse no MCR mas 4.11%. Depois fui á biblioteca da Universidade onde consultei o livro de Carlo Cuneo em busca de mais alguma informação sobre 1498 mas nada para além do que meti no livro. Depois consultei o livro de Carlo Cipolla também referenciado por Fratianni e consegui confirmar o juro de 4.11% para 1573 numa tabela dos anos 1522 a 1625 e também vi que nenhum desses anos tem um juro de 6%. (Espero de um dia poder entender como e onde fui buscar os 6% em 2004). Infelizmente Cipolla não mostra dados para anos anteriores a 1509.
Lá vou eu para o Google onde encontrei o seguinte livro Economic and Social History of Europe in the Later Middle Ages (1300-1530) cujas imagens estão abaixo onde se lê que o juro de 1498 era de 4%.
Reforçamos assim dois pontos:
1- o juro em 1498 não era "seis por cento" como diz o Testamento de 1498 "
2- Ninguém poderia entrar em novos negócios com o banco entre 1445 e 1530 porque o banco estava fechado a todos que não eram já donos de Logos, colectores de taxas ou parte do Governo da Génova.
"The bank was closed to the outsiders –that is, those who were neither luogatari, nor tax farmers, nor government—from 1445 to 1530." - Fratianni
Ficando assim de novo as provas que as seguinte frases não foram escritas por C. Colon sobre um banco que estava fechado, que fechou em 1445 por ter o seu futuro incerto e que estava a apagar só 4 por cento de juro em 1498 e não 6 por cento:
....y asimismo lo suplico al Rey y a la Reina Nuestros Señores y al príncipe D. Juan, su primogénito Nuestro Señor, y a los que le sucedieren, por los servicios que yo les he fecho: e, por ser justo, que les plega y no consientan ni consienta que se disforme este mi compromiso de mayorazgo e de testamento, salvo que quede y esté así y por la guisa y forma que yo le ordené para siempre jamás, porque sea servicio de Dios Todopoderoso y raíz y pie de mi linaje y memoria de los servicios que a Sus Altezas he hecho, que, siendo yo nacido en Génova, les viene a servir aquí en Castilla y les descubrí al Poniente de tierra firme las Indias y las dichas islas sobredichas. .....
Item mando al dicho Don Diego mi hijo, o a la persona que heredare el dicho Mayorazgo, que tenga e sostenga siempre en la ciudad de Génoba una persona de nuestro linaje, que tenga allí cassa y mujer, e le ordene renta con que se pueda bibir honestamente, corno persona llegada a nuestro linaje, y haga pie e raíz en la dicha ciudad como d'ella, porque podrá aver de la dicha ciudad ayuda e favor en las cosas de menester suyo, pues de aí salí y en ella nazí.
Item que el dicho Don Diego, o quien heredare el dicho Mayorazgo, enbíe por vía de cambios o por cualquiera manera que él pudiere todo el dinero de la renta que él ahorrare del dicho Mayorazgo, e haga comprar d'ellas en su nombre e de su heredero unas compras que dicen logos, que tiene el oficio de San Jorge, las cuales agora rentan seis por ciento y son dineros muy seguros, y esto sea por lo que yo diré aquí.
Item porque a persona de estado y de renta conviene por servicio de Dios y por bien de su honra que se aperciba de hacer por sí y se poder baler con su hacienda, allí en San Jorge está cualquier dinero muy seguro, y Génoa es ciudad noble y poderosa por la mar ... y se no tuviere para conquistar, le darán a lo menos para parte d'ello, y ansí que ayente y haga caudal de su tesoro en los logos de San Jorge en Génoa, y aí multiplique fasta que él tenga cantidad que le parecerá y sepa que podrá hacer alguna buena ....
Item mando al dicho Don Diego, o a quien poseyere el dicho Mayorazgo, que procure y se trabaje siempre por la onra y bien y acrecentamiento de la ciudad de Génoa, y ponga todas sus fuerças e bienes en defender y aumentar el bien. e honra de la República d'ella, no yendo contra el servicio de la Iglesia de Dios e alto estado del Rey o de la Reina, Nuestros Señores, e de sus sucesores.
Ai meu Deus tanta Génova tanta Génova num Testamento em 1498 mas no Novo Mundo não se lembrava de dar um só nome da sua querida Génova nas duas últimas viagens para ter lugar de usar os nomes Portugueses que usou!