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31.5.09

"No Marriage for Straight People" - ai , se a moda pega!

Dois pastores da Califórnia, em protesto pela Prop. 8, anunciaram que não vão realizar mais nenhum casamento nas suas igrejas. Portanto, não haverá casamentos heterossexuais enquanto a lei Californiana proibir a união entre pessoas do mesmo sexo. E porquê? Por uma questão de amor!

Diz um dos reverendos: 
"It is my personal and painful decision to no longer perform weddings in the State of California until discrimination against same-sex couples is ended. This decision does not come without sacrifice, but it is necessary for the ministry to have any integrity, I must stand in solidarity with men, women and families who suffer and are unjustly hurt because of discrimination now protected by Proposition 8.

Our State Constitution is a document that protects the rights of all citizens and increases the civil liberties of the people of California. This week, the stain of shame marred our State Constitution and the California Supreme Court failed to protect a vulnerable minority from the tyranny of the majority. I will not conduct another wedding in California until this wrong has been corrected.

It is love that has been put on trial. It is love that suffers the fate of injustice. It is love that stands in the glare of malicious assault. In sacred covenant, loving couples share their love openly as a reminder of God’s love for us. Those whom God has joined together let no one separate. Not even the California Supreme Court or the vote of the majority who dare to rein tyranny on a minority.
"*

Ler toda a história aqui

* tradução livre para Português:
"Com pena decido que não realizarei mais casamentos no Estado da Califórnia, enquanto existir discriminação de casais do mesmo sexo. Esta decisão não foi tomada de ânimo leve, mas é necessário um pastor ser íntegro, logo tenho que ser solidário com os homens, e com as mulheres e suas famílias que sofrem e foram injustamente afectadas com a discriminação advogada na Proposição 8. 
A nossa Constituição Estatal é um documento que protege os direitos de todos/as cidadãos/ãs e que alarga as liberdades civis do povo da Califórnia. Não realizarei mais nenhum casamento na Califórnia, enquanto esta injustiça não for corrigida. 
Foi o amor que foi posto em causa. É o amor que sofre com o desígnio da injustiça. É o amor que prevalece na mirada deste assalto malicioso. Numa união sagrada, os amantes partilham o seu amor para lembrar como Deus nos ama a todos/as. Aqueles/as que foram juntados por Deus, não são separados. Nem pelo Tribunal Supremo da California, nem pelo voto da maioria que se atreveu a reinar a tirania sobre a minoria". 

10.3.09

Petição

Divulgamos, e subscrevemos, a seguinte petição:

APOIO POLÍTICO A FEMINISTAS E AO CISAM, NO CASO DA MENINA DE 9 ANOS DE ALAGOINHA (PE), SUBMETIDA A UM ABORTO LEGAL EM CONSEQÜÊNCIA DE VIOLÊNCIA SEXUAL E RISCO DE VIDA

Reconhecemos e aplaudimos a solidariedade, compromisso e eficiência que determinou o aborto legal realizado pela equipe de atenção à saúde do CISAM - Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, e em especial aos médicos Prof. Olimpio Moraes e Dr. Sérgio Cabral. Esta instituição mostrou seu compromisso com a saúde, com a vida, com a cidadania e direitos humanos da população que por ela é atendida.

A crítica contundente de setores conservadores religiosos a um trabalho tecnicamente competente e em consonância com as leis nacionais e normativas internacionais reflete uma vez mais seu arcaísmo e desumanidade.

O mundo acompanha atentamente a história desta menina pernambucana de 9 anos de idade, e seguramente apoiará a perspectiva daquelas/daqueles que defendem os direitos reprodutivos como direitos humanos.

Entre no site da
ccr e assine.
Por favor, disseminem rapidamente, para obedecermos ao timing político
necessário e conseguirmos impacto rapidamente.

A propósito disto.

28.2.09

"Burning down the House"

Recebemos um comentário anónimo que nos chamava "putas meretrizes de Santanás", e mais umas coisas.
É verdade, não aprovei o comentário. Melhor, faço dele um post. Normalmente - e acreditem que entre nós a moderação de comentários não é uma posição unânime - reprovo sem dor, e estou-me nas tintas. Mas aproveito para partilhar que acho engraçado que d@s neonazis às anti-escolha, agora somos inimig@s mortais do beatismo. Por mim, continuem, aqui esta Barriguita até andou na catequese, até andou nos escuteiros católicos e sabe bem o que critica. Portanto, continuem, se gostam de perder tempo. Mas o quê, o nosso blog agora é assunto na missa? Vem na revista Além-mar? O amor a Deus continua assim tão desinteressante? Percebo, ter uma relação com um tipo que nunca aparece e anda por todo o lado, é algo exasperante...

Ah, e "ateias desavergonhadas" não me soa propriamente um insulto, agora o resto da verborreia utilizada, se est@ autor@ é realmente temente a Deus, o seu caso parece-me bicudo. Melhor, acho mesmo que nos vai fazer companhia do outro lado.

10.2.09

Mas não têm mais nada que fazer?

"O casamento entre pessoas do mesmo sexo e a crise económica vão ser dois dos temas a debater na reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que se realiza hoje, em Fátima." in Público, de hoje, página 7

Gostava de perceber porque raio a Igreja perde tanto tempo com coisas que não aceita, nomeadamente em quê tem que opinar sobre o casamento civil. Irra, metam-se na vossa vida, rezem pelas alminhas perdidas e deixem em paz o Estado laico.

31.1.09

Não lhes dês cavaco, diz a minha avózinha que se divorciou três vezes

Presidente da República manifestou ontem, em Fátima, a sua "perplexidade" pela forma como se legisla em Portugal sobre matérias relevantes como divórcio, considerando que o novo diploma poderá levar ao aumento dos "novos pobres". (Público)

Cavaco Silva, em Fátima, no alto de uma azinheira, acha que o divócio contribui para o aumento da pobreza. "Dos contactos que tenho mantido com dirigentes de instituições de solidariedade, recolho informações de que a maioria dos casos de 'novos pobres' está associada a situações de divórcio", diz ele, numa análise sociológica alla Maria Filomena Mónica, sublinhando, claro, que "estes casos tenderão a aumentar com a nova Lei do Divórcio". (Público, 31/12, p. 12)

A Igreja, claro, lá vem lamber as botas do senhor Presidente, dizendo que tem muita razão, pois tem, até porque se até o Presidente profere o que a Igreja diz,  só pode ser uma observação divina, acertada, de acordo com os mandamentos de Deus todo Poderoso. 

Já eu, manifesto a minha perplexidade de termos um Presidente que sempre, das raras vezes, que abre a boca, mais não faz do balbuciar as pérolas cinzentas da "pátria, casa e família". Cavaco tem medo do aumento dos novos pobres. Eu tenho medo da manutenção dos velhos pobres de espírito que estão no poder. Os pobres de espírito como ele.

9.7.08

Que mais querem elas?

"O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, considerou hoje que a Igreja católica não irá nomear em breve sacerdotes do sexo feminino até porque 'não existe uma vontade nesse sentido' por parte dos crentes.", noticiava hoje o Público.

Mais adiante podemos ler ainda:
"'A mulher tem na Igreja um papel fundamental' e possui mesmo uma 'visibilidade muito grande' depois do Concílio Vaticano II, podendo assumir todos os cargos desempenhados por leigos, inclusive ministras da comunhão. Cabe a estas pessoas a distribuição da comunhão a doentes e aos restantes fiéis mas também celebrar cerimónias litúrgicas na ausência dos sacerdotes em que só não é feita a consagração."
É suposto agradecer a bondade de ocupar o lugar de eterna segunda?

Há mais:
"D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar do Patriarcado e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, considerou que a Igreja reconhece uma 'igualdade evangélica' entre a mulher e o homem mas é, no entanto, 'diferente o modo como cada um ou cada uma realiza a sua missão'."
Será que pode enunciar alguns argumentos que sustentem de forma convincente um tratamento diferencial baseado exclusivamente no sexo d@ crente, constituindo assim um excelente exemplo de discriminação directa, sr. bispo? Atrever-se-à a sugerir que a fé/vocação das mulheres é menor do que a dos homens? Ou irá repescar o velho argumento da impureza feminina?

Que mais querem elas? perguntam os patriarcas da Igreja Católica.
E que tal: serem tratadas como seres humanos, dotadas de direitos iguais? Nem mais, nem menos!

Miss Piggy

17.4.08

Divórcio sem culpa aprovado


Foi hoje aprovado, em Assembleia da República, a nova Lei do Divórcio.

Ninguém deve permanecer casado contra sua vontade” é este um dos princípios subjacentes da nova lei, o que é um passo de gigante num Estado laico e de direito. Um processo de divórcio pode ser doloroso, complicado e complexo, mas é ainda mais burocrático e moroso se uma das partes não se quer divorciar. É mais um tempo infindável de advogados e tribunais, custos financeiros e emocionais acrescidos. (Como se pode ver aqui, por exemplo) Logo, o fim do divórcio litigioso faz todo o sentido.

Nesta nova lei outra grande novidade é a custódia partilhada dos filhos, por ambos os progenitores. O que também pode representar um avanço para os homens, que quando se disputam pela custódia dos filhos, estes ficam quase sempre ficam com a mãe. Obviamente que a custódia partilhada pode ser contestada, portanto veremos se na prática os pais continuarão a ser preteridos pela mãe. (Daqui um ano, voltaremos a este assunto; pode ser que já haja dados de custódias contestadas e números de filhos que ficaram com o pai ou com a mãe).

A violência doméstica também passa a ser um motivo válido para o divórcio, e nestes casos, não é necessária a separação de facto por um ano consecutivo. (Resta também esperar que comece a haver seriedade e avanços no tratamento de casos de violência doméstica).

A Igreja, claro, mais concretamente, a Conferência Episcopal Portuguesa, na voz de D. José Urtigão, já veio se mostrar contra esta medida por considerar que "- O Estado democrático não pode ser militantemente ateu", curiosa afirmação quando vivemos num Estado laico e esta mesma laicização está consagrada na Constituição. Para além disso, se o divórcio é atentar com um dos seus sacramentos - o sagrado matrimónio - quem é a Igreja para opinar sobre o divórcio civil?

(mais informações sobre a nova Lei do Divórcio aqui)

22.10.07

Sair do Armário


J. K. Rowling anunciou esta sexta-feira que Albus Dumbledore, o Director da Escola de Feitiçaria de Hogwarts, é homossexual. (aqui e aqui)

Algumas associações católicas manifestaram já a sua indignação com esta apologia de "estilos de vida depravados" junto das crianças. Entretanto, numa entrevista dada ao DN no início deste mês, o Reitor do Santuário de Fátima, Luciano Guerra, esclarece que dar "um soco na mulher de três em três anos" e amá-la "verdadeiramente no resto do tempo" não é nada depravado.

Vá-se lá entender @s Muggles...

Taxista Feminista
a

14.7.07


Mas já corre por aí uma petição dirigida a Bento XVI a pedir o restabelecimento do diaconato feminino na Igreja.

-Barriguita

1.1.07

Contradições papais

Tenho me contido em escusar a comentar os votos natalícios do Bispo do Porto, onde comparava a interrupção voluntária da gravidez (IVG) com o abandono de crianças na Roda dos mosteiros na Idade Média. Ou comentar, por exemplo, os votos de boas-festas de D. José Policarpo. Porque a Igreja Católica é sempre a mesma, e por isso, não se pode esperar outro tipo de opiniões que não estas.

Mas, hoje, ao deparar-me com as declarações de ano novo do Papa Bento XVI não posso deixar de referir a profunda contradição do seu discurso. Bento XVI faz menção aos direitos mulheres desta forma:

"A mesma insuficiente consideração pela condição feminina introduz factores de instabilidade no ordenamento social. Penso na exploração de mulheres tratadas como objectos e nas numerosas formas de falta de respeito pela sua dignidade; penso também — num contexto distinto — nas visões antropológicas persistentes em algumas culturas, que reservam à mulher uma posição ainda fortemente sujeita ao arbítrio do homem, com consequências lesivas da sua dignidade de pessoa e para o exercício das próprias liberdades fundamentais. Não devemos iludir-nos de que a paz esteja assegurada enquanto não forem superadas também estas formas de discriminação, que lesionam a dignidade pessoal, inscrita pelo Criador em cada ser humano"

Uns parágrafos mais abaixo, Bento VI inquieta-se pela violação sistemática dos direitos humanos universais.

Mas antes do seu discurso emproado sobre os direitos das mulheres e direitos humanos, fala do direito à vida:
"Quanto ao direito à vida, cabe denunciar o destroço de que é objecto na nossa sociedade: junto às vítimas dos conflitos armados, do terrorismo e das mais diversas formas de violência, temos as mortes silenciosas provocadas pela fome, pelo aborto, pelas pesquisas sobre os embriões e pela eutanásia."

Pois, para além do paralelismo extremo, alarmista e perigoso, entre interrupção voluntária da gravidez e terrorismo, o Papa não pode realmente estar a falar a sério quando acha que as mulheres são lesadas diariamente na sua dignidade e liberdades fundamentais. Porque, pelos vistos, ser criminalizada por não se levar uma gravidez até ao fim, não é um atentado à sua vida privada, estar num consultório para fazer um aborto e este ser invadido pela polícia, sem mais, nem menos, também não é uma invasão da vida privada, levar mulheres a tribunal, questionar porque razão fez o que fez, não é um atentado à vida privada, não é uma humilhação pública e judicial. O senhor Ratzinger tenha juízo, e não se arme em populista a defender a "condição feminina" quando depois considera que o aborto é a mesma coisa que um acto terrorista. É que por esta sua sua lógica, a Igreja também é terrorista e contra a vida, quando, por exemplo, condena o uso do preservativo, quando a SIDA e outras doenças sexuais transmissíveis existem, quando, hoje em dia, homens e mulheres, disfrutam, e ainda bem, da sua sexualidade, sem casamentos, sem outros fins que não a reprodução. O que irrita neste discursos papais e bispais é que tratam os crentes como se fossem tontinhos, não soubessem pensar, como se não fossem seres humanos do mundo de hoje. Onde a sexualidade se vive de outra forma, onde as práticas sociais são outras.