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mounting

©redits No final do século XIX as provas fotográficas eram montadas em cartões diversos.  Os passepartouts , molduras, caixilhos, bases de montagem ou cartões eram feitos de várias camadas de papel, e os mais antigos, de papéis finos, do mesmo tipo que o das provas fotográficas.  As provas eram coladas de três formas: em 2 ou 4 cantos segundo uma técnica chamada tipping , aplicando cola nos cantos do verso da prova, ou ainda fixadas ao cartão com cola em todo verso da fotografia. Cerca de 1850, quando as cartes-de-visite foram introduzidas, as provas albuminadas eram montadas em cartolina (Bristol card) de cerca de 4 x 2½ polegadas (10.2 x 6.4 cm) : aproximadamente do mesmo tamanho que os cartões de visita que deram o nome a este formato. para saber mais: what a vintage photograph can tell you notes on photographs

discreto e sentimental

esmaltes. vitrine de estúdio fotográfico. Porto, 1999. ©wheelhouse Nos tempos da Faculdade fiz (ou tentei fazer) um pequeno trabalho sobre o esmalte fotográfico. Digo tentei porque, na verdade, não consegui saber o segredo do procedimento desta técnica de impressão fotográfica dos primórdios da história da fotografia.  Nesse ano (1999-2000), havia no Porto cerca de nove casas dedicadas à realização de fotografias em esmalte, mas apenas cinco delas se dispuseram, não sem desconfiança, a desvendar parte do mistério. Escusando-se por «os esmaltadores estarem de férias», ou «pelo trabalho que se avoluma para os fiéis» ao chegar o dia de todos os santos (altura que muitos encontram propícia para embelezar a última morada dos entes queridos), ou simplesmente porque «o segredo é a alma do negócio», ficamos aquém das expectativas. esmaltes. vitrine de estúdio fotográfico. Porto, 1999. ©wheelhouse Desde a sua invenção que à imagem impressa em esmalte foram oferecidos uma s...

Lady Vignette

Ouvi dizer um dia que as fotografias antigas que são abandonadas deixam de ter interesse para a história. Orfãs, destituídas de nome e data, são apenas imagens, sem nada para contar. São estas fotografias deitadas ao lixo e que alguns respigam que nos permitem contudo aceder a uma parte da vida que já foi. Permitem-nos sempre, ao menos, imaginar. Quem foi, como foi, no que estava a pensar quando o fotógrafo premiu o botão, o motivo que o levou a ir ao estúdio.  Podemos sempre agarrar-nos aos pormenores da expressão do rosto, do olhar, do lado para o qual está o cabelo virado. Observar as poses - a direcção do olhar e a posição do corpo e das mãos - os cenários e os móveis escolhidos a meias com o fotógrafo. Mas só nas fotografias de corpo inteiro, não quando aparece a lady vignette. Quando estamos perante um retrato vignette - uma fotografia de rosto na qual os cantos se desvanecem gradualmente - o nosso olhar dirige-se precisamente para o centro da imagem, on...

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. © 2011 All rights reserved by Catarina Miranda Basso Reza a história da fotografia que as albuminas , normalmente feitas em papel muito fino, eram  montadas num suporte espesso, normalmente um cartão, de cujo formato dependia a sua designação.  O mais comum era o cartão de visita , ou carte-de-visite , que media cerca de 5,7 x 10,8 cm.  A partir da década de 60  do século XIX foram adoptados outros formatos, como o cabinet card , ou gabinete (10,8 x 16,5 cm), vitória (8,3 x 12,7 cm), promenade (10,2 x 17,8 cm), imperial (20 x 25,1 cm), boudoir (12,7 x 20,6 cm), que se mantiveram em uso até às primeiras décadas do século XX. Uma vez que os negativos que deram origem a estas provas são na sua maioria placas de vidro de 9x12 cm, algumas de 13x18 cm, e muito poucas 18x24, supõe-se que estas designações sirvam não só para as dimensões do cartão em que era colada a prova fotográfica, como também para as da impressão fotográfica realizada a partir ...